Ensino de Literatura Infantil e Juvenil

Olá, alunos!

Segue abaixo o texto de nossa primeira aula. Também segue neste post o cronograma para o mês de março. Eu estou terminando o cronograma semestral e o plano de ensino, e a semana que vem eles estarão completos aqui.
A aula passada nós conversamos sobre a complexidade dos conceitos envolvidos em nossa disciplina (ensino, escola, literatura, infância e juventude). Também fizemos a primeira atividade de nosso projeto integrador, pensando como contamos histórias relacionando nossas ferramentas ao público alvo a quem nos dirigimos.
Hoje deixaremos pensaremos sobre o conceito de literatura infantil a partir de uma definição de literatura e infância feita por Peter Hunt no terceiro capítulo de seu livro Crítica, teoria e literatura infantil, intitulado “Definição de literatura infantil”.
Segue o pdf: Definição de literatura infantil – Peter Hunt (Crítica, teoria e literatura infantil)

CRONOGRAMA DE MARÇO:

Dias Aula
01/03 ·         Introdução aos estudos de Literatura Infantil e Juvenil. A complexidade dos conceitos: ensino, literatura, infância e juventude.

·         Início do projeto integrador: RODAS DE LEITURA E CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS COMO ESPAÇO DE TESSITURAS NO ENSINO FUNDAMENTAL. Atividade de leitura de livros infantis e contação de histórias em grupos.

08/03 ·         Conceitos fundamentais: Leitura compartilhada do texto “Definição de literatura infantil” em Crítica, teoria e literatura, de Peter Hunt.

·         Discussão sobre o conceito de literatura infantil e criança.

15/03 ·         Gêneros literários na literatura infantil
22/03 ·         Atividade de aplicação dos conceitos a leitura de uma obra infantil: FÁBULA e CONTO DE FADAS.
29/03 ·         Continuação do projeto: RODAS DE LEITURA E CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS COMO ESPAÇO DE TESSITURAS NO ENSINO FUNDAMENTAL. Contação/Narração/Mediação de leitura – conceitos e atividade com fábula e conto.

27 comentários sobre “Ensino de Literatura Infantil e Juvenil

  1. Raul Corrêa / 1 0 0 7 9 1 5 5

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    Toda literatura infantil é sobre poder e tenta controlar a criança. O escritor adulto está sempre impondo sua visão de mundo ao leitor mais jovem; na maioria destas histórias há um final feliz e os caras bons vencem os caras maus, ainda que na vida real seja bem diferente. Mesmo que o autor não tenha tido uma infância feliz, vende a ideia de que é a melhor fase da vida. Mas a infância é cruel! “Peter Pan”, o menino que não quer crescer, é uma ideia de adulto. Assim como a escola maravilhosa de “Harry Potter”. Não sei você, mas minha escola não era nenhum paraíso.

    No processo de discursivização, o sujeito da enunciação escolhe figuras “apropriadas” ao universo infantil, sendo que a estrutura profunda dos textos guarda os valores historicamente produzidos pela sociedade que transferimos de geração a geração.

    Acredito que os melhores livros infantis são aqueles que os adultos não apreciam, não entendem e nem querem saber do que se trata. Aqueles de que só as crianças gostam e são ignorados pela crítica literária.

    A ideia não é simplificar a narrativa, mas adaptar para quem não pensa como eu e você. Aprendemos a pensar de forma linear. As crianças pensam em zigue-zague. É impossível saber como uma criança vai interpretar uma narrativa. A fantasia deles é muito maior que a dos adultos – e muito menos comportada.

    Mas isso vai se perder: rapidamente a criança é apresentada ao que é próprio e ao impróprio, ao pensável e ao impensável. Começam a ser construídas cercas eletrificadas em seu cérebro: se ela ousa ultrapassar, toma choque.

    Começa aí a patrulha do pensamento, a “crimideia” orwelliana que vai nos emburrecer. Claro, vem ainda o politicamente correto…

    Para piorar, na adolescência passamos a ter que lidar com assuntos de complexidade enorme, sem o menor preparo para isso: a sexualidade e as preliminares do mundo adulto. É quando começamos a sucumbir ao senso comum, não o dos pais, mas o da tribo a que aderimos, no auge de nossa insuficiência: temos que nos homogeneizar, eliminar qualquer traço de diferença com relação a eles. Por reação às nossas inseguranças, adquirimos certezas absolutas: não existe melhor contribuição para a burrice.

    Peter Hunt, ainda que seja categórico ao afirmar a impossibilidade de a literatura infantil existir numa definição “não funcional”, não tem um olhar ingênuo sobre esse tema: o autor questiona “até que ponto os livros para crianças são didáticos? E até que ponto são necessariamente didáticos?”. Hunt também pondera sobre o ponto de os valores escolhidos pelos adultos para os livros infantis não serem inquestionáveis.

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  2. Raul Corrêa / 1 0 0 7 9 1 5 5

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    Falar em formação de leitores também remete a um tipo de leitura específica – a leitura literária -, transgressora, livre e capaz de romper as barreiras do cotidiano e conduzir a mundos e universos novos. Só a literatura possui essa chave. O efeito da experiência iniciadora pode ser altamente significativo quando se trata de jovens leitores que, como esponjas, absorvem, sem preconceitos e livremente, tudo. A experiência de uma obra literária conduz a criança e o jovem a compreender melhor as relações humanas e os contextos sociais nos quais se desenvolvem, abrindo caminhos para a compreensão do mundo e do outro.

    São muitas as iniciativas que indicam como a prática da leitura e o livro, quando disponibilizado, constituem elementos aglutinadores e de interesse não apenas para crianças e jovens. A questão é fascinar esse leitor, fazê-lo cúmplice e parceiro.

    Pensar nesse conjunto de questões, promover reflexões e intercâmbio de práticas como exemplos e enfatizar essa diversidade e amplitude, esse enorme leque de possibilidades em contraposição a esquemas fechados e modelos de procedimentos perante um leitor imaginário, estimulam alguns passos largos na longa caminhada da formação de leitores.

    Afinal, cabe a nós, adultos, como disse Todorov, “transmitir às novas gerações essa herança frágil, mas de alcance universal da literatura, essas palavras que nos ajudam a viver melhor”.

