De viuvinha à Carminha: o romance folhetinesco e a narrativa da novela no Brasil.

Olá, alunos.

Hoje, leremos em conjunto “A viuvinha”, de José de Alencar. Para alicerçar nossa discussão sobre esse texto, é importante que a gente entenda qual era o papel de narrativas como essa e muitas outras que surgem nesse período é bastante importante para o desenvolvimento de vários outros tipos de narrativas que foram e são populares no Brasil, como as radionovelas, as fotonovelas e as telenovelas. 

Para isso, separei um artigo curto e simples que conta a história do folhetim e de seus desdobramentos, escrito pela professora Maria Imaculada Cavalcante, da UFG. 

Peço que vocês leiam o texto e expliquem de que maneira podemos relacionar as discussões trazidas pelo texto teórico com o conto lido. Discutiremos suas explicações (que devem ser trazidas por escrito para entrega) na próxima aula! 

Boa leitura!

Augusto dos Anjos ou Vida e Morte Nordestina, Ferreira Gullar

  1. Escolha um poema que exemplifique o trecho abaixo. Explique sua escolha.

2. Segundo Ferreira Gullar, o que diferencia a poesia de Augusto dos Anjos daquela feita por Raimundo Correia e Alberto de Oliveira?

3. Por que Augusto dos Anjos é considerado um poeta modernista por Ferreira Gullar? Considere aspectos temáticos e estruturais em sua resposta.

4. Explique a divisão que Gullar faz da poesia de Augusto dos Anjos.

O NARRADOR

Caros alunos,

Para os estudos do narrador, leremos o Cap. 2 do livro O foco narrativo, da Ligia Chiappini Moraes Leire e o texto “O ponto de vista na ficção” de Norman Friedman, texto que é a fonte desse capítulo.

Texto 1:

O foco narrativo 

Texto 2:

Friedman O ponto de vista na ficção

Na próxima aula, faremos uma atividade prática para pensarmos os narradores de alguns dos contos que lemos aqui, nomeando-os a partir desse ponto de vista.

LEITO DE FOLHAS VERDES

Leito de folhas verdes


Por que tardas, Jatir, que tanto a custo
À voz do meu amor moves teus passos?
Da noite a viração, movendo as folhas,
Já nos cimos do bosque rumoreja.

Eu, sob a copa da mangueira altiva
Nosso leito gentil cobri zelosa
Com mimoso tapiz de folhas brandas,
Onde o frouxo luar brinca entre flores.

Do tamarindo a flor abriu-se, há pouco,
Já solta o bogari mais doce aroma!
Como prece de amor, como estas preces,
No silêncio da noite o bosque exala.

Brilha a lua no céu, brilham estrelas,
Correm perfumes no correr da brisa,
A cujo influxo mágico respira-se
Um quebranto de amor, melhor que a vida!

A flor que desabrocha ao romper d`alva
Um só giro do sol, não mais, vegeta:
Eu sou aquela flor que espero ainda
Doce raio do sol que me dê vida.

Sejam vales ou montes, lago ou terra,
Onde quer que tu vás, ou dia ou noite,
Vai seguindo após ti meu pensamento;
Outro amor nunca tive: és meu, sou tua!

Meus olhos outros olhos nunca viram,
Não sentiram meus lábios outros lábios,
Nem outras mãos, Jatir, que não as tuas
A arazóia na cinta me apertaram

Do tamarindo a flor jaz entreaberta,
Já solta o bogari mais doce aroma;
Também meu coração, como estas flores,
Melhor perfume ao pé da noite exala!

Não me escutas, Jatir! nem tardo acodes
À voz do meu amor, que em vão te chama!
Tupã! lá rompe o sol! do leito inútil
A brisa da manhã sacuda as folhas!

– Gonçalves Dias, no livro “Últimos cantos”. Série ‘Poesias americanas’. 1851.

ATIVIDADE 1:

  1. Este é um poema narrativo. Que história é contada?
  2. Como se estabelece a interlocução neste poema? Explique sua resposta.
  3. Que imagens são criadas no poema? De que maneira essas imagens fazem o que Candido chama de “consolidação do romantismo”?
  4. O que este poema traz de novidade para a literatura do período?

ATIVIDADE 2:

Leia o texto “Gonçalves Dias inaugura o romantismo”, de Antonio Candido, e reveja suas respostas às questões acima.

ATIVIDADE 3:

Refaça suas respostas à luz do texto teórico e poste-as aqui como um comentário. .