Indígenas no Brasil e indianismo romântico. Proposta de texto.

Imagine-se como um professor em uma escola cuja direção pede que você prepare uma atividade baseada na literatura indianista para o segundo ano do Ensino Médio em comemoração ao 19 de Abril, o “Dia do Índio”. A partir dos estudos do romance (Iracema ou O guarani), produza um texto em que você problematize o tratamento dos indígenas nessa literatura, relacionando-o com a forma como se percebem os indígenas hoje.

Sobre os povos indígenas no Brasil hoje:

Instituto socioambiental

O que é ser indígena no Brasil hoje – matéria nexo

44 comentários sobre “Indígenas no Brasil e indianismo romântico. Proposta de texto.

  1. No primeiro momento de aula, iria fazer uma roda com os segundos anos do ensino médio e perguntaria questões relacionadas ao índio, como por exemplo: O que o índio é para você? quando se fala a palavra índio, o que vem em sua mente? Algum livro te lembra a figura indigna?. Logo após colher as informações dos alunos a respeito do que eles sabem, explicaria o livro iracema, caso eles ainda não tenham lido, faria um breve resumo da obra e entraria nas questões na qual a Literatura Indianista é uma visão diferente do real indigna, aquela é uma visão pós-colonial que infelizmente não mudou muito.
    Saindo um pouco da literatura, entraria no debate sobre direitos indígenas que é pouco explorado nas escolas.
    Explicaria que os indígenas foram os primeiros povos brasileiros e sofrem uma grande discriminação, até porque temos a maioria das pessoas tem uma noção totalmente errada sobre o indigna, uma noção mais associada a filmes americanos ou telenovelas, na qual o indígena é aquele que faz “uuu” com a boca e usa penas sobre a cabeça mas não é desse jeito que as coisas são na realidade, os índios são verdadeiros heróis, lutam constantemente a favor dos seus direitos, que muitos tentam tirá-los, entram em conflito a favor da suas terras que empresários tentam tirar a qualquer custo. Leria essa parte muito boa, do site Nexo, para os alunos:
    “Ser indígena hoje no Brasil é não visualizar um futuro de curto prazo para termos um pouco mais de paz e ter a garantia dos nossos direitos em relação à concretização das terras demarcadas. Ser indígena, hoje, é saber que cada manhã vai ser de luta, persistência e coragem (Giselda Pires de Lima)
    Trabalharia também sobre as questões culturais, perguntaria para os alunos, o que eles conhecem sobre a cultura indígena e iria me aprofundar nas questões de cultura indígena que é extremamente rica em vários aspectos, desde a alimentação, as plantas medicinais, suas crenças, suas músicas, o seu estilo de vida.
    Tentaria em um aulão, desconstruir a ideia errada de indigna que alguns alunos podem ter em relação ao tema
    Voltando a Literatura, iria novamente voltar a falar sobre Guarani e Iracema e se eles concordam com essa visão que José Alencar tem sobre o indigna e explicaria, novamente, o indianismo no brasil o tão forte que foi esse movimento e suas obras originais, tornando alguns personagens como heróis brasileiros mas infelizmente, ainda é uma visão europeia indígena, não mostra as lutas, as emoções de um verdadeiro índio, no entanto Alencar, era um escritor e não um historiador, jornalista, ele não tinha a necessidade de escrever algo verídico mas escreveu algo contento alguns traços de realidade.
    Logo após abriria para perguntas e por fim, exibirá o vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=y_tKDCBimTQ ou https://www.youtube.com/watch?v=JE9tl1A7xGg acredito que o segundo seja melhor mas o primeiro mais dinâmico, sendo assim, mostraria os dois e fazendo um recorte no segundo.
    Essa seria a minha aula sobre os indígenas .

    Thayara Cristina Damasceno dos Santos
    Letras – 3 semestre

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  2. No primeiro momento de aula, iria fazer uma roda com os segundos anos do ensino médio e perguntaria questões relacionadas ao índio, como por exemplo: O que o índio é para você? quando se fala a palavra índio, o que vem em sua mente? Algum livro te lembra a figura indigna?. Logo após colher as informações dos alunos a respeito do que eles sabem, explicaria o livro iracema, caso eles ainda não tenham lido, faria um breve resumo da obra e entraria nas questões na qual a Literatura Indianista é uma visão diferente do real indigna, aquela é uma visão pós-colonial que infelizmente não mudou muito.
    Saindo um pouco da literatura, entraria no debate sobre direitos indígenas que é pouco explorado nas escolas.
    Explicaria que os indígenas foram os primeiros povos brasileiros e sofrem uma grande discriminação, até porque temos a maioria das pessoas tem uma noção totalmente errada sobre o indigna, uma noção mais associada a filmes americanos ou telenovelas, na qual o indígena é aquele que faz “uuu” com a boca e usa penas sobre a cabeça mas não é desse jeito que as coisas são na realidade, os índios são verdadeiros heróis, lutam constantemente a favor dos seus direitos, que muitos tentam tirá-los, entram em conflito a favor da suas terras que empresários tentam tirar a qualquer custo. Leria essa parte muito boa, do site Nexo, para os alunos:
    “Ser indígena hoje no Brasil é não visualizar um futuro de curto prazo para termos um pouco mais de paz e ter a garantia dos nossos direitos em relação à concretização das terras demarcadas. Ser indígena, hoje, é saber que cada manhã vai ser de luta, persistência e coragem (Giselda Pires de Lima)
    Trabalharia também sobre as questões culturais, perguntaria para os alunos, o que eles conhecem sobre a cultura indígena e iria me aprofundar nas questões de cultura indígena que é extremamente rica em vários aspectos, desde a alimentação, as plantas medicinais, suas crenças, suas músicas, o seu estilo de vida.
    Tentaria em um aulão, desconstruir a ideia errada de indigna que alguns alunos podem ter em relação ao tema
    Voltando a Literatura, iria novamente voltar a falar sobre Guarani e Iracema e se eles concordam com essa visão que José Alencar tem sobre o indigna e explicaria, novamente, o indianismo no brasil o tão forte que foi esse movimento e suas obras originais, tornando alguns personagens como heróis brasileiros mas infelizmente, ainda é uma visão europeia indígena, não mostra as lutas, as emoções de um verdadeiro índio, no entanto Alencar, era um escritor e não um historiador, jornalista, ele não tinha a necessidade de escrever algo verídico mas escreveu algo contento alguns traços de realidade.
    Logo após abriria para perguntas e por fim, exibirá o vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=y_tKDCBimTQ ou https://www.youtube.com/watch?v=JE9tl1A7xGg acredito que o segundo seja melhor mas o primeiro mais dinâmico, sendo assim, mostraria os dois e fazendo um recorte no segundo.
    Essa seria a minha aula sobre os indígenas .

    Thayara Damasceno
    3 semestre de Letras

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  3. Se eu fosse planejar uma aula sobre a temática indígena para o 2º ano do Ensino Médio, eu começaria explicando sobre a obra de José de Alencar, Iracema. Esta é uma obra pertencente ao romantismo brasileiro, pois tem as seguintes características desse estilo literário: nacionalismo, idealização do índio (herói), sentimentalismo, exagero, retorno ao passado e religiosidade cristã. Sendo assim, hoje em dia, as pessoas estão bem mais preconceituosas com a cultura indígena, pois acham que todos estão sendo “europeizados” ou até sendo influenciados pela cultura brasileira, não tendo seus próprios gostos. Alguns até os chamam de ex indígenas. Depois eu problematizaria este tema iniciando um debate sobre como os indígenas são tratadas nos dias de hoje, como eles vivem nos tempos atuais, e faria uma analise crítica com os alunos e pediria para que eles pudessem fazer algumas pesquisas, se os indígenas são realmente influenciados pelos brasileiros ou europeus, ou se eles ainda possuem suas próprias culturas, línguas, se ainda comem suas comidas típicas, se ainda se vestem como se vestiram na época. E eu pediria a eles para apresentar o trabalho, com isso problematizando todas as questões anteriores.

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  4. Em Iracema e O Guarani, é perceptível a romantização do encontro dos colonizadores com os povos indígenas. O romance entre Iracema (índia) e Martin (europeu); e entre Peri (índio) e Cecilia (europeia) nos deixa isso ainda mais claro. O contraponto é que -sabemos- que a história não foi bem assim. Houve, nesse encontro (por trás dos enredos literários) o choque de culturas, e a influência do homem branco tida como “superior”, na qual, se foi ignorado e imposto aos índios, costumes e crenças vindas com eles de toda a Europa, o cristianismo, por exemplo (foi um grande marco pelo fato dos cultos que ocorreram aos indígenas, para que se “convertessem”).
    E teve também, um grande número de mortes de povos e violência à eles, o que não é retratado nos romances de Iracema e O Guarani.
    A exclusão e a romantização de tal encontro, deixa de inserir o ponto importantíssimo, primordial e =real- da história, que não foi tão bonita assim.
    Com isso, se pode perceber que o “dia do índio” nada mais é, de que uma “farsa”, já que foram e são povos ignorados pelos os QUE VIERAM e excluíram, e a sociedade de hoje.
    “Estima-se que, na época da chegada dos europeus, fossem mais de 1.000 povos, somando entre 2 e 4 milhões de pessoas. Atualmente encontramos no território brasileiro 254 povos, falantes de mais de 150 línguas diferentes.
    Os povos indígenas somam, segundo o Censo IBGE 2010, 896.917 pessoas. Destes, 324.834 vivem em cidades e 572.083 em áreas rurais, o que corresponde aproximadamente a 0,47% da população total do país.”
    O próprio termo “índio” foi apenas uma designação dada para se referir a povos que já abrigavam o território nacional, por puro equívoco dos colonizadores que acharam estar na índia. Lembrando que há índios espalhados não apenas aqui, mas em todo o continente americano, sendo todos menores povos e ignorados também.
    No brasil, o termo “índio” hoje, é apenas um sinônimo de indivíduo indígena.
    “No dia 25 de abril de 2017, grupos indígenas avançaram sobre o gramado, na Esplanada dos Ministérios, em frente ao Congresso, em Brasília. Eles carregavam caixões, arcos e flechas, para protestar contra o assassinato de líderes indígenas em conflitos por terra. Pediam a retomada das demarcações e a demissão de Osmar Serraglio, ministro da Justiça.”
    Eles têm seus direitos ignorados, sendo que, eles são os descendentes dos primeiros povos que aqui abrigavam. As próprias pessoas que aqui vivem, ignoram toda a história, como se eles já não existissem mais. Mas existem.
    “Pensando nisso, a ONG Instituto SocioAmbiental lançou em março a campanha Menos Preconceito, Mais Índio. A organização fez um vídeo e uma provocação: ‘se você não é mais igual aos seus tataravôs e não tem sua identidade questionada por isso, por que os índios não podem também mudar e ainda assim continuar a ser índios, com todos os seus direitos respeitados?’” seria esse, o questionamento para todos aqueles que passaram a ignorar a ainda existência de tais.

    Então, eu usaria este texto com os alunos de segundo ano de Ensino Médio, e prepararia uma atividade para abordar justamente a “romantização” do encontro de povos no período da colonização, e a exclusão que eles vivem nos dias de hoje, com seus direitos ignorados. Trabalhando com eles, debates para perceberem o quão indigno é, com o objetivo de nos adentrarmos a real história, e por fim, saber deles o que e como pode se melhorar isso atualmente. Inserir e não excluir.

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  5. Como professor eu faria uma explicação apontando os pontos principais da obra O Guarani, onde a figura do índio é transformada em um tipo de esteriótipo meio puxado aos cavaleiros medievais, com características físicas alteradas e diferentes das que existiam na realidade; também apontaria a relação entre Peri e Ceci em relação a eles mesmos e em relação a tribo dos Aimorés, em que Peri e Ceci tinham uma relação de “vassalo e senhor” e que Peri por amar Ceci ele via a necessidade de se tornar cristão abandonando a cultura a qual fazia parte e tratando os aimorés como selvagens malignos (reforçando a europeização do índio). Isso se deve ao período onde tal obra foi escrita, nessa época o romantismo do brasil tentava ainda buscar uma identidade nacionalista, e os escritores pensavam que a encontrariam na figura do índio. Feito isso, indicaria a imagem atual do índio e a sua relação com a sociedade atual, uma sociedade cheia de preconceitos para com eles menosprezando sua cultura e os igualando aos negros pelo simples fato de eles tido sido escravos na época da colonia. Junto com os alunos seria elaborada uma proposta de trabalho onde eles se dividiram em grupos e exporiam as duas realidades dos índios em cartazes.