    Creio que essa “ponte humana” será sempre necessária. Um bom professor não ensina apenas conhecimentos específicos; ele transmite também um modo de se corresponder com o mundo, uma concepção de vida. Pode deixar no outro uma marca indelével, social, ética, estética.

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  3. “Literatura” é um termo persuasivo. Pois quando comparamos ela com outro tipo de texto, ela é mais “densa”. Porém, na literatura infantil o caso é diferente, pois mesmo sendo escrito por adultos, vem para formar a opinião da criança, ou seja, não se encaixa nela uma definição assim. A ideia de que a narrativa é a estrutura dominante não é correta nesse caso, pois nos livros infantis o texto na verdade é usado de modo estético.
    De certo modo, a “literatura” é o que escolhemos fazer dela. Dessa maneira, não há motivos para que a literatura infantil não seja considerada de “cânone” respeitável ou não serem estudadas com o mesmo rigor. A literatura infantil é um conceito inevitável, sem parentesco com outras literaturas. Talvez seja inevitável o fato de que tal “sistema”, tenha um status inferior; mas isso depende do modo como a sociedade encara as crianças e a infância.

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  4. Literatura – Definição

    A Literatura Juvenil é uma literatura dedicado especialmente às crianças e jovens adolescentes. Porém Peter Hunter acredita que não existe uma única definição sobre o que significa a Literatura Juvenil, Pois são livros escritos por adultos e a única diferença entre os livros para jovens e para adultos é apenas que há determinados assuntos que não devem estar nos livros para jovens como sexualidade e vida adulta, pois a maioria dos livros de literatura infantil abordam sempre o mesmo tema de conto de fadas e o “FELIZES PARA SEMPRE” que não condizem com a realidade pois o Adulto acaba escrevendo suas mazelas e traumas com a vida adulta como por exemplo o PETER PAN um menino que não quer crescer e assumir a suas responsabilidades e as crianças ingenuamente leem isso e acreditam que a vida será como é nos livros.
    A literatura cria nas crianças e nos jovens uma fascinação sobre o mundo literário e o final dos livros e sempre muito esperado, as crianças não são como os adultos que estão preocupados com o significado dos livros e de discutir com as outras pessoas a respeito. O fato de, no Brasil, o mercado da literatura infantil se desenvolver justamente no período da ditadura militar torna nossos livros um prato cheio para verificar as idéias de Peter Hunt como por exemplo o Sitio do Pica-Pau Amarelo.
    O mecanismo de Leitura infantil varia de acordo com a ocasião como por exemplo um adulto lendo para uma criança ele usa uma linguagem simples e com fotos para ilustrar o que está acontecendo no livro, Já o adulto quando está lendo para outro adulto usa uma linguagem mais formal e é mais direto.
    “Incentivar aos nossos jovens o gosto pela leitura é plantar uma semente com a certeza de que dará bons frutos.”
    Deka Rissi

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  5. Vander Luiz de Jesus RA : 10089262 – Primeiro Semestre -LETRAS UNITAU

    Definição de Literatura

    Trata-se de um conceito complexo , difícil de se definir , tal conceito pode ser definido pelo local em que estamos , trata-se também de valores , define-se também através de uma tradição .
    Peter Hunt a classifica a mesma como algo que varia com o ponto de vista de cada um , varia segundo ele com uma cultura , onde talvez a minha forma ou maneira de enxergar tal conceito pode ser diferente da forma do outro .
    Percebe-se que a literatura tem sua classificação como mais densa ou carregada , varia muito de que a lê.
    Para definirmos tal conceito e também a característica literária devemos nos atentar a linguagem na qual a obra é escrita , para uma tentativa de definição do conceito , para Hunter um fator de extrema de importância para a classificação é quando tratamos do conceito histórico no qual a obra foi escrita .
    Ao analisar o texto defino que tal conceito poderia ser simplificado quando analisamos o uso da obra , tal definição se tornaria simples , porém quando chegamos na classificação da literatura infantil o contexto complica , pois tal literatura é de menor usado comparada com as demais , para classificarmos também se a obra é infantil ou não também é algo complexo , pois também de quem a lê, tendo em vista que uma criança não possui o mesmo intelecto literário comparado com um adulto , tendo em vista que a narrativa é de maior importância para uma criança , já para um adulto , o conceito moral possui maior importância , com isso deixo em evidência que em meu ponto de vista a literatura infantil se coloca um grau abaixo comparada com as demais .

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  6. O livro “Crítica, Teoria e Literatura Infantil” de Peter Hunt, apresenta ao leitor várias problemáticas em relação a Literatura destinada ao público juvenil, uma delas é a questão da definição de Literatura, onde Hunt cita diversos autores para ajudar na exemplificação do termo.
    Para iniciar o seu pensamento, o autor cita em seu livro que a Literatura pode ser separada por caraterísticas particulares de cada texto, o que causa uma espécie de divergência já que se busca uma definição única de Literatura. Isso se torna um empasse, pois, cada construção textual carrega sua cultura da época, sua maneira de criar textos e características literárias específicas. Com isso, Hunt faz um link ao universo infantil, pois nos leva a “exclusão” de uma definição de Literatura que aborde esta problemática. Essa corrente de pensamento tem ligações com o cânone literário, que é “escolhido pelos mais favorecidos de conhecimento”, um filtro utilizado para definir o que é ou não literatura, o que acaba excluindo a Literatura infantil, porque os critérios utilizados para análise do que vem ou não a ser Literatura infantil, são os mesmos utilizados para Literatura adulta, julgados como algo muito denso para se dizer que também é para crianças.
    Outro ponto apresentado foi o modo como a Literatura foi taxada no passado, como “elitizada”, o que faz com que esta carregue até hoje o título de algo incompreensível e inacessível, onde somente uma minoria consegue tirar proveito, já que não são leigos, e isso é mais um dos empasses para a classificação da Literatura em relação ao texto infantil, pois os desse cunho são normalmente mais transparentes, objetivos e diretos em comparação com a Literatura adulta.
    Além da tentativa de classificação por meio de suas características temporais e culturais, também há outro modo de classificação abordado no livro: por meio de sua utilidade. Um exemplo dado por Peter é que, um adulto escreve um livro infantil com finalidade de que este seja lido por crianças, esperando que o mesmo passe uma mensagem, moral, e/ou um ensinamento. De acordo com John M. Ellis, “os textos literários não se definem como textos de um tal formato, mas sim como peças utilizadas de uma tal maneira pela comunidade”, ou seja, a Literatura não tem necessidade de ser classificada de acordo com a sua origem, pois também pode ser classificada por meio de seu modo como foi utilizada, por quem foi utilizada, entre outros. Em relação às crianças, vários textos podem ser utilizados de diversas formas, mas para muitos, o que prevalece é o estereótipo de que o livro infantil demanda um ensinamento ou moral para seu leitor, onde isso vira um critério de avaliação que acaba definindo o que é ou não Literatura para crianças.
    Por fim, Hunt conclui este capítulo de sua obra com a ideia de que o que realmente precisamos fazer é não utilizar uma classificação única para literatura, pois assim abrirá um leque de possibilidades para se estudar mais afundo todos os tipos e produções textuais, podendo até mesmo caminhar para a quebra do tabu de que a Literatura é um conceito maciço e heterogêneo, pois ela carrega consigo uma enorme e superinteressante diversidade.

