Olá, Alunos.
Caso algum de vocês ainda não tenha encontrado o “Na sala de aula”, que contém o texto que estudaremos amanhã, segue uma cópia aqui:
Antonio Candido – Na sala de aula – Caderno de Analise Literária (doc)(rev)
Abraços
Thais
Olá, Alunos.
Caso algum de vocês ainda não tenha encontrado o “Na sala de aula”, que contém o texto que estudaremos amanhã, segue uma cópia aqui:
Antonio Candido – Na sala de aula – Caderno de Analise Literária (doc)(rev)
Abraços
Thais
Olá, Alunos!
Segue abaixo um arquivo com a estrutura do ENSAIO(obrigada, Deise!) . Vocês devem basear-se nele para a estrutura do seu trabalho sobre o conto.
Manual_de_Redacao_Cientifica_ensaio_acad
Abraço
Thais
Olá, Alunos!
Seguem abaixo os manifestos escritos pelo Oswald de Andrade, o Manifesto da Poesia Pau-Brasil e o Manifesto Antropófago. Gostaria que vocês fizessem essas duas leituras para quinta-feira, dia 19/Out.
manifesto pau-brasil e antropofágico
Abraços
Thais
19/10: Alunos, na aula de hoje, utilizarei como auxílio e complementação teóricas: 1. a versão comentada do Manifesto Antropófago, que vocês encontram nesse link: COMENTÁRIO; 2. um texto do Caetano Veloso sobre o legado do Oswald e sua influência na poesia e na música brasileira: Pau-Brasil, Antropofagia, Tropicalismo e Afins
Olá, alunos.
Um tanto atrasado, mas segue o texto sobre o Augusto dos Anjos:
TEMA
Após a cena do martírio de São Lourenço, Guaixará chama Aimbirê e Saravaia para ajudarem a perverter a aldeia. São Lourenço a defende, São Sebastião prende os demônios. Um anjo manda-os sufocarem Décio e Valeriano. Quatro companheiros acorrem para auxiliar os demônios. Os imperadores recordam façanhas, quando Aimbirê se aproxima. O calor que se desprende dele abrasa os imperadores, que suplicam a morte. O Anjo, o Temor de Deus, e o Amor de Deus aconselham a caridade, contrição e confiança em São Lourenço. Faz-se o enterro do santo. Meninos índios dançam.
(…)
SEGUNDO ATO
(Eram três diabos que querem destruir a aldeia com pecados, aos quais resistem São Lourenço, São Sebastião e o Anjo da Guarda, livrando a aldeia e prendendo os tentadores cujos nomes são: Guaixará, que é o rei; Aimbirê e Saravaia, seus criados)
GUAIXARÁ
Esta virtude estrangeira
Me irrita sobremaneira.
Quem a teria trazido,
com seus hábitos polidos
estragando a terra inteira?
Só eu
permaneço nesta aldeia
como chefe guardião.
Minha lei é a inspiração
que lhe dou, daqui vou longe
visitar outro torrão.
Quem é forte como eu?
Como eu, conceituado?
Sou diabo bem assado.
A fama me precedeu;
Guaixará sou chamado.
Meu sistema é o bem viver.
Que não seja constrangido
o prazer, nem abolido.
Quero as tabas acender
com meu fogo preferido
Boa medida é beber
cauim até vomitar.
Isto é jeito de gozar
a vida, e se recomenda
a quem queira aproveitar.
A moçada beberrona
trago bem conceituada.
Valente é quem se embriaga
e todo o cauim entorna,
e à luta então se consagra.
Quem bom costume é bailar!
Adornar-se, andar pintado,
tingir pernas, empenado
fumar e curandeirar,
andar de negro pintado.
Andar matando de fúria,
amancebar-se, comer
um ao outro, e ainda ser
espião, prender Tapuia,
desonesto a honra perder.
Para isso
com os índios convivi.
Vêm os tais padres agora
com regras fora de hora
prá que duvidem de mim.
Lei de Deus que não vigora.
Pois aqui
tem meu ajudante-mor,
diabo bem requeimado,
meu bom colaborador:
grande Aimberê, perversor
dos homens, regimentado.
(Senta-se numa cadeira e vem uma velha chorar junto dele. E ele a ajuda, como fazem osíndios. Depois de chorar, achando-se enganada, diz a velha)
VELHA
O diabo mal cheiroso,
teu mau cheiro me enfastia.
Se vivesse o meu esposo,
meu pobre Piracaê,
isso agora eu lhe diria.
Não prestas, és mau diabo.
Que bebas, não deixarei
do cauim que eu mastiguei.
Beberei tudo sozinha,
até cair beberei.
(a velha foge)
GUAIXARÁ
(Chama Aimberê e diz:)
Ei, por onde andavas tu?
Dormias noutro lugar?