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  6. Pensando numa aula para o segundo ano do ensino médio, eu citaria os principais trechos (os estratégicos para aula, claro) de Iracema, colocando em evidência toda a pegada do romantismo, com a idealização do índio como submisso e necessitado do Europeu, totalmente entregue, deixando a cultura de origem de lado para seguir a religião cristã, tudo por amor e de boa vontade. Além das características padrão do gênero, a exaltação da natureza, a colocação do índio como herói, toda a glória da religião cristã, o exagero no sentimento, etc. Em seguida, questionaria os alunos, fundamentada nas aulas de história, se a colonização foi realmente assim, toda bonitinha, romantizada. Depois de dissertar um pouco sobre toda a violência, o estupro, a apropriação cultural e faria uma reflexão sobre as consequências até nos dias de hoje e todo preconceito que rola com esses “ex índios”, que para o senso comum já não têm mais cultura própria. Abriria um debate e passaria um artigo de opinião problematizando o tema.

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  7. Para realizar uma atividade com o objetivo de celebrar o Dia do índio em que a literatura indianista fosse abordada, primeiramente, eu pediria aos alunos a leitura do romance Iracema de José de Alencar. Após a leitura, lecionaria uma aula, na qual apontaria os elementos indianistas na narrativa — como o ufanismo, a exaltação dos elementos da natureza brasileira e o índio retratado como herói — e o contexto histórico da obra, para que os alunos compreendessem essa época da literatura brasileira; o Brasil vivendo um momento de independência política, no qual os autores buscavam enaltecer as características nacionais.
    Feito isso, solicitaria uma pesquisa sobre a atual situação do índio no Brasil — onde entre 2 e 4 milhões de indígenas existentes na época da colonização, hoje restam pouco mais de 800 mil; há um constante conflito desses povos com o governo em detrimento das demarcações das terras pertencentes a eles; instituições como a FUNAI (Fundação Nacional do Índio), de coordenação e proteção ao índio foram enfraquecidas devido ao corte de gastos; além de atualmente, a existência do questionamento sobre o que é ou não ser índio, já que a cultura indígena adquiriu elementos não indígenas, como assistir televisão, usar aparelhos celulares e computadores, etc., como se o indígena deixasse de ser indígena devido a esse fato.
    Deste modo, essas informações seriam debatidas em sala de aula, assim, conseguindo iniciar nos alunos um processo de problematização sobre como Alencar retrata o índio em sua obra e a realidade hodierna desses povos. A contradição presente em Iracema é visível a partir do momento em que o índio é retratado — idealizadamente — como representante legítimo do povo brasileiro, quando na realidade, este era marginalizado e explorado pelos portugueses. A segunda contradição é visível na representação lendária do passado brasileiro, na narrativa de Alencar, os nativos — Poti e Iracema — e o português — Martim mantém ótimas relações de convívio, entretanto o real encontro entre estes dois povos foi marcado por numerosas lutas e conflitos. Substancialmente, a romantização do processo de dominação dos colonizadores sobre os indígenas é o fundamental fator a ser problematizado. Dessa forma, conclui-se que esse processo de colonização dominante, violento e genocida reflete nos dias atuais. Como visto anteriormente, o índio continua marginalizado e lutando incansavelmente por seus direitos.
    Por final, para concluir a atividade sobre o indianismo, eu elaboraria uma atividade avaliativa em que seria cobrada uma interpretação do livro Iracema com a visão crítica abordada nas aulas precedentes.

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  8. Eduardo Antenor, 3° período, Letras, noturno, UNITAU.
    A atividade tem um enfoque no questionamento do modo retorcido da visão dos povos nativos brasileiro.Com uma apresentação do período histórico literário romantismo, explicando sua contextualização tendo o surgimento do Indianismo, utilizando Iracema, sendo um dentre diversas renomadas obras desde período, para analisarmos detalhadamente a narrativa com bastante atenção nas simbologias e nas entrelinhas, tendo em mente a comparação sobre os dias atuais com a relação ao modo como os índios são visto atualmente.
    De maneira que analisamos Iracema debatemos o modo como são retratados os ameríndios na obra e por qual motivos a obra se encaixa nos trejeitos indianista.Mostrando a estrutura detalhista e descritiva da natureza, com isso é visto o jeito que os índios da tribo Tabajara e Potiguara são construidos e retratados de maneira distintas de Martim, guerreiro branco, honroso, destemível com seu fiel escudeiro Poti da tribo Potiguara, capaz de sacrificar a própria vida por Martim e com sua esposa bela “a virgem dos lábios de mel”, Iracema, com sua submissão ao guerreiro branco, tal submissão grandiosa de modo que a Jandaia (Iracema) foi capaz de deixar tudo de sua vida por causa do sentimento gigantesco de amor por Martim.
    Em suma formando grupos para debaterem entre uns com os outros sobre tal período estudado, tendo sempre a noção da dominação europeia e suas consequências que são agravantes nos tempos atuais.Com algumas perguntas questionando sobre qual motivo sempre exaltamos os países europeus, norte americanos e inferiorizamos culturas nativas, locais gigantescas e ricas (de diversos modo); por qual motivos escolher a denominação certa para os povos e não cometer preconceitos linguísticos; por qual motivos não devemos simplificar culturas diversas (sendo cada uma com sua peculiaridade) com estereótipos medíocres que são passados de geração a geração e são representadas num dia nacionalmente como “dia do índio” com uma representação de índio com cocar, nu e gritando.

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  9. O povo primitivo brasileiro, como sabemos, são os indígenas. Esses, dotados de seus costumes e cultura compõe uma parte muito rica para identidade do Brasil. Porém, mesmo que a grande maioria dos brasileiros saiba e tenha noção disso, ignoram o fato da imensa diversidade indígena no país, muitas vezes desapropriando-se da cultura indianista, ignorando-a como parte de sua origem. Estudos apontam que, na época em que os europeus chegaram para a colonização, existia cerca de 1.000 povos, somando entre 2 e 4 milhões de pessoas. Atualmente esse número está bastante reduzido, pois encontram-se no território brasileiro apenas 254 povos distintos no total. Assim, pode-se perceber que a redução da quantidade de nativos foi realmente drástica, ainda mais se levarmos em conta o tempo em que essa rarefação acontece. Cerca de 500 anos após a colonização brasileira, ou seja, mais da metade dos povos primitivos tiveram fim, destarte é perceptível que a luta dos índios no país é constante desde 1.500, onde a colônia portuguesa chega no brasil e se apropria das terras nativas, até a atualidade, onde os direitos desses povos estão cada vez menores. Direitos esses tanto na questão de demarcação de terras, quanto na garantia de identidade. É notório, portanto, que, a evolução da humanidade é constante, estamos sempre aprimorando e incrementando coisas em nossa cultura devido ao avanço da sociedade em diversos aspectos. Porém, quando esse progresso cultural volta-se ao povo indianista, a aceitação é dada de forma retrograda, ou seja, muitos acreditam que esses povos devem continuar a viver de forma primitiva, já que a idealização do índio é dada de forma remota desde os primeiros relatos feitos perante estes. Um exemplo claro de relato indígena exordial está no romance “Iracema” de José de Alencar. O autor, com a intenção de elaborar uma obra nacionalista, utilizando de elementos naturais brasileiros. Nesta o autor trata o índio como uma figura idealizada, ou seja, este é tratado como herói. Devido a este fato pode-se perceber um caráter totalmente europeu no romance, uma vez que a estrutura, é atrelada à produções literárias como novelas de cavalaria, onde há um herói de sua pátria no qual é iluminado para ajudar seu povo nativo.
    (charge sobre demarcação de território:
    https://latuffcartoons.files.wordpress.com/2013/06/agronegocio-e-a-questao-indigena.gif)

     Proposta de atividade:
    • Com base na leitura do texto e interpretação da charge, propõe-se um debate em comemoração ao 19 de abril, Dia do Índio, com o tema “ a idealização indianista em obras brasileiras diante da verdadeira realidade indígena no Brasil.”
    – A posição de herói do índio segundo o romance “Iracema”, condiz à realidade do mesmo tanto naquela época quanto na atualidade?
    – No romance de José de Alencar é correto afirmar que a caracterização indígena, por mais que aponte aspectos naturais brasileiros, é de caráter europeia?
    – Pode-se dizer que a demarcação de terras é um processo no qual se inicializou desde a colonização do Brasil?
    – “O índio brasileiro hoje tem que ter orgulho de suas raízes e ter consciência do passado. Renovar seus conhecimentos e acima de tudo saber lidar com o mundo atual. Muitos não índios ainda têm uma visão atrasada em relação ao indígena. Mas eles esquecem que também somos seres humanos, que estamos sempre em mutação e seguindo o ritmo da vida e do universo. Várias coisas nossas passam também para a sociedade não indígena. A terra não foi descoberta sem indígena”
    Ysani Kalapalo, da etnia Awati e Kalapalo, ativista e empreendedora social, 26 anos.
    referência:(https://www.nexojornal.com.br/expresso/2017/04/29/O-que-%C3%A9-ser-ind%C3%ADgena-no-Brasil-hoje-segundo-3-jovens-e-2-antrop%C3%B3logos)
    – Partindo do ponto que a evolução da sociedade é algo em constante processo de mudanças, como podemos agregar o indígena à marcha de evolução cultural e tecnológica?

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  10. Rafaela Moyses Correa da Luz – 3º semestre – Letras / Unitau

    Em nossos anos escolares, somos submetidos a uma série de conteúdo e informações, nas quais aparecem alguns estereótipos que tomamos como verdades absolutas. Eles acabam por povoar nosso imaginário coletivo e influenciar a nossa opinião. Sendo assim, muitas datas comemorativas carregam esses estereótipos que ficam intricados em nossa sociedade, como o dia da bandeira, dia da independência e também o dia do índio, tema da presente problematização. Imaginando uma atividade para os alunos do Ensino Médico elaboraria uma atividade de debate considerando esse ponto inicial e perguntando: Como a imagem que temos do índio é correspondente com a sua verdadeira identidade do século XXI? Como a nossa cultura, mais especificamente a nossa literatura, ajudou e ainda ajuda a contribuir com essa imagem? É certo afirmar que o povo indígena está intimamente constituído em nossa formação social, afinal são eles os primeiros habitantes do território brasileiro. Em toda a construção social, a cultura, nesse caso focando mais especificamente na literatura, ajuda a compor a ideologia coletiva. Esta, no entanto, nem sempre justa ou parcial. Os indígenas já eram de interesse para o processo econômico e político da colonização, e também apareceram de forma sistemática na literatura brasileira que estava se construindo. Essa aparição aconteceu no Romantismo, com autores como Gonçalves Dias e José de Alencar. No entanto, a representação do índio era idealizada, em um formato composto para integrar os parâmetros europeus. O índio da literatura, principalmente dos romances de Alencar como Iracema e Guarani, foram adaptados para o transformar em um cavalheiro medieval. Devoto do cristianismo e colocando-se em um papel de servo perante o colonizador, a identidade indígena vai sendo cada vez mais anulada dentro da literatura brasileira, que serve como mais uma forma de colonização e imposição de uma cultura perante a outra. Como vemos, por exemplo, com os personagens Iracema e Martim, ela uma índia que desiste de toda sua cultura a favor de um amor de servidão que sente pelo colonizador português. A visão do indígena na literatura ajuda, com o passar dos anos, a moldar a imagem que temos hoje desse grupo social, muito diferente e que não corresponde com a identidade indígena atual. Construímos em nosso imaginário coletivo, um indígena que serve e é marginalizado. Atrair e pacificar o índio trouxe para a sociedade atual a imagem de que ele não faz parte e não integra a nossa comunidade. Com a imposição da cultura, também impomos ao índio a adaptação para sobreviver nessa sociedade, como fizeram os primeiros colonizadores e como fizeram os escritores no alto do romantismo idealizado. É necessário integrar o índio na sociedade atual, garantindo a ele os mesmos direitos e deveres que todas as pessoas ocupantes desse território, ao mesmo tempo também é preciso respeitar as particularidades da sua própria cultura. Ser cidadão do Brasil do século XXI e ser índio, propagando e protegendo sua cultura particular.

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  11. Em abril, comemora-se o Dia do Índio. Data de grande importância por carregar um tópico de debate de cunho social cujo propósito está longe de ser verdadeiramente compreendido. Afinal, para que índio é esse dia?
    Consideremos indígenas que por vezes apareceram e ainda aparecem em produções literárias brasileiras. São típicas figuras repletas de estereótipos. O primitivo de linguagem arcaica que caça com a lança feita de bambu, dono de um corpo adornado por penas coloridas e pinturas. Em seu período indianista, a literatura apresentou personagens que refletiam o real, mas que não foram suficientemente fiéis ao legítimo aborígene.
    Sempre rodeado por batalhas e feitos quase sobrenaturais, o nativo dos autores românticos era fantasioso, formando um plano de fundo irreal para histórias que se baseavam nele; mas nunca pertenciam a ele. Mesmo que os romances e contos dessa fase literária tenham alicerce nos povos aborígenes, estes sempre ocupavam outras posições que não fossem o protagonismo. Podiam ser o guerreiro amigo do herói colonizador, ou maldosos vilões, mas dificilmente protagonistas. Era a imagem europeizada dos personagens, necessitada de um salvador europeu. Uma explicação lógica poderia ser a de que autor nenhum vivenciou a verdadeira rotina dessa sociedade. Ou essa rotina nunca foi considerada puramente aceitável para desempenhar papel principal.
    Atualmente, no século XXI, a visão idealizada do índio ainda permanece, como se a tribo tocada pela evolução estivesse desqualificada a ser aquilo que é por direito e nascimento. Quando se fala nele, logo a figura do selvagem que anda nu vem à cabeça. Isso nem sempre é real. Os indivíduos se esquecem de que, assim como qualquer outra sociedade, a população indígena evolui e é tocada pela globalização, e isso não a exclui de seus próprios hábitos e antigos costumes.
    A proposta de atividade para os alunos é: formar grupos de debate em sala de aula para discutir o retrato do indígena brasileiro nos dias de hoje, a partir do conhecimento de cada um sobre o assunto e textos previamente lidos. Comparar essa imagem contemporânea com a clássica vista nas obras já analisadas do Romantismo Brasileiro. Como comemorar o Dia do índio sem preconceitos ou imagens retorcidas? Para você, como seria, de forma fiel e digna, um protagonista nativo?

