Literatura Colonial: Anchieta

Olá, Alunos!

Hoje não faremos uma aula ao vivo. Vocês usarão o tempo de aula para a leitura e o estudo de dois textos:

Leiam a peça e escrevam um parágrafo com suas impressões sobre ela.

O Auto de São Lourenço – José de Anchieta

Para compreender essa peça e o lugar de Anchieta na literatura brasileira, vocês também deverão ler o texto “Anchieta ou as flechas opostas do sagrado”, disponível aqui.. A partir da leitura deste texto, levante pelo menos uma pergunta, e poste-a como um comentário a este post.

Anchieta ou as flechas opostas do sagrado – Alfredo Bosi

Aqui seguem algumas informações extras sobre o auto: Teatro e Pedagogia do aldeamento

18 comentários sobre “Literatura Colonial: Anchieta

  1. Olá Thais !

    O texto nos mostra uma certa aculturação, onde Bosi tenta nos mostrar o processo de conversão indígena ao catolicismo, dessa maneira Anchieta tentava mostrar aos indígenas o culto a Deus, tentando assim mostrar ao indígena um lado obscuro de sua cultura, fazendo com que o mesmo acreditasse que sua cultura era um ato devocional ao demônio, porém segundo a própria cultura indígena esse demônio não existe, com esta pedagogia podemos dizer que Anchieta pregou ao indígena o conceito de CÉU e INFERNO? Caso essa imposição catequética não tivesse ocorrido, em seu ponto de vista o Brasil seria um país em que a religião católica prevaleceria?

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  2. Olá Thais!
    na página 80, 2º parágrafo, o autor cita ”(…) a crítica literária contemporânea passa a atribuir à alegoria um sentido ideologicamente complexo de forma reveladora (..)”. O que seria esse sentido ideologicamente complexo de forma reveladora?

    Durante o capitulo o autor fala sobre imagens alegóricas. O que seriam essas imagens? Seriam imagens criadas a partir da imaginação ou algo totalmente contrário?

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  3. thais me ajuda,na página 73 do livro, no último parágrafo, o autor diz: “O apelão, aliás antiquíssimo, ao bestiário ilustra o teor regressivo do processo inteiro”. O que seria exatamente o bestiário?,

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  4. Olá professora, tudo bem?
    Em primeiro lugar, gostaria pedir desculpas por não ter escrito o parágrafo referente ao texto “Auto de São Lourenço” do José de Anchieta. Minha sala do EVA não tem novas atividades desde a semana de 30/03 a 03/04, por conta disso deixei de entregar atividades da sua matéria e de outros professores, peço desculpas. Sigo conversando com a coordenação para resolver este problema, e venho buscando recuperar o tempo perdido. Abaixo estão minhas perguntas referente a leitura desta semana.

    1. Ao ler o capítulo “Anchieta ou as flechas opostas ao sagrado” , o título desse estudo do autor pode ter duas interpretações? A primeira, remete que essas “fechas opostas ao sagrado” são colocadas para dar a ideia da visão católica européia sobre a religião politeísta e modo de viver dos nativos, e de como elas moldavam as adaptações de Anchieta, onde o missionário chegou a resignificar algumas palavras em Tupi em seus escritos na busca de uma melhor catequização dos índios. Na segunda, seria uma espécie de “crítica” onde Bosi, demostra a hipocrisia dos textos do padre português, devido a aculturação das religiões indígenas e da religião católica, a qual, o líder da ordem dos jesuítas precisou se inserir em uma outra cultura, em que ele não reconhecia a legitimidade, e a considerava errada e profana, para ensinar seus princípios religiosos e sociais, aos “pecadores”. Essas interpretações estão corretas de se fazer?

    2. Durante o capítulo, Bosi reforça a ideia de aculturação, como por exemplo, as representações que Tupã passou a ganhar nos aspectos relacionados a catequização. Pode se afirmar que a ideia do bem (Deus, céu) verus o mal (Demônio, inferno) se iniciou aí para os indígenas? Seria esse o maior resultado vindo da aculturação das obras de Anchieta?

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  5. Oii Prof! Minha dúvida é a seguinte: Na última aula, você usou a expressão ”híbrida” para descrever o conceito de cultura e Bosi explica que, no processo de catequização, havia uma espécie de repúdio e demonização de alguns costumes indígenas por serem avessos ao conservadorismo católico. Sabemos que foi uma grande demonstração de intolerância e ignorância sobre uma perspectiva espiritual antiga e já bem estruturada sobre a vida e seus mistérios. Seria possível afirmar que a hibridez das culturas também reflete no religioso? E podemos dizer que a flexibilização de alguns costumes religiosos em determinadas igrejas se deram por esse processo?

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  6. Bom diaa 🙂

    Lendo sobre Anchieta não pude deixar de fazer comparações com a catequese atual… Sou católica e catequista rsrs e até hoje a Catequese carrega essa influência, essa marca histórica deixada pelo Anchieta… o que quero dizer é que a catequese católica é “o senso comum” para muitas pessoas ainda nos dias de hoje.
    Nas minhas salas de catequese sempre tem as crianças que não são católicas… quando pergunto quem foi à missa no domingo sempre tem os que foram no culto, no centro espírita rsrs não estou julgando nem criticando religião alguma, mas muitas crianças participam da catequese porque “toda criança tem que fazer catequese” e não por que realmente sabem o que aquilo representa, ou porque realmente querem, os pais simplesmente inscrevem e levam as crianças, sem muitas vezes nem acreditar ou seguir aquela fé…. uma vez foi até engraçado rsrs no começo do encontro nós sempre rezamos a oração da Ave Maria e eu percebi que uma das crianças não acompanhava, então perguntei se ela queria ajuda para aprender porque suspeitei que não soubesse a oração, mas a resposta dela foi a seguinte “não tia, eu não posso rezar essa oração porque eu sou evangélico…” e eu fiquei “ué” hahaha pois ela fez a catequese inteira, fez primeira comunhão e nunca mais a vi…
    Eu sempre pensei sobre isso, o porquê né… e lendo sobre Anchieta percebi que talvez isso venha de lá, da imposição sobre os índios, da aculturação, da lavagem cerebral que diz que o cristianismo é “o certo”… curioso rsrs As pessoas são livres para acreditarem e seguirem o que quiserem, não deveria mais haver essa coisa do “senso comum”, faz muito tempo já….

