19 comentários sobre “TEORIA LITERÁRIA – POESIA

  1. Octavio Paz inicia seu texto descrevendo minuciosamente o que é poesia, e a define como tudo, dos mais diversos sentimentos até situações cotidianas. Ainda aponta que poesia e poema são frquentemente confundidos, citando Aristóteles para explicar que “nada há de comum, exceto a métrica”, este compara Homero (poeta) e Empédocles (filósofo). Um poema é uma obra, um objeto escrito, já a poesia se encaixa no poema, ela é ampla e essencial, uma força ou estado que pode existir dentro e fora do poema – sem a poesia, o poema se torna apenas um conjunto de palavras organizadas, sem sentimento ou sentido verdadeiro.
    A poesia também não é exclusiva dos poetas, pois qualquer um é capaz de senti-la. O poeta é quem traduz essa experiência em linguagem, criando algo que universalize o sentimento. Paz comenta que a poesia é tanto criação quanto revelação, porque o poeta cria e ao mesmo tempo lhe são reveladas novas coisas a repeito do mundo e sobre si mesmo no processo de criação. Logo, o poema é como um corpo que carrega a essência viva da poesia, e cada vez que alguém lê, essa essência renasce e toma novas formas, se recriando. Apesar da falta de sentido, um poema pode existir sem poesia, ele só não emociona, não causa nada ao leitor.
    Por fim, o que Paz demonstra é que poesia e poema não são a mesma coisa, mas também não são totalmente independentes um do outro – a poesia só é vista se expressa a partir do poema, quando é expressa por outras coisas (como uma paisagem, lembrança, sentimento), ultrapassando as palavras, ela não se torna fisicamente visível. Assim, um poema também não tem sentido e é vazio sem a poesia para preenchê-lo, para dá-lo alma e vida que o faça ser universalizado entre os leitores. Pois o ser humano sente, então para um poema comover, deve ter sentimentos.

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  2. Neste texto pude observar que o autor começa a explorar o mistério da poesia com uma pergunta simples, mas profunda: o que é poesia ? Ele mostra que ela não é apenas um tipo de texto bonito ou bem construído, é uma experiência viva, algo que clareia o ser humano lhe trazendo a emoção e o conhecimento, de uma forma capaz de mudar sua rotina. Sobre a diferença de poesia e poema, a poesia é a intenção por traz do texto que faz tudo começar, já o poema é a sua forma visível e como se assume nas palavras que são escolhidas de uma forma capaz de moldar e induzir o pensamento do leitor. Nem todo poema tem poesia, e a poesia, muitas vezes, pode aparecer não somente em livro mas também numa lembrança ou em algo que nos comove sem explicação. O poema, para Octavio Paz, nasce justamente entre o impulso criador e o trabalho intencionalmente com a palavra. A inspiração serve como uma faísca, fazendo com que o poeta transforme essa emoção em forma, ritmo e sentido, por isso, o poema é algo que precisa de construção, precisão e entrega. Cada palavra escolhida carrega o peso da experiência e, ao mesmo tempo, a lembrança que pode lhe causar devido a forma que ela foi apresentada. A linguagem é o meio onde essa transformação ocorre, onde o imaginável se torna concreto, podendo ser compartilhado. Assim, ele é retratado como uma recriação, trazendo sentido às coisas e a maneira como vemos o mundo. Com isso, o autor diz o que há de mais essencial em sua visão, a poesia não é apenas uma arte ou um gênero literário, mas sim uma forma de existência do ser humano se relacionar consigo mesmo e com o mundo.

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  3. CARLOS ESTITES JULIANO

    Da leitura do texto, advém a noção de que o poema é símbolo. Símbolo é, é claro, da poesia. O homem não faz poesia, faz poema; e o poema não tem poesia, mas para ela aponta. Onde está a poesia? Alguns diriam, na lua, mas isso também é poema. Como, então, definir poesia sem poema?

    O autor, em seu texto, faz referência a algumas correntes místicas orientais. Isso é curioso. De fato, o que esses fazem, para “despertar” à realidade última é, essencialmente, pensar sobre o próprio ato de pensar. Isso é como tentar observar o próprio olho. Para tal tarefa hercúlea, eles passam a vida dominando a arte da intuição, dedicando-se inteiramente à libertação das correntes lógicas. Pensar sobre poesia, aqui, é similar.