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  12. Para dar uma aula com a temática “O dia do Índio” para o segundo ano do Ensino Médio, em primeiro lugar eu faria uma roda de conversação em torno da “cultura” indígena que conhecemos e que nos é ensinada na escola. Desta conversa, pediria que os alunos preparassem um relatório que descrevesse o que eles sabem sobre os índios, como são relatados no ensino infantil (trages, cerimônias, linguagem) e como costumam ser as homenagens feitas no dia do Índio.
    Em seguida, pediria a leitura da obra Irecema, José de Alencar. Na semana seguinte, suportamnte os alunos deveriam ter lido ao texto, então eu daria uma aula de introdução ao Romantismo: objetivo, principais autores, contextualização do indianismo e breve biografia de José de Alencar e suas obras mais famosas . Por fim, discutiríamos Iracema, dando enfoque à maneira que o índio é retratado e as características românticas presentes na obra.
    Como atividade, pediria que produzisse um artigo sobre a situação do Índio no Brasil e os reflexos da colonização em sua cultura. Para a prova, faria uma questão em que seria necessário apontar as características mais marcantes do romantismo em Iracema e argumentar sobre a contradição entre o índio idealizado de Alencar em relação ao índio real, que vivia a exploração portuguesa da colonização.
    Acredito que assim meus alunos teriam uma boa formação do romantismo e que abrisse suas mentes, problematizando a situação cultural do Índio que muito perdeu daquilo que era seu.

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  13. Para dar uma aula com a temática “O dia do Índio” para o segundo ano do Ensino Médio, em primeiro lugar eu faria uma roda de conversação em torno da “cultura” indígena que conhecemos e que nos é ensinada na escola. Desta conversa, pediria que os alunos preparassem um relatório que descrevesse o que eles sabem sobre os índios, como são relatados no ensino infantil (trages, cerimônias, linguagem) e como costumam ser as homenagens feitas no dia do Índio.
    Em seguida, pediria a leitura da obra Irecema, José de Alencar. Na semana seguinte, suportamnte os alunos deveriam ter lido ao texto, então eu daria uma aula de introdução ao Romantismo: objetivo, principais autores, contextualização do indianismo e breve biografia de José de Alencar e suas obras mais famosas . Por fim, discutiríamos Iracema, dando enfoque à maneira que o índio é retratado e as características românticas presentes na obra.
    Como atividade, pediria que produzisse um artigo sobre a situação do Índio no Brasil e os reflexos da colonização em sua cultura. Para a prova, faria uma questão em que seria necessário apontar as características mais marcantes do romantismo em Iracema e argumentar sobre a contradição entre o índio idealizado de Alencar em relação ao índio real, que vivia a exploração portuguesa da colonização.
    Acredito que assim meus alunos teriam uma boa formação do romantismo e que abrisse suas mentes, problematizando a situação cultural do Índio que muito perdeu daquilo que era seu.

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  14. A presente atividade tem como objetivo nos fazer refletir sobre a condição do indígena na atualidade. Para isso, será lido um texto sobre a visão construída, pela literatura indianista, do indígena e como essa construção interage com presente. Portanto, a atividade será de leitura e reflexão.
    Dessa forma, comecemos contextualizando o movimento indianista, no Brasil, do início do século XIX. O indianismo surge em um período de consolidação, como desejavam alguns intelectuais, da nação brasileira. Ou seja, acabado o Brasil Colônia, o território nacional precisava, segundo essa parte pequena da população brasileira (os intelectuais), de uma unidade não apenas territorial, mas também conceitual, digamos assim. Era preciso, segundo eles, que houvesse um sentimento nacional comum que integrasse todos os “brasileiros” (a noção de quem era, de fato, brasileiro, para alguns intelectuais daquela época, era, às vezes, muito restrita, pois, muito frequentemente, excluía-se os índios e os escravos).
    Desse modo, para que existisse essa “nacionalidade”, viam como necessário a criação e a propagação de alguns símbolos e mitos “genuinamente brasileiros”. Assim, o índio se tornou, com o auxílio de uma onda de pensamento europeu (principalmente as ideias de Rousseau), que o via como um ser puro e bom, e em conjunto da natureza brasileira, uma dessas figuras simbólicas centrais nesse patriotismo do início do séc. XIX. Vejamos, por exemplo, como é apresentada a imagem indígena em Iracema, de José de Alencar, um dos integrantes desse movimento intelectual.
    “Iracema, a virgem dos lábios de mel, que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna, e mais longos que seu talhe de palmeira. O favo da jati não era doce como seu sorriso; nem a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado.”
    Nesse texto, e em muitos outros indianistas, o índio é ligado à natureza, ao puro e ao deleitoso; ligado à paisagem natural, ao idílico e ao idealizado. Assim, quando se estabelece essas relações, o indígena perde sua representação mais próxima do real e ganha um aspecto, que irá se consolidar no imaginário do senso-comum, de mito, um ser distante no tempo e no espaço.
    Nesse simbolizar o índio, transformando-o em um ser mítico, sua identidade é diminuída ou, se não muito, perdida. Pois, além dessa sua transformação ser feita a partir de uma ótica não-indígena, o que reduz as diversas relações sociais, parentais, culturais, etc., particular de cada etnia e comunidade indígena, a um conjunto pré-estabelecido de laços europeizados, esse mitificar ajuda a criar uma memória, presente no imaginário do senso-comum, de que o índio é apenas aquele que vai de encontro com essas características indianistas, ou seja, de que o índio é apenas aquele que vive no mato, afastado da realidade sociocultural contemporânea. Quando isso ocorre, os 800 mil indivíduos que integram as 305 etnias indígenas do Brasil são reduzidos a duas ou três formas estereotipadas do índio, afastando-os, assim, de sua identidade e estagnando suas culturas no tempo e no espaço.
    Essa fenda espaço-temporal entre realidade e mito afeta gravemente o cotidiano daquele que é índio em, por exemplo, modificar e/ou definir políticas públicas que estabelecem os direitos indígenas. Isso ocorre, pois, a definição judicial de quem integra uma comunidade indígena, logo, de quem tem direito às Terras Indígenas, é influenciada por essa visão retrograda de que é índio apenas aquele dos livros indianistas.
    Portanto, a partir do que foi lido, vamos refletir se o que nos foi ensinado sobre o indígena reconhece e valoriza suas identidades específicas e compreende suas formas de se relacionar e organizar socialmente ou reforça estereótipos que o prendem a uma cultura perdida no espaço e no tempo.

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  15. No Brasil, o mês de Abril tem uma representatividade relacionada ao nativo, na qual, no dia 19 é comemorado o Dia do Índio. Para a seguinte atividade, tratando do tema, começaremos com uma problematização inicial, onde a seguinte pergunta deve ser respondida: “O que é ser índio, hoje, no Brasil?”.

    O objetivo de tal questionamento é levar os alunos a refletir a respeito dos conhecimentos já obtidos sobre o índio, de maneira que possam relacionar a visão que eles possuem com a realidade presente do índio nos dias atuais.
    Iniciariamos um debate, tendo como base para a discussão, trechos e citações da obra romancista Iracema, de José de Alencar. Vejamos no trecho a seguir, como a imagem da personagem índia Iracema é apresentada:
    “Iracema, a virgem dos lábios de mel, que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna, e mais longos que seu talhe de palmeira. O favo da jati não era doce como seu sorriso; nem a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado.”
    É observado no trecho acima, que o índio é retratado como, nada mais do que uma personagem idealizada, simbolizado como um ser mítico e fantasioso. Como em outras obras indianistas, é visto como valente, forte, bom e com ligação à natureza, afastando-o de quem realmente é, afinal, não condiz com a realidade.
    Ainda durante o debate, a realidade do índio no Brasil seria apresentada aos alunos, através de artigos e matérias sobre o seu cotidiano, mostrando à eles que o índio está longe de ser devidamente representado na literatura indianista, e que essa visão “estereotipada” reflete em seu cotidiano até os dias atuais, onde o senso comum vê o índio como um ser mítico que está preso no passado e nos livros, e que hoje não mais existe.
    O índio existe, e evoluiu, assim como a sociedade.

    Para finalizar, a proposta de atividade seria: “A partir dos conhecimentos obtidos durante o debate a respeito do nativo no Brasil, apresente em formato de dissertação uma opinião crítica sobre a realidade do Índio, apontando as principais diferenças entre a realidade e a idealização que fora consolidada no indianismo.”.

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  16. Para esta atividade, seria proposto que os alunos lessem O Guarani e dessem atenção em como o índio é retrato na época colonial. Num segundo momento, seria feito uma pesquisa sobre como são tratados os índios atualmente, quais desafios estão enfrentando, se sua cultura sofreu mudanças com o passar do tempo, enfim, uma noção/base para que os alunos possam fazer um comparativo entre as épocas. Após terem feito ambas as atividades, seria feito um debate acerca da retratação do índio feita pelo autor, levando em consideração ao período literário em ascensão – o Romantismo, advindo de uma cultura européia que exaltava o nacionalismo, a pátria e a natureza. Além claro, do sentimentalismo, supervalorização das emoções especiais, subjetivismo, a idealização da mulher, do amor e da sociedade e fuga da realidade. Todos estes elementos seriam discutidos na obra e quem os representava na história. Desta maneira, os próprios alunos identificariam características presentes do Romantismo e com uma base feita, seria posto na conversa o índio atual. Quais desafios eles enfrentam numa sociedade contemporânea, onde o novo hoje é o velho do amanhã. Suas culturas foram afetadas por esta tecnologia desenfreada? Se algum índio fizesse uso dessas tecnologias, já bastaria para não ser o que é, perderia sua identidade cultural indígena? O propósito dessas indagações é despertar o pensamento crítico e reflexivo nos alunos, sobre como os índios foram tratados desde o tempo das caravelas e que até hoje, pouca coisa foi mudada. Ainda são desrespeitados pela indiferença do governo e preconceito do homem branco? Com mais de trezentas etnias indígenas, os índios não todos iguais, cada qual tem cultura, pensamento e modos de vida. O dia do índio não é para ser retratado como aquele que fica isolado nas florestas, como era os de antigamente. Após todas essas questões, seria feito uma redação sobre qual é a sua imagem dos índios agora, o que mudou ou não e porquê.

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  17. Para uma aula sobre os povos indígenas, iniciaria citando e indicando a obra Iracema de José de Alencar que, além de ser um dos mais importantes para a literatura romântica, retrata a cultura indígena e sua imagem heróica, a natureza brasileira e a relação do índio com o colonizador e sua cultura europeia. Após analisar a obra, colocaria em debate a propagação da imagem, das culturas e dos povos indígenas durante todos esses anos até os dias atuais, comentando sobre os preconceitos, as violências e sobre as lutas para que seus direitos e crenças sejam respeitados por todos como deveriam ser.

