Definição de Literatura Infantil

Olá, Alunos!

Como havíamos combinado na semana passada, este é o post em que vocês irão postar seus resumos dos trechos “Definição de Criança” e “Definição de Literatura Infantil”, do capítulo DEFINIÇÃO DE LITERATURA INFANTIL, do livro Crítica, teoria e Literatura Infantil, do Peter Hunt. Vocês deverão postar seus comentários depois de se cadastrarem com seus emails. Observem que seus comentários não aparecerão automaticamente, porque eles precisam ser aceitos por mim, por isso, não se preocupem se por um dia ou dois seu comentário não estiver por lá.
A data limite para a postagem dos comentários é 25 de Março. Um abraço para todos. Fiquem atentos às orientações que darei via Whatsapp para as atividades da próxima semana.
Abaixo, segue o material para quem ainda não o tenha acessado:

Definição de literatura infantil – Peter Hunt (Crítica, teoria e literatura infantil)

 

 

14 comentários sobre “Definição de Literatura Infantil

  1. Post: Definição de Literatura Infantil

    Definição de Criança

    A resposta é aliada a cultura tanto em termos sincrônicos como diacrônicos. Nicolas Tucker, em What is a Child [O que é uma criança ,1977],aproxima características transculturais e diacrônicas da infância.Entre elas se incluem a brincadeira espontânea,a receptividade á cultura vigente,os constrangimentos fisiológicos(em geral,elas são menores e mais fracas que os adultos),e a imaturidade sexual( o que implica que certos conceitos não lhes são imediatas.
    Na maioria das vezes,podemos dizer que,em estágios diferentes,as crianças terão atitudes variadas em relação á morte,ao medo,ao sexo as perspectivas,ao egocentrismo,à causalidade etc.Serão mais abertas ao pensamento radical e aos modos de entender os texto;
    Serão mais flexíveis em suas percepções de texto.E,como a brincadeira é um elemento natural de seu perfil,verão a linguagem como outra área para exploração lúdica.Elas são menos limitadas por esquemas fixos e ,nesse sentido,têm uma visão mais abrangente.
    Pode-se dizer que elas pertencem,de fato,a uma cultura diferente-talvez a uma anticultura ou contracultura.Certamente,como nota Diana Kelly-Byrne,há uma considerável complexibilidade nas relações dos adultos com crianças.
    Em certo sentido as crianças pertencem a uma cultura “oral”,o que significa que elas podem apresentar diferentes modos de ser mais suscetíveis a questões baseadas na memória popular,e não revestidas por esquemas,daí a “relegação”,como disse J.R.R.Tolkien,dos contos de fadas ao jardim de infância.
    De fato,a associação entre crianças e contos de fadas é um acesso de nossa história nacional.Os contos de fadas no moderno mundo letrado foram relegados ao ‘jardim de infância”,como os móveis gastos ou antiquados são relegados ao quarto de brinquedos,basicamente porque os adultos não os desejam e não se importam se forem maltrados.As crianças enquanto classe-exceto pela normal falta de experiência,elas não são uma classe-não gostam mais de contos de fadas,nem os entendem melhor que os adultos.”
    Tudo isso leva os adultos a criar ou permitir diferentes tipos de infância-o que,em termos sociais poderia ser mais bem definido como um período de falta de responsabilidade,bem como um período de falta de responsabilidade,bem como um desenvolvimento incompleto,(Dessa maneira,os adultos,em sua leitura,podem passar para o estado infantil.)
    Em termos diacrônicos,o conceito de infância é extremamente complexo e mal documentado.Em sociedade muito pobres,onde a taxa de mortalidade infantil era ou é muito alta,a infância como um estágio isolado de desenvolvimento dificilmente é possível.Se a infância é definida em termos e falta de responsabilidade,existem muitas sociedades em que mal se pode dizer que ela exista;
    Portanto, a definição de infância muda, mesmo no âmbito de uma cultura pequena, aparentemente homogêneas,tal como muda o entendimento das infâncias do passado.Quando se tenta,por exemplo,descrever ‘infância” em qualquer momento depara-se com uma série de paradoxos.
    Em suma, a infância não é hoje(se é que alguma vez foi )um conceito estável.Por conseguinte,não se pode esperar que a literatura definida por ela estável.
    É claro que no caso dos livros para criança isso é relevante verdadeiro. Assim, lidamos com duas definições muito “abertas e variáveis.

    Definição de Literatura Infantil

    Como então, definimos literatura infantil Nas palavras pragmáticas de Paul Heins,”talvez devamos distinguir a longo prazo duas maneiras de abordar os livros para criança:(1) a critica dos livros que dizem respeito as várias pessoas que utilizam e trabalham com eles,e (2) a critica literária da literatura infantil”.
    Existem livros “vivos” e livros “mortos”,livros que não mais dizem respeito a seu público principal( e não interessam a ninguém mais senão aos historiadores.
    Portanto,o livro para criança é,por definição,algo imediato.E o imediato tende a ser efêmero e a interagir com a cultura imediata.Não são muitos os livros que ascendem para se tornarem “alta cultura”.
    Definimos literatura infantil segundo nossos propósitos-o que no fim das contas, é o principio das definições:dividir o mundo segundo nossas necessidades.
    A maioria de nós,imagino,também tenderia a considerar como livros infantis apenas os essencialmente contemporâneos;há um limite que separa os livros infantis sobreviventes dos livros “vivos”.Os conceitos de infância mudam tão depressa que os livros não mais aplicáveis a infância devem cair num limbo,onde se tornam o domínio do domínio do bibliógrafo,já que não interessam mais ao bibliotecário ou á criança atuais.(essa é uma opinião que tem sido fortemente contestada).
    Temos de colocar os livros históricos para criança – com isso quero dizer livros que só com algum “aparato” podem ser apresentados a crianças letradas modernas – em uma categoria distinta. No caso da literatura infantil,é verdade que,por restrições históricas-sociais,educacionais e morais,manifestações da síndrome de “proteção e controle”,foi apenas no século XX que os talentos mais notáveis se dedicaram á literatura infantil.Mas,examinando livros do passado (no passado inacessível),precisamos assumir uma nova perspectiva:a de que estamos de fato envolvidos em um estudo acadêmico.
    A história do livro para criança pode ser interessante para o adulto, mas não para elas, e é importante destacar essa dicotomia.
    O mesmo se aplica,no geral,a livros para adulto adotados por crianças,embora obviamente existam exceções.Isso nos remete á pragmática.John Rowe Townsend escreveu:

    Não obstante as crianças serem parte da humanidade e os livros Infantis serem parte da literatura e toda linha traçada para confiná-las ou seus livros em seu próprio canto específico seja uma linha artificial[…].a única definição prática de um livro infantil hoje – por absurdo que pareça-é “um livro que figura na lista de infantis de uma editora”.