    Luan Rocha Santos – RA: 10090491 – Letras (1°Período)

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  7. Definir literatura, seja ela adulta ou infantil, acaba fazendo uma peneira, em que: fica o que se deve saber a respeito (no ponto de vista de um sistema cultural dominante), mas não o essencial (de um ponto de vista singular do leitor). Isso tem um impacto maior, na literatura infantil. Pois ela é direcionada a um público, que ainda não tem um senso crítico formado e isso implica na história lida. A pessoa que aplica/escreve a literatura infantil tem certa autoridade pra construir na criança, seus conceitos.
    Não é necessariamente o que a criança precisa ou quer. Ela vai ter um gozo maior com uma história bem elaborada pra faixa de idade dela. Ficar tentando descobrir qual literatura é melhor: infantil ou adulta. Vai ser uma dialética sem fim! Já que deveríamos avaliar a riqueza da escrita, o conteúdo, a densidade do impacto que ela causa. Já que ambas será rica no seu modo íntimo de ser, ainda mais a infantil, que tem uma escrita clara, simples, porém densa, com mais calor. Faz com que um livro literário infantil seja mais trabalhoso de se fazer, porque tem que pensar no público mais jovem que vai ler, tentar torna um livro atraente pra criança, embora seja o adulto que vá julgar se é bom ou ruim, se vale a pena ou não.
    A literatura vai sempre existir, no seu modo único de ser, tanto infantil, como adulto. Ela sempre vai ter sua característica, abordando temas plausíveis no contexto: cultura de tempo e espaço. Ter um olhar mais carinhoso pra cada obra faz com que possamos enxergar sua maravilha, por de trás de cada página, em cada linha, um mundo preparado pra ser descoberto. O homem pode se achar no direito de definir e limitar a literatura, mas ela irá resistir por todo o tempo. Porque a beleza dela é ser selvagem, fora do alcance compreensível pra uma definição. A partir do momento que os críticos conseguirem domesticar, definir ela, a mesma vai perde sua beleza, já que está sendo extraída sua essência e deixando apenas o que se pode ver. Só que para os meros leitores a magia está no espírito de cada livro. Muitos sempre ão de seguir para o mesmo caminho, atrás da mesma resposta, pode ser que consigam, ou eles podem inventar uma que os conforte, sobre as falácias da definição da literatura.
    Alguns livros literários serão de mais fácil compreensão pra um do que pra outro. Então, limitar o acesso à literatura, com a visão de apresentar para os mais “dotados” faz com que abrisse uma janela do saber para um, mas fechasse a porta para outro, já que deveria ser acessível a todos.
    O que é bom para um, pode não ser para outro, já que cada ser tem uma mente singular, com isso dá pra refutar a ideia de que só uma pessoa pode julgar se tal literatura é boa ou ruim!
    Nem mesmo as variações linguísticas, tem o poder de definir, já que muitas das vezes vem nas entrelinhas o significado. E utilizar a “linguagem literária” para encaminhar um julgamento de “bom” ou “ruim” comparando a Literatura adulta com a literatura infantil, é desleal. A forma de se escrever para o público infantil e juvenil, tem quer ser de fácil compreensão para eles, então mais simples.
    “Assim, não há razão para os livros para crianças ficarem de fora do cânone respeitável”.
    É sempre bom enfatizar que: literatura é a escrita autorizada e priorizada por uma minoria influente. É status e, isso é uma questão de poder.

    Jaqueline Pereira Rolim
    1 semestre de Letras.
    R.A:10091070

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  8. Aluna: Maria Julia Schmidt
    Sala: 1º Semestre Letras

    A teoria de que a literatura é acessível somente aos que possuem intuição treinada excluem automaticamente os leitores e os livros infantis. Ela quando comparada a outros textos é considerada especial, mais densa, e o que de melhor uma cultura tem a oferecer, o que causa a exclusão, já que as crianças não possuem o mesmo alcance do contexto cultural principalmente de textos canônicos e possuem um conhecimento limitado da linguagem.
    Se o que faz as características superficiais da literatura é uma questão cultural, os livros para crianças serão excluídos dos juízos de valor, geralmente as normas culturais não são aplicadas a um gênero com má reputação. Além da narração não ser considerada a estrutura mais privilegiada, ideia que desvaloriza a literatura infantil, por ser essencialmente feita por narrações.
    Não se pode fugir do fato de que as literaturas infantis são escritas pelos adultos que carregam consigo decisões morais e estão no controle, e esses livros moldam as opiniões das crianças, de acordo com o tipo de leitura que lhe é oferecido. Com isso, a definição “não funcional” da literatura não se aplica à literatura infantil, que sempre serve para ensinar ou moralizar a criança, ou seja, é uma literatura prática.
    A classificação da literatura popular depende principalmente da sensação do prazer imediato, o que dificulta mais ainda a classificação da literatura infantil, de modo que não se dá para saber como a criança lê, ressaltando que a preferência por alguns textos são subjetivos por conta dos valores aplicados a ele dentro do sistema cultural.
    É preciso levar em consideração que a literatura é autorizada e priorizada por uma minoria influente e para que a literatura infantil seja tomada como importante deve-se haver uma mudança nessa estrutura de poder, porque a única questão real é de status, que se relaciona com a academia e cânones.
    De fato, há confusões entre características da literatura e os juízos de valor e, como conseguinte, existe o argumento de que cada avaliação é boa do seu jeito, o que trás o problema de um grupo prestigiado ser priorizado e o resto ser desconsiderado (a literatura infantil).
    A literatura infantil tem um status inferior e talvez nunca mude, dependendo do modo como a sociedade encara as crianças e a infância. O necessário é que exista um rigor no método e não uma condição pré-determinada para os textos, que devem ser tratados com seriedade.

