Augusto dos anjos ou Vida e morte nordestina

  1. Escolha um poema que exemplifique o trecho abaixo. Explique sua escolha.

2. Segundo Ferreira Gullar, o que diferencia a poesia de Augusto dos Anjos daquela feita por Raimundo Correia e Alberto de Oliveira?

3. Por que Augusto dos Anjos é considerado um poeta modernista por Ferreira Gullar? Considere aspectos temáticos e estruturais em sua resposta.

4. Explique a divisão que Gullar faz da poesia de Augusto dos Anjos.

9 comentários sobre “Augusto dos anjos ou Vida e morte nordestina

  1. Aluna: Júlia Vargas Mafuz

    1. Escolha um poema que exemplifique o trecho abaixo. Explique sua escolha.

    Psicologia de um vencido

    Eu, filho do carbono e do amoníaco,
    Monstro de escuridão e rutilância,
    Sofro, desde a epigênese da infância,
    A influência má dos signos do zodíaco.

    Profundissimamente hipocondríaco,
    Este ambiente me causa repugnância…
    Sobe-me à boca uma ânsia análoga à ânsia
    Que se escapa da boca de um cardíaco.

    Já o verme — este operário das ruínas —
    Que o sangue podre das carnificinas
    Come, e à vida em geral declara guerra,

    Anda a espreitar meus olhos para roê-los,
    E há-de deixar-me apenas os cabelos,
    Na frialdade inorgânica da terra!

    Augusto dos Anjos observou, em sua época, um ambiente de decadência, doença e luto. O poeta, ao tomar conhecimento sobre as teorias derivadas do materialismo e evolucionismo, teve sua visão de mundo marcada pela noção da morte como fato material. Isso afetou diretamente sua poesia, uma vez que tais conceitos se tornaram a expressão do desmoronamento do seu mundo pré-industrial, como afirma Ferreira Gullar.
    No poema “Psicologia de um vencido” podemos identificar a presença de um forte niilismo, sustentado pela tragédia da realidade em que vivia – com a miséria física e social das famílias falidas, caboclos e negros famintos. O mundo ao seu redor se deteriorava, e era essa a sua matéria literária. O eu lírico é pessoal e marcado, ou seja, os fatos narrados são a sua própria experiência de vida. É por isso que Augusto dos Anjos possui uma compreensão muito única da realidade, e faz o que nenhum poeta brasileiro havia feito até então.
    O autor observa com cuidado a ação do verme sobre a carne humana, consegue escrever sobre os mistérios acerca da morte, mas também sobre a singularidade da vida. No poema, o eu lírico, que é pessoal, é uma representação da escuridão e do brilho simultaneamente.

    2. O que se diferencia entre a poesia de Augusto dos Anjos e a produzida por Raimundo Correia e Alberto Oliveira é que Augusto conduz a expressão verbal, como também o rompimento com a concepção literária acadêmica, o que o situa, para Ferreira Gullar, como precursor da poesia que se fez no Brasil depois do movimento de 1922.
    Ao comparar os versos de Raimundo com os de Augusto, o autor percebe que este fala de uma natureza “desmistificada” e busca comunicar as sensações que recebe através de palavras e imagens que lhe acentuam o caráter concreto. Na visão poética de Augusto dos Anjos, o passar do tempo e a solidão não são expressas por meio de conceitos ou de imagens histórico-literárias, mas com os próprios elementos de uma ruína anônima. O exemplo utilizado pelo autor para comprovar isso é o poema sobre as lagartixas – que são testemunhas da pobreza e da miséria do Nordeste brasileiro. O modo como ele as descreve demonstra que as próprias ruínas daquele lugar olhassem a si mesmas e vissem sua própria morte. Essa expressão da experiência concreta vivida é o que torna Augusto dos Anjos único.

    3. Ferreira Gullar aponta que a escrita de Augusto dos Anjos utiliza uma linguagem simples e, além disso, o poeta consegue valorizar isso de modo a subverter a linguagem. Um exemplo deste processo está no fato de Augusto escrever sobre coisas inusitadas – o fogão, o verme, a lagartixa, fazendo com que por meio da perspectiva desses seres, o eu lírico perpasse pela vida de um jeito que convencionalmente não faria; assim, suas angústias e sua visão de mundo tomam outro sentido.
    Outro ponto utilizado pelo autor para argumentar o caráter modernista de Augusto dos Anjos está no cientificismo pouco poético de seus poemas. O modo como o poeta escreve sobre a morte comprova que não há idealização irreal sobre o destino dos homens, mas, antes, segue a linha de quem o inspirou: a concepção materialista, de Spencer, sobre a noção da morte como um processo químico dentro do qual o corpo humano não era mais que uma “organização de sangue e cal”.
    Somamos tudo isso ao fato de que o poeta cria uma identificação brasileira em sua escrita sem se basear em um conceito europeu, o que é um diferencial em relação aos demais escritores da literatura brasileira, pois até então, o que observamos é sempre um reaproveitamento de um tipo de literatura, que vem da Europa, para se produzir um novo movimento.

