Aula 1 (Quarentena): Literatura Brasileira – Período Colonial

Olá, alunos.

Segue abaixo o capítulo “Colônia, culto e cultura”, do livro Dialética da colonização, do Alfredo Bosi.

Colônia, Culto e Cultura – Alfredo Bosi

A partir da texto e da video-aula disponibilizada em meu canal (cujo link enviarei via whatsapp na sexta-feira), cada aluno deverá levantar no mínimo 1 e no máximo 3 questões sobre o texto, a serem debatidas na semana do dia 30 em um video ao vivo em horário a ser combinado. Vocês deverão postar suas questões aqui nos comentários a este post.
Fiquem atentos ao grupo de whatsapp da disciplina.

Um abraço

Thais

ps: tradução do trecho de citação da página 22.

“Os países novos são um vasto campo aberto às atividades individuais, violentas, que, nas metrópoles, se chocariam contra certos preconceitos, contra uma concepção prudente e regrada de vida, mas que, nas colônias, podem desenvolver-se mais livremente e melhor afirmar, em consequência, o seu valor. Assim, as colônias podem, em certa medida, servir de válvulas de segurança para a sociedade moderna. E essa utilidade, fosse embora a única, seria imensa.”

 

17 comentários sobre “Aula 1 (Quarentena): Literatura Brasileira – Período Colonial

  1. Durante a conclusão deste capítulo, Bosi utiliza um episódio de Peregrino da América para refletir sobre a opressão da religião colonizadora sobre os costumes de escravos africanos, além de comentar também sobre o desprezo acadêmico quanto a arquitetura barroca mineira (páginas 60 a 63). Com estes trechos, podemos entender que a opinião de Bosi sobre a religião colonizadora é de que a mesma foi mais dedicada ao comércio do que de fato à fé?

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  2. No início do texto (página 16), a palavra “cultura” estava ligada a cultivar recursos para o futuro, estruturar sociedades auto sustentáveis e os elementos que iram girá-las. Partindo deste ponto de vista, podemos dizer que esta base dá sentido as três concepções que explicam a formação de uma sociedade moderna, de uma pátria (base territorial, língua e moeda)?

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  3. Olá Thais !

    Vamos as perguntas :

    1- O capítulo nos mostra algumas indicações do processo de colonização brasileiro, pode-se concluir que durante este processo ocorreram algumas imposições, ou seja foi imposto algo que não era NOSSO, tendo isto como base pode-se dizer então que toda a cultura brasileira seja ela ela no campo da música, literatura ou arte, ela não é propriamente nossa ? Pode-se dizer realmente que temos uma cultura brasileira ?

    2- O inicio do capitulo traz algumas etimologias referentes a algumas palavras, tais como : CULTURA, CULTO e COLONIZAÇÃO, todas elas derivadas do verbo “COLO” que em sua essência significa: EU OCUPO A TERRA, EU TRABALHO, EU CULTIVO O CAMPO”, tudo isto tendo como base um ASPECTO EXPLORADOR, porém ao ler o texto nota-se que também existe um outro aspecto dentro do processo colonizador denominado aspecto DESCOBRIDOR, tendo estes dois aspectos como base, em sua visão qual foi o aspecto adotado pelos portugueses na chegada ao BRASIL , um aspecto EXPLORADOR ou DESCOBRIDOR ?

    3- Ao ler este capítulo me veio em mente uma música da banda LEGIÃO URBANA : “GERAÇÃO COCA-COLA”, esta música nos traz a ideia de que desde cedo fomos ” FOMOS PROGRAMADOS”.
    Observe o trecho da canção :

    Quando nascemos fomos programados
    A receber oque vocês nos empurraram com os enlatados
    Dos U.S.A … de nove às seis …

    Obviamente que Renato Russo faz uma analogia a influência americana em nossas vidas, percebe-se uma valorização daquilo que vem do exterior.
    Pode-se dizer então que a mesma influência americana introduzida nos dias atuais se comparam com a influência recebida no processo colonizador ?

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  4. Boa tarde, Thais.
    1. Posso afirmar que a mudança do sentido de palavras e da língua está ligada estritamente com o que aquela sociedade está sendo em determinado momento? (EX: Colo passar a ser muito mais ligado a culturus do que com cultus, e Cultura ter um significado mais ligado a Colo do que a cultus)

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  5. 1) É correto afirmar, (ou relacionar) que a mediação simbólica do passado (o cultivo da terra e relação com os mortos), aqui do Brasil, reflete na literatura, como por exemplo, o caso do livro “Iracema”, onde se idealiza a figura do indígena, em busca de um herói nacional, algo puramente cultural e nativo do Brasil, por mais que a obra tenha sido publica durante a era do Romantismo, vemos uma intenção de querer passar uma ressurreição aos índios, cuja, foram brutalmente mortos, após a chegada dos portugueses vindos da “Matriz”, assim, surge o início da colonização, e dessa relação com a terra e a integração da religião cristã que foi imposta aos nativos. É possível, dizer que as obras consideradas clássicas da literatura brasileira, bebem desta fonte de alguma maneira?