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  9. Não se pode dizer que a literatura tenha um modelo a ser seguido ou “regras” que precisam ser seguidas para que o texto venha a ser tratado como tal.
    Peter Hunt diz que literatura pode ser um termo persuasivo, não tendo só 1 significado, assim variando com o ponto de vista de cada pessoa que a analisa. Também é apontado que quando comparada com outros textos, a literatura é vista como mais carregada ou mais densa, e alguns passam a considerá-la superior à outros gêneros.
    Ao observar uma obra literária, é importante se atentar a alguns aspectos na linguagem em que é escrita, algumas características não são comuns em outros tipos de texto.
    Tendo em mente que esse conceito de literatura acaba sendo difícil de achar uma definição completa, no caso da literatura infantil isso se torna mais complicado, dado pelo fato dessa ser julgada como inferior comparada à adulta, pois a criança ao fazer a leitura não possui os mesmos intelectos que o adulto. Sendo assim, a perspectiva de ambos é diferente.
    As definições desse termo podem variar, só dependem do ponto de vista que cada um possui.

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  10. Literatura se define como a arte literária. Um conjunto de obras Canas de grandes valores estéticos.
    Literatura Infantil segue a mesma base, porém com as suas especificidades para seu meio. Ela é construída para um grupo de pessoas que não têm o mesmo conhecimento empírico que um adulto. Um ser ainda em formação, que a vida com doçura e pureza. Mas como diz Hunt” literatura é para ser vista pelo que ela é, seja para se contestar ou não”.
    Afinal, objetivo principal do livro infantil entreter, ensinar uma lição vou passar uma mensagem mais simples e de fácil entendimento ao ouvinte.
    Entretanto, os mesmos já são vistos com outros olhos pelos adultos, com sua vivência e senso crítico para análise da narrativa. Mas como defende o autor,” ler Literatura Infantil para um adulto é mais complexo do que ler um livro adulto”.
    Ao fim, concluo que Literatura Infantil vem a ser uma inserção da criança ao mundo literário. São livros direcionados e adequados para grupos definidos como infantis. A literatura, de certo modo, se baseia no que escolhemos fazer dela.

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  11. De maneira simples, a Literatura pode ser vista como Arte Literária, ou seja, a arte de escrever. Mas de maneira abstrata, a visão se estende. E a Literatura passa a ser bem mais do que isso. Neste caso, Literatura se transforma em registros históricos, sociais, culturais e até mesmo pessoais. Cada registro desse, possui um traço particular. Esboçando para o leitor, a atmosfera daquele momento registrado.
    Por causa da Literatura, temos a oportunidade de conhecer melhor cada estilo literário, e suas características. Conhecendo também, consequentemente, inúmeras culturas, histórias, personalidades e personificações.
    Por fim, Literatura é uma máquina do tempo. Ela pode nos transportar para outros tempos, e outros mundos, sem precisarmos sair de onde estamos.

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  12. Definição de literatura.
    Peter Hunt, nos leva a uma reflexão sobre o que é Literatura e como podemos
    desenvolver um estudo crítico com a literatura infantil.
    Ele percebeu que a maioria dos acadêmicos e críticos tinham um preconceito a literatura
    infantil, achavam sem importância, foi a partir do lançamento de seu livro 1991, que os
    críticos começaram a perceber como o livro infantil era (é) importante e como era (é) difícil
    entender o que acontece quando uma criança o lê.
    Antes a literatura infantil era excluída, a elite literária considerava a literatura a majestade, ao
    alcance de poucos, ditavam o que será bom ou ruim, relutam em definir e expor de que algo é
    bom porque nós, auto-leitores, assim o dizemos.
    Não podemos fugir ao fato que a literatura infantil são escritos por adultos, de que haverá
    controle e estarão envolvidas decisões morais, religiosos, políticos e ainda no sentido
    terapêutico, da mesma forma esse livro será usado para formar opinião das crianças.O leitor
    adulto não vê a habilidades que as crianças têm com a leitura, conseguem interagir com o
    texto com uma forma natural e sem preocupação com a estética.
    Literatura infantil é a relação do leitor com o livro, que efetiva a leitura, sabendo-se que é um
    leitor em formação, com pouca experiência, respeitando a idade, permitindo ou não que o
    texto traga emoções, atendendo aos interesses e dando possibilidade ao leitor infantil de dar
    sentido ao que ler.
    O importante dia Peter hunt, é ver a criança como um leitor em desenvolvimento, a criança
    tem q se reconhecer e se envolver no livro ou texto, ser literatura ou não depende das
    circunstâncias de seu uso, difícil saber quando está acontecendo uma experiência literária ou
    experiência funcional, pois qualquer texto pode receber uma leitura literária.
    Segundo o autor, “De certo modo, portanto, a literatura é o que escolhemos para fazer dela. A
    literatura infantil é um conceito inevitável, sem parentesco com outro tipo de literatura,
    embora possa sobrepor-se a eles. Talvez seja inevitável o fato o fato de que tal “sistema”,
    como define Shavit, tenha um sttus inferior; mas isso depende, em uma grande parte, do
    modo como a sociedade encara a criança e a infância.
    Segundo Peter Hunt, Literatura não tem definição, depende de como a leitura acontece a
    circunstância de seu uso.
    Segundo o autor, “De certo modo, portanto, a literatura é o que escolhemos para fazer dela. A
    literatura infantil é um conceito inevitável, sem parentesco com outro tipo de literatura,
    embora possa sobrepor-se a eles. Talvez seja inevitável o fato de que tal “sistema”, como
    define Shavit, tenha um sttus inferior; mas isso depende, em uma grande parte, do modo
    como a sociedade encara a criança e a infância.
    A literatura é um termo-valor. Parece que a literatura infantil, ao separar-se ( por
    conveniência administrativa), define-se (exclusivamente) em termos de seu público.Daí
    precisamos perguntar o que acarreta a outra metade do termo. O que é uma criança. “

