Teoria Literária – Aula 2

Hoje, faremos uma atividade a partir de um conto de um escritor argentino muito importante para a literatura, o Jorge Luís Borges. Vocês lerão o conto com o objetivo de responder às questões abaixo:

1.  O que significa a palavra ALEPH (ou alefe, em português)? O que Borges, a personagem principal do conto, nos diz ser o ALEPH? Por que ele acredita que Carlos Argentino deu este nome ao fenômeno objeto encontrado no 19º degrau da escada de seu porão?

2. Por quem este conto é narrado? Este narrador também possui uma causa secreta? Explique sua resposta.

3. Qual o tema do poema de Carlos Argentino? Qual a opinião de Borges sobre a qualidade desse poema?

4. Qual a relação de Carlos com Beatriz?

5. De que maneira se constrói o tempo neste conto? E o espaço? Esses elementos estão relacionados? Se sim, de que forma?

6. Qual é o tema do conto? Debatam e tentem entrar em um consenso sobre o sentido do Aleph.

7. Esta narrativa nos faz refletir sobre o sentido da literatura. De que maneira?

11 comentários sobre “Teoria Literária – Aula 2

  1. 1-Aleph é a primeira letra do alfabeto sagrado(hebraico). Essa letra pode significar o En Soph, a ilimitada e pura divindade; também se disse que tem a forma de um homem que assinala o céu e a terra, para indicar que o mundo inferior é o espelho e o mapa do superior; também é o símbolo dos números transfinitos, nos quais o todo não é maior que qualquer das partes.
    Carlos deu esse nome ao fenômeno por sua natureza, dito ser o ponto onde todos os pontos se encontram, a infinita perspectiva omnisciente da origem de tudo.

    2-Este conto é narrado por Borges, um escritor fã de Beatriz, uma escritora que recentemente faleceu, que visita a casa do primo de seu primo, Carlos Argentino em sua memória e com o intuito de conhecer mas sobre ela devido a sua natureza quase obsessiva por ela.

    3-O poema de Carlos Argentino é o mundo, nosso planeta a Terra e tudo que lhe compõe.
    Um poema que Borges acredita ser de qualidade questionável, com Carlos constantes devaneios sobre sua “beleza” tornando a opinião em convicção.

    4-Carlos e Beatriz eram primos, e como revelado no final do conto, muito possivelmente amantes.

    5-O tempo se constrói através de marcações de datas dada por Borges em sua narração, enquanto o espaço em que a história se passa principalmente na casa de Carlos Argentino, e brevemente em outros lugares. O relacionamento entre os dois elementos se dá pela rotina anual de Borges de visitar a casa de Carlos, uma rotina que leva a aproximação dos dois personagens e as subsequente ações deles.

    6-O tema do conto em minha opinião é sobre perspectiva individual e como ela afeta nossas memórias e emoções.
    Borges é um personagem extremamente egocêntrico, ele não se importa com nada durante o conto com a exceção de Beatriz, egoisticamente visitando a casa de Carlos, sem se importar com e até mesmo odiar a pessoa em questão e não perceber que ele mesmo pode ser um porre para Carlos, só para manter as memórias de Beatriz viva.
    Ele não se importa com ninguém além dele mesmo e Beatriz. O final reflete isso, pois ele larga a mão de se lembrar do Aleph, uma literal fonte de inspiração, devido a ter descoberto que Carlos e Beatriz eram amantes, resolvendo esquecer a memória.

    7-A história reflete literatura em como nossas perspectivas podem influenciar nosso ponto de vista sobre qualquer obra, e isso até reflete em como nós vemos nossa realidade.