    4. Gullar divide a poesia de Augusto dos Anjos em três fases: a primeira vai de 1901 a 1905, a segunda vai de 1905/1906 a 1910 e a terceira vai de 1910 a 1914.
    Sua primeira fase se caracteriza pela falta de domínio dos meios de expressão e a busca de uma forma própria de escrita, que inicialmente era bem diferente. No seu início, Augusto tinha uma escrita considerada simbolista, misturada com influências parnasianas e românticas. Dessa época, em 1901, um de seus sonetos mais famosos é “Versos Íntimos”, porém Francisco de Assis Barbosa situa o poema em 1906 por apresentar uma clara diferença de conteúdo e forma em relação às demais produções do poeta daquele período inicial.
    A segunda fase de Augusto dos Anjos mostra um progressivo caminhar do poeta para uma visão mais definida e um compromisso mais sério com a poesia, pois encontramos, a partir de o “Poema Negro”, poemas mais significativos. Vemos que é a tentativa de superar aquele modo de escrita com o objetivo anterior de entreter seu espírito.
    A fase final do poeta se caracteriza pela predominância quase exclusiva da forma do soneto e da temática filosófica, enquanto se reduz a presença de elementos ligados à experiência direta e cotidiana. Nesse contexto, a mudança do autor para o Rio de Janeiro contribuiu para essa mudança, de modo que se afastou do ambiente paraibano ao qual estava afetivamente ligado. Deste modo, houve uma perda de tensão que se reflete na maioria dos poemas da terceira fase, nos quais Augusto já esboça uma nova atitude diante da vida: mais conformada e menos exacerbada.

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    • Debaixo do tamarindo
      No tempo de meu Pai, sob estes galhos,
      Como uma vela fúnebre de cera,
      Chorei bilhões de vezes com a canseira
      De inexorabilíssimos trabalhos!

      Hoje, esta árvore, de amplos agasalhos,
      Guarda, como uma caixa derradeira,
      O passado da Flora Brasileira
      E a paleontologia dos Carvalhos!

      Quando pararem todos os relógios
      De minha vida, e a voz dos necrológios
      Gritar nos noticiários que eu morri,
      Voltando à pátria da homogeneidade,
      Abraçada com a própria Eternidade
      A minha sombra há de ficar aqui!
      1 – Escolha um poema que exemplifique o trecho abaixo. Explique sua escolha.
      Neste poema, há uma combinação de temas como a natureza, a memória e a passagem inevitável do tempo, também tem referências autobiográficas: “Carvalho”, além de ser uma árvore, era um dos nomes da família do autor.
      Escolhi este poema, porque me conectei com minha infância, quando meus primos e irmãos, brincávamos na casa de nossa avó em um balanço na árvore. A melancolia e a tristeza do poema seduziram-me, porque representa árvore genealógica, o que demonstra como importante para ele, sua família, seu lugar de origem, assim como para mim a minha família é muito importante.

      2. Segundo Ferreira Gullar, o que diferencia a poesia de Augusto dos Anjos daquela feita por Raimundo Correia e Alberto de Oliveira?
      Quando Ferreira Goulart, comparara os versos de Raimundo com os de Augusto, mas na poesia de Augusto dos Anjos, fala de morte e vida com um estilo inovador, usava um vocabulário técnico para abordar os seus temas. Raimundo e Alberto, com uma linguagem mais clássica e elaborada.
      Augusto dos Anjos também era muito pessimista e explorava a degradação humana de forma bruta. E Alberto e Raimundo tinham uma visão que idealizava a vida e buscava a harmonia e perfeição estética em suas composições.

      3. Por que Augusto dos Anjos é considerado um poeta modernista por Ferreira Goulart?
      Para Goulart, Augusto dos Anjos, poderia ser considerado um poeta modernista devido aos seus aspectos temáticos e estruturais que se alinhavam com o movimento. Augusto dos Anjos, usava uma linguagem cientifica, existencialista, explorava temas que eram considerados diferentes para sua época. Uma certa angústia existencial e a influência da ciência e tecnologia na sociedade, em sua época os poemas líricos de conteúdo idealizado eram mais fortes. Augusto, também usava muito recurso de metáforas e aliteração.

      4. Explique a divisão que Gullar faz da poesia de Augusto dos Anjos.
      Goulart, divide em duas fases: na primeira fase ele faz poesia metafisica ou pessimistas, onde sua poesia era influenciada por sua formação e refletia em seus poemas. Na segunda fase ele fazia poesia social e critica, onde ele experimentou novas formas de poesia afastando-se dos métodos tradicionais e tendo maior liberdade na estrutura de seus versos. Gullar Afirma que mesmo sendo suas fases diferentes há uma continuidade na poesia de Augusto dos Anjos.