    Definir literatura infantil pode parecer uma demarcação de território,mas apenas na medida em que o objeto necessita alguma delimitação para ser manejável.No entanto, a despeito da instabilidade da infância,o livro para criança pode ser definido em termos do leitor implícito.
    Por fim,teremos de levar em conta as decisões da maioria,que continua convicta da necessidade,em termos culturais,de uma distinção em literatura que seja de algum modo atribuível a autoridade superior –e da necessidade residual para isso em nós mesmos.

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  2. Nas palavras pragmáticas de Paul Heins, para dar uma definição a ” Literatura Infantil”, Paul Heins acrescenta duas maneiras de abordar os livros para crianças: (1) a critica dos livros que dizem respeito a várias pessoas que utilizam e trabalham com eles, ou seja, dependendo das criticas, saberá se o livro estudado por várias pessoas, será bom para crianças, e(2) a critica literária da literatura infantil, ou seja, um ” bom ” livro pode sê-lo no sentido prescrito pela corrente literária/acadêmica dominante; ” bom ” em termos de eficacia para a educação, aquisição de linguagem, socialização/aculturação ou para o entretenimento de uma determinada criança ou grupo de crianças.
    O livro para a criança é algo efêmero ( curto/poucas páginas), e tende ser interagido com a cultura imediata.
    Literatura Infantil, é, no fim das contas é livros lidos por; especialmente adequados para; ou especialmente satisfatórios para membros do grupo hoje definido como crianças.

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  3. Definição de Criança

    Em uma tentativa de obter uma resposta objetiva à pergunta “O que é uma criança?”, Nicholas Tucker lista características transculturais e diacrônicas da infância, entre elas uma maior facilidade para se adaptar do que adultos, que já têm uma noção fixa do mundo. Em particular, maior facilidade para se adaptar a mundos fictícios, ou seja, literatura. Em complemento com os conceitos de Jean Piaget, pode-se dizer que crianças, com atitudes diversas em relação ao mundo real, são mais abertas à interpretação de textos mais radicais, assim como a uma exploração lúdica de tais textos.
    No entanto, a disparidade entre o modo como crianças e adultos veem o mundo causa uma dificuldade ao adulto que pretende escrever para crianças. De certa forma, as crianças pertencem a uma cultura diferente, essencialmente oral, o que torna sua relação com gêneros textuais mais imprevisível. A estrutura de uma história infantil pode não ser planejada diferente de uma história adulta, mas será avaliada de forma diferente pela criança. Em suma, a literatura da criança em geral não é a mesma que a literatura para crianças. J. R. R. Tolkien argumenta que contos de fada não são classificados como obras infantis por terem um impacto maior em crianças, mas sim por serem indesejados pelos adultos: são obras escolhidas para crianças, e não por elas.
    Como consequência, os adultos acabam por criar diferentes conceitos e tipos de infância. Essas definições são ainda mais complicadas quando vistas por termos diacrônicos, desde a visão romântica da criança como um bom-selvagem até a criança má gerada em consequência do pecado original. Em sociedades pobres é difícil definir a infância como um estágio de desenvolvimento ou de falta de responsabilidades. Similarmente, os livros destinados a crianças também variam muito ao longo dos anos. Os livros e contos feitos para as classes mais baixas no passado eram frequentemente autoritários em suas morais, ao contrário dos livros para as classes ricas.
    Assim sendo, ainda nos dias de hoje a infância é um conceito em constante mudança, e necessariamente a literatura infantil também o é. Desse modo, o autor deve estar consciente de que as interpretações feitas de uma obra infantil à época de seu lançamento irão diferir das interpretações feitas em outros períodos.

    Definição de “Literatura Infantil”

    A literatura infantil é difícil de definir justamente por causa da constante evolução do conceito de ‘criança’. Os livros infantis são algo essencialmente imediato e efêmero, interagindo apenas com a cultura contemporânea. Pode-se dividí-los entre livros “vivos” e “mortos”, que se tornaram irrelevantes com o tempo por não dialogarem mais com seu público-alvo. Paralelamente, há livros que, com o tempo, são “rebaixados” a infantis ou “promovidos” para se tornar “alta cultura”.
    Classificando a literatura de acordo com nossas necessidades, é normal que consideremos apenas os livros contemporâneos, e que os livros que se referem a conceitos ultrapassados de infância sejam relegados à historiografia. Dessa forma, podemos considerar apenas a literatura feita para crianças a partir do Século XX. Em uma abordagem pragmática, John Rowe Townsend argumenta que, apesar de as crianças e seus livros constituírem parte integral da humanidade e cultura, de certo modo o único modo prático de classificar um livro infantil é o critério da editora que o publicou.
    Qualquer tentativa de definir os livros infantis pode ser cuidadosa, mas sempre será essencialmente arbitrária. Para Myles McDowell, os livros infantis costumam ser mais curtos, com uma narração mais ativa do que passiva, com tons otimistas e lúdicos e linguagem mais simples. Alegar que a mera classificação do gênero seja inadequada, como faz Isabelle Jan, pode ser razoável na teoria, mas inviável na prática. Em vez disso, pode-se dizer que a literatura infantil define a si mesma. Neil Philip defende que escrever pode ser preciso como uma reflexão do leitor, com o autor proporcionando mais uma sugestão do que uma afirmação. Para ele, professores podem dizer que crianças não lerão autores clássicos e complexos como William Mayne, mas não porque Mayne seja ilegível, e sim porque os professores ensinam as crianças a ler de uma forma que não o inclui.
    Por mais que a infância seja um conceito instável, o livro para criança pode ser definido em termos do seu leitor implícito. Com uma leitura cuidadosa, fica claro se o livro tem como alvo a criança, o seu desenvolvimento ou a sua atenção. Atribuir um valor adicional ao texto pode ocorrer ou não, dependendo de como ele é usado.

