Literatura Juvenil: Refúgio na Fantasia ou fim da inocência?

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Caros alunos,

Como combinado na semana passada em nossa vídeo-conferência, vocês lerão dois textos para as próximas duas semanas: um capítulo do livro O professor e a literatura, da Ligia Cademartori, intitulado “Literatura Juvenil: Refúgio na Fantasia ou fim da inocência?”; o livro Alice no país das maravilhas, do Lewis Caroll, como já sugere a imagem acima.
A primeira leitura é para o dia 23/Abril, a segunda para 30/Abril.
Até o dia 23 eu gostaria que vocês colocassem como comentário aqui neste post três pontos que vocês acharam mais importantes do texto de Cademartori.
No dia 24, discutiremos o romance a partir da perspectiva trazida por Cademartori e a partir de nossa experiência com a narrativa.

Seguem os textos:

Literatura Juvenil – Cademartori

Alice no País das Maravilhas
Alice’s adventures in wornderland

Boa leitura!

13 comentários sobre “Literatura Juvenil: Refúgio na Fantasia ou fim da inocência?

  1. A partir da leitura do capítulo “Literatura Juvenil: Refúgio na Fantasia ou fim da inocência?” do livro “O professor e a literatura” de Ligia Cademartori, pude compreender alguns pontos importantes da literatura juvenil, como por exemplo métodos que podem atrair o jovem na leitura e como mantê-lo entretido em um livro. Principalmente no mundo atual, onde temos tanta tecnologia o habito de leitura está sendo cada vez mais deixado de lado pelos jovens, visto muito enxergam essa atividade como algo trabalhoso e não de lazer, como deveria ser, obviamente temos também as leituras obrigatórias que são dadas pela escola, porém deve ser criado o vinculo da literatura também com o lazer.
    Logo no inicio do capitulo é discutido um pouco sobre o caráter de aproximação da obra com o leitor e como isso reflete no interesse do jovem, as formas que essa aproximação vai ser feita pode ser variada, por exemplo por meio da caracterização de uma personagem de fácil identificação, a forma como o texto é escrito, algumas “fugas” da realidade também chamam a atenção, porém isso não é sinônimo de que a literatura ali escrita seja menor ou menos relevante, por exemplo, uma fantasia pode ser citada como metáfora de algo que acontece na realidade e esse descrito daquela forma, fica mais atraente, sendo assim consegue-se a atenção do leitor jovem. Isso fica bem demonstrado quando a autora diz “O que pode provocar a adesão e o despertar de sentidos múltiplos é a força textual, a sedução do relato, a literatura, enfim, esse mundo muito maior que o nosso bairro.”
    A definição real do que seria o jovem, pois há muita confusão com o termo adolescente e isso pode gerar ainda mais confusão na hora de se definir um tipo de literatura, visto que são faixas etárias diferentes, a forma como se deve escrever para atrair a atenção do leitor e por último a importância da leitura como algo além do escolar, a leitura no dia a dia e como algo de lazer, para que assim se torne um habito, foram pontos que achei muito importantes nessa leitura.

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  2. O Professor e a Literatura

    1)A escola pública brasileira já foi lugar de eficiente difusão de conhecimento, que os mais pobres só poderiam adquirir por meio dela.
    Há muito, porém, deixou de sê-lo.
    Perdeu prestigio, com a queda dos tradicionais padrões de autoridade, e com a transferência da abundância simbólica para os meios de massa.
    Ao constatar que o rompimento com a forma tradicional de ensino na América Latina não levou a invenção de nova escola de valores,Sarlo observa:
    O vazio de significados afeta tanto os estudantes como os professores. Estes por outro lado, são o corpo vitimado que suporta a miséria previsível,seus salários não contemplam nem o período da preparação das aulas,nem a analização metodológica ,nem a procura de uma teia que una o saber á cultura dos estudantes.

    2)O narrador é uma entidade dissimulada e esquiva e constitui um dos elementos mais interessantes da narrativa. A percepção de seus disfarces separa o leitor ingênuo do mais maduro, de modo que se pode conhecer o estágio de leitura de alguém pela resposta que der á pergunta; e o narrador?. Pode ser que não o perceba ai,então ,o caso freqüente,que o confunda com o autor.Crianças,mergulhadas no fascínio da história,não se perguntam pelo narrador,nem o percebem.
    E se nós, leitores mais experientes, a despeito do pacto de suspensão de descrença, necessário para aderir á ficção, não deixamos de investigar o narrador, é porque interrogamos a obra, não só em busca de seu sentido, mas no exame do modo como foi composta.