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  2. 1. Psicologia de um vencido
    Eu, filho do carbono e do amoníaco,
    Monstro de escuridão e rutilância,
    Sofro, desde a epigênese da infância,
    A influência má dos signos do zodíaco.

    Profundissimamente hipocondríaco,
    Este ambiente me causa repugnância…
    Sobe-me à boca uma ânsia análoga à ânsia
    Que se escapa da boca de um cardíaco.

    Já o verme — este operário das ruínas —
    Que o sangue podre das carnificinas
    Come, e à vida em geral declara guerra,

    Anda a espreitar meus olhos para roê-los,
    E há-de deixar-me apenas os cabelos,
    Na frialdade inorgânica da terra!
    Porque esse poema explora a luta humana em busca de ideais, e a sensação de desespero diante da realidade. E mostra emoções profundas que faz a gente refletir assim como no trecho.

    2. O que diferencia a poesia de Augusto dos Anjos no que diz questão da temática é que a poesia de Augusto dos Anjos, tem seus temas sombrios e melancólicos, explorando questões existenciais. Já na poesia de Alberto de Oliveira e Raimundo Correia, como eles faziam parte do movimento parnasiano, eles valorizavam a objetividade na poesia, abordam temas mais tradicionais, como o amor, e possuem o estilo mais clássico e teórico.
    Na poesia de Augusto dos Anjos, ele tem um estilo inovador que usa um vocabulário técnico para abordar os seus temas, possui muitas imagens. Na poesia de Raimundo e Alberto sua linguagem era mais clássica e elaborada.
    Augusto dos Anjos também era muito pessimista e explorava a degradação humana de forma bruta. E Alberto e Raimundo tinham uma visão que idealizava a vida e buscava a harmonia e perfeição estética em suas composições.

    3. Ele considerava Augusto dos Anjos um poeta modernista devido aos seus aspectos temáticos e estruturais que se alinhavam com o movimento. Augusto dos Anjos explorava temas que eram considerados diferentes para sua época, como a presença do pessimismo, a angústia existencial e a influência da ciência e tecnologia na sociedade, em sua época os poemas líricos de conteúdo idealizado eram mais fortes. Sua linguagem cientifica e técnica quebra uma tradição anterior, com o uso de uma linguagem mais figurativa. Possui também a utilização de versos brancos e métricas irregulares.
    Então ele era considerado um poeta modernista por conta da sua quebra perante a poesia tradicional e uso de vários elementos que caracterizam a poesia moderna.

    4. A divisão que ele faz da poesia de Augusto dos Anjos implica entre suas duas fases e os aspectos distintos na obra do poeta assim ele consegue entender e compreender a evolução da poesia de Augusto dos Anjos. Na primeira fase ele faz poesia metafisica ou pessimistas, onde sua poesia era influenciada por sua formação e refletia em seus poemas. Já na segunda fase ele fazia poesia social e critica, onde ele experimentou novas formas de poesia afastando-se dos métodos tradicionais e tendo maior liberdade na estrutura de seus versos. Gullar Afirma que mesmo sendo suas fases diferentes há uma continuidade na poesia de Augusto dos Anjos.

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  3. 1.
    Augusto dos Anjos é contemporâneo a uma época pós-positivismo em que são resgatados os valores do subjetivo e das experiências pessoais. Justamente nesse contexto, torna-se novamente curiosa a reflexão acerca dos mistérios do mundo, do oculto, do absoluto e da origem das coisas. Logo, considerando a dialogia entre as produções do autor e as filosofias de Baudelaire, Augusto dos Anjos representa esses mistérios a partir de uma mistura dos elementos cotidianos, práticos, alinhados a um léxico improvável e científico extremamente particular. Ademais, ele realiza esse movimento com uma maestria poética que permite a presença de termos tão alheios ao que era considerado poético aos poetas anteriores.
    Como exemplo, foi utilizado o poema Solilóquio de um visionário:
    Solilóquio de um visionário
    Para desvirginar o labirinto
    Do velho e metafísico Mistério,
    Comi meus olhos crus no cemitério,
    Numa antropofagia de faminto!

    A digestão desse manjar funéreo
    Tornado sangue transformou-me o instinto
    De humanas impressões visuais que eu sinto,
    Nas divinas visões do íncola etéreo!

    Vestido de hidrogênio incandescente,
    Vaguei um século, improficuamente,
    Pelas monotonias siderais…

    Subi talvez às máximas alturas,
    Mas, se hoje volto assim, com a alma às escuras,
    É necessário que ainda eu suba mais!