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  4. Liriel Sales Diniz 1º período Letras

    Definição de criança
    Logo na primeira frase o autor afirma que essa definição é associada a cultura, mas que existem características comuns às crianças – percepções imediatas, facilidade em criar laços, grande receptividade, etc – que as permitem ser mais abertas, se adaptar mais facilmente.
    Apesar de problematizar a percepção estagiada do desenvolvimento infantil, questionando a precisão desses estágios, o autor adota uma visão universalizada, afirmando que em diferentes períodos a criança possui percepções e atitudes diferentes. Ele aponta duas implicações dessa característica: uma positiva – na qual ele diz que as crianças são menos limitadas na hora de entender o texto pois são mais abertas à diferentes entendimentos; uma negativa – na qual ele aponta s dificuldade de discernimento entre real/fantasia, menos conhecimento de estruturas linguísticas, etc.
    Para ele, existem tantas diferenças entre adultos e crianças que ela pertencem a uma outra cultura, caracterizada pela oralidade, ou seja, elas pensam e lidam com textos de forma diferente. Como por exemplo, exploram a linguagem de maneira divertida, lúdica. E que por isso essa discussão de como ler, criar, lecionar literatura para as crianças é importante.
    De acordo com o autor, o termo “infância” é extremamente complexo de se definir, porque ele varia de acordo com o momento histórico, com as condições sociais, com a cultura de cada grupo. E como os livros para criança levam em consideração a definição de infância – da época, lugar, classe -, eles também variam. Além disso, ele diz que a definição dessa expressão é paradoxal, e para exemplificar isso ele dá como exemplo a infância na Grã Bretanha no século XXI: de um lado encara-se a criança como uma espécie diferente que precisa ser protegida de “assuntos adultos”; de outro tem se uma aproximação da criança ao mundo adulto – as vestimentas, comidas, músicas.
    O autor se atenta também as diferentes interpretações de um livro para criança em contextos históricos diferentes, já que possuem definições de criança diferentes. E um exemplo de que esse fenômeno existe é a adaptação de textos ou a remontagem de contos de fadas para que se adaptem ao que é aceito como infantil.

    Definição de literatura infantil
    Quando o autor refere-se a livros infantis, ele afirma que são “imediatos”, efêmeros, porque precisam atender a demanda da infância da época em que ele foi escrito. Isso implica em uma valorização somente daquilo que é contemporâneo, deixando os livro “velhos” infantis de lado. E por isso, não conseguem o mesmo prestígio, status de um livro de adulto.
    Mesmo que a ideia “livros para crianças” seja tão variável historicamente – já que o conceito de “infância” muda –, e mesmo que ele mesmo seja um crítico a essa delimitação rígida, o autor aborda algumas características de um texto que podem classifica-lo como sendo para crianças ao citar Myles McDowell: livros mais curtos, mais ativos, com mais diálogos, esquema moral presente, a linguagem é voltada a elas, fantasia, magia, entre outros.
    Uma outra forma de identificar claramente um livro infantil segundo o autor é analisando o leitor implícito daquele texto, ou seja, perceber para quem aquele livro foi escrito. E por fim, que o que diz se um texto para crianças receberá reconhecimento ou não é o contexto de seu uso.

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  5. Definição de literatura infantil:
    De acordo com o autor, a literatura infantil é escrita por adultos e que haverá controle e estarão envolvidas decisões morais. Da mesma forma, o livro será usado não para acolher ou modificar nossas opiniões, mas para formar as opiniões da criança.
    Para Paul Heins, existem livros “vivos” e livros “mortos”, livros que não mais dizem respeito a seu público principal (e não interessam a ninguém mais senão aos historiadores). O livro para criança é por definição, algo imediato. E o imediato tende a ser efêmero e a interagir com a cultura imediata.
    Definimos literatura infantil segundo nossos propósitos- o que, no fim das contas, é o princípio das definições dividir o mundo segundo nossas necessidades. A literatura infantil, por inquietante que seja pode ser definida de maneira correta como: livros lidos por especialmente adequados para, ou especialmente satisfatórios para membros do grupo hoje definido como crianças.
    Para Myles McDowell tem seus méritos:
    “Os livros para crianças geralmente são mais curtos, tendem a privilegiar um tratamento mais ativo que passivo com diálogo e incidentes em lugar de descrição e introspecção; protagonistas crianças são regras; as convenções são muito utilizadas; a história se desenvolve dentro de um nítido esquema moral que grande parte parte da ficção adulta ignora; os livros para criança tendem a ser mais otimistas que depressivos a linguagem é voltada para criança; os enredos são de uma classe distinta, a probabilidade geralmente é descartada; e pode-se ficar falando sem parar em magia, fantasia, simplicidade e aventura”.
    Definição de criança:
    Para Nicholas Tucker, em What is a child? (O que é uma criança?, 1977), aproxima características transculturais e diacrônicas da infância. Entre elas se incluem brincadeira espontânea, receptividade à cultura vigente, os constrangimentos fisiológicos (em geral, elas são menores e mais fracas que os adultos), e a imaturidade sexual (o que implica que certos conceitos não lhes são imediatamente relevantes). Elas tendem a formar laços emocionais com figuras maduras, a ter dificuldades quanto ao abstrato, a ter menor grau de concentração que os adultos e a estar vulneráveis a percepções imediatas.
    Na maioria das vezes, podemos dizer que, em estágios diferentes, as crianças terão atitudes variadas em relação à morte, ao medo, ao sexo, a perspectivas, ao egocentrismo, à casualidade etc.
    Pode-se dizer que elas pertencem, de fato, a uma cultura diferente – talvez a uma anticultura ou contracultura. Certamente, como nota Diana Kelly-Byrne, há uma considerável complexidade nas relações dos adultos com as crianças e textos. Em certo sentido as crianças pertencem a uma cultura “oral”, o que significa que elas podem apresentar diferentes modos de pensar e lidar com diferentes gêneros textuais.