    Afinal, existe algo que é consenso entre esses místicos: a verdade não é algo que se aprende; é algo que se experiencia. Da mesma forma, é comum às tradições místicas iniciáticas a noção de que mesmo essa experiência é apenas um reflexo da verdade: a beleza. Beleza e poesia, como arquétipos, se confundem? Nessa linha, o que é a beleza?

    Peço perdão por ter lido este texto apressadamente. Ele parece ser muito interessante, e em outro momento seria interessante continuá-lo.

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  4. Entende-se que, para Octavio Paz, poema e poesia são separadas por coisas bem centrais, a poesia é feita de emoções, moldada do espiritual, ela existe fora das palavras, Paz vê a poesia como uma maneira de o ser humano se encontrar consigo mesmo e com o mundo. Já o poema possui uma construção escrita, obra formal, o poema expressa a poesia. Como o autor cita “Nem todo poema contém poesia, pode haver poesia fora dos poemas”. O autor também destaca que a poesia está presente em todos os tipos de cultura, ela é a força criadora que une a emoção e a razão, linguagem e silêncio. o poema é uma tentativa de capturar o instante poético, mas nem todo poema pode conter poesia e, a poesia pode existir até fora dos versos.

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  5. O texto “Poesia e Poema”, de Octavio Paz, tem início com uma abordagem sobre a natureza da poesia e do poema. Nessa abordagem, o autor faz uso de analogias que tentam dar significado a esses dois conceitos. Paz começa a desmembrar as definições e discute a diferenciação que pode ser feita entre a poesia e o poema. Primeiro, o autor aponta que “nem todo poema – ou, para sermos exatos, nem toda obra construída sob as leis da métrica – contém poesia”. Com isso, entende-se que as obras poéticas – que nem sempre são, de fato, obras – não são necessariamente aquelas que seguem o estilo adotado em determinadas estruturas. Essas obras são poesia porque foram tocadas por ela, porque representam os sentimentos, as emoções. Em seguida, Paz defende que “o poema não é uma forma literária, mas o lugar de encontro entre a poesia e o homem”. Assim, tanto a poesia quanto o poema passam a ocupar um lugar além daquele que já é conhecido, isto é, a poesia deixa de ser somente uma “essência” e o poema deixa de ser somente um conjunto de palavras organizado a partir da métrica e da rima. Ao longo do texto, o autor segue apresentando apontamentos e, em seguida, questionando esses mesmos apontamentos, enquanto exemplifica por meio de ideias e definições de diferentes pensadores. Portanto, ao final da leitura, pode-se (tentar) compreender que poesia não precisa ser algo que pode ser tocado ou visto. Poesia é, na verdade, o sentimento, é o que liberta tudo aquilo que fica escondido dentro de cada ser, dentro do autor; poesia é a interpretação, é o que transforma a visão de mundo de quem lê, de quem sente. E o poema, esse sim, concreto, é a materialização de toda essa poesia, é o resultado visível. Sendo assim, tem-se que esses dois conceitos não são totalmente dependentes um do outro, mas se completam. A poesia é a alma que preenche o corpo (o poema).

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  6. Poema e Poesia (Octavio Paz)
    -Poesia: Ela é uma atividade revolucionária que transforma o mundo em um método de libertação interior. A enumeração de definições contraditórias não é vista como um erro e sim como a prova da riqueza da experiência poética, que não pode ser capturada por um único conceito. Para aprender a unidade da Poesia, Paz argumenta que é preciso voltar-se para o seu testemunho direto, o poema. Um poema pode existir sem poesia, ele só não emociona, não causa nada ao leitor.
    Ele traz uma distinção entre poético e o poema. O poético é a poesia em estado amorfo, presente em pessoas, paisagens e fatos, por exemplo, quando olhamos um pôr so sol e nos emocionamos, isso é poético. O poema é uma obra onde a poesia se torna concreta. Seja um texto, pintura, música.
    -Poema: Paz critica as tentativas de classificá-los em gêneros ou explicá-los através de disciplinas. Classificá-lo não é entendê-lo, cada poema é único, sua essência não pode ser explicada. O que importa é a experiência que ele provoca.
    Paz distingue entre técnica e criação. A técnica é um procedimento que podem ser aprendidas e repetidas, que se aperfeiçoa ou se degrada com o tempo. A criação poética, é um momento de inspiração, um ato único. A técnica do poeta morre no instante da criação.
    Paz então expande o conceito de poema para além da literatura, como pinturas, esculturas, dança ou sinfonia, desde que cumpram duas condições fundamentais: Primeiro, devem fazer com que seus materiais recuperem sua natureza original, esses materiais devem se transformar em imagens. A imagem é aquilo que se abre a um universo de significados mais amplos. O artista, portanto, é um criador de imagens: um poeta.
    Enquanto a prosa busca um único significado, um único conceito, a poesia liberta a palavra, brinca com seus sons, signifcados etc, explorando sua ambiguidade.
    Paz, também aborda a experiência de leitura. Através do poema, o leitor transcende a si mesmo, não é apenas entender, é sentir. A poesia nos conecta com algo maior que nós. Já o poem é a porta de entrada para esse mundo.