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  18. Thiago Carvalho, 3º Período de Letras
    Considerando que o objetivo da atividade seja problematizar a figura do índio, antes de tudo seria importante explicar um pouco mais sobre o contexto histórico de quando ocorreu o movimento indianista. Nesse período o Brasil passava por um período de consolidação de sua pátria e para contribuir com isso diversos escritores, como José de Alencar, tentavam criar um mito de surgimento da nação, colocando a relação com os indígenas no foco. Podemos usar de exemplo as obras O Guarani e Iracema.
    No Guarani, o Peri representava uma figura de um cavaleiro medieval, bravo, nobre e leal, que fazia de tudo por seu senhor, no caso Ceci. Ceci vivia numa mansão que parecia um castelo medieval, com seus “cavaleiros” e “vassalos” só que no meio da floresta. Peri teve de abrir mão de tudo o que é e representa e aderir à cultura portuguesa e ao cristianismo para que pudesse ficar com Ceci, e sua cultura indígena era tratada como selvagem, maligna e errada. No final do romance, Peri e Ceci sobrevivem a uma enorme tempestade e estão navegando rio abaixo em direção ao horizonte, representando o surgimento de uma nova nação constituída por brancos e índios.
    Em Iracema, temos a história de Iracema, uma índia, que se apaixona por Martim, um português. Os indígenas na obra eram totalmente submissos aos portugueses e tinham uma relação amigável com os mesmos. O filho que Iracema acaba tendo com Martim, Moacir, é representado como o primeiro brasileiro que nasce da junção dos portugueses com os indígenas.
    Ambas as obras passam a imagem de que o índio é um personagem idealizado, simbolizado como um ser mítico e fantasioso, e um selvagem que vive no meio da mata com fortes relações com a natureza, com sua própria cultura imutável e fixa no tempo. Infelizmente essa visão é a que a maior parte das pessoas ainda tem, mesmo séculos depois, nos dias de hoje.
    A cultura indígena, assim como qualquer outra cultura, está sempre em um processo de mudança e adaptação, não está fixa no tempo. Hoje em dia os índios não se encontram somente no meio da floresta, existem grupos indígenas que se mudaram para a cidade como os Pankararu, migrantes do estado de Pernambuco e que hoje habitam a favela Real Parque na cidade de São Paulo. Usam roupas e tecnologias, sua cultura se adaptou aos dias modernos assim como a nossa.
    Para finalizar o debate seria interessante pedir aos alunos uma pesquisa sobre a situação atual dos povos indígenas contendo informações sobre: onde se encontram, hábitos modernos que implementaram em sua cultura, o que é preciso para ser considerado Índio, e assim garantir seus direitos, e os principais problemas que enfrentam atualmente.

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  19. Creio que transmitir a mensagem do Dia Do Índio seja deixar de lado a visão que nos fazem ter, desde pequenos, sobre o que é ser índio, de acordo com o senso comum, e, assim, descobrir o que realmente é ser um índio. Desta forma, alertaria aos meus alunos deixarem de lado quaisquer estereótipos Europeus que moldaram o índio brasileiro na literatura ao longo dos anos. Dividiria a sala em grupos “A” e “B”, e então pediria para que o grupo “A” fizessem cartazes para debater sobre a visão que era tida do índio na fase da colonização, com base na leitura de Iracema- conto romântico indianista- onde o índio é idealizado como uma figura heroica e nacionalista pelos autores românticos. Apesar de literaturas românticas não terem compromisso com a veracidade, é importante ter em mente qual era a mensagem que os autores da época queriam transmitir sobre os índios. Por exemplo, após a independência, autores como José de Alencar- autor de Iracema- visaram idealizar o índio que representasse o País, assim, deixando de lado alguns fatos realista sobre os nativos indígenas naquele período, como a escravidão indígena.
    Para o grupo “B”, pediria que fizessem pesquisas, através da internet e livros, sobre o índio no Brasil atual, e eu estaria auxiliando-os sempre em suas pesquisas para que criassem cartazes que verbalizassem como o índio vem sendo idealizado- tratado- nos dias atuais, contudo, compararíamos com os cartazes do grupo “A”, de como ele era idealizado na época do Romantismo.
    Por fim, incitaria uma discussão sobre o quão marginalizado os índios são vistos pelos governantes, e população, no Brasil atual. No Dia do Índio, é necessária a consciência dos direitos de identidade indígena, mesmo em tempos modernos. A minha intenção, com esta atividade, seria conquistar esta consciência cultural para com os índios modernos.

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  20. A aula se iniciaria a partir de alguns questionamentos. Como vocês acham que eram as tribos indígenas antes da vinda portuguesa para o nosso país? Como vocês aprenderam sobre os índios? Eles possuem características estereotipadas? A mesma língua? Utilizam objetos iguais? Antes de aprofundarmos esta discussão entenderemos um pouco agora sobre o indianismo no Brasil.
    O indianismo surgiu no Brasil no século XIX, em um momento denominado Romantismo. Nesse momento da história os considerados intelectuais do nosso país procuravam estabelecer o nacionalismo, valorizando as características dessa terra, não só no território em si. Com isso alguns romances “clássicos” da nossa literatura buscava como tema principal os índios. Como vemos em Iracema de José de Alencar (autor deste período).
    Em Iracema temos uma descrição riquíssima de detalhes, da vida indígena. Mas podemos nos perguntar se o autor fazia parte de alguma tribo, ou se ele teria vivido tanto tempo com os ameríndios para conhecer tão intimamente esses povos? Notamos que no romance os índios possuem algumas peculiaridades que só podem ter sido criadas a partir de um olhar europeu, não indígena. Percebemos como os índios, em Iracema, são submissos ao branco, eles também possuem semelhanças com guerreiros europeus. E essas características são reproduzidas ainda hoje.
    A partir das narrações europeias estabeleceu-se um olhar estereotipado das tribos indígenas. E podemos notar que essas características colocadas a tanto tempo estão ainda hoje tão enraizadas em nosso cotidiano. Como quando destacamos só a Língua Tupi, ou quando colocamos que todos os índios usavam um objeto específico, e ainda quando nos é dito só sobre o deus Tupã. Tudo isso é reproduzido todos os anos nas escolas, nas instituições, nos meios de comunicação, principalmente no dia do índio. Vemos assim, como o romantismo e grandes autores da literatura brasileira estabeleceram muitos estereótipos. Tudo isso é colocado por um ator indígena, nascido em uma tribo de verdade:
    “Não existem, portanto, registros escritos do que havia antes a não ser as inscrições das cavernas que nos obrigam a um exercício de imaginação e pesquisa se desejarmos remontar um pouco do que de fato aconteceu. O que sabemos é o que os europeus deixaram escritos. Claro que estes textos abordam uma visão eurocêntricas, ou seja, a partir dos princípios e visão —por vezes religiosas— dos europeus. Nessa visão, os indígenas brasileiros eram selvagens, atrasados, desorganizados, canibais e preguiçosos.” Daniel Munduruku
    Para finalizar, gostaria de propor um debate do que nos é ensinado sobre os índios, como esses ensinamentos se consolidam? Será que a partir da nossa primeira infância? E essa reprodução de características abrange todas as diferentes tribos existentes em nosso país? E, porque, vocês acham que os autores indígenas são tão pouco citados no meio acadêmico? Isso seria resultado da forma como aconteceu com a chegada dos europeus, assim como com os negros?

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  21. Para tratar da temática “Dia do Índio” em uma sala de segundo ano do ensino médio, é necessário, primeiramente, expor a forma como os índios são tratados na literatura brasileira. Segundamente, propor uma reflexão sobre como podemos ver os índios atualmente e se é possível relacionar as duas visões com a realidade.
    Podemos observar que no livro “o Guarani”, de José de Alencar, o índio é descrito como “um bom selvagem, corajoso, forte, guerreiro, líder”. E em alguma passagem do livro me recordo de um episódio em que Peri aparecia de camiseta branca.
    Num outro romance, ainda de José de Alencar, a índia Iracema é descrita como “a virgem dos lábios de mel, que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna, e mais longos que seu talhe de palmeira. O favo da Jati não era doce como seu sorriso; nem a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado”.
    Essas visões e perspectivas colocados sobre os índios em tais romances brasileiros, criaram uma ideia deturpada e um misticismo em torno deles. Podemos afirmar que numa época de colonização, jamais os índios iriam aceitar serem colonizados pacificamente a ponto de até usarem uma camisetinha branca (vestimenta totalmente alheia às dos índios naquele momento histórico). E podemos questionar o fato da índia, Iracema, ter um lindo sorriso de hálito perfumado, tendo em mente a forma de vida cotidiana que tinham os índios.
    Vale ressaltar que nem atualmente os índios apresentam características, ao menos parecidas, conforme descritas nos romances indianistas. E que, segundo o site pib.socioambiental.org, os povos indígenas somam 869.917 pessoas, o que corresponde a 0,47% da população.
    A forma da qual o indígena é apontado nos livros de literatura, pode influenciar a imagem atual do índio em nosso país. Cabe a reflexão e discussão a respeito dessa perspectiva para alcançarmos uma quebra de paradigma.

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  22. Inicialmente, a literatura romântica foi criada após a Independência do Brasil que ficou conhecida pelas obras indianistas. O mesmo marca na literatura por um herói nacional no qual o índio é eleito como figura de representatividade, deixando assim o branco como colonizador europeu. O índio foi considerado então o único e legitimo da América, dessa maneira o romance brasileiro encontrou no índio uma forma de nacionalidade autentica, como o amor a defesa de sua terra e de seu território. Com o grande rompimento da cultura portuguesa criaram-se então os índios aos moldes dos cavaleiros medievais antigos.

    Nesta primeira geração do romantismo, José de Alencar exaltou vários aspectos nacionais do índio como um herói brasileiro, forte e guerreiro no qual podemos encontrar por exemplo na obra Guarani ou até mesmo na obra Iracema no qual narra um amor improvável entre uma Índia como representação da natureza que é caracterizada como ” A virgem dos Lábios de mel, que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna e mais longos que seus talhe de palmeira ” com um colonizador português no inicio do processo de colonização da costa brasileira, deste mesmo amor nasceria um mestiço de branco com indígena, tornando-se assim uma nova raça que seria o povo brasileiro.

    A partir da literatura e da colonização, a realidade dos indígenas fora completamente mudada diante a chegada dos colonizadores europeus, assim o índio tivera de viver junto dele e deixar a sua cultura de lado para viver em paz e harmonia. Sendo assim no dia 19 de abril é comemorado o dia do Índio (assinado por Getulio Vargas) e é lembrada no ambiente escolar de forma inadequada e que serve para reforçar os estereótipos e preconceitos. As crianças e os jovens entram em contato com os elementos exóticos da cultura indígena, conhecem os alimentos, as roupas mal feitas e tem as caras pintadas pelas tintas indústrias, simulando o urucum e também a pena da galinha pintada que simula o cocar isto é predominando o passado que é marcado pelo exotismo. Os indígenas, nossos contemporâneos, são escamoteados. Os resultados são os estudantes de hoje serem formados para acreditar que os verdadeiros índios são aqueles que mantém a mesma característica encontradas pelos europeus séculos atrás.

    Sendo assim, essa data é passada nas escolas de forma rápida, sem tirar muito proveito, mostrando somente a sociedade como complexidade, que possui grandes diferenças, como por exemplo os trabalhos indígenas, a maneira que se vestem, os alimentos, a língua e também caracterizando como pessoas “silvestres, selvagens “. Entretanto, os eventos do dia do índio ou até mesmo as aulas devem ser aproveitados colocando em debates os problemas atuais enfrentados por esses povos como por exemplo o preconceito étnico-racial. Podemos também dar a voz aos indígenas, mostrando a necessidade do respeito a diferença e a construção do sentimento de paz ao próximo. E por fim, a cultura deve ser compreendida como transitória ou seja a cultura passa por um processo de mudanças, na qual os índios adquiriram as novas tecnologias do mundo moderno.

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  23. Inicialmente, a literatura romântica foi criada após a Independência do Brasil que ficou conhecida pelas obras indianistas. O mesmo marca na literatura por um herói nacional no qual o índio é eleito como figura de representatividade, deixando assim o branco como colonizador europeu. O índio foi considerado então o único e legitimo da América, dessa maneira o romance brasileiro encontrou no índio uma forma de nacionalidade autentica, como o amor a defesa de sua terra e de seu território. Com o grande rompimento da cultura portuguesa criaram-se então os índios aos moldes dos cavaleiros medievais antigos.

    Nesta primeira geração do romantismo, José de Alencar exaltou vários aspectos nacionais do índio como um herói brasileiro, forte e guerreiro no qual podemos encontrar por exemplo na obra Guarani ou até mesmo na obra Iracema no qual narra um amor improvável entre uma Índia como representação da natureza que é caracterizada como ” A virgem dos Lábios de mel, que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna e mais longos que seus talhe de palmeira ” com um colonizador português no inicio do processo de colonização da costa brasileira, deste mesmo amor nasceria um mestiço de branco com indígena, tornando-se assim uma nova raça que seria o povo brasileiro.

    A partir da literatura e da colonização, a realidade dos indígenas fora completamente mudada diante a chegada dos colonizadores europeus, assim o índio tivera de viver junto dele e deixar a sua cultura de lado para viver em paz e harmonia. Sendo assim no dia 19 de abril é comemorado o dia do Índio (assinado por Getulio Vargas) e é lembrada no ambiente escolar de forma inadequada e que serve para reforçar os estereótipos e preconceitos. As crianças e os jovens entram em contato com os elementos exóticos da cultura indígena, conhecem os alimentos, as roupas mal feitas e tem as caras pintadas pelas tintas indústrias, simulando o urucum e também a pena da galinha pintada que simula o cocar isto é predominando o passado que é marcado pelo exotismo. Os indígenas, nossos contemporâneos, são escamoteados. Os resultados são os estudantes de hoje serem formados para acreditar que os verdadeiros índios são aqueles que mantém a mesma característica encontradas pelos europeus séculos atrás.