    O soneto mostra a trajetória de um homem em busca da compreensão da origem do mundo e das coisas, como é apresentado no primeiro quarteto do soneto, normalmente utilizado para apresentação temática “Para desvirginar o labirinto / Do velho e metafísico Mistério,”. Durante essa busca, o eu-lírico decide abdicar dos próprios olhos, uma possível referência a própria razão, a fim de comê-los e adquirir (antropofagicamente falando) uma nova capacidade de visão, mais sensível ao sobrenatural.
    Curiosamente, é mostrado que, mesmo após passar pela digestão desses olhos – que não os deram capacidades especiais, mas sim o mantiveram homem diante do sobrenatural e efêmero – o homem não é capaz de compreender a natureza, tornando-se nula, enfadonha, sua caminhada. “Vaguei um século, improficuamente, / Pelas monotonias siderais…”.
    Finalmente, o eu-lírico conclui seu solilóquio dizendo que, apesar da transcendental viagem, ele retorna como antes; ainda incapaz de compreender, reafirmando a necessidade de uma nova mentalidade e uma nova tentativa.
    2.
    Os três poetas abaixo têm, dentre sua poesia, temáticas semelhantes que refletem sobre a subjetividade do homem. Porém, somente Augusto é capaz de trazer de forma mais concreta esse sentimento, e isso é muito ligado aos aspectos formais tão característicos desse poeta que flui entre o simbolismo e o modernismo brasileiro.
    Ao descrever problemas da vida, Augusto dos Anjos se apropria de um vocabulário ora científico, ora com elementos regionais. Ao realizar isso, ele torna material, empírico, aquilo que é descrito, de forma com que aquele que lê a poesia desse autor sente-se próximo àquela vivência, devido ao uso de palavras do cotidiano, que resgatam uma brasilidade facilmente experenciada. Alguns dos elementos notados e utilizados como caminho para as epifanias do poeta paraibano sobre a vida são morcegos, redes, caixões, árvores de tamarindo, fogão.
    Por outro lado, os poetas parnasianos, mesmo ao refletirem acerca da existência humana ou sobre experiências particulares, acabam tendo uma limitação artística por conta de certas “regras” nas escolhas léxicas – fator esse muito limitante. Essas palavras retomavam o abstrato e o mitológico do clássico, sendo comumente aceitas pela elite artística do período. O problema é que essa cientificidade de uma literatura que deve ser perfeita, bela e formalíssima causa um estranhamento, um afastamento das questões mais profundas as quais propõe a reflexão.
    3.
    Ferreira Gullar pontua em seu livro a importância de separar a ideia de que o que marca o modernismo é a ausência das formas fixas. Logo, ao pontuar os aspectos modernos na obra de Augusto dos anjos ele cita a mistura entre o coloquial e o erudito, o uso de uma linguagem e um léxico moderno – com palavras consideradas vulgares ou pouco poéticas, construções sintáticas inusitadas, recursos sonoros (aliteração).
    Ademais, há ainda uma particular “brasilidade” na obra de Augusto dos Anjos. Em um período que era comum buscar imitar as metrópoles, mesmo quando as realidades vivenciadas por aqui não condiziam com a produção artística, o autor abandona esses esquemas e moldes temáticos prontos, falando sobre fatores sociais da própria terra e pessoais explosivos.
    4.
    A obra de Augusto dos Anjos é dividida em três partes:
    Fase 1 (1901-1905): ainda há uma falta de domínio dos meios de expressão, percebe-se uma tentativa de encontrar uma identidade própria. É coberto por uma influência diretamente simbolista e parnasiana que não permite explorar a própria realidade.
    Fase 2 (1905-1910): é a fase considerada como a de maior qualidade poética. Aqui, Augusto dos Anjos já absorveu e se inspira muito nos elementos do próprio cotidiano associados aos estudos científicos.
    Fase 3 (1910-1914): produção mais expressiva de sonetos. A maioria dos poemas estão ligadas a temática metafísica, filosófica e oculta.

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  4. Versos Íntimos
    Vês! Ninguém assistiu ao formidável
    Enterro de sua última quimera.
    Somente a Ingratidão – esta pantera –
    Foi tua companheira inseparável!

    Acostuma-te à lama que te espera!
    O homem, que, nesta terra miserável,
    Mora, entre feras, sente inevitável
    Necessidade de também ser fera.

    Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
    O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
    A mão que afaga é a mesma que apedreja.