    3)Se um jovem, porém, preferiu histórias literárias contemporâneas,vai perceber que nelas o conceito de herói está bastante abalado,porque ele é indissociável da perspectiva triunfalista com quem uma tradição cultural antiga vira o protagonista de uma história.Algumas épocas são mais propicias que outras á criação de heróis.Na Antiguidade Clássica,por exemplo,o herói,dotado de extraordinária coragem física e moral,era capaz de façanhas sobre –humanas,como as vidas por Odisseu,personagem de Homero.No Renascimento,a personagem heroica passou afirmar,em sua trajetória,a capacidade do homem na luta contra os elementos e as disposições divinas.
    No período romântico, o confronto se deu com outro oponente: era preciso enfrentar as convenções e as restrições que a sociedade impunha para viver o próprio desejo.

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  3. O texto de Ligia Cademartori aborda a problemática da definição de literatura juvenil, considerando o vínculo escolar ao revelar o caráter instrumental que lhe é atribuído. Pois, é a partir da escola que se pensa e conceitua o que seja literatura juvenil, em virtude das leituras programadas pela escola. Embora, há situações em que os jovens e adolescentes possam ter contato com o livro fora do circuito escolar, por meio de leituras escolhidas como atividade alternativa, demostrando interesse por livros informativos ou best-sellers, pois nem todos possuem interesse para ler livros literários.

    Na seção “O mundo dos outros” a autora argumenta sobre as obras traduzidas e adaptadas, que exercem uma importante função tanto na formação quando no entretenimento do leitor jovem. Apesar de serem suprimidos alguns elementos da obra original, essas adaptações garantem o interesse do público jovem. É importante considerar, conforme menciona a autora, que sem esse trabalho de transformações que os tradutores realizam, não haveria cultura literária, pois não iríamos além do limite da nossa língua materna e da nossa cultura. Desta forma, não conheceríamos o outro.
    Ainda segundo a autora, quando o original se torna algo muito distinto para público, a tradução e adaptação podem preservar o que existe de essencial. Um exemplo disso é o próprio texto de “Alice no país das maravilhas” indicado para leitura nesse post do blog, temos uma versão original em inglês, com mais de 400 páginas, e a versão traduzida em português, com 125 páginas. Apesar da grande diferença, a essência da narrativa permanece, e há a possibilidade de alcance para um sem número de leitores que não são bilíngues. E, sem dúvida, essa leitura adaptada, pode estimular uma futura leitura integral do autor que a inspira, quando o leitor tiver mais maturidade e conhecimento para leitura de obras originais em outros idiomas.

    Na seção “Leitor: ser ou não ser”, a autora aborda que os contos, assim como as crônicas, oferecem uma rica oportunidade de apresentação de autores, sejam eles clássicos ou de expressão moderna ou contemporânea, apesar dessas leituras serem pouco valorizadas como experiências de leitura juvenil. É importante que o professor permita simples partilhas de comentários e opiniões sobre as leituras, mesmo que tenham sido desagradáveis aos alunos, eles precisam dessa abertura para se expressarem, para que seja mais significativo. Pois, mesmo um comentário de uma experiência desagradável, requer uma elaboração argumentativa, o que abre caminho para muitas questões e reflexões.

    Em suma, conforme apresentado pela autora, a capacitação dos alunos à leitura é um dos objetivos principais do ensino fundamental, uma habilidade que precisa ser aprimorada no ensino médico. Neste sentido, as iniciativas e programas de leitura conduzidos pelos professores, propiciam essa capacitação de extrema importância para educação e formação de leitores literários, mesmo que futuramente os alunos desenvolvam outros interesses, que não sejam para textos literários.

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  4. Após a leitura do texto ” Literatura Juvenil: Refúgio na fantasia ou fim da inocência?”, da autora Lígia Cademartori, pude levantar diversos pontos relevantes, importantes e reflexivos.

    Página 59
    “Ela não propôs nem impôs uma tarefa. Apenas partilhou, com alegria, algo que considerava precioso.”
    Ser um leitor é algo importante, para que outras pessoas possam ser “contagiadas”. Quando estamos envolvido no universo da leitura, podemos sentir cheiro, gostos, sabores, diversos sentimentos podem ser dispertados durante uma “simples” leitura.

    Página 90
    “[…] Para maioria, o único lugar onde o encontro com o livro pode acontecer é a escola, e pela intermediação do professor.”
    Esse trecho me faz refletir a importância do papel da escola, do professor. E de fato isso é real, pois muitas pessoas só tiveram e tem contanto com livros dentro do ambiente escolar, através da influência dos professores. Em muitos casos, a leitura é a oportunidade de “viajar para lugares que nunca viu antes, conhecer outros povos, outras culturas e a escola é um ambiente propício para essas experiências” (Souza, 2019, p. 32).