    Sendo assim, essa data é passada nas escolas de forma rápida, sem tirar muito proveito, mostrando somente a sociedade como complexidade, que possui grandes diferenças, como por exemplo os trabalhos indígenas, a maneira que se vestem, os alimentos, a língua e também caracterizando como pessoas “silvestres, selvagens “. Entretanto, os eventos do dia do índio ou até mesmo as aulas devem ser aproveitados colocando em debates os problemas atuais enfrentados por esses povos como por exemplo o preconceito étnico-racial. Podemos também dar a voz aos indígenas, mostrando a necessidade do respeito a diferença e a construção do sentimento de paz ao próximo. E por fim, a cultura deve ser compreendida como transitória ou seja a cultura passa por um processo de mudanças, na qual os índios adquiriram as novas tecnologias do mundo moderno.

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  24. Antes do dia da aula, se fosse possível, eu pediria para os alunos lerem Iracema (pelo fato de eu ter mais segurança para falar sobre essa obra, ao invés de O Guarani).
    No dia da aula, antes de minha explicação, e de minha proposta de reflexão para com os alunos, eu iria perguntar para eles sobre suas visões e seus conhecimentos, até ali aprendidos, sobre os indígenas, tanto na sociedade atual quanto em um contexto histórico, referente à época em que houve um primeiro contato com o homem branco. Após esse momento de debate entre os diferentes conhecimentos dos alunos, começaria as explicações.
    Primeiramente, seria colocado em pauta a questão da nossa literatura Romântica indianista como um instrumento da construção de um sentimento nacionalista, por conta do momento histórico em que o Brasil se encontrava. Logo em seguida, apontaria para o fato de que mesmo tendo o intuito de ser uma literatura nacionalista, nela ainda haveriam traços de influências europeias medievais, como o papel heroico que fora atribuído aos índios, e suas características, que eram tradicionais nos cavaleiros europeus. Também me atentaria ao fato da relação entre Poti e Martim, e Iracema e Martim, levando em consideração que Martim era um homem branco, comentando sobre como o encontro e a convivência entre os indígenas e o homem branco fora romantizada – não passando para o leitor a realidade, de que na verdade, ao longo desse contato, houve uma submissão, por meio de guerras e violentos conflitos e imposições – por parte não só de Alencar, mas também de outros autores românticos indianistas da época. Outra questão importante seria a do sacrifício de Iracema, por seu amado Martim (fazendo um adendo de que na obra O Guarani, há a mesmo ideia de sacrifício, por parte de Peri), e o modo como ela abandonou as próprias raízes de sua tribo, para fugir com Martim.
    Após a aula, seria lançado aos alunos a seguinte pergunta: ” Vocês acreditam, que a visão idealizada do índio que se tem atualmente, seria influência de uma literatura indianista que perdura já faz séculos?”
    Conforme as respostas dos alunos, seria exposto aos mesmos (por meio de textos impressos, slides e/ou texto passado em lousa) a definição de índio; alguns dados estatísticos sobre o contingente populacional, comparando dados estimativos desde o período Pré-colonial até os tempos atuais; a existência da FUNAI, e sua participação em prol dos direitos dos indígenas; e casos de indígenas que se “adequaram” à sociedade, e em contraponto, casos de tribos que até hoje não tiveram “contato” com o homem branco. Assim que o conteúdo passado fosse elucido por mim aos alunos, outra questão seria feita, “Vocês acham que o índio que se formou na faculdade, que tem acesso à tecnologia, e que usa roupas socialmente bem vistas, são ‘menos’ índio que os da tribo que ainda mantém os seus costumes, e modo de vida intactos perante à sociedade?”. Haveria também uma explicação sobre a relação homem/sociedade/cultura, e em como todo e qualquer indivíduo que esteja incluso na sociedade, de maneira geral, está passivo e sujeito à alterações diretas no modo de se viver. Por fim, terminaria indagando aos alunos como se define a identidade indígena no Brasil, e para responder tal pergunta, reproduziria a fala de Pedro Cesariano e Renato Sztutman, referente à matéria “O que é ser indígena no Brasil hoje, segundo 3 jovens e 2 antropólogos” (matéria no link postado pela professora na atv em questão). De modo que após a aula, fosse possível que os alunos refletissem sobre seus conceitos de índio, e no modo como é reproduzida a imagem do índio na nossa sociedade atual.

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  25. André Rovegno

    As comemorações do Dia do Índio são um ótimo motivo para promover o debate sobre o tratamento dado ao índio em nossa literatura, particularmente naquela chamada indianista, que prosperou no século XIX, durante o Romantismo, e que teve como um de seus nomes mais destacados José de Alencar. A grande questão que se coloca é verificar quão aproximado da realidade foi o enfoque de percepção e a forma de tratamento dados às populações indígenas nas obras literárias dessa fase.
    Em José de Alencar, como entre os autores indianistas de forma geral, vamos encontrar um tratamento idealizado do indígena. Tome-se como exemplo paradigmático um dos romances mais editados da História da nossa Literatura: Iracema. No livro, que tem como trama central a relação amorosa entre a indígena que dá nome à obra e o “branco” de origem europeia de nome Martim, existem duas personagens indígenas marcantes: a própria Iracema e Poti. Ela da tribo tabajara (que ocupava o sertão do Ceará) e ele da tribo pitiguara, habitante da faixa litorânea do mesmo Estado; ela, companheira de Martim e ele seu amigo inseparável.
    Iracema e Poti são desenhados como verdadeiros modelos: ela do que o homem do século XIX poderia esperar de esposa; ele do padrão universal de amigo. Ela é corajosa, amorosa, dedicada, altruísta, abnegada, leal e ingênua. Poti é um guerreiro valente, igualmente leal, amigo, capaz de frustrar suas próprias preferências e vontades em favor daquelas do amigo, o que denota um certo traço de pureza idealizada.
    Mas por que essa vertente da literatura romântica chamada indianista se direcionou para esse tratamento fantasioso e lírico do indígena (cujos perfis são construídos a partir do ideal da cultura europeia), em detrimento de uma caracterização mais próxima da realidade?
    A questão pode ser respondida traçando um paralelo entre literatura e situação sóciohistórica do Brasil da segunda metade do século XIX. A Independência já viera algumas décadas antes, mas a colonização cultural permanecia em face da Europa; a falta de uma identidade nacional capaz de alimentar um sentimento de nação e de patriotismo começava a afligir aquela parcela de brasileiros que pensava o país e sonhava com uma nação forte e orgulhosa. Mais que isso, também era um elemento de inquietação das novas classes dominantes (já não mais de origem europeia pura) a sensação de inferioridade étnica (então muito em voga, dada a dicotomia colonizador-colonizado), o que estimulava a busca de uma origem mais prestigiada. Inserida nesse contexto, a literatura brasileira da época, espelhando-se até certo ponto no exemplo europeu (que foi buscar no período medieval a figura gloriosa e pura do cavaleiro, símbolo das origens pretensamente nobres dos povos), buscou num passado supostamente glorioso, anterior à ocupação colonial, o glamour racial que a cultura europeia dominante negava à classe dominante local (já bastante miscigenada). Assim, aqueles valores próprios da cultura do Velho Mundo foram aplicados aos indígenas brasileiros, criando figuras artificiais, contudo, cheias de virtudes e passíveis de admiração. Figuras ideias para ocuparem o lócus mítico de antepassados do povo brasileiro.
    O fato é que os indígenas americanos são povos com culturas bastante peculiares e nada uniformes. Cada uma das centenas de etnias (algumas extintas) tinha ou ainda tem seus traços culturais, que, obviamente, como toda tradição cultural de qualquer povo, vai mudando com as novas experiências e vivências dos indivíduos e das comunidades. Essas distinções culturais não são apenas nos aspectos mais visíveis, como nas habitações, alimentação ou vestuário. Elas são mais profundas, atingindo o próprio modo de pensar, compreender o mundo e posicionar-se diante das questões cotidianas. Assim, a aplicação direta de valores culturais europeus ao indígena brasileiro, tal como levada a cabo pelos autores indianistas do século XIX, foi um processo artificial, que não colaborou com a compreensão e valorização da cultura indígena e, consequentemente, atrasou a conscientização sobre o valor dos habitantes originais da terra e de suas culturas e sobre a necessidade de respeito incondicional a eles, já que, como hoje se tem como certo, tanto filosófica quanto cientificamente, não existem etnias superiores nem inferiores.

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  26. Se pretendemos aplicar qualquer atividade que envolva a cultura indígena, é importante estabelecer um parâmetro entre o conceito do que é o índio atual e a visão do senso comum. Tratando-se dessa última, temos a figura do indígena bom, que é capaz de ter uma relação pacífica com o colonizador, mas que não pode ter sua cultura intercalada com as outras. Esse índio “pacífico, mas segregado” é fortíssimo durante a construção da cultura popular, que é derivada de uma sociedade modernista e neoliberal, incapaz de distinguir o estereótipo da realidade. Porém, não se trata apenas de uma visão pós-século XX, de maneira que ela foi tratada na literatura romancista brasileira na forma de indianismo há muito tempo atrás.
    Tomando como exemplo a obra Iracema, de Alencar, temos a índia Iracema, que não é só tratada pela ótica da mulher do romantismo (frágil, infantil e sensível), mas também pela ótica do índio, como um ser idealizado e até mesmo mítico, que tinha uma energia fortíssima com a natureza. Acompanhado por esses fatores, tínhamos o sentimento nacionalista daquele momento, que se tratava do orgulho de nossas origens, mas que era verdadeiramente o único vínculo que o Brasil Império se propunha a oferecer.
    Agora trazemos a visão do índio atual, desconsiderando qualquer conceito equivocado ou incorreto alavancado pela ética do neoliberalismo. Dados do Censo 2010 mostram que a população indígena-brasileira não corresponde nem a 0,5% da população total do país. Além disso, o número de políticos e representantes da Justiça no Brasil que são a favor da tomada de terras demarcadas para os indígenas vem crescendo ao longo do tempo de maneira assustadora. A posição atual do índio, então, é de luta contra o enfraquecimento das políticas indigenistas e o preconceito espalhado pelo senso comum, que tem apenas a função de segregar o índio e impedir o processo de aculturação.
    Esse é o modelo de temática problematizadora que eu adotaria em uma aula que celebrasse o dia do Índio, data que muitas vezes tem como objetivos resgatar o sentimento saudosista articulado por uma classe que não buscava se aproximar com a cultura que tratava sobre e garantir a continuidade de conceitos falaciosos.

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  27. Deivid Donizeti, 3 semestre de letras.
    .
    A aula iria começar com a apresentação da obra Iracema de José de Alencar, logo depois algumas perguntas sobre a obra lida serão feitas.
    Passando para uma conversação, destacando alguns pontos da obra como por exemplo:
    – O modo que Iracema é tratada.
    – Como ela se porta com o Martim (colonizador).
    – A relação entre o índio é o branco.
    A conversa se basea no ponto de vista dos alunos, deixando eles problematizarem, questionarem ou apoiarem a obra. Logo após a conversa uma explicação do modo como o índio é tratado nas obras literárias será passado para os alunos.
    “O índio é representado como protetor da floresta, usa penas e representa a raça. É criado um estereótipo de índio e as obras literárias são focadas nessa caracterização do personagem”
    Também será mostrado uma realidade com o índio, que eles foram mortos, que muitas índias foram abusadas de um modo geral mostrar a realidade do que de fato aconteceu.
    Também falaremos do papel da mulher como ela é representada nas obras literárias.
    Depois dessa longa apresentação um debate será feito. Tendo como base a obra de Iracema é a realidade posta do índio nos dias de hoje.
    De um modo geral os alunos terão o conhecimento (alem do ponto de vista) passados pela obra e também da atual realidade dos índios alem de quebrar estereótipos criados para descrever o índio.

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  28. Larissa Guglielmoni de Barros Mello – 3 semestre de letras.
    Inicialmente, a literatura romântica foi criada após a Independência do Brasil que ficou conhecida pelas obras indianistas. O mesmo marca na literatura por um herói nacional no qual o índio é eleito como figura de representatividade, deixando assim o branco como colonizador europeu. O índio foi considerado então o único e legitimo da América, dessa maneira o romance brasileiro encontrou no índio uma forma de nacionalidade autentica, como o amor a defesa de sua terra e de seu território. Com o grande rompimento da cultura portuguesa criaram-se então os índios aos moldes dos cavaleiros medievais antigos.

    Nesta primeira geração do romantismo, José de Alencar exaltou vários aspectos nacionais do índio como um herói brasileiro, forte e guerreiro no qual podemos encontrar por exemplo na obra Guarani ou até mesmo na obra Iracema no qual narra um amor improvável entre uma Índia como representação da natureza que é caracterizada como ” A virgem dos Lábios de mel, que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna e mais longos que seus talhe de palmeira ” com um colonizador português no inicio do processo de colonização da costa brasileira, deste mesmo amor nasceria um mestiço de branco com indígena, tornando-se assim uma nova raça que seria o povo brasileiro.