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  6. Definição de literatura infantil
    John Rowe Townsed escreveu:
    A única definição pratica de um livro infantil hoje – por absurdo que pareça – é “um livro que figura a lista de infantis de uma editora “.
    Segundo o autor a literatura infantil é definida por nossos propósitos – o que, no fim das contas, é o princípio das definições: dividir o mundo segundo nossas necessidades. A literatura infantil, por inquietante que seja, pode ser definida de maneira correta como: livros lidos por; especialmente adequados para; ou especialmente satisfatórios para membros do grupo hoje definidos como criança.
    Definir literatura infantil pode parecer uma demarcação de território, mas apenas na medida em que o objeto necessita alguma delimitação para ser manejável.
    No entanto a despeito da instabilidade da infância, o livro para criança pode ser definido em termo do leitor implícito. A partir de uma leitura cuidadosa, ficará claro a quem o livro se destina: quer o livro esteja totalmente do lado da criança, quer favoreça o desenvolvimento dela ou a tenha como alvo direto.
    Definição de criança
    Para o autor as crianças são menos limitadas por esquemas fixos e, nesse sentido têm uma visão mais abrangente.
    Por isso, elas se adaptam mais facilmente que a pessoas madura (cujos “esquemas” do mundo tendem a estar fixados), o que, por sua vez, tem muitas implicações para o escritor. Há consideráveis indícios de que as habilidades cognitivas das crianças se desenvolvem numa lógica comum embora haja muita discussão sobre até que ponto esses “estágios” podem ser identificados.
    Na maioria das vezes, podemos dizer que, em estágios diferentes, as crianças terão atitudes variadas em relação à morte, ao medo, ao sexo, a perspectivas, ao egocentrismo, à casualidade etc.
    Pode-se dizer que elas pertencem, de fato, a uma cultura diferente – talvez a uma anticultura ou contracultura. Certamente, como nota Diana Kelly-Byrne, há uma considerável complexidade nas relações dos adultos com as crianças e textos. Em certo sentido as crianças pertencem a uma cultura “oral”, o que significa que elas podem apresentar diferentes modos de pensar e lidar com diferentes gêneros textuais.

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  7. Peter Hunt em seu texto ‘Crítica, Teoria e Literatura Infantil’ apresenta alguns aspectos da definição de Literatura, Criança e Literatura Infantil. Essas definições estão em constante conflito, na medida em que não há uma única definição, considerando que já existe uma tensão entre a aceitação intelectual da pluralidade de sentidos da palavra “Literatura”, além da discordância em se abordar a Literatura Infantil da mesma maneira que a Literatura adulta.

    Para o autor, as definições de “Literatura” podem ser convenientemente separadas em características, normas culturais e segundo os usos que os indivíduos dão ao texto, sendo mais importante o valor que se atribui a ele do que as características que possui, pois é o contexto cultural que determina a classificação. Peter Hunt argumenta que há um aspecto positivo em relação ao conceito de “literatura” definido pelo sistema cultural dominante, e de certa forma aceito subconscientemente, ao considerar que esse conceito deve ser visto pelo que é, seja para contestá-lo ou não.

    Em relação à definição de “Criança”, é preciso considerar as características culturais da infância ao longo do tempo. Neste contexto, Peter Hunt apresenta o conceito de “estágios de desenvolvimento” abordados por Jean Piaget, considerando que as habilidades cognitivas das crianças se desenvolvem numa lógica comum, mas há implicações sobre a identificação desses “estágios”, pois cada criança pode mostrar-se diferente da norma, por isso não é possível generalizar, pois há diferenças específicas entre cada criança, especialmente pelo contexto cultural e o conhecimento individual.

    De acordo com o autor, as crianças são menos limitadas, e com isso, têm uma visão mais abrangente, são abertas e mais flexíveis em suas percepções, de modo a entender os textos. Por outro lado, as crianças têm menos conhecimento sobre a linguagem e estrutura dos livros, com isso apresentam instabilidade nas distinções que fazem sobre o que é fato ou fantasia, entre o real e o desejável. Enfim, elas possuem capacidades diferentes dos adultos, uma cultura diferente. Em alguns sentidos, a criança pertence a uma cultura “oral”, podendo apresentar diferentes formas de pensar e lidar com os gêneros textuais, pois as crianças podem ser suscetíveis a questões baseadas na memória popular. Portanto, é importante para os livros infantis essa questão da oralidade, a subcultura, ou cultura paralela da infância, que são fatores relevantes na interpretação dos textos.

    Para Peter Hunt, a “Literatura Infantil” pode ser compreendida como livros especialmente adequados e lidos por um grupo hoje definido como criança. Desta forma, o livro para criança é algo imediato, e com isso tende a ser transitório e a interagir com a cultura imediata. De maneira geral, ao considerar essa instabilidade da infância, é possível definir o livro para criança em termos do leitor implícito, bastando uma leitura cuidadosa para se verificar a quem o livro se destina.

    Em suma, de acordo com o autor, a relação entre criança, considerada como um leitor em desenvolvimento – e o texto, é extremamente complexa. O que leva os adultos a considerar os diferentes tipos de infância.

    Enfim, assim como a infância não é hoje um conceito estável, a literatura definida por ela, também não será. Por isso, a definição desses conceitos irá alterar radicalmente o texto, e esse valor de reconhecimento dependerá das circunstâncias de seu uso. Neste contexto, segundo o autor, o livro será usado para formar as opiniões das crianças, envolvendo a aquisição da cultura e da língua. Por isso, deve-se fazer uma declaração adulta, inteiramente séria, sendo simples e transparente.

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  8. DEFINIÇÃO DE CRIANÇA

    No primeiro parágrafo, o autor apresenta uma ideia do escritor Nicholas Tucker, em “O que é uma criança?” de 1997, que associa características transculturais e diacrônicas da infância, que diferenciam, óbvia e drasticamente, as percepções de mundo da criança e do adulto, mas, ao mesmo tempo, considera que, apesar de haver uma lógica comum no desenvolvimento na infância, ainda há discussões no assunto. Considerando que as crianças possuem uma maior relação com a espontaneidade, com a imaginação e, assim sendo, com a brincadeira, é de fácil dedução o fato de que esses aspectos possuem influência na forma como elas exploram os livros; por outro lado, em comparação com adultos, as crianças não possuem um entendimento mais claro e consciente da linguagem e da estrutura dos textos; com isso, é possível afirmar que, pertencem a uma anticultura ou contracultura e que há, inegavelmente, uma antítese nas relações delas com os adultos. O autor também cita uma analogia, de J. R. R. Tolkien, sobre contos de fadas que são relegados ao jardim de infância e móveis antiquados que são relegados ao quarto de brinquedos, isso porque os adultos não mais os desejam no mundo moderno, e, assim, é estabelecida a ideia de que as crianças possuem uma preferencia por eles, sendo que, na verdade, nunca puderam escolher. Importa, também, ao texto, a análise sobre a definição do que é a infância, que é entendida, por uma termologia social, como uma fase com ausência de responsabilidade, mas, por um conceito mais abrangente, a tentativa de definir se torna mais complexa por fatores que se observam na evolução e na contextualização da ideia do que é uma criança; considerando isso, ao compreender a história dos livros tidos como infantis, logicamente, há uma relativização. O autor conclui afirmando que os conceitos não são estáveis, e que bons exemplos disso são a remontagem dos contos de fadas e a reescrita e/ou a reilustração de livros.