    1 – Se alguém causa inda pena a tua chaga,
    Apedreja essa mão vil que te afaga,
    Escarra nessa boca que te beija!
    O soneto foi escrito em 1912 e publicado no mesmo ano no único livro lançado pelo autor. Intitulado Eu, a obra foi editada quando Augusto dos Anjos tinha 28 anos.
    Os sentimentos de pessimismo e decepção em relação aos relacionamentos interpessoais. O eu lírico, revela também a dualidade na vida do ser humano, indicando como tudo pode mudar, ou seja, as coisas boas podem se transformar rapidamente em coisas más.
    O título pode remeter para o romantismo, o que não acontece no poema. O eu lírico nos conta uma história de desesperança em relação à humanidade, transmite a ideia de que ninguém se importa com os sonhos destruídos dos outros. O eu lírico, de forma imperativa nos aconselha a acostumarmos com a crueldade humana.
    O homem vive no meio de pessoas sem escrúpulos, sem compaixão, e por isso precisa se adaptar para viver neste mundo e mesmo quando temos demonstrações de amizade, amor, carinho é apenas um prenúncio de algo mal ou da maldade camuflada de amizade.
    “A mão que afaga é a mesma que apedreja”.
    Escolhi o poema pela dualidade das relações interpessoais, do pessimismo. Ele mostra como muitas vezes nos decepcionamos e também decepcionamos. Me senti ligada ao poema de uma maneira, talvez psíquica, talvez como se uma lembrança triste ou de alguém em quem confiei, assim como o eu lírico no poema.
    Diferentemente do eu lírico, e apesar das decepções e desilusões, eu continuo acreditando na humanidade!

    2. Segundo Ferreira Gullar, o que diferencia a poesia de Augusto dos Anjos daquela feita por Raimundo Correia e Alberto de Oliveira?
    Para Ferreira Goulart, embora as temáticas são parecidas, existem diferenças entre a poesia de Augusto e Raimundo Correia, Alberto de Oliveira. O Parnasianismo e Simbolismo eram tendências atuantes na poesia brasileira, teve influência na poesia de augusto dos Anjos, mas ele não se prendeu a nenhuma, e pode ser observado pela sua visão de mundo. Augusto dos Anjos, elabora uma linguagem poética que assimila e supera essas diferenças, Augusto herdou o verso conciso, o ritmo tenso, aliteração, palavras-símbolo com maiúscula, no entanto, não havia o formalismo, mas uma ânsia pelos sentimentos mais profundos.

    3. Por que Augusto dos Anjos é considerado um poeta modernista por Ferreira Gullar? Considere aspectos temáticos e estruturais em sua resposta.
    É possível perceber a melancolia e o pessimismo nos poemas de Augusto dos Anjos. O autor também utilizava muitos termos científicos e médicos. As formas métricas são bem rígidas, mas os versos apresentavam certas características, é por isso que o poeta pode ser considerado realista do Pré-Modernismo. Mesclando termos filosóficos embebidos em puro pessimismo e vocabulário científico, que raramente seriam encontrados em textos poéticos, Augusto dos Anjos escreveu uma poesia violenta, visceral, atravessada por uma angústia cósmica, por uma eterna lembrança sepulcral.” Também conhecido como poeta da morte.

    4. Explique a divisão que Gullar faz da poesia de Augusto dos Anjos.
    Segundo Goulart, pode-se dividir a obra de Augusto dos Anjos em três fases:
    1ª: 1901 a 1905 – se caracteriza pela falta de domínio dos meios de expressão, Augusto, versejava insipidamente como simbolista, misturando influências dessa escola com resquícios românticos e parnasianos.
    2ª: 1905 -6 a 1910 – começa a evidenciar sua visão crítica e o modo pessoal de aprender a realidade e conformar os temas, que se consolidará na fase seguinte, com o poema Versos Íntimos. Temáticas mais filosóficas, ligadas, experiência cotidiana.
    3ª: 1910 a 1914 – conformismo, menos tensão e rompimento ideológico, linguagem simples, mostrando uma nova atitude filosófica.

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  5. Versos a um Cão

    Que força pôde adstrita e embriões informes,
    Tua garganta estúpida arrancar
    Do segredo da célula ovular
    Para latir nas solidões enormes?
    Esta obnóxia inconsciência, em que tu dormes,
    Suficientíssima é, para provar
    A incógnita alma, avoenga e elementar
    Dos teus antepassados vemiformes.
    Cão! — Alma do inferior rapsodo errante!
    Resigna-a, ampara-a, arrima-a, afaga-a, acode-a
    A escala dos latidos ancestrais…
    E irás assim, pelos séculos adiante,
    Latindo a esquisitíssima prosódia
    Da angústia hereditária dos teus pais!

    1) no poema acima, pode-se notar a presença do cientificismo empregado de forma niilista. O cão é reduzido a um organismo fadado a repetir seus instintos como seus antepassados em um processo interminável e natural, incapaz de ser superado, sendo a “angústia hereditaria dos teus pais”.
    Ele reflete sobre a condição do animal criando uma atmosfera que resume a sensação de angústia, mergulhando na imutabilidade. O cão não é um sujeito apenas, mas é também apenas um acaso passageiro, um amontoado de células com informações que se multiplica e deixa de ser em um piscar de olhos. É assim que Augusto dos Anjos usa a teoria científica mergulhar no desespero e insignificância do ser vivo.