    A partir da literatura e da colonização, a realidade dos indígenas fora completamente mudada diante a chegada dos colonizadores europeus, assim o índio tivera de viver junto dele e deixar a sua cultura de lado para viver em paz e harmonia. Sendo assim no dia 19 de abril é comemorado o dia do Índio (assinado por Getulio Vargas) e é lembrada no ambiente escolar de forma inadequada e que serve para reforçar os estereótipos e preconceitos. As crianças e os jovens entram em contato com os elementos exóticos da cultura indígena, conhecem os alimentos, as roupas mal feitas e tem as caras pintadas pelas tintas indústrias, simulando o urucum e também a pena da galinha pintada que simula o cocar isto é predominando o passado que é marcado pelo exotismo. Os indígenas, nossos contemporâneos, são escamoteados. Os resultados são os estudantes de hoje serem formados para acreditar que os verdadeiros índios são aqueles que mantém a mesma característica encontradas pelos europeus séculos atrás.

    Sendo assim, essa data é passada nas escolas de forma rápida, sem tirar muito proveito, mostrando somente a sociedade como complexidade, que possui grandes diferenças, como por exemplo os trabalhos indígenas, a maneira que se vestem, os alimentos, a língua e também caracterizando como pessoas “silvestres, selvagens “. Entretanto, os eventos do dia do índio ou até mesmo as aulas devem ser aproveitados colocando em debates os problemas atuais enfrentados por esses povos como por exemplo o preconceito étnico-racial. Podemos também dar a voz aos indígenas, mostrando a necessidade do respeito a diferença e a construção do sentimento de paz ao próximo. E por fim, a cultura deve ser compreendida como transitória ou seja a cultura passa por um processo de mudanças, na qual os índios adquiriram as novas tecnologias do mundo moderno.

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  29. A atividade terá como objetivo debater sobre as condições da vida dos índios na atualidade e como isso é conseqüência do processo de colonização tantos anos atrás. Para isso, serão citados trechos do livro Iracema, pois é um livro do período indianista, para que os alunos possam compreender como era a imagem da índia naquela época, lendo os trechos citados em sala de aula, eles poderão entender como o índio tem uma imagem idealizada.
    Em Iracema, os índios são retratados de um modo muito diferente de Martim, português e branco. No entanto, as diferenças não interferem no afeto de Iracema por Martim, ou do pajé da tribo.
    Afinal, levantaria a seguinte questão “o processo de colonização foi, de fato, idealizado como no livro?”. As repercussões da colonização perduram até os dias atuais e gostaria de ouvir o que eles têm a dizer sobre isso, e também sobre o que pensam sobre esse sacrifício do índio perante a cultura europeia.

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  30. Para essa atividade ir-se-á propor uma analise da imagem do indígena brasileiro no romantismo, em especial na obra Iracema, em contraste com os atuais estudos sobre as mesmas e sobre a imagem do índio nas mesmas.
    No século XIX, com o Brasil começando a se formar como nação, há uma busca pela imagem, pela consolidação da identidade agora nacional; marcado basicamente por simbolismo, o movimento romântico idealiza a imagem do indígena, tornando-o tudo aquilo que ele não é. Ao narrar Iracema, o narrador inicia o primeiro capítulo de maneira a soar como se contasse uma lenda apreendida por ele através dos pais, dos avôs, etc. e, muitas vezes, é sensível a voz do próprio Alencar; o que acaba sugerindo o primeiro estigma que temos em relação aos índios: O de que nos criamos e criamos com ele o gentio do nosso país, de maneira nada preconceituosa e totalmente pacífica e, mais do que isso, como se a cultura deles agora nos pertencesse como intrínseca. Outro problema acaba ocorrendo na descrição de Iracema, “índia dos lábios de mel”, que ao colocar tantos adjetivos da flora local e conectá-la a natureza, o narrador evoca outro preconceito: Sendo a natureza mística, ritualística e primitiva na visão do colonizador, acaba então por ser-lo também o índio (e como parte de uma cultura cristã, o colonizador não deixa de, logo, transformar o “místico” em profano e mau). Também se apresenta outro problema em relação ao índio, quando se contrasta a imagem deste com a do homem branco. Primeiramente são sempre apresentados o espaço indígena sempre ao lado de grandes palácios europeus, destacando a “inferioridade” da cultura indígena; há também o heroísmo da personagem Martim (branco) em contraste com o suposto vilanismo do índio apaixonado por Iracema que quer matar Martim, e ao apresentar tribos indígenas como guerreiras o tempo todo, de maneira fantasiosa, joga no limbo a real identidade dos índios. E também ficam ignoradas as tribos, já que a obra generaliza mais de trezentas tribos, de culturas mais que diversas, colocando todas na mesma classificação como tupi, guerreiras, parte mística da natureza, etc.
    Surge então o que Bosi chama de mito sacrifical, porque, ao nos apresentar uma Iracema totalmente submissa ao Martim como salvador da sua cultura primitiva, ao ignorar a diversidade de tribos indígenas e suas culturas e ao assumir como parte da sua própria identidade a cultura dos índios, sacrificou-se o que de fato são os índios, em nome de um simbolismo; e criou-se um mito, uma lenda, narrada em Iracema e crida até hoje: De que a imagem do índio brasileiro é essa, generalizada e mística, servida como instrumento para o colonizador, ao ponto de criar-se um Dia do Índio, onde celebra-se a morte, o sacrifício do mesmo.
    Assim sendo, é necessário ter em mente essas ressalvas, e cercando-se das atuais estudos sobre as antigas obras, como os de Alfredo Bosi e Antônio Candido, e também atuais informações fornecidas pelos próprios grupos indígenas, constituir uma análise crítica entre o mito que se tem sobre os nativos e a realidade, e não apenas celebrar uma data comemorativa com fantasias da fantasia do que é o índio.

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  31. Leitura de um livro indianista de Alencar a ser escolhido pelo aluno, sendo que, cada aluno deve trazer um pequeno trecho do livro lido.
    O Romantismo e o Indianismo de Alencar – Na ambição de trazer uma figura nacional para dentro da literatura brasileira burguesa, José de Alencar, com maestria, escreveu seus romances indianistas, de maneira poética e dotada de uma enorme riqueza de detalhes. Com uma justificativa de colonizador, essas narrativas vieram acompanhas de um ar superior do “branco”, onde o pacífico índio opta por deixar toda sua tradição e singularidade para agregar os “elevados” costumes europeus, pois “A nobreza dos fracos só se conquista pelo sacrifício de suas vidas”.
    Assim foram escritos os textos indianistas de Alencar, preocupados em retratar a natureza brasileira e seu povo nativo, mas, trazendo um índio inexistente no plano real. Isso aconteceu devido à existência de outro tipo de texto na Europa, textos medievais, com grandes batalhas, castelos e guerreiros, como disse Bosi, “Lá, figuras e cenas medievais; cá, o mundo indígena tal e qual o surpreenderam os descobridores. Cá e lá, uma operação de retorno, um esforço para bem cumprir o voto micheletiano de ressuscitar o passado, alvo confesso da historiografia romântica. Até que ponto esse paralelismo se sustém?”.
    E foi assim, marcada pelo paralelismo, que essa literatura se viu formada, de um lado o retrato desse índio nobre na literatura, na realidade, um índio marginalizado, abusado pela colonização, restringido e até extinto. De um lado índios que mantém relações fantásticas e até amorosas com os “brancos”, de outro, a realidade, descrita anteriormente. Essa contradição entre o real e a literatura foi uma romantização extremamente equivocada que segue até os dias atuais. “Gigante pela própria natureza, o índio entrou in extremis na sociedade literária do Segundo Império.”
    Debate, contextualizar os trechos tragos de casa com o que foi dito até o momento sobre o retrato do índio.
    Exemplo de trecho: “Iracema, a virgem dos lábios de mel, que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna, e mais longos que seu talhe de palmeira. O favo da jati não era doce como seu sorriso; nem a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado.”.
    A maneira como José de Alencar escreve leva o leitor a pensar romanticamente, olhando para essa amada Iracema que é comparada com a natureza de maneira extremamente bela, entretanto, o mesmo texto carrega uma índia que entrega o segredo da Jurema ao “homem branco”, entrega a sua cultura para que ele domine. Nesse momento vale lembrar quão ousada é a personagem nesse trecho em que entrega o segredo da Jurema à Martim. Essa “entrega” acontece com Peri e Iracema, personagens de O Guarani e Iracema, que abrem mão de sua própria cultura para serem aceitos e agregados àqueles que se apossaram de sua cultura, de suas terras, escravizaram seus povos e abusaram dos mesmos. Essa aceitação retratada nos romances não tem relação com os acontecimentos da época, pois o índio foi aculturado de maneira brusca e não pela troca amistosa de valores entre diferentes pessoas com diferentes costumes.
    Contextualização do Dia do Índio- O dia do Índio, dia 19 de Abril, se tornou uma data comemorativa no Brasil em 1943, tendo sido escolhida em comemoração ao Primeiro Congresso Indigenista Interamericano realizado no México em 1940. Mas o porquê de se comemorar ainda é muito vago para muitas pessoas no país, levando em consideração o fato de que muitas pessoas sequer veem o índio como um povo que luta até hoje por seus direitos, suas propriedades e pela resistência de suas culturas. “Índios tidos como “misturados” ou “aculturados” devem ser logo integrados, assimilados, não precisam de direitos.”, é o que muitos pensam, sem que se coloquem no lugar daqueles que estão longe dos olhos da maioria.
    Problematização do por que dos índios estarem à margem há tantos anos – Não foi ontem, nem desde 1857, que o índio passou a ser deixado de lado, sendo visto de maneira superficial e colocado numa posição que não condiz com a realidade. Isso acontece desde o conhecimento dos índios pelos portugueses, principalmente se observarmos os retratos desses povos nas artes, literaturas e pinturas. Na carta de Pero Vaz de Caminha o índio foi apresentado da maneira mais banal possível, um índio sem identidade que aceita qualquer que seja a ordem de outro povo e a imposição de cultura. Mais tarde, no Romantismo, a história se repetiu e o índio mais uma vez foi subjugado, perdendo sua identidade para ser tratado como um herói europeizado, uma personagem tão “nobre” que se deixa ser conquistado, sacrificando a si mesma e sua cultura pelo “homem branco”.
    Problematização e debate: Atualmente como vimos os índios? Os índios que eram entre 2 e 4 milhões e hoje são 800 mil numa luta diária para manter tradições e terras? Como homens e mulheres que vivem nus e se pintam, fazendo “Uuuuu” com as mãos na boca? Como pessoas que se aproveitam obtendo “privilégios”, como simplesmente não perder sua terra? Um povo que precisa ser visto mais de perto pela politica?

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  32. para se tratar de uma data muito importante e pouco discutida nos dias atuais
    passaria um filme indigenista romântico como o Guarani ou Iracema ; pois vemos que os alunos exitam em ler livros ainda mais do século retrasado , o filme pode causar o interesse nos livros pois ainda que seja uma obra muito antiga ela é muito boa , abordaria com eles o a bibliografia do autor e como era a vida da sociedade e do índio naquela época por final
    desenvolveria um debate e com slides de fatos ocorrido com os índios nos últimos 20 anos como chacinas, grilagem de terras, a mudança na alimentação, no vestuário e em suas atividades econômicas e claro a perda de identidade. onde os alunos debateram e depois fariam uma atividade com a seguinte pergunta; Como você vê o índio do futuro?

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  33. Representando o Dia do Índio, seria proposta a leitura de “Iracema” para a turma com o determinado prazo de antecedência, para que todos pudessem ter participação significante na aula. Dessa maneira, seria viável ressaltar a imagem do índio que se perpetuou, ao longo dos anos, na mente dos jovens: o que mudou? Você ainda vê o índio como aquela pessoa de corpo pintado, fazendo sons com a boca e gestos com as mãos e corpo? A leitura de “Iracema” fez com que esse estereótipo permanecesse?
    Depois de realizar os questionamentos, através de um debate em roda, seria abordado especialmente a retratação do indígena na obra de José de Alencar, bem como a provável sexualização da índia Iracema, descrita como “a virgem dos lábios de mel”, que por conta de sua formosura, conquista o coração do estrangeiro Martim. Será que, nas condições em que os nativos viviam, era possível que Iracema fosse dona de tamanhos atributos? Sorriso doce e hálito perfumado?
    Após enfatizar a transição da caracterização do índio de acordo com o que é aprendido nas escolas, seria explicado para a turma que a romantização de Alencar se dá por conta do contexto histórico da época, pois era necessário que o nacionalismo estivesse presente na literatura atual (romantismo). José de Alencar usufrui não apenas da romantização dos indígenas, como também da riqueza em detalhes para descrever a flora brasileira, utilizando comparações poemáticas e metáforas, a fim de despertar no leitor um deslumbre.
    Por fim, um último questionamento seria levantado, fazendo-os escrever com suas próprias palavras como seria retratado um índio nos tempos atuais: a imagem heroica permaneceria? A partir de pesquisas e devidas recomendações de leitura, seriam submetidos a complementar o trabalho obrigatoriamente abordando informações sobre a posição política e social em que se situam no país atualmente, além de expressarem seu ponto de vista diante disso.