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  13. Defino o texto apresentado com a definição de Hunter como Literatura algo extremamente complexo , pois a literatura por si só define-se por um conceito classificado dependendo da análise de quem a lê , varia de acordo com um processo cultural , conhecimento filosófico ou até mesmo politico ,
    Oque se é importante de se valiar é a qualidade de uma obra , se o teu aspecto intelectual atinge o público ao qual se refere , uma maneira na qual podemos definir a característica literária é a sua forma de expressão , seja ela na sua linguagem , semântica e estrutural de escrita , uma obra se define por si mesma e de quem se coloca atrás atrás do livrou , ou seja o seu leitor .
    Uma obra pode ser densa , ou até mesmo carregada , Lobato foi definido como um autor infantil , pois sua tonalidade de escrita e também sua narrativa era direcionada ao público infantil , porém talvez sua intenção ao criar a boneca Emília , mostrava em muita das falas de sua personagem , sua insatisfação com tal determinado fato , já que a boneca era um personagem fictício e não havia restrições para sua opinião .

    Postagem – Armando Rodrigues RA : 09504888

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  14. Definição de “literatura”
    Literatura de acordo com o sistema cultural dominante- “deve ser visto pelo que é, seja
    para ser contestado ou não”. A ideia da literatura ser acessada só para escolas e
    faculdades, exclui todos os leitores infantis e os livros do contato com a mesma, no
    trecho do livro de Henry James, ele quis fizer que a literatura infantil é uma rica, na
    opinião Jeremy Tambling a literatura não tem um significado concreto, depois de citar
    alguns famosos da área ele diz 1ue só identifica a leitura pelo padrão escrito por eles.
    ”Literatura” é um termo muito convincente, quando comparada com outros textos ela
    nos mostras ser mais densa, carregada, considerada a melhor que a cultura pode
    oferecer.
    Alguns leitores não conseguem diferenciar logo de cara se o texto é literário ou não. Na
    literatura não necessariamente remetentes e destinatários são marcados com os tais.
    Literatura Infantil já tem uma forma “padrão” com características que não são
    valorizadas e ensinadas. Não podemos deixar de lado que os livros para crianças são
    escritos por adultos, assim, o livro não será para mudar nossas opiniões e sim formar as
    opiniões das crianças, o que difere a literatura infantil é o seu público. C. S. Lewis,
    mostra estar dos lado das crianças. René Wellek e Austin Warren dizem que a teoria e a
    criticas literárias românticas são inferiores, com isso abre a possibilidade de aceitas
    outros textos.
    John M. Ellis diz que a “literatura’ é como ‘erva ela organiza tudo, não são as
    características que fazem dela uma erva mas sim o lugar onde ela cresce’. Literatura
    pode ser usadas em diferente formas e maneiras como em cartas e diários que são
    destinadas à um publico específico. Uma linguística, por exemplo, pode ser dita como
    textos literários que ficou ultrapassada da comunicação humana. Nada faz com que
    textos são ‘melhores’ que outros, ‘literatura’ é escrita por uma minoria influente. No
    livro de Terry Eagleton ‘teóricos, críticos e professores são os fornecedores de ensinar’
    “a literatura é tão rica quanto outros textos sobre discursos críticos”.
    Não tem motivo para os livros infantis ficarem fora das regras literárias. Muitos notam
    a diferença de usar a literatura adulta como modelo mas os gostos adultos como
    padrão. Uma pessoa leiga no assunto diria que se perde primeiro o dinheiro daqueles
    que se interessam pela educação e depois o privilégio de todos os outros. Os leitores da
    literatura infantil sabem que o que eles leem é bom. Dickinson diz lixo como todos os
    materiais que não estético e educacionais visto por adultos. Literatura infantil é um
    conceito inevitável e sem parentesco com as outras. A literatura é um termo-valor e dai
    nos perguntamos o que complementa a outra metade do termo.

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  15. Giovanni Venâncio da Cruz Silva RA:10045789

    Definição de literatura

    Literatura é um conceito extremamente difícil de se definir, pois trata-se de algo que se molda de acordo com a cultura na qual está inserida. Invariavelmente, porém, a literatura ainda está limitada a traduzir-se como textos com mais densidade do que outros e ainda tem seu significado lapidado por uma pequena minoria influente que escolhe quais textos terão o privilégio de ganhar o título de “cânone”, excluindo, assim, a literatura infantil, que deveria ser estudada com o mesmo rigor que tais textos e ter a chance de ganhar o mesmo título canônico que os mesmos, tudo por uma questão de status e poder. Ao fazer isso, prioriza-se um grupo, um cânone e um discurso, alienando, assim, todo o resto.
    O grande empecilho é a utilização de uma concepção predeterminada sobre as respostas encontradas quanto à definição minimalista de literatura criada pela já mencionada minoria. Se tal concepção fosse substituída por um método de analisar literaturas que abrangesse também os discursos alienados pelo sistema, abriria-se uma porta para um estudo mais aprofundado da literatura infantil, que ajudaria tanto na retirada dessa “neblina literária” do estilo quanto na escolha de livros infantis de melhor qualidade nas salas de aula e que adaptem-se melhor a cada cultura nos quais estão inseridos.

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  16. Fazendo um brevíssimo resumo do capítulo desse livro, pôde-se concluir que a literatura nele é questionada por varios autores renomados da literatura..
    C.S.Lewis mostra que a literatura para a criança como para o adulto é a mesma, O que muda é a percepção que ambos terão do mesmo livro. Dando como exemplo o livro “ A árvore generosa”do autor Shel Silverstein, que conta a história de uma árvore e um menino, E que tudo que o menino pedia, a árvore dava, E mesmo assim isso nunca era o suficiente.Isso na perspectiva de uma criança lendo ela iria ver,uma relação de amizade do menino e da árvore.
    O maior problema relatado sobre a literatura infantil é que não conseguem imaginar como na cabeça da criança é recebido as informações contidas no livro lido,
    O maior problema relatado sobre a literatura infantil é que não conseguem imaginar como na cabeça da criança é recebido as informações contidas no livro lido.Pois, pode sim ser algo benéfico que ajude em situações do dia dia da criança e que ela desenvolva um senso crítico.Porem,Pode sim atingir a criança de maneira maléfica pois nenhum dos autores falam com concretismo Pode sim atingir a criança de maneira maléfica pois nenhum dos autores falam falam com concretismo pois vai de acordo com a criação e o desenvolvimento dos valores que a criança tem na infância .
    A conclusão desse capítulo é que todos os autores citados mesmos com os nomes renomados não consegue ainda identificar o que realmente é literatura e muito menos o que se encaixa na literatura infantil estudo vai depender muito da crianças edodessnvolvimento da criança.Eos autores citados mesmos com os nomes renomados não consegue ainda identificar o que realmente é literatura e muito menos o que se encaixa na literatura infantil tudo vai depender muito do cânone que ainda é a maneirarmos que eles identificam isso