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  2. 01) Aleph é o nome da primeira letra do alfabeto hebraico. Além disso, acredita-se que as letras do alfabeto hebraico tenham poder, e o Aleph, portanto, representa o ser humano buscando de Deus o equilíbrio para viver na Terra; assim, é uma letra muito poderosa. Já na interpretação de Borges, ele diz que o Aleph é um conjunto infinito dentro de uma pequena esfera furta-cor, e que todos os pontos do universo estão nessa esfera. Borges acredita que Carlos Argentino tenha visto o nome Aleph dentro do próprio Aleph, ou seja, que este tenha lhe revelado seu nome em algum texto que está dentro dele próprio.
    02) O conto é narrado pelo próprio autor, Jorge Luís Borges.
    03) O poema de Carlos Argentina fazia uma descrição do planeta. Borges achou o poema tedioso e chato.
    04) Carlos e Beatriz eram amantes.
    05) Os lugares vão mudando de forma ao longo do tempo, como a inauguração da confeitaria e, depois, sua ampliação, que implicou na demolição da casa de Carlos Argentino. Assim, o tempo e o espaço se relacionam nesse conto.
    06) O tema do conto é retratar a ignorância do ser humano perante a verdade. No início do conto, Borges rotula Carlos Argentino como louco, e, quando vê o Aleph, ele próprio fica fora de si, afinal, ele descobriu toda a verdade de tudo o que existe. Além disso, é importante dizer que a verdade de Borges, é diferente da verdade de Carlos, pois este insiste para que Borges lhe conte o que viu; assim, entende-se que não existe uma única verdade: cada pessoa tem a sua própria versão do que acontece, cada pessoa tem seu próprio ponto de vista. Porém, quando Borges fica sabendo de tudo, fica com medo de não haver mais nada que possa ser descoberto, visto e explorado: “Tive medo de que não restasse uma única coisa capaz de surpreender-me”. Mas, fica feliz quando se dá conta de que está se esquecendo do que viu, pois ele não queria, de fato, ver toda a verdade: ele gostava de ter sua ignorância e suas ideias formadas a partir de um pensamento pequeno, pois, como ser humano, não estava preparado para ver o “inconcebível universo”. Assim, pode-se concluir que, talvez, a ignorância seja uma bênção, pois, se não soubesse da verdade entre o relacionamento de Beatriz e Carlos, Borges teria sido feliz imaginando que ela o amava. Tanto que, no final do conto, ele diz que o Aleph que viu, era um falso Aleph, e isso porque ele não queria aceitar a realidade.
    07) A literatura é uma arte e, como arte, busca explicar o que nunca conseguirá ser explicado. Além disso, o conto O Aleph pode abranger mais de um tema, pois cada pessoa o interpretará de um jeito. Assim, pode-se perceber o quão amplo é um texto literário.

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  3. 1) O significado de ALEPH é Deus como o começo de tudo, é um símbolo místico e espiritual, além de ser a primeira letra do alfabeto hebraico. Borges nos diz que o Aleph era infinitas coisas, porque o via claramente de todos os pontos do universo. E ele acredita que o Carlos Argentino deu esse nome ao fenômeno, pois seria aplicado a outro ponto para onde convergem todos os pontos, visto de dentro do próprio Aleph, ou seja, o fenômeno havia se autointitulado.

    2) O conto é narrado por Borges, um narrador-personagem e um homem obcecado por Beatriz. Sua causa secreta seria manter-se ligado ao máximo às lembranças de Beatriz.

    3) O tema do poema de Carlo era a composição do planeta. Borges não gostou e achou tedioso.

    4) Carlos e Beatriz eram primos-irmãos e possivelmente amantes, como evidenciado ao final do conto.

    5) As datas são citadas pelo narrador e o espaço pouco se altera, pois o conto se passa principalmente na casa de Carlos Argentino. A relação do tempo e espaço é feita pela rotina de Borges, ainda mais pelo costume de ir visitar a casa da família de Beatriz em 30 de abril.

    6) O tema do conto é a verdade. O que é visto no Aleph é individual, logo, cada um tem a sua perspectiva, por isso a curiosidade por parte de Carlos para saber o que Borges viu.
    A busca pela verdade é incessante por parte do protagonista, assim como a sua incapacidade de lidar com ela. Para ele, era muita mais fácil desacreditar do que viu no Aleph, do que realmente lidar com isso.