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  7. No livro Poesia e poema, Otávio Paz traz várias analogias para explicar o conceito deste título, no qual no fim, percebemos q n tem um conceito bem definido. Porém, como o autor coloca logo na primeira linha de seu texto “A poesia é conhecimento, salvação, poder, abandono. Operação capaz de transformar o mundo, a atividade poética é revolucionária por natureza;”.

    Paz diz que nem todo poema contém poesia, o poema é como se fosse a obra que carrega a poesia, é o lugar de encontro entre a poesia e o homem. Cria uma certa analogia para explicar esse ponto: “Analogia: o poema é um caracol onde ressoa a música do mundo, e métricas e rimas são apenas correspondências, ecos, da harmonia universal”.

    O autor explica que cada poema é único, irredutível e irrepetível, dizendo que a única característica comum a todos os poemas consiste em serem obras, produtos humanos, pois cada um traz consigo uma técnica única, com um tipo de linguagem, e carrega parte da história na qual foram criados. Com isso, trazemos o que o autor diz sobre “estilo”, o poeta usa o estilo de sua época, mas com sua própria técnica “O poеta utiliza, adapta ou imita o fundo comum de sua época – isto é, o estilo de seu tempo -, porém modifica todos esses materiais e realiza uma obra única.”(Paz, p.21)

    Otavio Paz fala sobre um poema transcender a história, podendo passar por épocas e gerações, continuando significativo, isso pode ser percebido no parágrafo em que diz:”revive uma imagem, nega a sucessão, retorna no tempo. O poema é mediação: graças a ele, o tempo original, pai dos tempos, encarna-se num momento.”

    Como citado no início desse comentário, o poema é a forma da poesia chegar ao homem, e sua interpretação pode mudar de acordo com cada leitor, até sobre o mesmo leitor revivendo o poema em períodos diferentes de sua vida. Encerrarei com uma citação onde o autor explica esse ponto:” No entanto, o poema não é senão isto: possibilidade, algo que só se anima ao contato de um leitor ou de um ouvinte. Há uma característica comum a todos os poemas, sem a qual nunca seriam poesia: a participação. Cada vez que o leitor revive realmente o poema, atinge um estado que podemos, na verdade, chamar de poético”.

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  8. O autor inicia o texto com uma não declarada ode à poesia. Reduz, ao mesmo tempo que exalta com a sugestão de uma miscelânea de adjetivos e conceitos – conceitos que, algumas vezes, se contradizem – o artifício revolucionário e singelamente humano que é a poesia. De maneira bela, confunde para poder esclarecer. À primeira vista, a poesia pode ser tudo o que há e possui a capacidade de se refletir nas coisas universais que permeiam a existência: aflição, conhecimento, o pão, a guerra, o amor, magia, nações, acaso, desordem, regras, loucura, limitação. Há a necessidade de discernir poema e poesia, o primeiro é forma, métrica, rimas, já o segundo está no mundo e assim surge a figura do poeta que é o fio condutor que transforma o poético em uma obra. Porém ao tentar compreender o que é a poesia, é impossível reduzi-la e as terminologias se deparam com a inutilidade. A interpretação de símbolos e significados sugeridos pela crítica é mero vício. Diversa, a poesia se despedaça em incontáveis possibilidades na linguagem, também irrepetível, as obras que dela utilizam são universos estilísticos únicos e, portanto, suas constituições não são simples soma de artifícios. Pelo pressuposto de que a natureza da poesia é a pessoa humana, esta torna-se incapaz de ser uniformizada, nomenclaturas generalistas ignoram as idiossincrasias de cada poeta que tornam as obras distintas quando comparadas. Poemas são o resultado da capacidade do poeta de arquitetar o estilo. As técnicas de escrita, o contexto histórico, a biografia do poeta, os utensílios utilizados deixam de existir a partir do instante em que a linguagem poética é transfigurada por quem a sintetiza. O poema é sempre algo a mais. Nessa transfiguração, a matéria referenciada sofre mutação e transforma-se em “outra coisa”. Deixa de ser o que é, pertence a outro universo, ainda é a mesma coisa, porém não é mais só esta coisa. A poesia é o além da linguagem, não é apenas pictorização, é a imagem após a própria imagem.  