    2) Ao se analisar o texto e as comparações feitas entre os autores, é correto dizer que Augusto dos Anjos se difere dos dois poetas no que diz respeito ao seu rompimento com a concepção literária acadêmica, ora trazendo uma visão mais “crua” em seus poemas sobre os fenômenos e imagens referenciados, ora abdicando da própria visão de observador para exprimir a experiência concreta vivida, como faz por exemplo, em “Gemidos de Arte” ao enxergar as ruínas pelos olhos da lagartixa. O autor aqui quebra as tradições metafóricas para criar uma imagem mais fiel.

    3) Augusto dos Anjos cria através de sua obra um processo de disruptura, quase sem querer, como um reflexo da crise ideológica da Europa. Seu questionamento individual o faz criar muito mais motivado por um desabafo que o faz se distanciar de um poeta passivo que meramente seguia tendencias. Para além apenas da inovação, Augusto se arma de uma linguagem científica e prestigiosa, para que tivesse prestígio e em paralelo abandona formas clássicas, o caracterizando com um poeta moderno

    4) O autor divide as fases de Augusto dos Anjos em três: a primeira de 1901 a 1905, a segunda de 1905-6 a 1910 e a última de 1910 a 1914.
    Na primeira fase, há uma falta de domínio e uma busca por um estilo próprio, onde o autor faz versos como um simbolista com alguns resquícios românticos e parnasianos. Na segunda fase, iniciada em 1906, o autor realiza o fundamental de sua obra poética, cheia de elementos individuais e cotidianos, e por mim, na época posterior a 1910 ha uma predominância quase absoluta dos sonetos e da temática filosófica

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  6. 1 – O poema escolhido para representar esse trecho é Solilóquio de um Visionário:

    Para desvirginar o labirinto
    Do velho e metafísico Mistério,
    Comi meus olhos crus no cemitério,
    Numa antropofagia de faminto!

    A digestão desse manjar funéreo
    Tornado sangue transformou-me o instinto
    De humanas impressões visuais que eu sinto,
    Nas divinas visões do íncole etéreo!

    Vestido de hidrogênio incandescente,
    Vaguei um século, improficuamente,
    Pelas monotonias siderais…

    Subi talvez às máximas alturas,
    Mas, se hoje volto assim, com a alma às escuras,
    É necessário que inda eu suba mais!

    É notório como Augusto dos Anjos insere em sua obra o tema penumbrante com vocabulário mais cientificista. Ao dizer: “Augusto caminha e ouve, dentro da noite, o apelo de todas essas criaturas, e também dos seres microscópicos, dos germes, das montanhas, que lhe pedem para falar por eles.”, Gullar sintetiza as menores composições incluídas no grande ciclo da vida nos poemas de Augusto dos Anjos, e, ao mesmo tempo, é nítido como as imagens construídas por esse léxico tão incomum em obras literárias servem de ilustração para tal excerto estudado.

    Também deve ser dito que, “Para decifrar os enigmas do mundo”, dos Anjos mergulha na visão niilista, sem recorrer a recursos sacros, alinhado com o cientificismo já citado anteriormente. A recorrência do tom descritivo torna essa imagem perturbadora e, simultaneamente, dá luz para que a busca pelo mistério seja compreendida. Ao fazer antropofagia por comer os olhos crus famintos no cemitério, tende mostrar que sua visão inicial não permite entender tais mistérios, por isso vai o mais longe possível para alcançar esse conhecimento. Passa as três primeiras estrofes à procura da consolidação, independente do tempo que seria necessário para alcançar
    Mas, na última estrofe do soneto, ao colocar:
    “Subi talvez às máximas alturas,/Mas, se hoje volto assim, com a alma às escuras,/É necessário que inda eu suba mais!” É mostrado como beira a inutilidade ter chego ao cume, que isso ainda não bastaria ao eu lírico, logo, é necessário ir mais a fundo, nos cantos mais diminutos e incompreensíveis.

    2 – Augusto dos Anjos é dono de uma composição singular no cânone brasileiro, como já citado, emprega no vocabulário de suas obras termos inusuais em poesia, como: “noz-vômica”, “necrolégios”, etc.
    Raimundo Correia e Alberto de Oliveira, assim como Augusto dos Anjos, trabalham em suas obras as concepções humanas, seus pensares e a busca de entender o que há no cotidiano, entretanto, com o uso do formalismo no uso de formas clássicas, como o soneto, o uso das terminologias mais rebuscadas e, ao mesmo tempo, utiliza-se de elementos também regionais, permite-o ir além do que os artistas de sua época iam pelas limitações das escolas literárias os impunham, tal como os parnasianos e suas “arte pela arte”.
    Já o poeta paraibano não se prendia quanto a isso (será melhor trabalhado na próxima questão), o que permitia ir além do que a métrica limitava os demais autores da época.