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  17. A Literatura Juvenil é especialmente feita para o publico alvo crianças e jovens, são livros escritos por adultos mas que contém assuntos direcionados a crianças, o que é totalmente diferente de um livro escrito para um adolescente ou um assunto, com assuntos mais relacionados a faixa etária deles. Mas para o Peter Hunt a literatura varia de ponto de vista, cada pessoa pode enxergar a literatura de um modo diferente do outro, a literatura pode ser mais densa ou mais consistente.

    Nathalia Dias/ 1°Semestre de Letras

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  18. Definição de “Literatura”.

    Para muitas pessoas, quando perguntamos “o que é literatura?”, logo mencionam diversas obras famosas, mas não sabemos a real definição de literatura. Nós leitores leigos associamos e criamos um certo padrão imaginário no qual crescemos utilizando e aprendendo na escola ou no nosso cotidiano, criando uma obviedade educacional. Porém, a literatura vai muito mais além.
    Segundo Peter Hunt, as definições de literatura podem ser separadas em características, normas culturais e segundo os usos que os indivíduos dão ao texto. Na literatura infantil, as obras são escritas por adultos com intuito de controlar e utilizar decisões morais, o que faz com que o livro forme as opiniões das crianças.
    De acordo com Lewis, a narrativa é apenas uma portadora de ideias abstratas e não deve ser considerada como parte principal das estruturas. Além disso, os textos literários não devem ser definidos apenas pelo formato e pela estrutura, mas como forma de utilizar a linguagem de uma determinada maneira pela comunidade.
    Para finalizar, nas palavras de Peter Hunt, “a literatura é o que escolhemos fazer dela”, ou seja, é preciso uma liberdade para estudá-la e cada interpretação pessoal ou avaliação é tão importante quanto a outra.

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  19. A definição de literatura para Peter Hunt é baseada nas teorias e pensamentos de pesquisadores e autores importantes para o estudo dela. Assim, conforme definida pelo sistema cultural dominante deve ser visto pelo que é, seja pra ser contestado ou não.
    Portanto segundo o texto “definição de literatura” do livro – Crítica, teoria, e literatura infantil- a literatura junta grandes ideias assim como a de Jeremy Tambling em que não se pode sustentar que essa categoria tenha algum significado essencial. Sendo um termo, assim, muito persuasivo. Suas definições podem ser convenientemente separadas em características, normas culturais e segundo os usos que os indivíduos dão ao texto.
    Para muitos leitores, não está claro que é difícil especificar se um texto é ou não” literatura”apenas por observá-lo. É mais importante o valor que se atribui a ele do que as características que possui.
    Tais percepções são importantes para a literatura infantil porque, na maioria das vezes, se supõe que haja um “registro” adequado dos livros para as crianças que identifica o tipo tão prontamente quanto o “conteúdo”. Também se costuma supor que esse registro é limitado a ponto de excluir a literariedade. Dessa forma, se o que constituiu as características superficiais da literatura é uma decisão cultural, quer a imagem corrente da infância seja positiva, quer negativa, os livros para crianças inevitavelmente excluídos do sistema de juízos de valor.
    Em paralelo à essas questões, lemos a literatura de uma maneira diferente da não literatura: extraímos do texto sensações e reações. No entanto, no caso dos livros para as crianças, não podemos fugir ao fato de que são escritos por adultos, de que haverá controle e estarão envolvidas decisões Moraes. Assim, o único elemento que distingue a literatura infantil é seu público. Vemos que, o autor afirma, a narrativa tem sido considerada uma parte inferior dos estudos literários pois torna-se comum supor que a apreciação estética não seja algo disponível à criança e tenda, assim, a ser inerente à sua literatura.
    Segundo do escritor C. S Lewis, que normalmente se encontra ao lado da criança: a criança é igualada com “as massas”, a narrativa é uma “rede”, as redes apanham os ingênuos e incapazes, e os aprisionam. Estamos no aproximando da noção de que as crianças devem necessariamente ter algo não apenas diferente, mas menor.
    Em meio a todas teorias, críticas e pensamentos podemos concluir que o autor Peter Hunt que a literatura é o que escolhemos fazer dela. A literatura infantil é um conceito inevitável, sem parentesco com outros tipos de literatura, embora possa sobrepor-se à eles.
    A literatura é um termo-valor. Parece que a literatura infantil, ao separar-se, defini-se em termos de seu público. Daí é questionado o fato de precisarmos perguntar o que acarreta a outra metade do termo. É assim o livro continua a questionar-se em relação aos elementos do mesmo campo semântico da literatura como um todo.

    Shayannee lucio – 1 ano Letras
    Prof: Thaís
    Literatura infantil e juvenil
    Unitau

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  20. Nas palavras de Peter Hunt, é possível se criar um diálogo sobre a extensa e densa análise do que é literatura e ao longo da obra de Hunt muito se discute sobre a definição de literatura, mas a que mais chama atenção é a de literatura infantil.
    O que um seleto grupo de pessoas tende a definir esse termo é de que são obras mais densas e profundas, tais como as de Shakespeare, mas para a leitura de livros para não adultos sempre se alisado de como esses livros devem ser “julgados” .
    Um dos grandes motivos para o estopim da discussão de maneira resumida é que “literatura” não é algo adequado para crianças, porque como já citado, obras literárias são consideradas “elevadas” demais para crianças, pois as mesmas não tem visão de mundo para entender tramas, trejeitos e formas de expressão, justamente porque é na infância onde aspectos como esses são desenvolvidos. Por mais que não exista um método para avaliar a aptidão dessas crianças, e assim “o universo do mundo infantil” não é tratado como “literatura”.
    Vemos que o próprio autor do texto acredita que existe mais de um “modo” de se avaliar a literatura infantil e juvenil, e também é citado alguns outros estudiosos da área e suas ideias, é preciso situar o contextos dessas obras serem “revelantes” a esse grupo que define do que se trata os grandes livros e textos para a literatura, pois as obras infantis e juvenissão importantes dentro de uma leitura boa e rica para crianças e jovens.