    2) A problemática de interpretar o desenvolvimento e cultura no mundo colonizado, de acordo com Alfredo Bosi, ajuda a criar uma certa ideia de “marginalização”, da produção artística e cultural do país, como por exemplo, ao taxar como coisa de “vagabundo” e outros adjetivos pejorativos, e também, podemos citar, a crise financeira e editorial de livros, onde, uma das consequências, são autores que muitas vezes, não conseguem nem chegar a 1.000 exemplares vendidos. De que maneira essa “marginalização” pode ser considerada empobrecedora para a criação e produção cultural e artística do nosso país?

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  6. 1-Thaís, minha primeira dúvida está relacionada a questão da colonização enquanto movimento totalitário de propósito não só econômico, mas como interesse de fé. Seria essa a diferença entre o ato da colonização e a ocupação de terras para o cultivo e habitação? (ainda tenho muita dificuldade para entender a diferença entre esses conceitos). E seria a nossa definição de cultura, uma herança colonial?

    2- Percebe-se que o nosso sistema de habitação dividido em inquilino, proprietário etc, são consequentes da cultura antiga de usufruto da terra e administração de quem a cuida. Em que momento se perdeu a conexão entre a fertilidade e ganhos da terra com a recompensa pela honra do ritual de abrigar os antepassados que partiram? Em que momento foi agregada a cultura de morbidez desse processo, tirando a percepção humana e de conformidade do fenômeno da morte?

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  7. Boa tarde prof :))

    – estava lendo um pouco sobre “calundu” e associei às benzedeiras dos links que estavam na descrição da sua vídeo aula…. reparei que vários dos benzedeiros dos videos têm como base de sua crença as duas vertentes, as imagens dos santos católicos estão na mesa, mas falam de orixás e pai de santo ao mesmo tempo que falam do divino espírito santo, por exemplo…. será que alguma dessas religiões “de origem africana”, como conhecemos, surgiu AQUI, no Brasil colonial, de uma mistura do cristianismo, imposto pelos portugueses, com a cultura africana trazida pelos escravos?

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  8. Minha duvida é bem simples,
    1-durante todo o texto Bosi fala de uma cultura ilustrada,o que exatamente é essa cultura?
    2- sera que conseguimos hoje uma verticalização completa das classes?

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  9. Olá Thais, na primeira parte da vídeo aula sobre o primeiro capítulo do livro ”Dialética da Colonização”, em certo momento você há um momento em que você cita que ”o pensamento da racionalidade tem claras limitações que nos levam na maneira de utilitária de vermos as coisas”, e me veio a dúvida do que seria essa maneira utilitária de vermos as coisas?
    Em outro momento você também cita que a literatura ”mora” dentro da contradição da ilustração, o que seria exatamente esse ”morar” dentro contradição da ilustração?

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  10. Oi professora, minha dúvida está mais para uma reflexão, sobre a qual, acredito eu, você até já mencionou em sala de aula. De que forma podemos pensar a colonização sem negar nossa própria existência, porém considerando todos os danos e marcas aqui deixados pelos nossos colonizadores?

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  11. Professora, a minha dúvida é sobre a segunda parte que se refere ao reflexo ampliado e contradição do processo colonizador, na parte que você falou sobre a reflexão de ANOMALIA, a partir do trecho de marx. Eu não entendi muito bem, a referência desse trecho como que o Bosi quer passar. Se você puder, explicar novamente, por favor!

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  12. Olá Thaís, fiquei um pouco confusa na questão de cultura e desenvolvimento. Sobre a dupla interpretação de Culturus, a Grega diz sobre a cultura na sociedade moderna ser vista como um desenvolvimento progressivo. Você no vídeo explica pra nós que cultura e desenvolvimento são confundidos, dando a ideia de primitivo e desenvolvido.
    Pra mim, não ficou claro. A cultura não pode ser vista como algo em desenvolvimento?

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  13. Olá professora! Minha dúvida é referente a primeira parte da explicação e do vídeo, que você faz uma citação do livro: “Há entretanto a ideia de que a cultura poderia ser um espaço de resistência à exploração do trabalho e do poder” e logo em seguida você explica o termo Dialética da ilustração. Não consegui entender muito bem a explicação desses 2 trechos, você poderia explicar novamente?

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  14. Boa tarde, professora! Minha pergunta é em relação à intertextualidade da colonização com os movimentos artísticos brasileiros. Ainda há uma forte conexão entre a música, pintura e principalmente a escrita de hoje em dia com a herança cultural deixada pelos momentos anteriores da história do Brasil ou essas artes tomaram rumos diferentes conforme o tempo passou e conforme o acesso à outras culturas ficou mais rápido e fácil?

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  15. 1. Haviam casos de grupos indígenas que não aceitavam o processo colonizador? de se submeterem a condição do sistema colonial, com toda a violência e escravização imposta pelos colonizadores para os colonizados, como: extinção da própria cultura ao ser considerada pelos colonizadores como primitiva, extinção da própria religião e costumes, mercantilização dos colonizados. Se sim, o que acontecia com esses que defendiam a própria cultura?

    2. Como se deu a escravização dos africanos no processo colonizador? não entendi muito bem

    3. O sistema colonial no Brasil colônia foi para elevar a economia?

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