    Página 92
    “Quando falo em leitor, não falo daquele que eventualmente lê, mas sim daquele que não pode viver sem ler.”
    Esse trecho me levou a uma imensa reflexão, pois ter a leitura como um estilo de vida é realmente impactante. Se torna parte do ser humano, e como um elemento essencial que precisa estar presente diariamente, algo que alimenta a alma, a mente e nutri a vida.

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  5. A leitura desse texto de Ligia Cadermatori me ajudou muito a entender o universo da literatura juvenil e, principalmente, como devo ensiná-la. No capítulo “O mundo dos outros” pude entender a importância de uma adaptação ou tradução de um livro. Apesar de surgir a preocupação clássica em relação a texto adaptado – “O que restará, nos textos traduzidos ou adaptados, das obras originais? “ – a autora defende a ideia de que quando bem feita, a obra adaptada é de extrema importância para a formação do leitor “Obras traduzidas e adaptadas exercem importante função tanto na formação quanto no entreterimento do leitor jovem. Relembre o depoimento de Luiz Ruffato que se tornou leitor graças a um texto originalmente escrito em russo”. Ela também exalta a inventividade, a criatividade dos adaptadores e tradutores ao trabalharem um texto original. Uma colega de Ensino Médio, teve contato quando criança a uma adaptação do conto “O Alienista” de Machado de Assis, assim, quando nos foi pedido a leitura desse, ela já era familiarizada, o que facilitou o processo segundo ela.
    No primeiro capítulo “O mundo é maior que meu bairro” a autora discorre sobre a capacidade dos livros de te transportar para outro lugar, te colocar na pele dos personagens. Segundo essa leitura é de extrema importância para sanar as dúvidas que são características do jovem. Assim como na discussão sobre literatura infantil surge a dúvida “O que é recomendado para a leitura dos jovens?”, e a autora propõe duas visões opostas: a de Thomas Michael Dish, que defende uma escrita adequada a inocência e imaturidade dos leitores; e a de Gonzalés Garcés, que entende a necessidade de mostras os percalços da vida e reconhece o jovem como um leitor capaz de compreender o texto.
    Sobre as listas de livros propostos para os vestibulares de universidades, a autora propõe dois caminhos de interpretação dessa síntese: essas leituras servem para provar que o aluno tem aptidão de leitura suficiente para entrar no ensino superior ou demonstrar que tem o mínimo de leitura essencial para essa etapa. Independentemente da intenção, a autora critica a leitura feita para passar no vestibular, pois não desenvolve um senso crítico de leitor que deveria ser característico de um concluinte do ensino médio. A leitura de grandes clássicos passa a ser um acumulo de informações técnicas, e não um entendimento completo da obra, muito menos produz as reflexões que ele deveria provocar.

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  6. Ao ler o texto de Cademartori pude notar aspectos da literatura juvenil: Refúgio na Fantasia ou fim da inocência?”
    Aqui estão três deles:

    1- Segundo Ligia Cademartori, a consideração de faixas etárias tão amplas como marco de duas definições deixa evidente a falta de correspondência entre o que convencionamos ser o destinatário de chamada literatura juvenil e as definições do que seja adolescente e jovem. Na verdade, quando falamos em literatura juvenil não pensamos propriamente em gênero literário, nem em indivíduo e, muito menos em um sujeito a qual tal literatura se destine. Em geral, a ideia que temos é de um tipo de texto aceito e promovido por determinada instituição. É a partir de escola que se pensa e conceitua o que seja literatura juvenil, e isso, por si só revela o caráter instrumental que lhe é atribuído

    2- Pode-se dizer que obras traduzidas e adaptadas exercem importante função tanto na formação quanto no entretenimento do leitor jovem. Um aspecto importante da produção cultural contemporânea é o enfraquecimento da ideia de que a obra é única e de as versões que dela se façam sejam por decorrência inaceitáveis ou desprezíveis. Também, quando o original se torna algo muito distinto para o público a tradução e a adaptação podem preservar o que existe nele de essencial no que pesem as dificuldades e as armadilhas todas dessas intermediações.

    3- No tema Leitor: ser ou não, diz que: A capacitação dos alunos à leitura é um dos objetivos principais do ensino fundamental, habilidade que deve ser aprimorada no ensino médio. Iniciativas, incentivos e programas de leitura que propiciam tal capacitação são de importância vital na educação. Esforços nesse sentido são crescentes no pais, impulsionados por razoes culturais, sócias e políticas. Mas a formação de leitores literários extravasa o âmbito do trabalho de massa. Envolve particularidades de uma sintonia mais fina além da disposição para aventuras subjetivas que não existe em qualquer professor nem em qualquer aluno.