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  9. O presente ensaio “Poesia e Poema”, de Octavio Paz, discorre sobre a diferenciação, não tão óbvia, entre conceitos fundamentais do estudo da Literatura: poema e poesia. Nesse panorama, o filósofo Aristóteles, mesmo em sua época, já defendia que poesia e poema são coisas distintas, mas relacionáveis, na medida em que nem todo poema é uma poesia, mas a poesia pode alcançar o poema e outros gêneros variados. O poema é um fenômeno da leitura, uma das construções que permite que a poesia atinja o homem, e que o homem seja atingido por ela. Além do mais, não é possível reduzir a poesia à sua forma de ser expressa unicamente pelo poema, pois ela aparece em outros lugares, em outros momentos e com o contorno de outros objetos, ainda que esses sejam difíceis de serem compreendidos, fazendo com que cada expressão seja única. O autor, de uma forma ironicamente poética, evidencia que tudo isso é produto humano, que cada um tem a sua função e que a forma a qual eles foram criados tem a sua intencionalidade e significado, resultando na premissa de que tudo é linguagem, e o poema pode transcender os limites de sua própria linguagem e pode ser um mediador entre a poesia e a imagem dela ao humano, que, ao ler, se encontrará em estado poético. Em suma, pode-se compreender que “o poema é via de acesso ao tempo puro, imersão nas águas originais da existência. A poesia não é nada senão tempo, ritmo perpetuamente criador.”

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  10. O autor começa o texto falando sobre tudo o que poesia é, e ele cita muitas coisas, opostos como “isola, une” me chamaram muita atenção, pois como pode uma mesma coisa unir e separar, ou ate mesmo como pode uma única coisa ter tantos conceitos, visões e sentimentos?

    Logo após o autor diz que para reconhecermos cada uma das formulas citadas anteriormente só se pode descobrir encarnando cada poesia, o que me faz supor do porque tantas formulas foram citadas anteriormente

    Otavio diz em um parágrafo “nem todo poema – ou, para sermos exatos, nem toda obra construída sob as leis da métrica – contém poesia” “Por outro lado, há poesia sem poemas: paisagens, pessoas e fatos podem ser poéticos: são poesia sem ser poemas.” Essas citações nos mostram ao quão abrangente à poesia pode ser, estando em vários lugares de diferentes modos.

    Mas a frente ele diz que o poema é uma obra, já a poesia se polariza, se agrega e se isola num produto humano, ele diz que o poético é a poesia em estado amorfo, algo sem fora determinada, diferente de um poema que tem sua forma e estrutura. Ele diz que o poema não é uma forma literária, mas sim um meio da poesia e do homem se encontrarem, que o poema emite a poesia. Sendo assim acho que podemos distinguir que a poesia é algo que não necessariamente precisa ser tocado ou visto diferente de um poema que por sua vez seria um “objeto”, porém mas a frente no texto lemos que mesmo sendo um objeto ele é único, criado por uma técnica que morre no instante da criação, essa técnica o autor descreve como “técnica poética”, ele a descreve como um procedimento que não pode ser descrito, pois não é feita de receitas e sim de invenções que só servem para quem a criou.  

    Dessa forma, percebemos que Octavio Paz faz uma “distinção” entre o que é poesia e o que é poema, mostrando que, embora estejam intimamente ligados, não são a mesma coisa. A poesia é algo que existe em estado livre, e pode se manifestar em qualquer aspecto da vida — em uma paisagem, em um gesto, em um sentimento ou até mesmo em um silêncio. Já o poema é a tentativa humana de expressar tudo isso, é o momento em que o homem transforma a inspiração em palavra, o imaterial em algo concreto.

    Octavio Paz também ressalta a importância da criação e do ato poético como algo único e irrepetível. Ele afirma que a técnica poética não pode ser ensinada ou copiada, pois nasce da experiência individual de cada criador. Cada poema, portanto, é o resultado de uma descoberta pessoal, algo único.