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  34. Kimberly de Castro Nogueira
    A atividade que eu faria com os meus alunos do ensino médio teria o enfoque de discutir e desvendar as contradições existentes nas obras literárias indianistas do período romancista, para deixar claro aos alunos o contexto histórico em que as obras foram escritas, bem como fazer uma reflexão sobre a forma como a sociedade brasileira viu e tratou as comunidades indígenas ao longo dos anos. O principal texto a ser discutido seria a obra de José de Alencar Iracema, por não ser uma obra extremamente longa e de difícil entendimento, e por apresentar todas as características que eu como professora gostaria de discutir com eles. A proposta inicial seria fazer, antes de todo o projeto, uma pergunta aos alunos sobre “O que é ser indígena?”, eles deveriam escrever suas opiniões antes de tudo para que fizéssemos uma comparação entre o início da atividade e o final dela. Então, eu pediria para que os alunos lessem o livro em casa e fizessem um escrito de 15 linhas sobre o que eles acharam da leitura, e quais suas impressões sobre como o índio é retratado na obra. Assim, eu saberia quais informações eu deveria pontuar para que o entendimento da sala a respeito do assunto fosse mais amplo. O processo de inserção dos alunos na problematização começaria quando, em sala, leríamos trechos destacados por mim como importantes para passar aos alunos a contradição existente na forma com que o indígena era retratado: um europeu, com valores e conflitos por assim dizer europeus, mas que era transvestido de índio e vivia em um ambiente repleto de natureza. Outra característica que eu gostaria de pontuar para os alunos, já com o intuito de fazer a discussão voltar-se para os dias atuais posteriormente, seria a forma como os índios são retratados como se fossem uma população homogênea, congelada eu diria, em uma imagem que se fez ao longo dos anos pelos colonizadores de uma população que segue as mesmas tradições, usa as mesmas vestimentas e etc. Perante os debates, eu gostaria de mostrar aos alunos que a população indígena possui características culturais diversas porque são realmente comunidades diferentes, que adquirem experiências e formas de viver diferentes na medida em que os anos passam. Traria também, com esse enfoque em expandir o pensamento dos alunos para novos conhecimentos, as definições de conceitos como Cultura, que não é constituída dessa ideia estática, mas sim de algo que está sempre em movimento, a cultura não para de se expandir pois não há um limite para a construção de experiências e conhecimentos. Em minha opinião, apresentar este conceito aos alunos junto da discussão sobre o dia do índio, se faz necessário para que eles entendam que ver os índios somente como eram no passado, não é correto pois mesmo a visão antiga de homogeneidade da população indígena não era adequada. Após esta discussão sobre o índio representado na literatura, eu pediria também que fizéssemos pesquisas a respeito de como era a realidade e a variedade cultural indígena para pôr em prática e em ênfase tudo o que teríamos discutido em sala, para que os próprios alunos pudessem ver sobre o que falávamos durante os debates. Como penúltima fase do projeto, eu gostaria de propor uma atividade em que a sala se dividisse em grupos e apresentassem diferentes comunidades indígenas e junto delas algumas influências culturais que também estão presentes na sociedade brasileira, para que pudessem perceber não as diferenças, mas as semelhanças existentes entre as comunidades indígenas e a nossa sociedade. A ultima parte dessa atividade terminaria justamente com a primeira questão feita aos alunos sobre “O que é ser indígena?”, mas agora, após todo esse processo de discussão os alunos teriam informações suficientes para fazer um texto em que explanariam, com conhecimento para isso, as suas visões do ser índio. Por fim, a comparação entre os primeiros textos escritos por eles e os últimos seria feita, para que pudessem ver o que aprenderam durante as aulas.

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  35. Letícia de Oliveira Silva, 3° semestre Letras
    Para iniciar o assunto com a sala de segundo ano do E.M, é necessário primeiramente que se discuta a partir da experiência/vivência dos alunos o que lhes vêm à cabeça quando citamos que no dia 19 de abril é comemorado o dia do índio. Muito provavelmente, devido a experiência da maioria das crianças com as escolas e as representações alegóricas apresentadas dos índios desde os primeiros anos da educação básica, irão representa-los com acessórios feitos de pluma de animais, fortes, sem vestimentas e que vivem a base de pesca, de caça e da plantação de mandioca.
    Essa representação do índio tem como base a literatura indianista, que surgiu no romantismo com o objetivo evidenciar e consolidar o nacionalismo da nação no período pós-independencia, a partir da idealização do índio( pois continham muitos elementos medievais), tendo como enfoque o processo de colonização.
    Uma obra representativa da época na qual podemos discutir a respeito, é a obra Iracema. Iracema logo no início é representada como “Iracema, a virgem dos lábios de mel, que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna, e mais longos que seu talhe de palmeira. O favo da jati não era doce como seu sorriso; nem a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado”, relacionando os elementos contidos na natureza com o índio, como se se integrassem como um só.
    Iracema, representa não apenas uma Índia detentora do segredo mais sagrado da tribo, mas sim, a representação do Brasil ao se encontrar com o europeu, pois apesar da proibida paixão entre Martim e Iracema, por serem de povos inimigos, Iracema abandona sua tribo para viver seu amor com Martim, renunciando a Deus, sua família e seus costumes, o que junto a outros problemas, como o desejo de Martim voltar para a sua terra natal, lhe causa muita tristeza e nasce assim, Moacir, o primeiro mestiço, o filho da dor, poucos dias antes da morte Iracema.
    O processo de colonização, representa a dor, pois afinal, quem é o índio? Não existe um índio, existiam nativos que estavam nas terras das Américas antes mesmo de ser ” descoberta”, e não apenas no Brasil, mas também em outras fronteiras. Povos com costumes diferentes um dos outros com suas próprias características e que foram reduzidos a um só pelos europeus, lhes dando o nome de ” índios” e lhes impondo uma cultura que não era deles, mas sim a cultura européia, com diversos costumes e uma língua diferente.
    Atualmente são encontrados 254 povos indígenas, falando mais de 150 línguas diferentes distribuídos pelo Brasil, precisando muitas vezes lutar na justiça por seus direitos de terra devido a falta do conhecimento de ” quem é o índio?”, o índio é todo aquele que se reconhece como tal, devido a seus descendentes e valores transmitidos a eles, no entanto a visão de índio no.senso comum é a visão indianista, de povos parados no tempo, apenas em contato com a natureza e que por ser índio, não deveria ter contato com as tecnologias atuais. Logo, por que não? ” índio” estuda, trabalha e tem vida normal tanto quanto qualquer um, índio também possui seus direitos, que são protegidos e defendidos pela Funai, e não deveriam ser descriminados por seguirem seus modo específicos de viver.

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  36. O Índio no Brasil e o Indianismo romântico
    E aí meus queridos, tudo bem com vocês? Espero que tenham apreciado a leitura de Iracema, porque hoje vamos abordar um tópico que tem tudo a ver com os nossos estudos sobre o Indianismo: o índio.
    Sim, óbvio, neste caso – estudando o romantismo indianista – o índio é o nosso objeto de estudo mais importante, o índio e os seus desdobramentos na literatura desse período. Como cita Alfredo Bosi, crítico e historiador da literatura brasileira, no capítulo inicial de Dialética da Colonização: “começar pelas palavras talvez não seja coisa vã. ”
    O termo “índio”, foi cunhado pelos colonizadores para se designarem aos diferentes povos que habitavam as Américas originalmente, já que consideraram por muito tempo esta parte do atlântico como Índias Ocidentais. Vejam bem, os povos. As diferentes e numerosas tribos, e por consequência, as diferentes e numerosas sociedades que compartilhavam deste grande continente e deste país como moradia, receberam a mesma designação. Cada qual com as suas particulares características: métodos de caça, métodos de plantio e colheita, religião, língua; em suma, culturas diferentes, individualizadas, que foram entendidas simplesmente como um único povo, indigno de diferenciação.
    Neste aspecto, a literatura de Alencar é contraditória. Ela nos ajuda a enxergar muitas destas características culturais que não conhecíamos, ou que já estão tão incorporadas ao nosso cotidiano que mal percebemos. O trabalho de pesquisa de campo de Alencar é sem dúvida admirável. Ao mesmo tempo, Alencar cria uma visão de nativo idealizada, aos moldes europeus, que retrata um povo guerreiro e valoroso pronto para ter sua cultura assimilada com a do português; certo de que essa junção será amigável e necessária para um bem maior, que é na trama do romance, o nascimento do povo brasileiro.
    Pode parecer indiferente mas, quando utilizamos “índio” para nos referirmos a nativos, estamos reafirmando um preconceito colonial e ignorando toda uma individualidade de culturas.

    Relação e significado:
    Uma vez que estamos par a par com esse contexto etimológico, podemos começar a analisar algumas relações. No dia 2 de junho de 1943, o até então presidente da república Getúlio Vargas promulga o Decreto-lei nº 5.540, que atesta o dia 19 de abril como sendo oficialmente o “Dia do Índio”. Essa data específica não foi escolhida à toa, ela remete a um protesto dos povos indígenas do continente americano que ocorreu em Patzcuarco no México, em 1940. O Congresso Indigenista Interamericano, aconteceu entre os dias 14 e 24 de abril, e tinha como objetivo discutir medidas para proteger os índios e os seus territórios.
    De acordo com a BBC Brasil: “Em princípio, os representantes indígenas haviam se negado a participar do evento, achando que não teriam voz ou vez nas reuniões – que seriam comandadas por líderes políticos dos países participantes. Os índios, então, fizeram um boicote nos primeiros dias, mas, justamente no dia 19 de abril, decidiram aparecer no congresso para tomar parte nas discussões. Foi por conta disso que a data escolhida para celebrar o dia do índio acabou sendo essa. ”
    O Dia do Índio surge então, como proposta desse congresso, para homenagear a luta e a cultura deste povo decisivamente importante para a nossa história.
    A discussão linguística de termos já foi suficientemente esgotada neste texto, e temos uma boa noção de que a ideia de “índio” criada pelo romantismo é idealizada, fabulosa, uma visão europeia que tenta exaltar valores heroicos, tais quais encontrados na literatura de cavalaria, de modo a tentar criar uma identidade nacional com que se identificar, um certo espírito de autonomia quanto à influência europeia. Disso tudo já sabemos. Mas, vocês já se perguntaram como é a realidade do índio hoje?
    Eu selecionei duas matérias para vocês lerem e refletirem acerca da relação do indígena na contemporaneidade. Preconceito, ignorância e indiferença são as principais queixas que rodeiam a sociedade indígena. Não é difícil achar comentários que os denigrem em redes ou círculos sociais aos quais pertencemos, argumentos que parecem vindos da colônia, que alegam que “índios” não podem usar tecnologias ou nem mesmo roupas, que devem permanecer em estado primitivo ou que suas culturas não devem ser alteradas ou sofrer influência do exterior; o que seria socialmente impossível, visto que uma cultura se forma a partir de adaptações, reimaginações e reinterpretações do mundo, influenciável, ao qual pertence.
    Nessas matérias, vocês acharam relatos reais de especialistas da área, e de pessoas que pertencem integralmente a esses círculos.
    Para fechar a discussão, aproprio-me de um comentário muito pertinente de um indígena que ouvi certa vez no Facebook: Ele conta a história de um amigo e familiar, também indígena, que é interrompido no meio de uma entrevista pelo toque de seu celular. O entrevistador, alheio completamente as questões indígenas, questiona: “Mas como você pode ter celular e atender celular? Você não é índio? ”; ao passo que o entrevistado responde brilhantemente: “Olha, se você acha que eu não posso usar celular, então vamos estabelecer um regimento; você não mais poderá comer mamão, nem maracujá, nem farinha, nem peixe assado, você não poderá mais tomar banho todos os dias, e por favor deixe de usar a palavra ‘Brasil’, pois ela pertence ao meu povo. Então, se você acha que as relações devem se dar nesse formato, vamos estabelecer aqui os limites de maneira regimental. ”
    Deixo as matérias anexadas aqui embaixo e espero que o texto tenha lhes proporcionado uma reflexão, ou pelo menos uma coceirinha na cabeça. Vejo vocês na próxima aula, abraços!

    Instituto Ambiental: Quem são:
    https://pib.socioambiental.org/pt/Quem_s%C3%A3o

    O que é ser indígena no Brasil hoje, segundo 3 jovens e 2 antropólogos:
    https://www.nexojornal.com.br/expresso/2017/04/29/O-que-%C3%A9-ser-ind%C3%ADgena-no-Brasil-hoje-segundo-3-jovens-e-2-antrop%C3%B3logos

    Fonte da BBC Brasil: http://www.bbc.com/portuguese/brasil-43831319
    ___________________________________________________________________________________
    Cauan Perpétuo.

