12 comentários sobre “Definição de Litertura Infantil

  1. Estamos acostumados a rotular os textos seguindo preceitos críticos que muitas vezes não alteram sua importância, mas que podem acarretar diversos pontos negativos, assim como a visão estereotipada que temos de livros escritos para crianças, em que nunca se espera “muitas coisa” como se espera dos livros para adultos.
    Há muitas controvérsias acerca da definição de literatura e de como se pode classificar os livros infantis, mas vale ressaltar que a pluralidade de significados que se pode encontrar é vasta e sempre haverá discussão defendendo diferentes pontos de vista, por isso é impossível ter uma definição absoluta.
    É visível a forma como os adultos tendem a censurar os livros infantis e em geral os leem como se fossem textos escritos para adultos quando não possuem um certo prazer em ler para uma criança, afinal quando se faz esse tipo de leitura o leitor implícito faz com que o adulto acabe lendo como a criança que foi um dia, ou m esmo uma criança idealizada.
    É inconcebível a forma como permitimos que o sistema determine o que é e o que não é literatura, nós aceitamos que os críticos deem sua palavra e a acatamos como nossa verdade absoluta, o que pode dificultar com que mudemos esse conceito, uma vez que a literatura infantil é tão significativa e importante quanto a não-infantil.
    Baseado na ideia de que existe um leitor que se espera de cada história, a literatura infantil é muito subestimada, pois como é dito no livro ela “é vista como não ‘adequada’ para crianças”, visto que se despreza sua aptidão.

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  2. O ponto principal do livro é a discussão sobre a definição da Literária Infantil. Ao decorrer dos tópicos é possível ver opiniões diferentes sobre o assunto, apontando que Livros Infantis deveriam sim ser considerados parte da Literatura Infantil.
    É dito por Isabela Jan

    ” Os Críticos estão sempre prontos para distribuir notas boas e más, sempre preparados para avaliar o “subproduto” por padrões acadêmicos de declarar que umas de suas produções é o ou não “literatura ” ou é ou não “bem escrita” ou que ela tem chance ou não de torna-se um clássico.”

    Ou seja, de uma maneira velada, Isabela dirige uma crítica leve aos críticos de um ponto de vista onde os mesmos se acham justos e certos o suficientes para indicar se um livro é bom o suficiente para ser considerado “Literatura de verdade” ou não e frisa que o intuito dos livros infantis não é ser Literatura, mas apenas de destinado ao seu público.

    No tópico “Modo de Ler” nós entendemos um pouco mais sobre os tipos de leitura dos livros, e como cada um pode ser colocado dentro de um nicho de acordo com o leitor.
    O autor do livro trás a questão que existe três tipos de leitores; o adulto que lê um livro destinado a adultos, um adulto que lê um livro destinado a crianças e uma criança que lê um livro destinado a crianças, e com isso entendemos que a clara diferença de percepção de uma leitura baseada na idade do leitor.

    Com isso nós entendemos que não tem uma definição concreta para a Literatura Infantil, que na verdade o livro tem que atender o que lhe é proposto, ser uma leitura para crianças.

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  3. O livro retrata sobre como a literatura infantil é vista dentro de uma sociedade, como cada crítico enxerga a mesma e o porquê de ser tão subestimada. De modo, que a definição de literatura para muitos é baseada apenas em grandes autores e seus respetivos livros.
    · “A literatura para criança difere da literarura para adulto em grau, não em espécie” – Rebecca Lukens.
    · De acordo com Jill Paton Walsh, a literatura infantil é refaz uma declaração adulta de maneira simples e transparente.
    · As experiências e intenções vividas e sentidas pelos adultos, obviamente não são as mesmas das crianças o que reflete na interpretação de cada pessoa ao ler uma história.
    · “Você lê como a criança que foi, ou como a criança que você pensa ser? […] Até que ponto os leitores conseguem esquecer sua experiência adulta?”
    · O fato da literatura e dos leitores infantis serem excluídos da teoria e da crítica, é que a literatura só acessível aos favorecidos de “intuição treinada”.