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  21. A definição de literatura é indefinida e varia de acordo com a cultura de cada região ou país. Há uma exclusão dos leitores infantis e livros para crianças pois nos livros direcionados ao público infantil a linguagem utilizada é mais simples e transparente e, geralmente, o termo literatura é ligado a obras direcionadas ao público adulto por conta da linguagem mais ‘’racional’’ e ‘’difícil’’ presentes nos livros e obras literárias. O único fator que distingue a literatura infantil é o seu público alvo.
    O texto é usado de modo estético e não prático, e ele pode tornar-se literatura e ser usado de diferentes maneiras em diferentes momentos. A literatura é a escrita autorizada e priorizada por uma minoria influente, e possui tipos de padrão que precisa ser seguido para ter o seu valor e respeito.

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  22. Kaíque Amâncio, primeiro semestre de Letras.
    Professora, Não esta pronto ainda. explicarei na sala de aula hoje.

    Uma característica da literatura é que ela deve ser vista pelo que ela é, ou seja, de modo concreto. Mas a elite literária se opõe. Matthew Arnold em The study of poetry [O estudo da poesia, 1880] diz que os críticos tentam colocar limites no que essencialmente é abstrato, é mais fácil recorrer em exemplos concretos, mas se pedissem para de definir alta qualidade em abstrato ele recusaria porque assim estaria obscurecendo e não esclarecendo.
    A definição que diz que a literatura pode ser somente compreendida por leitores dotados de “intuição treinada”, exclui os leitores infantis. Henry James em The Future of the Novel diz que a literatura infantil é uma parte considerável da literatura. E diz também que “bom gosto” não tinha relação ao assunto porque para milhões, o gosto não passa de um impulso obscuro, confuso, imediato.

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  23. Kaíque Amâncio, primeiro semestre de Letras.
    Uma característica da literatura é que ela deve ser vista pelo que ela é, ou seja, de modo concreto. Mas a elite literária se opõe. Matthew Arnold em The study of poetry [O estudo da poesia, 1880] diz que os críticos tentam colocar limites no que essencialmente é abstrato, é mais fácil recorrer em exemplos concretos, mas se pedissem para de definir alta qualidade em abstrato ele recusaria porque assim estaria obscurecendo e não esclarecendo.
    A definição que diz que a literatura pode ser somente compreendida por leitores dotados de “intuição treinada”, exclui os leitores infantis. Henry James em The Future of the Novel diz que a literatura infantil é uma parte considerável da literatura. E diz também que “bom gosto” não tinha relação ao assunto porque para milhões, o gosto não passa de um impulso obscuro, confuso, imediato.
    O que é literatura? Jeremy Tambling diz que ela não tem forma que deva ser estudada como tal. E dizer que sabemos o que é só por mencionarmos nomes famosos, significa que estamos em um círculo, sabemos o que é literatura porque escritores configuram o que é.
    Literatura então quando comparada a outros textos, é considerada mais elevada, densa, carregada, etc. Para muitos não está claro que é difícil especificar se um texto é ou não Literatura apenas por observá-lo. É mais importante o valor que se atribui a ele do que as características dele. Existem marcadores no texto como “emissor e receptor” que na literatura não é necessariamente obrigatório, mas isso não faz do texto literatura. É o contexto cultural que determina isso.
    Mas a literatura pode ser definida pelo seu uso ? Diferente dos textos convencionais, lemos literatura extraindo sensações e reações. Embora devamos lembrar que para crianças, isso ocorre de maneira contrária, para nós, nesse significado de literatura, pode modificar nossas opiniões, mas para criança, cria uma opinião, isso acontece porque a criança toda aquilo como real. Então esse significado de literatura exclui a infantil ou não se aplica a ela.
    Isso pode parecer um pântano, então tentaremos o ponto de vista da lógica,linguagem e cultura. John m Ellis faz a analogia da palavra “erva”, não são as características da planta que fazem dela uma evlrva, mas antes o lugar onde ela está crescendo. Igualmente: os textos literários não se dão finem como textos de um tal formato ou estrutura, mas como peças de linguagem utilizadas de uma determinada maneira pela comunidade”. Isso significa que o texto não é importante na sua origem, mas sim é usado de modo estético, não prático. Então ele se torna literatura por ser usado de diferentes maneiras em diferentes momentos. Assim como cartas e diários aos serem lidos por um público que não o de origem, sendo assim usados por um propósito diferente. Dessa forma devemos atentar a “literatura popular”, ou seja, livros usados para o prazer imediato, (polícias, pornograficos, etc), usadas como tal, não são literatura, mas quando usados com outra finalidade, são.
    Temos que aceitar que literatura é a escrita autorizada e priorizada por uma minoria influente. Porque a noção de “corrente principal “é uma construção social.
    Portanto literatura é o que escolhemos fazer dela. É literatura infantil ao separar-se, define-se, em termos do seu público.

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  24. Definição de Literatura – Peter Hunt

    Resumo – Paula Diana, 1 SEM Letras

    “O que é literatura?”. Dizer que “sabemos o que é literatura” e citar alguns nomes conhecidos, como Shakespeare ou Machado de Assis mostra que acreditamos num senso comum que diz que essas pessoas constituem o padrão imaginário que define a literatura em relação à elas.

    A definição de literatura pode ser separada, de forma conveniente, em características, normas culturais e ao uso do texto. Claro que, o texto literário apresenta alguns aspectos linguísticos marcantes, mas isso não faz do texto “literatura”, é o contexto cultural que classifica. Dessa forma, “os textos literários não se definem como textos de um tal formato ou estrutura, mas como peças de linguagem utilizadas de uma determinada maneira pela comunidade”. Por exemplo, os diários e cartas, podem se tornar literatura ao serem lidos por motivos diversos pelas pessoas para os quais não foram escritos.

