8 comentários sobre “Tomás Antonio Gonzaga – Atividade

  1. Antonio Candido usa esse título para se referir ao tipo de poema pastoril, com a vida no campo em meio a natureza, porém de maneira falsa pois nao era a realidade vivida pelo autor da obra, que usa essa ideia de “aldeia falsa” como um recurso de escrita para suas obras

    Curtir

  2. Por que o texto se chama uma aldeia falsa?

    O texto recebe o título “Uma aldeia falsa” porque a paisagem campestre descrita não existe de fato, é   uma construção,um recurso poético alegórico que sustenta a ilusão da simplicidade pastoril. O eu-lírico se apresenta como um pastor humilde e ligado à vida rústica, mas essa simplicidade é apenas um disfarce, o poeta fala de uma situação social modesta, no entanto, em algumas estrofes é possível ver que essa não é verdadeiramente a vida dele “Eu, Marília, não fui nenhum vaqueiro, Fui honrado pastor da tua aldeia; ” indicando que ele tinha sim certo prestígio. Além disso, há o contexto da vida do autor  Tomás Antônio Gonzaga, estava preso acusado de participar da Inconfidência Mineira,conspiração contra a Coroa portuguesa o que levou ao confisco dos bens.

    A Marília mencionada na lira é o nome pastoral dado à sua noiva Joaquina Dorotéia de  Na prisão, Na prisão, longe de Marília e consciente da perda de sua posição social, Gonzaga se consola ao imaginar um futuro alternativo,a ideia de que se fosse absolvido poderia recomeçar a vida ao lado dr Joaquina, vivendo de forma simples, longe da ambição e do poder, levando uma existência modesta. O tom emotivo da lira revela que, por trás da convenção poética, havia uma dimensão profundamente pessoal.

    Dessa forma, a “aldeia falsa” é, ao mesmo tempo, um artifício poético e um desejo íntimo: um espaço ficcional onde Gonzaga projeta a vida tranquila que sonhava viver com Marília, mas que a realidade histórica e política tornava impossível. E é nessa contradição entre o ideal literário e o drama pessoal que reside a força lírica e emocional da obra.

    Curtir

  3. O título “Uma aldeia falsa” remete a ideia da criação desse espaço e tempo fantasiosos por parte do Gonzaga, que por sua vez, adquire um pseudônimo para se tornar o eu-lírico. A obra de Gonzaga é um convite a fantasia da vida rústica do campo junto ao amor de Marília, que também é outro pseudônimo. Paralelamente na vida pessoal do autor, ele se encontra longe da amada e exilado, o que faz Dirceu, o eu-lírico sofrer. Toda a construção de um cenário do campo, não existe na vida pessoal do autor, uma vez que, Gonzaga viveu nos centros urbanos. Já os sentimentos são inspirados pela própria experiência de vida do autor , que junto ao cenário rústico e sua “Filosofia Epicurista” cria uma fantasia de vida campestre.

    Curtir

  4. Por que o texto possui o título “Uma Aldeia Falsa”? 

    O texto possui esse título pois todo o cenário criado por Gonzaga em “Marília de Dirceu” não existe realmente, é apenas uma ambientação para seu eu-lírico. Afinal, todo esse cenário pastoril, bucólico e simples não condizia com a realidade do autor, que viveu em espaços urbanos, longe da realidade campestre. Entretanto, o sofrimento de seu eu-lírico, Dirceu, por Marília, era reflexo do sofrimento de Gonzaga na vida real, afinal, estava exilado e sentia falta de sua amada. Sendo assim, o autor usou a vida campestre, uma realidade bem diferente da sua, para retratar através de seu eu-lírico o sofrimento de sua vida real, e essa escolha de cenário pode ser atribuída à idealização do ambiente rural, representado como um refúgio idealizado de simplicidade e harmonia, onde o amor de Dirceu e Marília poderia se desenvolver, diferente da vida agitada na cidade, repleta de tensões sociais e políticas.