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  7. Três pontos que me chamaram atenção e que achei importantes:
    Página 60
    “Não se deseja outra coisa com reação a leitura, senão que o leitor desfrute intensamente do que lê.”
    Página 80
    “Leitura burocrática é aquela que se faz apenas como meio, para atingir um fim alheio.”
    Página 93
    “[…] Como um espelho a obra reflete quem a lê.”

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  8. 1º: o primeiro ponto que me chamou a atenção foi na página 62, onde a autora relata dois pontos de vista sobre a literatura juvenil, sendo ela uma literatura que busca levar a maturidade ou pode manter um certo grau de inocência. O que mais me levou a questionar se para sermos maduros precisamos deixar de lado a fantasia e o olhar otimista de uma criança, a literatura juvenil seria terrivelmente utilizada apenas para massificar um pensamento de adultos “sérios”.
    2º o que também me atraiu foi a parte nomeada “o mundo do crime” que tem inicio na pagina 73, o que me atraiu muito foi a evolução de um gênero literário, que por mais que ela fala sobre o mesmo assunto em tempos diferentes para gerações diferente, ela adota um posicionamento que não é só verbal (no sentido de como é escrito) mas também do que é escrito.
    3ºo último ponto me atraiu muito por eu tê-la vivido, que é a leitura burocrática, explicação localizada na página 80, uma leitura que se é utilizada para obter algo de um texto mais especificamente para vestibulares. Durante boa parte de meu ensino eu lia para conseguir boas notas e não para apreciar as obras literárias.

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  9. Página 61
    “[…] costuma-se rotular de juvenil a literatura endereçada a alunos das séries finais do ensino fundamental e aqueles que frequentam o ensino médio.”

    Página 64
    “Nem sempre a capacidade intelectual de um jovem encontra no sistema se ensino condições adequadas para se desenvolver.”

    Página 81
    “Professores e alunos, num primeiro tempo, devem esquecer a seleção, a indicação, a pressão, e trocar impressões de leitura, do mesmo modo como se fala de qualquer forma de expressão cultural, seja um filme, uma peça, um show.”

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  10. 1 – Na primeira parte do texto, “O Mundo É Maior Que O Meu Bairro”, é descrita uma das sensações que os livros podem trazer, a de se ler e ser transportado para o novo, aquilo que abre nossas mentes e nos faz ter uma nova experiência sobre a vida, sobre o mundo e até sobre nós mesmos, pois muitas vezes reflete e/ou entra em choque com nossas crenças e perspectivas. E a partir do momento em que se abre um pouco mais o leque do que é ser um jovem, torna-se mais notória a questão dos conflitos impostos pela escola e também pela sociedade por meio das culturas de massa, sendo que, além do jovem, que já passa por conflitos internos de auto inserção em determinados grupos sociais por conta de uma identidade, no que diz respeito a limitar o que deve ou não ser consumido por aquele indivíduo.
    2 – Na terceira parte, “O Mundo Do Crime”, acho importante citar o quanto esse tom de mistérios para se resolver, onde o que parece certo está errado e o que parece errado está certo, o ato de transformar o até então “mocinho” em vilão e vice-versa, transcende em boa parte dos leitores uma certa paixão à primeira vista do gênero. Os quebra-cabeças geram na gente um certo tom de inquisição, do tipo: “Quero saber porque ele fez isso” ou “Não acredito que tal personagem morreu!”. Talvez seja o gênero que mais nos cause essa inquietação, o que devia ser o objetivo de toda leitura.
    3 – Na quinta e última parte, “Leitor: Ser Ou Não Ser”, é interessante ressaltar o trecho que aborda o fato da literatura ser de uma turma pequena, porque as pessoas podem se sentir atraídas pelo que as culturas de massa têm a oferecer, ou por simplesmente terem afinidade com um gênero ou outro; ou seja, o gosto individual deve ser colocado em pauta. É muito complicado forçar algo se a pessoa não quer, e isso serve de reflexo para as escolas principalmente, para que sejam criadas estratégias de alimentar a vontade de submergir no mundo dos livros, tendo como base o gosto particular de cada aluno. Pois a literatura é sim importante no que diz respeito à nossa própria cultura, e para um mínimo de conhecimento, é necessário incentivo que não desrespeite a aptidão que um aluno possa ter com outro gênero.