AIMBIRÊ
Fui as Tabas vigiar,
nas serras de norte a sul
nosso povo visitar.
Ao me ver regozijaram,
bebemos dias inteiros.
Adornaram-se festeiros.
Me abraçaram , me hospedaram,
das leis de deus estrangeiros.
Enfim, confraternizamos.
Ao ver seu comportamento,
tranqüilizei-me. Ó portento!
Vícios de todos os ramos
tem seus corações por dentro.
(…)
ANCHIETA, José de. Auto representado na Festa de São Lourenço, Rio de Janeiro: Serviço Nacional de Teatro – Ministério da Educação e Cultura, 1973.
“A nova representação do sagrado assim produzida já não era nem a teologia cristã nem a crença tupi, mas uma terceira esfera simbólica, uma espécie de mitologia paralela que só a situação colonial tornara possível.” (BOSI, Alfredo.”Anchieta ou as flechas opostas do sagrado”, in Dialética da colonização. São Paulo: Cia das Letras, 2010)
Olá, Alunos!
Hoje faremos nossa aula sobre os três livros do Drummond, Alguma poesia, Sentimento do mundo e Claro Enigma. Para guiá-los nesse caminho, deixo aqui dois textos bacanas: o primeiro, do Antonio Candido, discute alguns dos poemas desses livros essenciais; o segundo, do Affonso Romano de Sant’Anna, faz um guia muito interessante de COMO ler a poesia do Drummond:
Inquietudes na poesia de Drummond – Antonio Candido
http://rascunho.com.br/como-ler-a-poesia-de-carlos-drummond-de-andrade/
Abraço!
Profª Thais
Caros alunos.
Temos discutido muito em sala questões sobre racismo e discriminação, principalmente nas obras do Euclides da Cunha e Monteiro Lobato. Como todas as questões da literatura, essa é muito complexa, porque perpassa crenças pessoais, além das relações de classe em momentos da história muito distintos do nosso. Entretanto, como professora, me parece muito importante ressaltar essas questões, principalmente porque a literatura brasileira tem se formado como um espaço de discussão sobre a nação a partir da representação de seus outros desde o século XIX, portanto ignorar o seu caráter de violência seria um erro. Por isso vou deixar aqui algum material para os mais curiosos sobre os posicionamentos do Monteiro Lobato.
Primeiro um pouco sobre o que é a Eugenia: Eugenia1
Aqui uma matéria sobre a carta enviada por Lobato a Arthur Neiva, conhecido eugenista de São Paulo: https://www.cartacapital.com.br/revista/749/monteiro-lobato-racista-empedernido
e o artigo citado na matéria (que é muito melhor do que a citação simplista da carta capital): Monteiro Lobato e o Politicamente correto
E aqui uma série de vídeos sobre o tema:
Marisa Lajolo (Profa. da USP e pesquisadora do autor): https://www.youtube.com/watch?v=fn1mlfq7Kls
José Vicente (Prof. da Universidade Zumbi dos Palmares e então seu reitor): https://www.youtube.com/watch?v=fn1mlfq7Kls
Frei David Raimundo dos Santos: https://www.youtube.com/watch?v=muwOuMwkeOI
João Luis Ceccanti (Prof. da UNESP): https://www.youtube.com/watch?v=p9e1prp-TD8
E dois textos da revista SIBILA:
http://sibila.com.br/critica/a-ku-klux-khan-de-monteiro-lobato/4760 (esse é meu preferido)
http://sibila.com.br/novos-e-criticos/revendo-a-dimensao-literaria-de-monteiro-lobato/4007
Agora leiam e tirem suas conclusões. A minha vocês já conhecem 😉
Profª Thais
Perguntas para reflexão sobre o texto do Luzimar e a relação entre ele e os contos do Lobato:
Olá, alunos.
Para a próxima semana, leremos três contos do Monteiro Lobato e um texto crítico sobre ele escrito pelo professor Luzimar ♥ !
Seguem abaixo os contos a serem lidos.
“Velha Praga” – Monteiro Lobato VELHA PRAGA
“Urupês” – Urupes – Monteiro Lobato (1)
“Negrinha” (notem que este documento contém mais contos , mas vocês devem ler somente o primeiro)- negrinha contos
Até lá! Abraços!
Thais
Olá, Alunos.
Seguem abaixo duas questões de vestibular sobre os dois livros lidos para essa etapa do curso. A partir dessas questões, vocês deverão fazer um plano de aula sobre os livros que contemple os temas propostos nelas. O objetivo é pensarmos sobre o lugar que as obras de literatura tem ocupado nos vestibulares e, consequentemente, nas salas de Ensino Médio. Também proponho que possamos refletir sobre as discrepâncias entre o ensino “preparatório” para as universidades e o ensino público.
Até a aula! Abraço!
atividade plano de aula – caminhos cruzados e capitães da areia