    7) O conto é aberto para interpretações, cada um pode pensar de alguma forma sobre o Aleph, o conto também tem diversas mensagens para reflexão.
    Além que, de certa maneira, o conto fala sobre literatura, mostrando como o Aleph era uma fonte de inspiração não só para o Carlos, mas também para Borges. Carlos até recebeu prêmios nacionais de literatura.

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  4. 1. É a primeira letra do alfabeto hebraico. Aleph zero é o primeiro cardinal transfinito. Borges traz a ideia de que Aleph é o infinito ou um combo de todas as coisas em uma só. Ele acredita que Carlos Argentino deu este nome ao Aleph por conta de um dos sentidos da palavra ser o de um ponto para onde convergem todos os pontos.
    2. O conto é narrado pela personagem Borges. Sim, ele frequentava a casa para manter a memória de Beatriz viva, fica aparente durante o texto pelo fato dele odiar a interação com Carlos Argentino e as demais pessoas daquela casa.
    3- O poema de Carlos Argentino tem como tema o planeta Terra, e é, literalmente, uma descrição de tudo que existe no mundo.
    Borges, que é um cara extremamente chato, acha o poema tedioso e pedante.
    4- Carlos e Beatris eram primos, mas, no fim do conto, nos é revelado que eles tinham uma relação amorosa.
    5- O tempo é construído anualmente durante o conto, já que, a história acontece por meio das visitas que Borges faz à casa de Beatris.
    O espaço e o tempo neste conto estão relacionados pelo fato de que a história percorre, em sua maior parte, pelas visitas anuais de Borges à casa de sua falecida amada.
    6- Para mim, o conto tem dois temas principais: a melancolia e como isso pode controlar um homem, e a verdade e como o ser humano não está preparado para saber a verdade de tudo.
    O primeiro tema citado se dá pelo fato de que as visitas de Borges à casa de sua falecida amada eram totalmente chatas para ele, mas como era a única maneira de Borges resgatar as lembranças de sua amada, ele continuava nessa situação horrível.
    O segundo tema citado me faz lembrar uma famosa frase: “a ignorância é uma benção”. Essa frase se encaixa perfeitamente com o tema do conto, já que, Borges consegue ver a verdade de tudo, porém isso faz com que ele fique louco e prefira desver tudo. Isso acontece porque o ser humano não está preparado para saber de todas as verdades do universo.
    7- Sim, o texto nos faz refletir sobre o sentido da literatura. Isso acontece porque Carlos lê o poema, que escreveu, para Borges, e ele fica totalmente entediado enquanto escuta, pois a literatura está muito ligada à desautomação da palavra, e não com a descrição certa de cada coisa.

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  5. 1) Aleph é primeira Letra do alfabeto hebraico. Na interpretação de Borges, ele é um fenômeno infinito, onde tudo se reúne num ponto só. Ele acredita que Carlos nomeou o fenômeno por ser um ponto onde tudo se converge.

    2) Borges é um narrador-personagem, ele é escritor e um fã obcecado por Beatriz, uma escritora recém falecida. Ele acaba se inserindo na história para conhecer mais sobre Beatriz.

    3) O poema em questão trata do planeta. Borges acabou não gostando, achando tanto tedioso quanto chato.

    4) Carlos e Beatriz eram primos e, no final, é revelado que também eram amantes amantes.

    5) As datas são citadas pelo narrador e o espaço pouco se altera, pois o conto se passa principalmente na casa do Carlos. A relação do tempo e espaço é feita pela rotina de Borges, ainda mais pelo costume de ir visitar a casa da família de Beatriz em 30 de abril.

    6) O tema do conto é um que tem muitas perspectivas diferentes. Por isso existe a curiosidade das personagens em saber o que Borges viu. A busca pela verdade é incessante por parte do protagonista, assim como a sua incapacidade de lidar com ela.

