Um comentário sobre “O entre-lugar do discurso latino-americano”
Silviano Santiago discute que o entre-lugar do fazer literário posiciona a criação latino-americana na dicotomia da originalidade do objeto artístico com a intrusão de uma produção estrangeira e colonial que, mesmo com o tempo, parece atrelada a quaisquer novas escolhas artísticas. Sofre-se ainda sob penas de uma arte contaminada pelo longo processo colonial vivido. O que se tem produzido, nesse sentido, e o que tem sido objeto de críticas em universidades, me fez pensar num palimpsesto, sendo a condução da escrita latino-americana se estruturando no que o olhar europeu colonial construiu. Contudo, é necessário pensar na reinvenção da literatura latino-americana ainda que com essas amarras. A figura do ritual antropofágico que persegue todo o texto expõe o que, de fato, representa a escrita nos países colonizados: devorar o que nos foi induzido, o que nos foi colocado “goela abaixo”, e fazer disso a crítica e o manifesto.
Silviano Santiago discute que o entre-lugar do fazer literário posiciona a criação latino-americana na dicotomia da originalidade do objeto artístico com a intrusão de uma produção estrangeira e colonial que, mesmo com o tempo, parece atrelada a quaisquer novas escolhas artísticas. Sofre-se ainda sob penas de uma arte contaminada pelo longo processo colonial vivido. O que se tem produzido, nesse sentido, e o que tem sido objeto de críticas em universidades, me fez pensar num palimpsesto, sendo a condução da escrita latino-americana se estruturando no que o olhar europeu colonial construiu. Contudo, é necessário pensar na reinvenção da literatura latino-americana ainda que com essas amarras. A figura do ritual antropofágico que persegue todo o texto expõe o que, de fato, representa a escrita nos países colonizados: devorar o que nos foi induzido, o que nos foi colocado “goela abaixo”, e fazer disso a crítica e o manifesto.
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