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  11. O capítulo levanta questões curiosas sobre a literatura juvenil e sua relação para com o público jovem. Pude compreender que a literatura juvenil deveria ser sobretudo ampla; muito mais que o significado atribuído à construção do próprio conceito, sendo esse ressaltado em:
    “É a partir da escola que se pensa e conceitua o que seja literatura juvenil, e isso, por si só revela o caráter instrumental que lhe é atribuído”.
    Observa-se que a literatura juvenil deve abranger uma gama muito maior, principalmente visando a ambiguidade de títulos e estilos consumidos pelo jovem, o qual está sempre à procura de algo intrigante, que possa despertar e, também trazê-lo, interesse, curiosidade e entretenimento; podendo ser estes de várias raízes e gêneros. Comentado em:
    “O problemático da questão da literatura juvenil, contudo, não reside nas escolhas individuais nem nas preferências de uma geração, mas na concepção de um gênero voltado a uma instituição e não a um sujeito leitor. É esse vínculo da produção com a escola que ele consegue confere um caráter problemático.”
    Observa-se, também, a reflexão perante o papel das adaptações para com a formação do leitor jovem. Visa-se sua importância, principalmente, em despertar o interesse desse público em produções estrangeiras, fundamentais na formação cultural exterior, e também, a sua capacitação de compreensão ao observar o mundo dos outros, o mundo que é maior que nossos bairros, como observa-se em:
    “É por isso que Susan Sontag […] afirmou não haver outro meio de fazermos parte da comunidade da literatura – que inclui mais mortos do que vivos, autores de nossa terra e de terras distantes – senão pela pela tradução, que está no centro do projeto literário.”

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  12. O primeiro trecho que me chamou atenção no texto Literatura juvenil: Refúgio na Fantasia ou fim da inocência?” de Ligia Cademartori, foi:
    “Ela não propôs nem impôs uma tarefa. Apenas partilhou, com alegria, algo que considerava precioso.” (Pág. 59) Uma frase simples que remete a naturalidade do fato – e o quanto isso deveria ser levado em consideração – refletindo o período da vida escolar.
    “O tempo livre, aquele em que o jovem não passa na escola, recebe igualmente pautas do consumo…” (Pág.64) A autora menciona o consumo desenfreado do capitalismo e consequentemente a exclusão dos que não conseguem acompanhar.
    E logo após, considera Beatriz Sarlo “nossa escola corteja o mundo dos jovens, em vez de lhes oferecer a alternativa de conhecer outros mundos.” (2005, pág 107)
    Refletindo esse texto em geral, recordo-me da minha passagem pelo ensino médio como bolsista de uma escola privada. Em uma aula, meu professor propôs um passeio pelos museus de São Paulo, todos colegas reclamaram, eu fiquei extremamente feliz com a proposta e anestesiada nas visitas, afinal… Eu era a única que nunca havia ido a esse tipo de passeio cultural (mesmo alguns sendo com entrada gratuita). A visita ao Museu da Resistência mudou minha história pra sempre… Assim, como a bibliotecária, meu professor de história da época fez um bom trabalho.

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  13. 1-Para Thomas Michael Dish, um livro para adolescentes deve garantir certa dose de inocência, o autor declarou que um texto escrito para esse público precisa piscar o olho em cumplicidade com as características ainda imaturas de seu leitor, que tem pressa, imaginação fértil muito humor e pouca paciência com regras alheias.
    Outros, como Gonzalo Garcés, postulam que um livro juvenil deve fazer exatamente o contrário. Para ele, é necessário que os jovens fujam da inocência.
    Os diferentes tipos de leitura que encontram receptividade por parte dos leitores jovens também demonstram que eles aderem tanto a uma quanto a outra tendência pois nada impede que elas convivam em perfeita harmonia.
    2-A argentina Beatriz Sarlo aponta que a escola poderia se beneficiar do que seus alunos aprendem em outros lugares, como nos vídeo games e outras tecnologias. Porém, elas serão insuficientes para transformar um jovem em leitor e produtor de textos, porque “a cultura é sempre um corte, um desvio ou uma supressão dos nossos impulsos. A escola é um dos lugares onde esse corte deve ser feito de maneira menos autoritária” (SARLO, 2005, P. 104). E a literatura é, sem dúvida, um modo privilegiado de operá-lo.
    3- Ler para escola e para a vida:
    “Mas se os alunos têm mesmo que conhecer as obras para ingressar na universidade, o que se pode fazer”
    Pode-se, num primeiro momento, conversar, do modo mais espontâneo e honesto possível, sobre o livro indicado. E fazer isso lembrando que a pergunta que fundamentalmente importa não é o que o autor quer dizer com o texto, mas o que o leitor sentiu ao ler, porque essa condição básica para qualquer entendimento posterior.

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