    7) O conto é aberto para interpretações, cada um pode pensar de alguma forma sobre o Aleph, o conto também tem diversas mensagens para reflexão.
    Além que, de certa maneira, o conto fala sobre literatura, mostrando como o Aleph era uma fonte de inspiração para os personagens.

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  6. 1-) No conto de Jorge Luís Borges, a palavra “Aleph” é referente a um ponto no espaço onde, simultaneamente, podemos ver todas as coisas do universo não havendo restrições de tempo ou espaço. Carlos Argentino “deu” esse nome, porque o Aleph lhe revelou quando Carlos estava dentro do próprio Aleph, e seguindo nessa perspectiva, Aleph é a primeira letra do alfabeto grego, onde é representada a totalidade das coisas, se tornando um símbolo da busca humana pelo conhecimento absoluto e a complexidade de entender o infinito.

    2-) O conto é narrado por José Luís Borges, que é autor e personagem.

    3-) Carlos Argentino escreve um poema descrevendo as coisas existentes no planeta Terra, por isso, Borges acha tedioso e maçante.

    4-) Beatriz e Carlos eram primos, mas no final do conto é revelado que eles eram amantes.

    5-) O tempo é construído a partir das datas dadas pelo narrador, e o espaço principal é a casa de Carlos Argentino não tendo grandes movimentações sobre local no conto. A relação entre eles se estabelece na maior parte da história, por meio das visitas que Borges fazia à Carlos Argentino todo ano.

    6-) Partindo do ponto de que cada um tem a sua verdade, a busca permanente por uma certeza absoluta e o não saber lidar com ela é o tema principal do conto, além de abordar a complexidade do universo e da natureza humana, e a perspectiva individual que o Aleph representa, coloca no conto, a curiosidade de Carlos Argentino sobre o que Borges viu.

    7-) A literatura como arte nesse conto, leva os leitores a refletir sobre explorar a ideia da representação do infinito, da totalidade e da verdade destacando a capacidade de transcender as limitações físicas e oferecer uma visão abrangente do mundo, e entendendo que cada um interpretará a obra de acordo com o seu ponto de vista principal.

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  7. 1) Aleph significa unidade com Deus, Mestre e é a primeira Letra do alfabeto hebraico (muito mais pode ser extraído dentro da religião hebraica).
    Na interpretação de Borges, ele é um fenômeno infinito, onde tudo se reúne num ponto só. Ele acredita que Carlos Argentino nomeou o fenômeno, por ser um ponto onde tudo se converge (unidade com deus, unidade com o eterno, o infinito)

    2) Borges é o Narrador, no caso um narrador-personagem, ele é escritor e um fã obcecado por Beatriz, uma escritora recém falecida. Ele acaba se inserindo na história para conhecer mais sobre Beatriz.

    3) O poema em questão trata do planeta. Borges não gostou, achando tanto tedioso quanto chato.

    4) Beatriz e Carlos eram primos. No fim do conto é revelado que também eram amantes.

    5) As datas são citadas pelo narrador e há pouca mudança espacial, a maioria do conto se passa na casa de Carlos. A relação do tempo e espaço é dada através da rotina de Borges, principalmente pelas visitas a casa da família de Beatriz no dia 30 de abril.

    6) O tema do conto possuí perspectivas variadas, desta forma surge a curiosidade sobre o que Borges conseguiu ver. A curiosidade persistente do protagonista entra em conflito com a sua falha de compreensão, se não falta de aceitação da verdade.

    7) A obra é aberta à interpretação dos leitores, podendo pensar de maneiras diferentes sobre Aleph, assim dando muitas aberturas para reflexão.
    Também existe de certa forma uma perspectiva que fala sobre a literatura, fazendo o Aleph como fonte de inspiração aos personagens.

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  8. 1. Aleph é a primeira letra do alfabeto hebraico e Aleph zero representa o primeiro cardinal transfinito. Segundo Borges, Aleph simboliza o infinito ou a fusão de todas as coisas em um único ponto, ideia que associa ao nome dado por Carlos Argentino, relacionando-o a um ponto de convergência para todos os pontos.