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  4. Aspectos da definição- O autor problematiza a definição do que é literatura infantil, e ele traz várias falas de especialistas que afirmam que há bons livros para adultos e somente adultos, mas não existem bons livros somente para crianças. Nesse subtitulo tambem é muito discutido a questão de se é necessário aplicar valores especiais para o julgamento de um livro infantil.
    Modos de ler- O autor cita algumas formas de experiência de leitura, como por exemplo o adulto que lê um livro infantil, ou a criança que lê um livro infantil, é claro que essas diferenças de idade, e de vivência terão um impacto em como o livro será experienciado. E ele cita também que quando lemos algo que não seja motivado pelo prazer é necessário observar o leitor implícito da obra, e “ler contra ele”. Outro questionamento que o autor faz que é interessantíssimo é: vc lê como a criança que foi, ou como a criança que você pensa ser ?
    Definições de literatura- nesse subtitulo é clara a problematização que o autor faz sobre o que é literatura, e ele mostra uma vizão de que pra muita gente literatura são só os grandes nomes, porém se a leitura for feita com outros olhos, se pode encontrar literatura em “qualquer livro”.
    Definição de criança- Aqui o autor realmente da a definição de criança e mostra o porque de ser necessário um tratamento especial para obras literárias voltadas a esse público, como por exemplo na fala “a literatura da criança não pode ser a mesma que a literatura para a criança”, e ele destaca o fato de que o contexto social vivido pela criança vai ditar como ela terá acesso a literatura.
    Definição de “literatura infantil”- Enfim, o autor conclui o seu texto mostrando a dificuldade que é definir uma boa literatura infantil, un ponto que ele mostra é o fato da infancia mudar ao decorrer dos anos, e as crianças gostarem e procurarem diferentes temas em diferentes épocas.

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  5. O autor Peter Hunt, em seu livro “Crítica, Teoria e Literatura Infantil”, trabalha com a ideia de desconstrução do preconceito relacionado a Literatura Infantil e as diferentes formas de enxergá-la e avaliá-la. Ao decorrer dos capítulos iniciais, Hunt traz à tona uma opinião popular na qual grande porcentagem das pessoas defende que os livros infantis não podem ser considerados literatura, pois não poderiam ser avaliados com a norma culta padrão. Peter, com o objetivo de plantar conceitos estruturados, rebate esta ideia e argumenta que os livros para crianças deveriam possuir uma análise e conceitos próprios ao invés de seguir a norma culta padrão e sendo, portanto, considerados literatura.

    Partindo então do ponto onde livros infantis são literatura, o autor apresenta uma nova perspectiva a respeito da literatura no geral. Afinal, não existe uma definição única de literatura, contudo ela não se resume apenas a grandes nomes e obras, ela pode ser enxergada através de qualquer livro.

    No subtítulo “Definição de Criança”, Peter mostra como é importante as obras direcionadas ao público infantil e que, na realidade, não estaríamos lidando com um grupo apenas, mas sim uma grande diversidade de indivíduos devido ao contexto social de cada criança – o que se faz necessário ao pensar no leitor implícito de cada livro infantil.

    Hunt conclui em seu subtítulo “Definição de Literatura Infantil” que é extremamente complexo determinar um critério de avaliação para a Literatura Infantil, pois as crianças se desenvolvem de forma rápida e consequentemente procuram assuntos diferentes ao decorrer do tempo.

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  6. Lohayne Fernandes

    Aspectos de definição
    – Livros infantis são para todos, têm o mesmo grau de dificuldades do que livros para adultos.
    – Livros infantis promove acessibilidade, precisa ser mais complexo que outros textos para entendimento do público em geral, seja crianças ou adultos.
    Modos de ler
    – O conto tem o propósito de resultar experiências passadas do usuário ou da especificação do proposito da literatura. O entendimento da leitura vem a partir de um conhecimento prévio.
    – Adultos lendo livros para adultos: distração ou instrução. Criticar, comentar ou discutir.
    – Adultos lendo livros para crianças: adultos leem como se fosse um texto para adultos, não funciona. Olhar analítico dominante.
    Definição de literatura
    – Na avaliação de uma obra é mais importante o valor que se atribuiu a ele do que as características que possui.
    – O texto se faz literatura com o seu contexto cultural que determina a classificação.
    – O texto literário é usado de modo estético, não prático.
    – A literatura é um termo – valor. Parece que a literatura infantil, ao se separar-se, define-se em termos de seu público
    – A literatura é uma erva daninha, não existe um tipo específico.
    Definição de criança
    – A criança constrói laços emocionais com figuras maduras.
    – Crianças terão pensamentos radicais quando se refere a entendimento de textos e verão a linguagem como outra área para exploração lúdica.
    – Não se pode esperar que a literatura definida pela criança seja estável.
    – O que é considerado característica comum no contexto social,
    – Literatura é direcionada para o tipo específico da criança.
    Definição de literatura infantil
    – Livro de crianças é algo imediato.
    – Pode ser definida como: livros lidos e adequados para grupos de crianças.
    – Os conceitos de infância mudam tão depressa que os livros definidos para crianças caem em um estado de incerteza.
    – Temos que colocar os livros históricos para criança em uma categoria distinta.
    – Literatura infantil foi apenas reconhecida no século XX, o fato é que ela é sempre foi um estudo acadêmico.
    – A literatura infantil está se tornando autodefinidora.