    DEFINIÇÃO DE LITERATURA INFANTIL

    O autor começa o texto introduzindo uma paráfrase de Paul Heins seguida por uma reflexão sobre a existência dicotômica de “livros vivos” e “livros mortos” – que são livros que não mais atendem aos interesses do seu público suposto e que não conseguiram passar pelo processo de “beatificação” na literatura. É notável a total e óbvia relação com o parágrafo sobre a definição de criança, no momento em que o autor estabelece um pensamento sobre a relativização do termo infância para mostrar a relativização do que é literatura infantil; uma suave definição é feita com “livros lidos por; especialmente adequados para; ou especialmente satisfatórios para o grupo hoje definido como crianças”, mas o autor ressalva discordâncias à própria definição. Por um parâmetro geral e atual, é imaginável que, consideremos literatura infantil somente aquilo que nos é contemporâneo e que mesmo havendo obras que resistem ao imediatismo, estas são exceções. É mostrado como necessária uma diferente categorização de livros históricos para crianças, uma categorização destinada ao meio acadêmico, já que a historia dos livros para crianças não as interessa. O autor avança citando John Rowe Towsend, que diz que a linha, que reprime as infâncias e suas literaturas a um canto especifico, é artificial e depende apenas de uma definição mercadológica; segue o pensamento dizendo que a definição pelas características descreve os aspectos menos interessantes dos textos por serem os aspectos mais comuns em variadas obras. Finaliza o texto afirmando que a ideia de livro para criança está no leitor implícito de cada obra e que, partindo de uma delicada leitura, ficará claro a quem o livro se destina, e conclui mostrando a importância da decisão da maioria que ainda precisa distinguir os aspectos literários e encaixá-los conforme a autoridade superior.

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  9. DEFINIÇÃO DE CRIANÇA:
    No início do texto Nicholas Tucker afirma que a definição é associada a cultura de cada criança mas pode haver também características semelhantes como facilidade em criar laços afetivos; rápidas percepções; grande receptividade as novas coisas, onde permitem se adaptar facilmente com o mundo já que elas possuem “esquemas” do mundo que estão fixados.
    O próprio autor problematiza os estágios do desenvolvimento infantil, com uma ampla visão ele afirma que em diferentes ambientes e momentos a criança apresenta diversas atitudes.
    Ele também cita duas vertentes para isso: uma positiva, na qual diz que as crianças são mais abertas ao pensamento e aos modos de compreensão textual, pois tento a brincadeira como característica, a linguagem se torna algo lúdico. Quanto a negativa ele cita que as crianças têm menos conhecimento sobre a linguagem e as estruturas dos livros, tem dificuldades quanto ao que é real ou fantasia e tem um modo menos controlado do que os adultos.
    Para Diana Kelly-Byrne há uma relação de dificuldade com os adultos que escreve para crianças, pois elas são de uma cultura de oralidade, isto é, possuem uma maneira imprevisível ao lidar com diversos tipos de texto. Em outras palavras elas tem a linguagem com algo divertido. De acordo com o autor, a palavra “infância” possui uma complexidade de se explicar, porque ele muda com a cultura de cada região, com contexto histórico e com as condições sociais.
    Por fim diferentes interpretações de um livro para crianças podem ser feitas já que possuem variadas definições e uma forma de mostrar isso existe é a adaptação de textos ou de contos de fadas para que seja aceito como infantil.

    DEFINIÇÃO DE LITERATURA INFANTIL
    Quando falamos em literatura infantil podemos dizer que ela é um caminho que leva a criança desenvolver imaginação, emoções e sentimentos de uma forma prazerosa e divertida. O autor classifica os livros infantis como algo “imediato”, o que tende a ser efêmero e interagir com a cultura imediata, ou seja, muda constantemente. Podendo ser divididos em livros “vivos” ou “mortos” aqueles que não tem seu público principal.
    Podemos considerar que a literatura vem das nossas necessidades, já a literatura infantil pode ser definida como livros lidos especialmente por crianças, porém não pode ser levado ao pé da letra já que isso classificaria todo e qualquer livro lido por uma criança. O autor completa afirmando que assim como o conceito de criança, a literatura feita a ela também, já que o contexto histórico e a cultura mudam simultaneamente.
    Para John Rowe Townsend uma prática definição nos dias de hoje seria “um livro que figura na lista de infantis de uma editora”. Entretanto a tentativa de definir um livro por suas características deve ser cautelosa, desse modo Myles McDowell caracteriza livros infantis como curtos; narração ativa; linguagem voltada para criança e pode ser citado sem medo assuntos como magia, fantasia, simplicidade a aventura.
    Por fim o termo é variável, um livro infantil identificado através de seu leitor implícito, isto é, saber para quem o livro foi escrito.