    2. O conto, narrado por Borges, revela seu hábito de frequentar a casa para preservar a memória de Beatriz. Sua aversão à interação com Carlos Argentino e os outros habitantes da casa evidencia-se ao longo do texto.

    3. Carlos Argentino aborda, em seu poema, o tema do planeta Terra, oferecendo uma descrição literal de tudo que existe no mundo. Borges, por sua personalidade enfadonha, considera o poema tedioso e pedante.

    4. Apesar de primos, Carlos e Beatriz mantinham uma relação amorosa, revelada no desfecho do conto.

    5. A narrativa se desenrola anualmente, centrada nas visitas de Borges à casa de Beatriz. Espaço e tempo entrelaçam-se, destacando as visitas como o principal contexto para a história.

    6. O conto aborda dois temas centrais: a melancolia como controladora do homem e a verdade, demonstrando como a humanidade não está pronta para enfrentar todas as verdades. As visitas monótonas de Borges à casa de sua falecida amada refletem a melancolia, enquanto a revelação da verdade o leva a uma reflexão sobre a incapacidade humana de lidar com toda a verdade.

    7. O texto provoca reflexões sobre o sentido da literatura ao mostrar Borges entediado ao ouvir o poema de Carlos. Isso ressalta a visão de Borges de que a literatura está mais ligada à desautomação da palavra do que à descrição precisa das coisas.

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  9. 1) No relato de Jorge Luís Borges, a palavra “Aleph” denota um ponto no espaço onde é possível contemplar simultaneamente todas as coisas do universo, sem restrições de tempo ou espaço. Carlos Argentino atribuiu esse nome porque o Aleph se revelou a ele quando estava dentro do próprio Aleph. Seguindo essa perspectiva, o Aleph é associado à primeira letra do alfabeto grego, simbolizando a totalidade das coisas. Torna-se, assim, um ícone da busca humana pelo conhecimento absoluto e da complexidade de compreender o infinito.

    2) O conto é narrado pelo próprio Borges que na história é um narrador-personagem.

    3) O poema de Carlos Argentino é sobre a Terra, Borges considera de qualidade questionável, entediante e chato.

    4) Carlos e Beatriz eram primos e provavelmente amantes.

    5) As datas são dadas pelo narrador durante o conto e a história se passa na casa de Carlos.

    6) O cerne do conto reside na incessante busca por uma certeza incontestável e na dificuldade em lidar com essa certeza. O enredo também explora a complexidade do universo e da natureza humana, destacando a perspectiva singular que o Aleph representa. A narrativa introduz a curiosidade de Carlos Argentino em relação ao que Borges presenciou, acrescentando camadas à reflexão sobre a busca pelo conhecimento absoluto.

    7) O conto permite interpretações variadas, proporcionando a cada leitor a liberdade de conceber o Aleph de maneiras distintas. Além disso, apresenta diversas mensagens que convidam à reflexão. De uma certa forma, a narrativa aborda o tema da literatura, evidenciando como o Aleph se torna uma fonte inspiradora para os personagens, destacando a influência significativa que a experiência literária pode exercer sobre a criação e a imaginação.

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  10. Larissa Bianchi

    1) “Aleph” é a letra A em Hebraico, e corresponde ao Alfa em grego. Significa misticismo, o sagrado principio da ordem. O Aleph é tido também, como a máquina do mundo, um objeto que possibilita ver e acompanhar, simultaneamente, o passado, o presente e o futuro. Ele ganha esse nome, pois “Aleph” trás consigo em sua tradução a significância de coisas místicas. Magia de infinitas combinações que eternizam em um cosmos a alma e a inteligência do homem. O homem transmutado pelo ideograma cabalístico Aleph, que assinala o ciclo e aterra para indicar que o mundo superior é um espelho do mundo inferior.