    No final, o texto nos leva a refletir que a poesia vai muito além da literatura: ela é uma força vital, um modo de ver e sentir o mundo. O poema é apenas maneira de expressar de modo material o sentimento humano.

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  11. Octavio Paz estabelece No texto “Poesia e Poema”, que a Poesia é uma experiência vasta e paradoxal, que abrange conhecimento, salvação e poder, e tem a capacidade de revelar o mundo e criar outro. Já o Poético é a poesia em estado amorfo, encontrada em paisagens e fatos, mas sem constituir uma obra. O Poema, por sua vez, é a obra e o produto humano, o lugar de encontro onde a poesia se congrega e se revela plenamente. ​Entre as características chave do poema, destaca-se o fato de ser único, irredutível e irrepetível. Na sua relação com a linguagem, o poeta liberta a palavra, não atentando contra sua ambiguidade e recuperando sua originalidade primitiva para que mostre todos os seus sentidos e alusões, diferentemente do prosador. O poema é também a transmutação da matéria, uma operação de signo contrário à manipulação técnica, onde a matéria recupera seu esplendor original, e a cor é mais cor e o som é plenamente som. O poeta é um criador de imagens, e essa qualidade de imagem permite que obras de outras artes, como pintura e música, sejam consideradas poemas. Por fim, o poema é uma possibilidade que se anima no contato com o leitor, servindo como um caminho de acesso ao tempo puro e à experiência poética, um estado de reunião onde o tempo se detém.

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  12. POESIA OU POEMA / OCTAVIO PAZ

    ANA JULIA LOPES DO PRADO

    Podemos observar no trecho de Octavio Paz, de primeira instância, uma visão sobre o Poema e a Poesia.

    Por citações dele, compreendemos vários exemplos que ele dá ao longo do texto. A Poesia pode ser uma experiência profunda, trazendo sentimentos e emoções de cada ser. Ela se faz presente, antes mesmo do Poema, por meio de imagens, música, cultura e uma imensidão de coisas.

    O Poema, é quando a poesia ganha forma, por exemplo, sendo pela escrita e pela dança, abrangendo muito também, pelo meu ponto de vista. Ele cita que, cada poema é único. O Poema pode ser uma técnica, não é feito de uma receita, mas de invenções que só servem para seu criador, isso dito por ele. Sempre irá passar algo para as pessoas, ele é criado entre um tempo, mas em épocas diferentes, que pode trazer significado.

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  13. O autor inicia o texto tentando exemplificar a grandeza da poesia e do que é um poema, e acaba por defini-lo como “o lugar de encontro entre a poesia e o homem, um organismo verbal que contém, suscita ou emite poesia. Forma e substância são a mesma coisa.” Ele segue com uma pergunta: “Como nos apoderamos da poesia se cada poema se apresenta como algo diferente e irredutível?” Outras disciplinas são imprescindíveis para estudar uma obra, mas nada podem dizer sobre sua natureza íntima. Nem a história pode definir o que é um poema; pelo contrário, ela só gera mais perguntas e hipóteses. A única característica em comum entre os poemas é que são, todos, obras humanas. Cada poema é único.

    Cor e som, assim como as palavras, não são desprovidos de significados diversos. As diferenças entre língua e escrita, artes plásticas e musicais, são profundas, mas todas compartilham a característica de serem formas de linguagem dotadas de poder significativo e comunicativo. Tudo o que constitui a expressão de um determinado período participa do “estilo”. Todo estilo é histórico, e todas as suas obras estão impregnadas de história.

    A prosa tende a reduzir a pluralidade da palavra, levando a um único significado. Já a poesia se torna uma ponte que nos conduz a outro mundo de significados impossíveis de serem expressos pela mera linguagem. A poesia converte tudo em imagens. O poeta é aquele que transcende os limites da sua própria linguagem.

    Todo leitor busca, no poema, algo que já trazia dentro de si. O poema é uma possibilidade; ele é feito pela participação do leitor e o transforma em imagem, em poesia.

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  14. No início do texto Paz fala sobre como a poesia nasce dos mais variados fatores, já a poema sendo ser um padrão seguindo uma métrica que tenta dar uma forma pra poesia, sempre variando com o tempo, sendo cada um uma obra única se atribuindo características do autor, da época que é feito. Poesia diferente das outras artes tem uma relação diferente com linguagem, pois ela está além, o artista não se serve do instrumento, mas trabalha com imagens, onde pode transformar a palavra em uma ideia totalmente diferente.