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  10. Conceito de criança
    O conceito criança se aproxima nas características transculturais e diacrônicas da infância. Entre elas se incluem a brincadeira espontânea, a receptividade à cultura vigente associado com meio em que ela está inserida. Com base nessa visão piagetiana que prioriza o desenvolvimento infantil por meios desses estágios, onde a criança é o reflexo do seu meio, que poderá se expressar de formas variadas conforme o ambiente onde está inserido. O autor destaca implicações entre livro e a criança, características a serem consideradas nesse processo desses estágios, as crianças terão atitudes variadas em relação à morte, ao medo, ao sexo, a perspectivas, ao egocentrismo, à causalidade etc. Serão mais abertas ao pensamento radical e aos modos de entender o texto; serão mais flexíveis em suas percepções de texto as crianças têm menos conhecimento sobre a linguagem e as estruturas dos livros; as distinções que fazem entre fato e fantasias, o desejável e o real são instáveis. Assim, o autor menciona, que a criança pertence a cultura “oral” ao lidar com a literatura infantil como é importante ler, criar, mencionar, explorando a imaginação e linguagem lúdica para as crianças. Por fim, o conceito criança para o autor não tem uma definição única, conforme a época, a cultura , vive em constante mudança, nesse processo a criança do passado sofreu negação, por ser considerado adultos em miniaturas, com passar tempo, a criança começa a ter seus direitos em sociedade, mas a infância ainda é negada para as classes operárias que precisa manter sustento da família, e com isso muitas das vezes as crianças que tem o acesso a infância são de classes dominantes.
    Definição de literatura infantil
    Definição de literatura infantil por sua vez está relacionado ao livros lidos por; especialmente adequado para; ou especialmente satisfatórios para membros do grupo hoje definido como crianças. A criança vive em processo de mudança e os livros infantis fazem parte do todo, a literatura está presente quando se faz eficaz ao seu público, assim podemos questionar ” De que maneira devemos abordar os livros infantis?” autor Paul Heins destaca duas maneiras de abordar os livros para criança, primeiro a crítica dos livros que dizem a respeito as várias pessoas que utilizam e trabalham com eles, e segundo a crítica literária de Literatura Infantil. Existem livros “vivos” e livros “mortos”, livros que não mais dizem respeito ao seu público principal. Desta forma definimos Literatura Infantil segundo nossos propósitos – o que, no fim das contas, é o princípio das definições: dividir o mundo segundo nossas necessidades. Temos que colocar os livros históricos para as crianças – com isso quero dizer livros que só com algum “aparato” podem ser apresentados as crianças letradas modernas – em uma categoria distinta. No caso da Literatura Infantil, é verdade que a, por restrições históricas – sociais educacionais e morais, manifestações de síndrome de “proteção e controle”, examinando livros do passado, precisamos assumir uma nova perspectiva. A história do livro para criança pode ser interessante para adultos, mas não para elas, e é importante destacar essa dicotomia. Por fim, definirmos literatura infantil pode parecer uma demarcação de território, no entanto, a despeito da instabilidade da infância, o livro para a criança pode ser definido em termos do leitor implícito, a partir de uma leitura cuidadosa ficará claro e a quem livro se destina: quer o livro esteja totalmente do lado da criança, quer favoreça o desenvolvimento dela ou a tenha como alvo direto.

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  11. Definição de criança
    O autor inicia falando que a definição de criança depende da cultura e do tempo. Nicolas Tucker (Em What is a child?, 1977) da algumas características a esse período de vida, brincadeiras espontâneas, são menores que os adultos, imaturidade sexual, são algumas dessas características. Outro ponto que o autor levanta é sobre até quando podemos identificar que esse “estágio” pode ser identificado. Comenta também que é difícil generalizar esse período já que cada criança agira de uma maneira, por exemplo em relação a morte, o medo. Contudo, um lado negativo seria o fato de ser mais complicado a criança diferir o real e o imaginário. Com base nisso ele declara que as crianças pertencem a uma contra cultura, já que a cultura da criança é o oral, desse modo ela interage de formas diferentes ao texto de diferentes gêneros. O escritor entra no contexto das fabulas (como memoria popular.) presentes no jardim de infância, já que os adultos não querem esse gênero (já que não é grandes obras como de shakespeare), e as crianças não escolhem esse gênero, ou gostam mais dele do que os adultos, mas são “obrigadas” a ler ou conhecer. com vista nisso as crianças passam a ter a infância que os adultos criam/permitem que elas tenham. Infância também é associada a um período sem responsabilidade, entretanto no passado a infância ou até mesmo hoje, em algumas civilizações pode se dizer que ela nem exista. Outro assunto assaltado no texto é a presença de mais de um tipo de infância na mesma sociedade, variada pela classe, ou seja, livros para crianças da classe trabalhadora contém um linguajar mais chulo, já o de classe média alta é protegida. A definição de infância então muda ate mesmo em uma sociedade pequena e considerada homogenia. Outro fator é a presença da mídia, que esta presente em quase tudo, e por mais que as crianças sejam protegidas de tabus, será que elas realmente não têm acesso a ela. A infância é protegida pela lei, contudo quanto mais a tecnologia avança, mais esse período se estende. Ou seja, a infância hoje não é um algo fixo. Desse modo os livros escritos para as criança devem levar em conta o contexto atual da “infância atual” assim os livros para crianças mais antigos devem passar por uma adaptação.
    Definição de literatura
    A literatura definida pelo sistema cultural dominante é aceita facilmente por todos, e por isso é difícil de ser definido, já que a elite literária se reluta em defini-la. Isso poque algo é considerado bom, porque nós a elegemos assim. Também é considerada porque seu leitor deve ter “intuição treinada” deste modo se é excluído a literatura infantil, já que essa não pode conter formato difícil, já que então a criança não compreenderia. Para Jeremy Tambling a literatura não precisa de uma definição, já que não há um corpo fixo. Falar que algo é literatura por ter como base grades escritores, significa que sabemos que algo é literatura pelo padrão definido em relação a eles. Outro ponto a ser levado em consideração e que a literatura se é vista como um texto mais elevado ou mais densa, que ela seja a “melhor” que a cultura possa oferecer. Assim a literatura passa a não ser adequada a criança. Para definir se uma obra é ou não literatura, não se pode só observá-la, mas sim os valore que se atribuem a ela, normalmente uma mensagem linguisticamente “auto suficiente” ou seja a cultura do local que a determina. Contudo essas normas culturais não são aplicadas a gêneros pouco consideradas. Ou seja, a literatura não pode ser definida por sua superficialidade, mas sim por sua usualidade. Assim o livro é lido por suas sensações e reações, já a literatura infantil antes de modificar uma opinião é utilizada para criar uma opinião. O único elemento que distingui a literatura infantil e a literatura é o público, se aproximando então da noção de que as crianças não têm algo diferente mais sim algo menor, pois elas não conseguiriam valorizar os valores estéticos da literatura. Uma comparação feite é entre literatura e erva, já que a erva se é considera erva por estar em um lugar ao qual não é desejada e não por ser erva, assim a literatura se é utilizada de uma determinada maneira pela comunidade. Algo pode ser considerado literatura por não ter sido escrita para aquele público (como diários e cartas), contudo grande parte dos livros infantis são utilizados para fins práticos. Outro problema é quanto a forma que se lê, livros lido para prazer imediato não são considerados literatura, desse modo uma obra literária deixa de ser literatura. Outro fator são os cânone ou corrente principal, a qual são influências acadêmica. O erro é utilizar o gosto adulto como padrão. E assim se cria uma linguagem literária a qual é exclusiva a um grupo “seleto”. Assim escolher um cânone é enaltecer um grupo e alienar os demais. Por isso é necessário que tenha uma liberdade para a literatura infantil, afinal de contas se baseamos em nossa opinião carregada de nossa história estaríamos padronizando ao nosso gosto, “de certo modo a literatura é o que escolhemos fazer dela.” E literatura infantil passa a ser uma forma de menosprezar as obras de um grupo com “menos conhecimento”.