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  7. Bárbara Ellen

    Em seu livro “Crítica, Teoria e Literatura Infantil”, o autor Peter Hunt expõe diversas opiniões a respeito da literatura para o público infantil. No presente texto, será abordado o capítulo de número três deste livro, o qual intitula-se “Definição de Literatura Infantil”.
    O autor começa falando sobre a definição e a importância da literatura infantil para diversos autores, defendendo sua opinião – embasada no pensamento de Jill Paton Walsh – de que “ler literatura infantil é, para o adulto, um processo mais complexo do que ler um livro adulto”.
    Assim, deve-se ter três pontos de vista sobre a leitura: “o adulto que lê um livro destinado a adultos, o adulto que lê um livro destinado a crianças e a criança que lê um livro destinado a crianças”. O problema é o adulto que lê livros para crianças como se fossem livros destinados a adultos, o que faz com que estes procurem nesses livros a semelhança de um livro adulto, fazendo com que os livros infantis sejam considerados de baixo nível. Além disso, há também outra questão, que é a da censura por parte de quem revisa o livro antes de sua publicação, já que se subentende que a criança não tem cognição para ler determinadas questões, mas na verdade “as crianças são muito mais competentes em lidar com textos do que geralmente se supõe”.
    Já que há, então, essa confusão a respeito de como se deve julgar um livro infantil, é necessário explicar o conceito de literatura, que nada mais é do que a análise do livro em seu contexto cultural, não necessariamente sendo julgado por sua estrutura de linguagem. Sendo assim, os livros infantis poderiam ser considerados literatura, mas não são, pois “as normas culturais não são aplicadas a um gênero pouco considerado ou de má reputação”. Desse modo, faz-se necessário estabelecer o rigor do método de avaliação, de tal forma que considerasse a literatura infantil aceitável. No entanto, tornar a literatura para crianças inferior ou não, depende “do modo como a sociedade encara as crianças e a infância”. Sendo assim, é necessário refletir sobre “o que é uma criança?”.

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  8. O autor Peter Hunt, nesse livro, aborda inicialmente a definição de literatura infantil, em que não há uma definição única e que a literatura infantil, para um adulto, é algo muito mais complexo. Sendo assim, livros feitos para crianças não são necessariamente exclusivos para elas.
    Seguidamente, em “Modos de ler”, Hunt fala como alguns livros têm um público implícito, que são tanto adultos quanto crianças. E ele traz um questionamento aos adultos leitores de literatura infantil: “Você lê como a criança que foi, ou como a criança que você pensa ser?”. As crianças compreendem e absorvem as coisas mais do que imaginamos, sendo assim, não devemos subestimá-las no momento de escolher um livro para elas.
    Em “Definição de ‘literatura’”, é abordado o fato de que livros infantis são escritos por adultos e que é envolvido decisões morais, consequentemente serão usados para formar as opiniões da criança. Com uma citação de C.S. Lewis, Hunt fala sobre como as histórias são igualadas às redes e que são utilizadas para pegar os ingênuos e incapazes, ou seja, as crianças, que são vistas sempre como inferiores. Portanto, a definição de literatura, para Peter Hunt, é: a literatura é o que escolhemos fazer dela.
    Em “Definição de criança”, Hunt lista características, estágios e diferenças das crianças em relação à leitura. Em que as crianças podem lidar e pensar de diferentes formas com diferentes gêneros textuais. A infância, assim como a literatura, não tem uma definição estável.
    Por fim, em “Definição de ‘literatura infantil’”, em que o autor considera que a literatura infantil tem sido autodefinidora e que com uma leitura cuidadosa, reconhecendo o leitor implícito, ficará claro para quem o livro se destina. O texto recebe seu valor de reconhecimento dependendo das circunstâncias de seu uso.