    Trazendo uma conexão com o leitor ou ouvinte diferente onde uma obra lida por trinta pessoas, pode ter trinta interpretações. diferentes.

    Em suma, a poesia é o tempo, ritmo que gera uma ideia que criador construí e o poema é o acesso dessa ideia.

    João Pedro Silva

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  15. A poesia é o encontro entre poesia e homem, capaz de mudar o mundo, com todos sendo diferentes de sua própria forma, estando em qualquer lugar capaz de influenciar ações .
    A diversidade de poesias deu à luz a ideia de criar um tipo ideal de poemas, oque não daria muito certo pois a poesia não é juntar poemas mas sim cada parte ter seu próprio valor individual por ser único que cada vez que o leitor relê, um novo sentido é encontrado.

    Cada poema é formado pela técnica poética de seu autor, transmitindo seu estilo textual que apenas ele pode criar, diz-se que as vezes o autor não toma um estilo próprio mas sim da época. O caráter do poema também pode ser compartilhado entre outras obras como quadros, sonetos, quadros, cuja distinção entre obra e inspiração clara.

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  16. Ao início somos apresentados ao mais próximo que poderíamos ter de uma contextualização da complexidade que existe na poesia, um tema tão diverso e quase inexplicável que aqui se apresentou em muitas palavras. De forma reduzida porém igualmente visual, o poema nos é apresentado, porém, esclarecido o fato de que a única maneira de destrinchar esse tema seria com a análise de um objeto real.

    Começamos a análise de poesia e poema com suas devidas definições que atravessam séculos e nos carregam a Aristóteles e conceitos como o poema podendo ou não ser poético e o poesia não precisando necessariamente de ser um poema, e a cada entranha dessa explicação vai-se percebendo que uma definição absoluta não é a melhor forma de compreender este emaranhado de ideias ao redor do tema.

    Diz-se ser ingrato colocar fatores tão distintos na mesma definição, como poemas ocidentais na mesma gaveta que haicais, por exemplo. E que mesmo em obras com distinções mínimas, como obras de mesma época são únicas de autor para autor, a única semelhança de todas sendo que todas são obras e produtos humanos.

    Esclarece novamente como cada poema é único e como os métodos para compor não se baseiam em receitas que poderiam ser transmissíveis de uma pessoa a outra ou herdado, já o estilo de resume básicamente a isso se baseando num grupo de pessoas que atinge determinado parentesco, quando esse estilo tão característico e autêntico se resume a apenas uma pessoa ela assume a posição de produzir artefatos literários, se tornando atemporal e uma referência no cenário.

    O poema é taxado como único assim como quadros, esculturas, sonatas, que possuem seu estilo, mesmo que este esteja morto em tempos contemporâneos. Com isso, abre-se oportunidade para o pensamento a respeito dessas formas de arte também se enquadrarem como poesia, mesmo que haja diferenças entre: palavra, cor e som.
    Certos estigmas e símbolos sociais podem estar presentes nestes tipos de poesía se alterando conforme as peculiaridades de sua época, região ou autor, nos mostrando o valor da linguagem é seu valor significativo e comunicativo.

    Como no início, aqui somos novamente apresentados à complexidade do conceito de poema e poesia, porém, depois do contexto de reflexões temos uma gama maior de pensamentos e não palavras soltas que se aparentavam inicialmente. Pois a poesia é novamente colocada em cena e agora de forma clara, poesia seria o que difere as artes em suas diferentes formas, sua presença flutuante está nos lugares mais corriqueiros e comuns. A língua comum está mais próxima poesia por ser menos flexiva e mais natural do que a prosa.

    A cor de um quadro, a pedra de uma estátua permanecem sendo o que são, entretanto, encarnam algo que faz seu valor primário transcender, esse algo é a poesia presente. O poema é considerado algo muito além do conceito de linguagem, sendo assim, o poeta é alguém que transcende os limites da sua linguagem.

    Ao final podemos observar uma recapitulação do que já foi observado, somos induzidos a pensar o que nos leva a ler poemas e como cada leitor tem algo que almeja encontrar quando o procura para ler. Poema é uma possibilidade de um encontro entre o leitor e o autor, onde o autor produz o poema e imagem e o leitor vê em si a poesia.