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  12. Definição de Criança
    De acordo com Peter Hunt, a definição de criança está “aliada à cultura”. O autor destaca o livro What is a Child?, de Nicolas Tucker, que aproxima a junção de duas culturas e modificações que ocorrem com o tempo, ou seja, características “transculturais” e “diacrônicas”. As crianças costumam ter dificuldades com aquilo que não é concreto, um grau de concentração reduzido, constroem laços emocionais com adultos. Por seus esquemas de mundo não estarem fixados, adaptam-se com mais facilidade do que os adultos. Tucker, em seu livro The Child and the Book, utilizou os estágios de desenvolvimento estudados por Jean Piaget em 1929, e os relacionou com os textos. O livro mostra a dificuldade de generalização, visto que as crianças são diferentes umas das outras. Em cada estágio a criança terá uma atitude diferente em relação a morte, ao medo, ao sexo, a perspectivas, ao egocentrismo, e outras situações. Como a brincadeira é um elemento indispensável nessa fase, a linguagem será utilizada para explorar a ludicidade, por seus esquemas não serem fixados, há uma visão mais ampla. Quanto a linguagem e as estruturas dos livros, crianças possuem menos conhecimento que os adultos, as distinções entre fato e fantasia, desejável e real são instáveis. É possível dizer que elas fazem parte de uma “anticultura” ou “contracultura”, ou seja, uma cultura “diferente”. Hunt destaca que Diana Kelly-Byrne, nota uma dificuldade considerável na relação do adulto com a criança. De certa forma as crianças pertencerem a uma cultura “oral”, podem pensar e lidar de formas diferentes com diversos gêneros textuais. Em questões de tempo, o conceito de infância é extremamente complexo e mal documentado, houve muitas considerações sobre infância. Em sociedades pobres a taxa de mortalidade infantil era alta, em outras nem existiam, visto que infância estava relacionada a falta de responsabilidade. As histórias para crianças, dependia a qual “tipo de infância”, ela pertencia. Por exemplo os livros para crianças da classe trabalhadora eram mais autoritários e severos, do que para as de classe média protegidas. Um grupo aparentemente homogêneo, porém, sua definição muda de acordo com a cultura ao qual está inserida. A palavra infância nunca possuiu uma definição sólida, então não podemos esperar uma definição sólida para sua literatura. A literatura será produzida de acordo com o contexto da época, a cultura do livro toma decisões sobre a infância, em diversos sentidos a cria ou a destrói.

    Definição de “Literatura Infantil”
    O autor inicia com a questão, “Como, então, definimos literatura infantil?”, de acordo com Paul Heins, “talvez” a longo prazo pode ser destacada duas formas de abordar livros para criança: 1º a crítica que está relacionada a quem trabalha e utiliza os livros, 2º a crítica literária da literatura infantil. Existem livros que não mais corresponde mais ao público, e interessam apenas aos historiadores, há livros “vivos” e “mortos”. Definimos literatura infantil de acordo com nossas intenções. De certo modo a literatura é definida: lidos por que ou quem; adequado para; ou satisfatório para o grupo definido como criança. Há um limite que separa livros infantis sobreviventes de livros “vivos”, os conceitos de infância se modificam tão rapidamente que alguns livros não mais interessam para crianças atuais. Alguns livros interessam apenas, para sebos ou lojas de livros raros e antigos. É necessário colocar livros históricos para crianças, com arranjos que possam ser apresentados para crianças “distintas”. Por restrições históricas, a síndrome de “proteção e controle”, apenas no século XX os talentosos se dedicaram a literatura infantil. O autor salienta que “estamos de fato envolvidos em um estudo acadêmico”, isto é, precisamos estudar se um determinado texto foi escrito para criança, com a infância legitima dos dias atuais. Até o século XVIII, quase não há diferenciação literária dos “livros para crianças”. Peter Hunt esclarece que os livros de crianças podem ser interessantes para o adulto e não para elas, sendo isso válido para livros de adultos lidos por crianças. Podemos dizer que a literatura infantil está se tornando autodefinidora, definir literatura infantil pode parecer uma demarcação de território. Com uma leitura mais cautelosa, ficará claro para quem o livro está destinado: quer este livro esteja ao lado da criança, quer favoreça o desenvolvimento dela ou a tenha como alvo direto. Em nossos estudos teremos que lidar com “livros importantes”, que não foram escritos para criança, seja por marcas internas ou externas; livros com status ambivalentes; destinado à infância e a diferentes níveis de infância.