    A literatura infantil acaba escapando de qualquer definição por serem textos que não apresentam esses aspectos linguísticos e usados para fins práticos como a educação ou socialização.

    De certo modo, portanto, a literatura é o que escolhemos fazer dela. E a literatura infantil é um conceito sem parentesco com outros tipos de literatura, porque ao separar-se, define-se em termos de seu público.

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  25. Definição de “Literatura”

    Há uma relutância na elite literária em definir “literatura”. Matthew Arnold na sua crítica The Study of Poetry (1880) prefere não definir o que seria uma escrita literária de alta qualidade, pois para ele definir literatura obscureceria ao invés de esclarecer.
    O texto então cita Jeremy Tambling e discute o que realmente se entende sobre literatura. O escritor e crítico britânico rejeita o pedantismo contido no entendimento de literatura quando esse se baseia em grandes escritores. Para ele estes escritores constituem um padrão imaginário e que a literatura seria definida em relação a eles. O autor classifica esse sentimento como esquizofrenia, quando se considera a literatura, quando comparada a outros textos, “mais densa”, ou “mais carregada”. Para ele, esse entendimento é carregado de preconceitos e um alento do que se espera da definição de literatura.
    Para muitos leitores há dificuldade em especificar se um texto é ou não literatura. Para o escritor é o contexto cultural que determina a classificação do texto. Quem lê, em sua maioria, está mais preocupado com o valor atribuído à obra do que com suas características. O exemplo citado e muito criticado é o entendimento marginalizado que se dá a literatura infantil, supondo que haja um “registro” adequado aos livros para as crianças, ou seu “conteúdo”. Portanto, esses aspectos superficiais excluem os livros para crianças do sistema de juízo de valor. Não aplicando as normas culturais a um gênero de má reputação, ou pouco considerado.
    O texto entra na concepção de C. S. Lewis de ingenuidade do interlocutor e como ele é aprisionado na rede que se constitui na narrativa. Traça-se um paralelo com a criança que de mesma forma lê visando sentir emoções, estando a escrita infantil também impregnada de moralidades oriundas do senso adulto que escreve. Qualquer texto pode receber uma leitura literária, segundo o autor, tomando-se o cuidado com a afirmação de que um texto é melhor do que o outro. Os livros infantis tem todo esse problema, acrescentado da dificuldade de não se saber como a criança lê.
    A literatura, portanto, é, para o autor, o que se escolhe fazer dela. Como inevitavelmente há questionamentos sobre até que ponto um texto é literatura, a literatura infantil entrará por vezes em cheque e haverá sempre quem a conteste. Mas isso dependerá de como a sociedade em questão encara as crianças e a infância.

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  26. Estudiosos tendem a buscar a definição sobre o que é literatura. Um desses estudiosos, chamado Matthew Arnold, que foi um grande poeta inglês e critico cultural, caracterizado como um sábio escritor, esclareceu desta maneira “É muito melhor recorrer a exemplos concretos. Eles são muito melhores por serem examinados atentamente na prosa do crítico”, ou seja, deveríamos explicar em vez de dificultar a literatura. (ARNOLD, 2010, pág.82)
    A sociedade sempre impõe em classificações, se algo é bom ou ruim, consequentemente as crianças também o fazem. Mas na realidade, os livros infantis servem para a criança imaginar, se divertir, pensar sobre a leitura e não ter uma crítica sobre isso.
    A literatura é um leitura mais extensa, difícil, não serviriam para crianças, até porque ela não entenderiam tal palavras complexas e ficaria entediada, os livros infantis são narrativas, que contam algo que faz com que a criança se interesse por algum assunto comum com a vivência dela no mundo.
    A literatura em questão é cultura, de acordo com Jeremy Tambling a literatura são “valores culturais” ele também afirma que ‘’sabemos o que é literatura’’ ou seja, que há escritores que concordam essa proposição, como por exemplo: Shakespeare, Milton e Wordsworth. Sendo assim, entende-se que a literatura pode ser para estudos ou para narrativas. É importante ressaltar que, não se refere à literatura infantil, mas sim literatura complexa para adultos.
    A literatura infantil tende a ser “adequada’’ para crianças, pois muitas vezes pode não ter relação com a o mundo infantil. Já que a literatura infantil é escrita por adultos, assim proporciona que já criem tal pensamento sobre certo assunto, mas isso não deixa de pertencer ao sistema cultural. A literatura infantil é selecionada, diferentemente da literatura “complicada”, é caracterizada também pelo uso de variações linguísticas.
    Portanto, entende-se que literatura espessa só é possível ser lida por adultos ou jovens, e a literatura infantil é destinada às crianças para que criem suas opiniões, ou na narrativa imaginem e desfrutem de um divertimento feito para eles.
    Referência bibliográfica
    HUNT, Peter, 1991, 2010. Crítica, teórica e literatura. Editora Cosac Naify, São Paulo: 2010

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  27. A ideia de “Literatura” definida pelo sistema e aceita popularmente deve ser vista em sua essência, seja pra ser questionada ou não.
    Parafraseando Jeremy Tambling, Literatura não tem um significado crucial. Dizer que a conhecemos porque conhecemos nomes como Shakespeare e Milton é mostrar que adaptamos nossa mente ao que nos apresentaram e nunca ousamos pensar além disso. Um dia nos disseram “isso é Literatura” e assim a acatamos. O padrão foi definido e nós o aceitamos.
    Quando comparada a outros tipos de texto, a Literatura é vista como “mais especial”, mas aspectos como uma linguagem específica, emissor, receptor e entre outros fatores não tornam um texto Literatura. O contexto cultural determinará isso.
    O aspecto que diferencia a Literatura Infantil é seu público. Os mesmos são escritos por adultos para moldar as opiniões infantis.
    Parafraseando John M. Ellis, “literatura” equivale a palavra “erva”. As características de uma erva não a definem mas sim o lugar em que cresce. Por isso, literatura não tem um formato, mas o que a concede forma é a maneira com que uma comunidade a utiliza.
    O problema da literatura infantil é esse. Não sabemos como uma criança utiliza o que ela lê, por isso, relativizar essa literatura é se dar a liberdade para estudá-la.
    Uma perspectiva adulta não é um parâmetro para classificar textos literários como bons ou ruins pois Literatura é aquilo que cada um decide que ela é.

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