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  17. Octávio Paz escreve o próprio texto de uma forma poética, diferencia o que é poesia, poema e poético. O autor descreve a poesia como poder e conhecimento, mas também de uma forma contraditória, que pode unir pessoas ou isolá-las, revelar o mundo e criar outro. Ela não é um gênero literário, mas sim uma energia, uma experiência total, a essência de um poema. O poético é a poesia em um estado amorfo, sem forma. É possível existir poesia sem poemas, paisagens e pessoas também podem ser poéticos.
    Por sua vez, o poema é ponto de encontro entre a poesia e o homem, é onde a poesia se manifesta de uma forma concreta. Porém, não é somente um formato, um poema somente com métrica mas sem a poesia (a essência) deixa de ser um poema e se torna um artefato, “Há máquinas de rimar, mas não de poetizar”. Cada poema é único, por si só auto-suficiente, diferentemente da técnica que é útil e repetitivo, mas pode ser mudado. O poeta, portanto deve ir além da técnica para que sua obra seja autêntica.

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  18. Na tentativa de definir a poesia, podemos afirmar com certeza duas coisas. A primeira é que a poesia não é a soma de todos os poemas. A segunda é que, amorfa, ela toma a forma de todos os poemas enquanto eles existem como experiência. Quero dizer que a poesia pode ser diversas coisas: um estado; um pensamento não-dirigido; um sentimento; uma emoção; uma intuição; uma unidade; uma totalidade; ou, como diz Otávio paz ao final de seu texto, o tempo puro, ritmo perpetuamente criador.

    O poema, por outro lado, é o encontro do ser humano com a poesia quando carregado de intencionalidade. Dessa forma, o poema não se restringe ao recurso retórico da métrica e à organização das palavras, uma vez que esta não é a única linguagem, não é o único sistema onde símbolos carregam sentidos. Embora seja questão histórica e sociológica a associação de algum elemento natural com um significado, este não pode ser separado das formas, cores, sons, símbolos. Um poema, portanto, nasce e morre como experiência embebida de significado no momento de sua escrita e a cada nova leitura feita, posto que o autor supera a linguagem (pura simbologia) e provoca o sentido do leitor para que ele também possa superá-la. A própria poesia, a cada poema único, se reinventa e se difunde.

    Como isso seria possível? ora, o poema, contendo forma e substância, permite a cada natureza a plena liberdade de todos os seus significados latentes, seja ela a cor, o som ou a palavra. Não restringindo a palavra, por exemplo, a uma única direção, a experiência poética se esparrama pelo momento presente e embora siga o estilo de seu tempo – que, a princípio, foi invenção da sensibilidade de cada indivíduo poeta e só depois da repetição de certas características e formação de hábitos se torne o pano de fundo de um tempo do qual todos os poetas naquele momento bebem- é irrepetível, tal como um quadro, uma canção ou uma dança. Jamais serão escritos, lidos, pintados ou performados da mesma forma, com a mesma emoção, com a mesma intenção, sob o mesmo olhar inventivo.

    Ainda sobre a técnica poética falada acima, não se pode esperar que exista uma receita que faça um poema funcionar, dado que isto é específico de cada poeta, que se inspirará dos costumes de seu tempo e inventará algo novo a cada criação poética. Assim se diferencia, também, uma obra poética de um utensílio. Subtraia-se a utilidade, será deixada para trás o estado puro da natureza daquilo que é transformado em obra e algo a mais, a imagem evocada que transcende qualquer linguagem, que em seu esplendor capaz de congelar o tempo e torná-lo eterno, une toda obra sob a nomenclatura de poema e a diferencia de um simples objeto.

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  19. Entende-se que, para Octavio Paz, poema e poesia são separadas por coisas bem centrais, a poesia é feita de emoções, moldada do espiritual, ela existe fora das palavras, Paz vê a poesia como uma maneira de o ser humano se encontrar consigo mesmo e com o mundo. Já o poema possui uma construção escrita, obra formal, o poema expressa a poesia. Como o autor cita “Nem todo poema contém poesia, pode haver poesia fora dos poemas”. O autor também destaca que a poesia está presente em todos os tipos de cultura, ela é a força criadora que une a emoção e a razão, linguagem e silêncio. o poema é uma tentativa de capturar o instante poético, mas nem todo poema pode conter poesia e, a poesia pode existir até fora dos versos.

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