    2) O narrador do conto é o Borges, e sim, ele possui uma causa secreta. É revelado no final, que ele tinha uma obsessão por Beatriz, e frequentava a casa de seu primo, com a finalidade de saber e sentir-se mais próximo dela.

    3) O poema de Carlos Argentino fazia uma descrição do planeta. Borges achava Carlos pedante, logo, sua obra também se tornava questionável aos seus olhos.

    4) Eles eram primos, e possivelmente amantes, como nós é revelado no final do conto.

    5) Borges constrói o tempo através da contagem dos anos que ele nos mostra ao longo do conto… Junto com essa contagem, temos as visitas a casa de Carlos, o que relaciona o espaço e o tempo do conto. A história acontece a cada visita, e as visitas ocorrem anualmente, na casa de Carlos, essa é a relação do espaço e do tempo usado no conto.

    6) Borges nos da um belo exemplo de como “a ignorância é uma benção” , o Aleph é como a verdade diante dos olhos, tem que a consiga ver, mudar e fazer proveito, tem quem se ofenda com ela, e tem quem a negue, pois prefere ficar no conforto da ignorância, e criar seus próprios conceitos e cenários referentes ao que é a “verdade” sobre as coisas. Ele preferiu negar tudo e pensar que o Aleph era uma loucura, do que encarar que não era amado de volta pela mulher que o deixava obcecado.

    7) Sim e não. A reflexão só existe para quem se presta a refletir, o Aleph trás diversas interpretações e pontos de vista diferentes. Ele é mencionado de outras formas em músicas, outras histórias, poemas etc… A Narrativa mostra que em uma mesma história, podem existir diversos contextos, vai de acordo com a intenção e o momento de cada personagem.

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  11. 1- Alef (Aleph) é o nome da primeira letra do alfabeto hebraico ou também chamado de letra dos abjads semitas, como, o fenício ʾālep, o hebraico ʾālef א, o aramaico ʾālap, entre outros. É difícil dizer qual letra pode ser comparada no alfabeto grego ou latino, pois inicialmente essa letra representava uma vogal na glote.
    É dito em algumas fontes que a variante fenícia deu origem a letra “A” do alfabeto latino.
    A origem do nome Alef no grego é o desenho de um touro, que se diz aluf, no hebraico antigo.
    Carlos Argentino diz que o Aleph é “um dos pontos do espaço que contém todos os pontos” e que atribuiu esse nome ao objeto, pois lhe fora dito em algum momento enquanto mergulhava no mundo que havia no porão.

    2- O conto é narrado em primeira pessoa pelo personagem Borges. Esse personagem possui como causa secreta o desejo de manter Beatriz viva, mesmo que, não da forma como gostaria, mas revisitando as lembranças regularmente.

    3- O tema do poema de Carlos Argentino é o conhecimento, mais especificamente o personagem se refere à experiência de ter entrado em contato com o Aleph e conhecido tanto.
    Borges achou o poema de Carlos Argentino tedioso e diz que compreendeu que “o trabalho do poeta não estava na poesia; estava na invenção de razões para que a poesia fosse admirável”.

    4- Carlos Argentino e Beatriz eram primos, e ao que tudo indica tinham um relacionamento proibido, feito amantes.

    5- O tempo do conto se constrói a partir das visitas que Borges fazia à casa onde vivia Beatriz, em seu aniversário, e que vai aumentando sequencialmente, assim que ele vai contruindo uma relação um tanto de interesses implícitos mútuos com Carlos Argentino. Enquanto o espaço se constrói a partir de objetos e cômodos que se conectam com memórias, fazendo com que os dois elementos, espaço-tempo, se relacionem para dar sentido ao conto.

    6- O tema do conto é referente à verdade, embora não seja absoluta, está no mais profundo da consciência humana a existência de toda ela, de todas as variáveis e paradoxos.

    7- Esta narrativa nos faz refletir sobre a importância de uma materialidade bem construída no texto para que o leitor compreenda o que se quer passar, e sobre o poder que a literatura tem em sua imaterialidade trazendo grandes reflexões.

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