    3 – Um aspecto que Ferreira Gullar ressalta é a libertação que os modernistas tinham quanto às formas fixas que eram a regra daqueles tempos. Augusto dos Anjos não se prendia aos limites impostos pelos formalistas.
    Outro aspecto importante é a presença do regionalismo em sua obra, uma vez que os temas tratados mostravam a realidade que o autor estava inserido. Isso é perceptível por meio do léxico não usual (ou coloquial) para o que era considerado literatura naquele momento histórico. Além, é claro, da própria abordagem dos temas, que possuía esse vocabulário mais “estranho”, que incluía termos científicos juntamente dos termos próprios de sua região.
    O manifesto modernista, escrito nos anos 20 do século XX, trouxe essas duas concepções que Augusto já trabalhara uma década antes

    4 – A obra de Augusto dos Anjos se divide em três fases: a primeira entre 1901 a 1905, a segunda entre 1905 a 1910 e a terceira entre 1910 a 1914.
    A primeira fase se caracteriza pela ausência de originalidade, em relação às formas fixas, – que será presente nas demais fases. Suas principais influências vêm do Simbolismo, embora também misture com parnasianismo e romantismo.
    A segunda fase se dá pela grande competência poética, poemas como “Poema Negro” e “Monólogo de uma sombra”. O fim dessa fase se dá quando o autor se muda do Nordeste para a Capital.
    Por fim, a terceira fase se dá pela afirmação da forma do soneto como principal forma de composição. Também é caracterizada pelos temas ligados ao ocultismo, a metafísica e a própria filosofia

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  7. 1- Para exemplificar o trecho de Gullar, escolhi o poema “A um carneiro morto”.

    A UM CARNEIRO MORTO
    Misericordiosíssimo carneiro
    Esquartejado, a maldição de Pio
    Décimo caia em teu algoz sombrio
    E em todo aquele que for seu herdeiro!

    Maldito seja o mercador vadio
    Que te vender as carnes por dinheiro,
    pois, tua lã aquece o mundo inteiro
    E guarda as carnes dos que estão com frio!

    Quando a faca rangeu no teu pescoço,
    Ao monstro que espremeu teu sangue grosso
    Teus olhos — fontes de perdão — perdoaram!

    Oh! tu que no Perdão eu simbolizo,
    Se fosses Deus, no Dia de Juízo,
    Talvez perdoasses os que te mataram!

    A escolha desse poema se deve ao fato de que se pode observar um apelo, conforme afirma Gullar, de uma criatura. Aos olhos do eu-lírico, “assistimos” a um esquartejamento de um carneiro pelas mãos de um homem – o qual Augusto chama de “monstro” – e tal cena é comparada com a de Cristo na cruz no último terceto, quando o eu-lírico faz uma suposição de caso o carneiro “fosses Deus, no Dia de Juízo […]”. Escolhi esse poema pelo modo como Augusto expressa a dor de um animal e a maneira de como o ser humano é ganancioso e apenas pensa em ter lucro ao “vender as carnes por dinheiro, pois, tua lã aquece o mundo inteiro […]” de um animal que aparenta ser tão frágil. Dessa maneira, principalmente no primeiro terceto (“Quando a faca rangeu no teu pescoço, / Ao monstro que espremeu teu sangue grosso / Teus olhos – fontes de perdão – perdoaram!”), pode-se observar a visão criteriosa e diferente que Augusto tinha do mundo, pois ele via dentro de uma criatura irracional, sentimentos verdadeiros.

    2- Segundo Ferreira Gullar, o que diferencia a poesia de Augusto dos Anjos daquela feita por Raimundo Correia e Alberto de Oliveira?

    Raimundo Correia, segundo Gullar, não consegue descrever situações não recorrendo a mitologização do real. Já em Augusto dos Anjos, vemos uma formulação que elimina a mitologia e busca impedir o processo abstratizante da linguagem. Alberto de Oliveira, por sua vez, no poema “O Ninho”, não transmitem a experiência viva do real e sim uma noção do fato, um conhecimento prosaico. Nos versos de Augusto – especificamente “Gemidos de arte” – “contém os estímulos da experiência que injetam vida à linguagem”, ou seja, encontramos versos próximos da experiência real. Augusto rompe as questões da forma tradicional dos poemas, levando as lições profundas, fugindo das meras citações que ocorriam em, praticamente, toda poesia. Gullar comenta que Augusto não disfarça a realidade com delicadezas, mas sim que traz vulgaridade e é isso que o torna original e o quão significante sua obra é para a poesia brasileira.

    3- Por que Augusto dos Anjos é considerado um poeta modernista por Ferreira Gullar? Considere aspectos temáticos e estruturais em sua resposta.