    Curtir

  5. Antônio Cândido deu esse título ao texto pois o cenário campestre em “Marília de Dirceu” é apenas uma idealização criada por Gonzaga, já que sua vida era urbana e distante do campo. Ele escolheu esse ambiente como um refúgio simbólico, um espaço de simplicidade para expressar, através do eu-lírico, o sofrimento causado pela distância de sua amada durante o exílio, em contraste com a vida agitada e conflituosa da cidade.

    Curtir

  6. Por que o texto chama-se uma aldeia falsa?

    Segundo Antônio Candido, no livro “na sala de aula”, ao analisar os poemas de Tomás Antônio Gonzaga, chamará “uma aldeia falsa”, porque o poeta passa por uma ruptura em sua vida que culminara na perda de posse e o afastamento da mulher amada. Candido analisa a alegoria da Lira em dois períodos: a primeira parte – passado (nostalgia ) e – a segunda parte o que ele chama de futuro franco (ilusão do futuro). Ele contrastara a lírica do Gonzaga por meio do passado x futuro – realidade x sonho (devaneio). A primeira parte ele puxará para o passado, onde Gonzaga escreve sobre o que foi perdido e consequentemente acabou: …

    “ Se o rio levantado me causava, levando a sementeira, prejuízo, eu alegre ficava, apenas via na tua breve boca um ar de riso.”…, a segunda parte será arremessada sobre o futuro (o sonhado, aquilo que ainda não existe): …

    “ Ah! minha bela, se a fortuna volta, se o bom, que já perdi, alcanço e provo, por essas brancas mãos, por essas faces

    te juro renascer um homem novo,”… Tomás Antônio Gonzaga usa sua lírica para lidar com o drama que sofria de perder o que o pastor possuía, se afastado da pastora amada, tragédia que destruí sua vida o leva a literatura para expressar suas dores, nostalgia e a fé sobre um futuro: …” Se a sorte virar e ele readquirir a posição perdida. Diz que recomeçar do nada e se contentara com a pobreza, contanto que Marília esteja ao seu lado”.

    Antônio Candido traz para análise do poema a realidade da época que Antônio Gonzaga viva quando escreveu a Lira, onde ele sofreu pena de confisco de seus bens, calúnia e pena de morte, por conspiração contra o Estado português. A noiva de Gonzaga Joaquina era uma mulher de família rica e importante de Minas. O elemento biográfico do poeta bem analisado por Candido, mostra o quão enriquecido ficou o poema (algo do período literário do século XVIII (“cena ato e “cena agente “) o que é chamado pelo filósofo Rousseau de “homem natural “). Conclui-se que as alegorias trazidas por Gonzaga e bem analisada por Candido, precisou de texto no contexto para entendermos a complexidade do poema e o porquê Candido chama de “uma aldeia falsa”, onde passado, futuro e tudo que foi mostrado da ênfase ao discurso.

    Curtir

  7. Entendo que o título Aldeia falsa em um primeiro momento se refere a simplicidade apresentada pelo eu lírico em contraposição a realidade vivida pelo autor, a poesia pastoril tem elementos baseados na simplicidade da vida no campo, a beleza de uma vida rústica e o autor era abastado e ativo politicamente. Em um segundo momento, entendo que o falsa se refere a essa projeção idealística de um futuro simples e “pobre” ao lado da amada como se o amor e poucos recursos fosse suficiente para uma vida boa.

    Curtir

  8. Antonio Cândido nomeou de “Uma aldeia falsa” a obra “Marília de Dirceu” de Gonzaga pois o cenário descrito pelo autor é uma fantasia. Afinal, não condiz com a realidade da vida de Gonzaga que vivia na cidade, enquanto na obra é descrita uma vida rural, pois para ele o campo era uma idealização do sossego e possibilidades que ele não possuía na cidade. Por isso ele escolhe esse cenário para ambientar o romance, afinal ele também sentia falta de sua noiva, de quem estava afastado devido ao exílio.

    Curtir

Deixar mensagem para Julia Noronha de Souza Cancelar resposta