    Não é uma pergunta mas quis compartilhar essa minha reflexão com vocês 🙂

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  7. De acordo com o texto, as produções artísticas são usadas para outros fins, como religiosos e políticos; afirma-se que “alegorização, para essa linha de pensamento, é o domínio do abstrato sobre o concreto da livre expressão do sujeito”. Alegorização não seria a representação de ideias de modo figurado? Que outro tipo de interpretação se pode fazer do termo “alegorização” e por que a interpretação de Walter Benjamin não pode ser aplicada às obras de Anchieta?

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  8. Olá, professora!

    1- A simplicidade dos diálogos, os personagens e o cenários bem elaborados em volta da cultura indígena trazem neste auto, uma sensação mais realista para seu leitor. Pode-se afirmar que estas características foram responsáveis por tornar esta obra tão importante?

    2- Podemos considerar este auto um resultado gerado de uma cultura formada a partir da fusão entre o mundo indígena e o mundo europeu?

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  9. Tanto no Auto de São Lourenço, quanto no texto do Bosi, os rituais indígenas, a dança, o cauim e o fumo eram vistos como influência do demônio, que se “vestia” de índio para levá-los ao vício, ao menos foi isso que eu entendi. O índio em si era puro, porque era passível de “redenção”. Até hoje, a cultura indígena é tratada com um certo misticismo, muitas vezes pelo lado negativo.
    Será que esse olhar, ele é mais aparente aqui na nossa região? Devido á toda a nossa história, os bandeirantes eram paulistas e muitos deles inclusive com ascendência indígena, eles foram ensinados a ter essa aversão? Olhando com olhos de sudeste para a região norte, a impressão que eu tenho é que as pessoas são mais familiarizadas com a cultura indígena do que aqui. Pode ser uma impressão errada, mas diante disso, a nossa ignorância pode ser considerada uma herança cultural? Por toda a influência católica que tivemos?

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  10. Oi Thais!

    Vamos lá a minha pergunta: na página 69 do PDF, bem no comecinho, temos as ordens que os missionários e os cronistas tinham de seguir, e no item b) “referem o medo aos trovões que seriam tomados como uma manifestação de uma divindade, Tupã”.

    A minha dúvida é, os cronistas e missionários tinham que se referir aos medos de quem? Medo que eles mesmos tinham desses trovões que eram considerados manifestações do Tupã, ou medo que os nativos tinham desses trovões por saberem que eles eram uma representação das ações do divino?

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  11. Prof,
    Poderia dizer que de certa forma os personagens indígenas fazem uma crítica ao modo de vida e as contradições pela as quais os padres vivem? Por conta do discurso religioso e da salvação.

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  12. Pergunta referente ao texto “Anchieta ou as flechas opostas do sagrado”:
    1) É correto afirmar que o preconceito hoje em dia com religiões que não sejam cristãs. se dê por causa da catequização?

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  13. Thais!
    Com a leitura de Bosi observando a liga entre as crença indígena e o cristianismo dos Portugueses podemos afirmar que as abordagens de catequização era uma maneira de ‘facilitar’ a transição de culturas e ideias utilizando da evangelização elementos da fé nativa induzindo eles ao ‘modelo certo’ de vida. Através da laboração do sistema colonial,constituído pela opressão e apropriação de indivíduos de culturas fora dos tais padrões de sociedade e ideais da época,é de forma clara que compreendemos a inibição e a ceifa da cultura tupi onde a fala da salvação por meio do auto sacrifício é dita e inserida no pensamento indígena.
    Nesse aspecto existe um grande problema, a fé cristã que estava sendo pregada pelo Anchieta, não era o mesmo sentido simbólico para os nativos. Então, o Deus Uno e Trino não era visível na língua Tupi. Será que os índios se converteram ao cristianismo com consciência e redenção a Cristo como os europeus?

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  14. Há um versículo que diz “ide e pregai o evangelho a toda criatura”, minha crença diz que esse é o caminho para sermos felizes e termos uma vida plena, então alguns cristãos acreditam que essa é a única opção, outros acreditam que existem várias possibilidades e que essa é uma delas, mas essencialmente acho que todos cremos que ninguém seria infeliz se entendesse o evangelho. Isso é uma ideia da perspectiva colonizadora? Apesar das abordagens serem diferentes, entender que isso ainda é uma opção para todos parte da mesma perspectiva preconceituosa de Anchieta?

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  15. A minha pergunta, efetuada durante a aula online (15 de maio), tinha sido como a inspiração diabólica na vida das comunidades como a celebração tribal da comida e da bebida e das danças, da oração e do transe foi revertido positivamente na Eucaristia com expressão de culto de um teor interpessoal valendo de alimentos para santificá-lo se estes costumes dão impressão e são citados como inspiração diabólica.

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