    Ferreira Gullar apresenta Augusto dos Anjos como um poeta moderno ao demonstrar elementos que demonstram a linguagem moderna na poesia brasileira presentes em “Eu”, do poeta nordestino. Ele escreve que o abandono das formas “clássicas” – estrofe regular, versos metrificados, rimas obrigatórias – é algo óbvio de se notar e que identificam a poesia, distinguindo-a da prosa. Ao abandonar as formas tradicionais, o poeta abandona um mundo de metáforas, símbolos e ideias que já não serviam para explicar a realidade da vida contemporânea. Quando a poesia desceu ao nível da prosa, o poeta desceu ao chão e decidiu habitar o cotidiano. Essa nova linguagem poética é produto de uma nova época, de uma nova situação social do homem. O mais importante dessa época é a desmistificação da realidade e do homem como consequência do desenvolvimento técnico-científico e do modo de produção capitalista. A característica mais geral da linguagem moderna da poesia é a tendência de acentuar o caráter concreto do discurso: a busca de uma linguagem, que seja, ela mesma, uma experiência nova a percepção. Daí a necessidade de dificultar o fluir do discurso e construí-lo com palavras substantivas, carregadas de vida. O poeta procura impedir que o discurso se afaste da experiência original e a abstratize.

    4- Explique a divisão que Gullar faz da poesia de Augusto dos Anjos.

    Primeiramente, para compreender a poesia de Augusto, Gullar divide a poesia dele em três fases: a primeira, de 1901 a 1905, caracterizada pela falta de domínio dos meios de expressão, busca da forma própria e a carência de uma visão de mundo mais ou menos coerente e pessoal, nela, Augusto verseja como simbolista; a segunda, de 1905-6 a 1910, que compreende os poemas mais significativos; e a terceira, de 1910 a 1914, iniciando-se a partir de sua mudança para o Rio de Janeiro, e é quando realiza o fundamental de sua obra poética. Essa divisão não deve ser seguida rigidamente, pois apresenta carência de informações e devido ao caráter do processo poético.
    Por fim, Ferreira Gullar afirma que deve-se observar como Augusto elabora a expressão poética. O autor do texto teórico distingue dois tipo de poemas: aqueles em que o poeta expõe uma ideia determinada, um conceito – onde estão localizados os sonetos –, e aqueles que indaga, poemas que são como o processo dialético da indagação, expressão da perplexidade do poeta – poemas mais longos.

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  8. 1. PSICOLOGIA DE UM VENCIDO

    Eu, filho do carbono e do amoníaco,
    Monstro de escuridão e rutilância,
    Sofro, desde a epigênese da infância,
    A influência má dos signos do zodíaco.
    Produndissimamente hipocondríaco,
    Este ambiente me causa repugnância…
    Sobe-me à boca uma ânsia análoga à ânsia
    Que se escapa da boca de um cardíaco.
    Já o verme — este operário das ruínas —
    Que o sangue podre das carnificinas
    Come, e à vida em geral declara guerra,
    Anda a espreitar meus olhos para roê-los,
    E há de deixar-me apenas os cabelos,
    Na frialdade inorgânica da terra!

    Augusto descreve detalhadamente os “vermes” que conduzem o seu sofrimento, desde a infância. Ao caminhar e ouvir, dentro da noite, o apelo dessas criaturas, o poema reflete essa crise existencial. Diante do contexto de vida do autor, o espaço de precariedade marca o eu-lírico das obras e mostra uma realidade jamais exposta no meio artístico da época.

    2. Ambos os três autores refletem sobre a subjetividade do homem. Mas, Augusto dos Anjos acompanha um estilo inovador, tratando do assunto de forma mais concreta. Seu vocabulário tem grandes marcas regionais, fugindo dos padrões artísticos europeus. Seu pessimismo e suas melancolias compõem uma escrita sem muitas idealizações, mais focada em questões existenciais, diferente de Alberto de Oliveira e Raimundo Correia. Aqui, a poesia ainda está vinculada ao estilo clássico e tradicional, com uma linguagem bem elaborada ao tratar-se da subjetividade do homem. Essas limitações artísticas da época causam um afastamento significante para questões mais profundas que poderiam promover uma reflexão.

    3. Augusto dos Anjos, com uma linguagem simples, é capaz de criar uma identificação brasileira em sua escrita. Em tempos em que a produção artística estava relacionada apenas a realidade da elite, o autor foge do tradicionalismo e faz questão de trazer abordagens mais profundas que a princípio, não recebiam devida atenção. Ao explorar esses temas a partir de uma angústia existencial, estrutura esse conhecimento em versos brancos e métricas irregulares, que também são características do Modernismo.

    4. Sua obra é dividida em três:
    1ª fase (1901-1905): ainda sem muito domínio dos meios de expressão, Augusto dos Anjos já tenta encontrar uma identidade própria. Mas ainda tem dificuldades para explorar questões sobre sua realidade.
    2ª fase (1905-1910): com uma grane evolução, o autor já se inspira em elementos do próprio cotidiano, essa fase foi considerada a de maior qualidade poética.
    3ª fase (1910-1914): tratando de assuntos mais filosóficos, nessa fase o autor se expressa muito por sonetos. Aqui, também procura englobar o conformismo e mostra o rompimento ideológico com as ideias clássicas.

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