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  9. Em seu livro Crítica, teoria e literatura infantil, o autor Peter Hunt aborda a ideia de quebrar preconceitos e diferentes perspectivas e avaliações da literatura infantil. No capítulo de abertura, Hunt expressa a opinião ampla de que a maioria argumenta que os livros infantis não podem ser considerados literatura porque não podem ser avaliados em relação às normas culturais padrão. Com o objetivo de estabelecer um conceito estruturado, Peter apoiou essa ideia, argumentando que os livros infantis deveriam ter sua própria análise e concepção, ao invés de se qualificarem como literatura de acordo com as normas culturais padrão.
    Dado que os livros infantis são literatura, o autor apresenta uma nova perspectiva sobre a literatura em geral. Afinal, não existe uma definição única de literatura, mas você pode reconhecê-la em qualquer livro, não apenas em celebridades e obras. No subtítulo “Definição de Crianças”, Peter explica a importância das atividades dirigidas às crianças e como, na prática, não estamos lidando com apenas um grupo, mas com o contexto social de cada criança. Isso mostra que você está lidando com diferentes indivíduos dependendo sobre a situação. Considere o público leitor implícito de livros infantis.
    Em seu subtítulo, “Definindo a literatura infantil”, o Sr. Hunt observa que estabelecer critérios para avaliar a literatura infantil é muito complicado porque as crianças crescem tão rapidamente que com o tempo elas se voltam para outras disciplinas.

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  10. O autor aborda a temática: literatura para o público infantil.
    Defende que não há uma só definição de literatura infantil e que as mesmas obras podem ser utilizadas tanto com crianças como com adultos. Além disso, rebate a teoria de que a criança não tem a noção de apreciação estética. Afinal, a criança é plenamente capaz de compreender qualquer tipo de temática.
    Não se deve esperar que a criança e o adulto obtenham a mesma compreensão de um determinado conteúdo. Mas, vale lembrar que os mesmos conteúdos podem e devem ser direcionados a todos os públicos e que todas as compreensões são válidas. Também reforça que a criança é um ser pensante que é plenamente capaz de exercer juízo de valor, contudo, sua interpretação é variável e dependente de seu conhecimento prévio

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  11. A premissa de que as histórias para crianças devem seguir um padrão, baseando-se no pensamento de que a criança não consegue absorver um conteúdo literário diferente do que comumente se destina a ela e de que esse conteúdo não se trata de literatura, são dois pontos chave das principais críticas abordadas por Peter Hunt.
    Por meio dessa leitura, podemos abranger a discussão e criar a consciência de que há muitos meios da criança entrar no mundo literário e que a literatura infantil é algo muito mais complexo do que simplesmente um livro destinado a ela como mero entretenimento. E que sim, trata-se de literatura também os livros infantis, pois, por não haver uma definição pontual do termo, logo não deveria haver qualquer diminuição de valor do gênero com qualquer afirmação que não a trate como tal. Hunt expõe vários conceitos e opiniões que nos aprofunda na discussão do tema. Entre eles, nos seguimentos “Definição de Criança” e “Definição de Literatura Infantil”, o autor faz toda essa ligação de que, por se tratar de um ser em construção que irá se interessar por assuntos distintos em seu desenvolvimento, as crianças têm gostos, senso crítico e imaginação diferentes de nós, adultos, e principalmente entre outras crianças.
    Assim, as obras infantis cumprem papéis diferentes para cada um de seus leitores implícitos.

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  12. No capítulo terceiro da obra intitulada “Crítica, teoria e literatura infantil” de Peter Hunt, o autor identifica as dificuldades de se definir literatura infantil.
    Ele explica que considera-se literatura como algo própriamente adulto e fora das possibilidades de compreensão das crianças, quando na verdade, a literaturra infantil difere da literatura adulta em grau, não em espécie.
    O escritor que estiver voltado a um público infantil deve considerar o nível de experiência de vida e vocabulário das crianças, sem subestimar a competência que elas possuem de lidar com textos, e a abertura para formar o intelecto, inclusive muito mais facilmente que os adultos.
    Quanto a forma de apresentar os textos as crianças, segundo Hunt, faz-se necessário o gosto pelo conteúdo que os compõe, para estar em concordância com o leitor implícito e alcançar o objetivo pelo qual eles foram escritos.

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