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  13. Definição de criança
    Para definição de criança, o autor diz que a resposta é aliada tanto em ternos sincrônicos (que ocorre, existe) como os diacrônicos (relativo ao estudo ou compreensão de fatos).
    Nicholas Tucker, associa características transculturais e diacrônicas da infância, incluindo entre elas: brincadeira espontânea, a receptividade à cultura vigente, os constrangimentos fisiológicos (elas são menos e mais fracas que os adultos) e a imaturidade sexual. As crianças tendem a formar laços emocionais com figuras maduras, tendem a ter um grau menor de concentração e a estarem vulneráveis à percepções imediatas.
    Existem indícios de que as habilidades comum das crianças se desenvolvem em uma lógica comum, existe muita discussão sobre até quando esses “estágios” são identificados.
    Tucker, em The Child and the Book (a criança e o livro – 1981) utiliza dos estágios de desenvolvimento proposto por Jean Piaget, pioneiro da psiquiatria infantil. No livro, demonstra-se que existem uma dificuldade de generalização, já que cada criança se difere da norma.
    Em estágios diferentes, as crianças terão atitudes variadas em relação à morte, medo, sexo, perspectivas, egocentrismo, à causalidade. Serão mais abertas ao pensamento radical e aos modos de entender textos, mais flexíveis em suas percepções de texto. Como o brincar é um elemento natural do seu perfil, verão a linguagem como outra área para exploração lúdica. As crianças, são menos limitadas por esquemas fixos e por isso, têm uma visão mais abrangente.
    As crianças tem menos conhecimento sobre a linguagem e as estruturas dos livros, as distinções que fazem entre fato e fantasia, elas são capazes de atribuir características humanas a objetos inanimados de um modo bem menos controlado que o dos adultos.
    Pode-se dizer que elas pertencem, de fato, a uma cultura diferente – talvez a uma anticultura ou contracultura.
    Como nota Diana Kelly- Byrne, existe uma complexidade nas relações dos adultos com as crianças. E isso chega a ser incômodo para o adulto que lida com crianças e textos. As crianças pertencem a uma cultura “oral”, isso significa que elas podem apresentar diferentes modos de pensar e lidar com diferentes gêneros textuais.
    As crianças podem ser mais suscetíveis a questões baseadas na memória popular, e não revestidas por esquemas, daí a “relegação”, como dito por J.R.R. Tolkien, dos contos de fadas com o jardim da infância.
    Em termos diacrônicos, o conceito de infância é extremamente complexo e mal documentado. No passado, houve considerações radicais sobre a infância, da criança bom-selvagem do romantismo, que está mais próxima de Deus, até a criança gerida má em consequência do pecado original. Se infância é definida em termos de falta de responsabilidade, existem muitas sociedades em que mal se pode dizer que ela exista.
    Ao considerar a historia dos livros para criança, o tipo de infância para o qual se destinavam (o tipo de infância definido por eles) varia consideravelmente. Os livros infantis para criança da classe trabalhadora em muitas sociedades do passado parecem ser bem mais autoritários e severos do que os livros infantis para a classe media protegida.
    Descrever “infância” em qualquer momento é deparável com uma série de paradoxos. De modo geral, há a segregação adulto- criança, ou seja, as crianças são encaradas como uma espécie diferente de pessoa; elas são protegidas das preocupações adultas e transitam em lugares diferentes.
    A ubiquidade da participação da mídia pode significar que elas são menos protegidas de assuntos tabus – ou a tv dá apenas a imagem e não a sensação? Dessa forma, roupas de crianças se tornaram diferentes, a moda para crianças as tornam clones de adultos. A música popular tem as crianças como parte de seu mercado. Existe uma investida de marketing para manter certos aspectos da infância.
    A infância não é hoje um conceito estável. Por consequência, não se pode esperar que a literatura definida por ela seja estável.
    A adaptação de textos, a remontagem de contos de fadas ou a reescrita e/ou reilustração dos livros de Beatrix Potter são exemplos das maneiras de como a cultura do livro toma decisões sobre a infância, e em diversos sentidos a cria ou a destrói.
    Definição de “literatura infantil”
    Como definimos literatura infantil? Para Paul Heins, “talvez devamos distinguir a longo prazo duas maneiras de abordar os livros para criança: 1ª: a crítica dos livros que dizem respeito às várias pessoas que utilizam e trabalham com eles, 2ª: a crítica literária da literatura infantil”.
    O livro para criança é, por definição, algo imediato. E o imediato tende a ser efêmero e a interagir com a cultura imediata.
    Definimos literatura infantil segundo nossos propósitos – o que , no fim das contas, é o princípio das definições: dividir o mundo segundo nossas necessidades. A literatura infantil, por inquietante que seja, pode ser definida de maneira correta como: livros lidos por; especialmente adequados para; ou especialmente satisfatórios para membros do grupo hoje definido como crianças.
    Há um limite que separa os livros infantis sobreviventes dos livros “vivos”. Os conceitos de infância mudam tão depressa que os livros não mais aplicáveis à infância devem cair num limbo (incerteza), onde se tornam o domínio do bibliógrafo já que não interessam mais ao bibliotecário ou à criança atuais.
    No caso da literatura infantil, é verdade que, por restrições históricas – sociais, educacionais e morais, manifestações da síndrome de “proteção e controle”, foi apenas no século XX que os talentos mais notáveis se dedicaram à literatura infantil.
    A história do livros para criança pode ser interessante para o adulto, mas não para elas, e é importante destacar essa dicotomia.
    A definição de Myles McDowell tem seus méritos:
    Os livros para criança geralmente são mais curtos; tendem a privilegiar um tratamento mais ativo que passivo, com diálogos e incidentes em lugar de descrição e introspecção; protagonistas crianças são a regra; as convenções são muito utilizadas; a história se desenvolve dentro de um nítido esquema moral que grande parte da ficção adulta ignora; os livros para criança tendem a ser mais otimistas que depressivos; a linguagem é voltada para a criança; os enredos são de uma classe distinta, a probabilidade geralmente é descartada; e pode-se ficar falando sem para em magia, fantasia, simplicidade e aventura.
    Definir literatura infantil pode parecer uma demarcação de território, mas apenas na medida em que o objeto necessita alguma delimitação para ser manejável.

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  14. Definição de Literatura Infantil
    Segundo Paul Heins, “há uma distinção que são feitas de duas maneiras. (1) a crítica dos livros que dizem respeito às várias pessoas que utilizam e trabalham com eles e (2) a crítica literária da literatura infantil.” O livro destinado a criança é algo imediato. E o imediato tende a ser efêmero e a interagir com a cultura imediata. Considerando que os conceitos de infância são mutáveis, o autor Hunt, afirma que os livros que não são cabíveis à infância atual devem cair num limbo, onde se tornam domínio do bibliógrafo, já que não interessam mais ao bibliotecário ou à criança atual. Myles McDowell define os livros infantis com uma narração mais ativa do que passiva, curtos, com tons otimistas, linguagem simples e lúdico. Hunt menciona que definir a literatura infantil pode parecer uma demarcação de território, mas apenas na medida em que o objeto necessita alguma delimitação para ser manejável. No entanto, pode-se caracterizar a partir de uma leitura cuidadosa a quem o livro se destina.

    Definição da criança

    Características transculturais e diacrônicas da infância, como brincadeira espontânea, a
    receptividade à cultura vigente, os constrangimentos fisiológicos e a imaturidade sexual são pontos usados para caracterizar a infância. Toda via, com estágios diferentes, as crianças terão atitudes variadas em relação à morte, ao medo, ao sexo, a perspectivas, ao egocentrismo, a causalidade. Visto isso, serão flexíveis, como brincadeira é um elemento natural e de seu perfil, verão a linguagem como área de exploração lúdica.
    Em termos diacrônicos, o conceito de infância é extremamente complexo e mal documentado. No passado, houve considerações radicais sobre a infância, da criança bom-selvagem do Romantismo, que está mais próxima de Deus, até a criança gerida má em consequência do pecado original.
    Portanto, a definição de infância muda, mesmo no âmbito de uma cultura pequena, aparentemente homogênea, tal como muda o entendimento das infâncias do passado.

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