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  37. No início do século XIX, uma das obras contendo um grande teor de tendências indianistas foi publicada. Iracema, história pertencente ao Romantismo, apresenta a história de amor mal sucedida entre Iracema (indígena) e Martim (português). A obra, apesar de exibir grandes elementos da natureza do Brasil, seu propósito intrínseco é enaltecer o português que chega com a sua cultura e também mistificar o índio brasileiro.
    Visando esta obra e o marco do dia do índio em uma atividade para aplicar em sala de aula, a discussão sobre a cultura indígena usando fotos, vídeos, música e a vasta literatura pode ser muito válida nesse momento. O ideal seria realizar um debate com os discentes, entendendo qual visão eles têm sobre o indígena naquele exato instante e, posteriormente, mostrando a real face daqueles que estão sendo estudados. Não mostrando o indígena com gravuras dos séculos passados, mas sim recorrendo a exemplos reais e que expliquem qual etnia, língua falada, local e costumes daquele povo atualmente, facilitando assim, o entendimento de que o Brasil possui cerca de 254 povos com falantes de mais de 150 línguas.
    Além disso, é importante não promover discussões apenas mostrando como o homem branco influencia em suas vidas ou como sendo um povo à parte da sociedade ocidental, e sim mostrar o que podemos aprender com essa cultura e entender seus direitos e problemas atuais. E, principalmente, apresentando a Lei 11.645/08 que inclui a cultura indígena no currículo escolar brasileiro, fazendo com que o dia 19 de abril não seja o único dia do índio nas escolas.
    A atividade voltada para os alunos do segundo ano do ensino médio poderia ser dividida em três fases: iniciação do contexto, tema, obra e propostas a serem abordadas; divisão de dois grupos entre a sala inteira com subdivisões entre esses grupos e apresentação oral e escrita dos ideais aprendidos.
    A fase de iniciação conteria a retratação do contexto do Romantismo, enfocando nas tendências indianistas e a apresentação de uma obra própria desse movimento literário, como Iracema, de José de Alencar e obter um breve debate sobre o tema. A segunda fase teria o seu foco na divisão de dois grupos: um falando sobre como os povos indígenas eram retratados nas obras literárias antigamente e o outro, mostrando como eles realmente são hoje em dia e, além disso, subdividir esses dois grupos, fazendo uma distribuição de aspectos (direitos, problemas, língua falada, etnia) para esses grupos menores terem seu enfoque. Logo, a última parte seria uma apresentação oral dos discentes apresentando todos os pontos de vista estudados e uma reflexão escrita sobre a questão do pré-conceito para com os povos indígenas presente nas obras literárias, juntamente com a identidade indígena vista hoje, quais suas semelhanças e mudanças ao longo de anos de aculturação.

    Maria Eduarda Souza dos Santos
    Letras – 3º semestre

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  38. Para iniciar uma proposta de atividade em sala eu pediria para os alunos que fizéssem a leitura de Iracena e a obra de José de Alencar. Discutiríamos em sala sobre essas duas obras do Romantismo, onde se idealiza o índio como um heroísmo nacional, mas essa de idealizar como um herói ocorria no continente euroupeu onde os cavaleiros eram considerados como heróis, no Brasil a figura de Heroísmo de forte, inocência e pureza ficou para o índio . O próprio José De Alencar descreve o índio como um herói nacional , após a separação da metrópole os brasileiros buscaram sua própria identidade nacionalista.
    Nesse momento de discussão em sala seria mostrar a finalidade que o texto literario nós traz e a figura do índio atualmente. Além disso é importante se perceber que nossa sociedade vive de uma narrativa fantasiosa idealizando o índio como uma figura nacional com aspectos que não poderiam ser mudados, pois para sociedade eles não poderiam fazer parte da globalização virariam “ex índio” quando se abondana sua cultura e tentam se organizar entre a sociedade. Por fim, iria trabalhar com o senso crítico dos alunos, fazendo eles elaborar uma questão em grupos e discutiríamos em sala mesmo, a respeito do Dia do Índio que a literatura nós relata e o índio atualmente, os preconceitos que sofrem por não conseguir socializar com a sociedade sem que sejam questionados que vão perde sua essência e cultura e deixaram de ser Índios.

    Daniela 3 semestre Letras

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  39. Para iniciar um trabalho sobre o dia do Índio no Brasil, primeiramente pediria aos alunos que fizesse a leitura da obra a Iracema. Depois de feita leitura faríamos uma analise da obra e o contexto histórico em que ela foi escrita, um pouco da vida do autor, em qual gênero literário esta obra se encaixa e quais são as características desse gênero.
    A obra de Iracema possui personagens indígenas extremamente europeizados, por exemplo a própria Iracema que possui todas as características de uma princesa ingênua que é fortemente disseminada na escrita da idade média, possuindo apenas as características físicas,porém também idealizados, de uma pessoa indígena. Ela abre mão de toda sua cultura, suas raízes, sua família e suas terras para acompanhar o segu amor, que está também idealizado em uma perfeição distante, que é o colonizador. Colocando este em posição de status muito superior e heróica em relação aos dos índios. Depois haveria uma leitura de textos em sala de aula expondo a realidade dos índios atualmente no Brasil. Expondo primeiramente dados técnicos sobre cultura indígena fazendo uma comparação com esses mesmos dados de alguns anos atrás. Quais as influências que os indígenas estão recebendo durante os anos e como a expansão territorial está espremendo cada vez mais a comunidade indígena. Faríamos uma pesquisa (de preferência na sala de informática da própria escola) sobre como funciona a instituição governamental que cuida da proteção indígena no Brasil e qual é a realidade desta instituição. Levando em conta o resultado das pesquisas e leituras, faríamos um debate de como esse tratamento dos indígenas está profundamente instaurado no pensamento do brasileiro, que foi fortemente disseminado pelos colonizadores. E como essa ideia equivocada dos indígenas ainda repercute na relação com eles até os dias atuais. Discutindo como essa cultura foi tratada como inferior apenas por ser diferente, principalmente no quesito religioso.

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  40. Iniciaria a aula explicando aos alunos a obra de José de Alencar: Iracema, usaria como tema principal, o romantismo, dando sempre ênfase na atuacao do índio como submisso e o quanto a contradição é perceptível na representação do passado brasileiro onde Iracema,Poti e Martim , mantém ótimas relações de convívio. No entanto sabemos o quanto o encontro entre esses dois povos foram marcados por grandes conflitos dominantes e violentos, até os dias de hoje o índio sofre de um pré- conceito existencial na sociedade.
    E como proposta de atividade…
    Pediria primeiramente que os alunos lessem Iracema e se atentasse em como a relação do índio e o português era retratada. Após a leitura, os alunos fariam uma comparação das características sociais e comportamentais do índio descrita no livro X a verdadeira característica do índio no Brasil, fazendo o estudo de uma tribo indígena existente ainda hoje e comparando com as descritas no livro.

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  41. Após a independência do Brasil, em 1822, consagrou-se a primeira geração do período romântico, conhecida pelas obras indianistas, que buscavam criar uma identidade nacional, explorando temas como a valorização da natureza, o sentimentalismo e, principalmente, o índio.
    Durante essa criação, ainda que buscassem o rompimento com a cultura portuguesa, criaram o índio aos moldes dos antigos cavaleiros medievais. Ou seja, o índio dessa literatura é idealizado e descrito como um bom selvagem, forte, guerreiro e um líder corajoso, como desenvolveu José de Alencar, o maior nome dessa tendência literária, em seu livro, O Guarani. Outro exemplo dessa criação é em Iracema, também do autor José de Alencar, que criou uma índia como a própria representação da natureza ao descrevê-la: “a virgem dos lábios de mel, que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna e mais longos que seus talhe de palmeira” e personagens dessa narrativa com valores europeus.
    A partir da construção literária desse período, uma forte influência sobre a sociedade acerca dos índios começou a se instaurar e a criar uma mentalidade sobre o que é o índio a partir de uma perspectiva completamente deturpada sobre a realidade desses povos, que tiveram sua história drasticamente alterada pela realidade da colonização exploratória e pela literatura, que transformou a história do índio com o colonizador em uma conciliação e mostrou-o abandonando a sua cultura para viver ao lado do colonizador. Além de, sempre descrevê-los em um espaço e tempo distantes, tornando-os parte da pré-história do Brasil.
    E diante dessas circunstâncias, a cada dia 19 de abril, o dia do índio, nas escolas, tornam-se passagens rápidas e injustas com essa sociedade complexa, que possui diferenças entre si, como o modo que se relacionam com a natureza, a forma de trabalho, a linguagem e a construção de casas, tratando-os a partir do estereótipo de selvagem, que vestem penas e cocar, arco e flecha e tacape, morando em ocas no meio da mata e plantando e se alimentando de mandioca. Esse estereótipo deve ser superado pelo senso comum, que desconhece um processo contínuo de transformação, que é a cultura e entender que os povos indígenas incorporaram hábitos e tecnologias dessa sociedade dita como “moderna”.

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  42. A atividade apresentada para a turma do segundo ano do ensino médio baseada na literatura indianista em comemoração ao 19 de Abril, o “Dia do Índio”. Seria intitulada como ” A IDEALIZAÇÃO DA FIGURA INDÍGENA”.
    A realização desta atividade, didaticamente, seria divida nos seguintes tópicos:

    – Situar o aluno temporalmente, segundo a escola literária Indianista.(1° fase do romantismo. Conhecida também pelo Ufanismo e por ter marcado o índio como um herói nacional).

    -QUESTÃO: Oque te remete a palavra “índio”? , e por conseguinte discussão das diferentes concepções de indígena.

    – Explicação sobre a figura indígena segundo José de Alencar (Citando as obras: O Guarani (1857), e Iracema (1865)).
    E como esta representação nos influencia até hoje, ensejando o poder da literatura socialmente e a consequência desta realidade.

    Maria Eduarda Amaral

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  43. Primeiramente é preciso apresentar uma obra( Iracema),apresentar a classe e dar um tempo para os alunos lerem,depois abrir uma discussão sobre a obra e mostrar como o índio foi descrito, nesse caso a descrição da índia no Iracema:”a virgem de lábios de mel e o cabelo mais negro que a asa da graúna”,mostrar a forma com que o europeu estereotipou a índia,apresentando apenas as suas características físicas,e de como a índia Iracema é retratada como sendo uma donzela que abandona tudo para se unir ao português,dando uma visão de total descaso com sua cultura.
    Depois é preciso apresentar o índio nos dias de hoje,colocando que grande parte dos índios usa roupas comuns como as nossas,tem contato com a tecnologia,que sabe ler e escrever,fala o portugueses,ainda suas terras são invadidas e seus direitos são afetados.É preciso entender que a figura do índio como ser submisso é ainda presente nos dias de hoje,e que a submissão descrita na literatura ainda faz com que grande parte da sociedade coloque o índio como sendo uma criatura selvagem e incapaz de pensar por si.

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  44. Rafaela Moyses – 3º semestre de Letras

    Em nossos anos escolares, somos submetidos a uma série de conteúdo e informações, nas quais aparecem alguns estereótipos que tomamos como verdades absolutas. Eles acabam por povoar nosso imaginário coletivo e influenciar a nossa opinião. Sendo assim, muitas datas comemorativas carregam esses estereótipos que ficam intricados em nossa sociedade, como o dia da bandeira, dia da independência e também o dia do índio, tema da presente problematização. Imaginando uma atividade para os alunos do Ensino Médico elaboraria uma atividade de debate considerando esse ponto inicial e perguntando: Como a imagem que temos do índio é correspondente com a sua verdadeira identidade do século XXI? Como a nossa cultura, mais especificamente a nossa literatura, ajudou e ainda ajuda a contribuir com essa imagem? É certo afirmar que o povo indígena está intimamente constituído em nossa formação social, afinal são eles os primeiros habitantes do território brasileiro. Em toda a construção social, a cultura, nesse caso focando mais especificamente na literatura, ajuda a compor a ideologia coletiva. Esta, no entanto, nem sempre justa ou parcial. Os indígenas já eram de interesse para o processo econômico e político da colonização, e também apareceram de forma sistemática na literatura brasileira que estava se construindo. Essa aparição aconteceu no Romantismo, com autores como Gonçalves Dias e José de Alencar. No entanto, a representação do índio era idealizada, em um formato composto para integrar os parâmetros europeus. O índio da literatura, principalmente dos romances de Alencar como Iracema e Guarani, foram adaptados para transformar o indígena em um cavalheiro medieval. Devoto do cristianismo e colocando-se em um papel de servo perante o colonizador, a identidade indígena vai sendo cada vez mais anulada dentro da literatura brasileira, que serve como mais uma forma de colonização e imposição de uma cultura perante a outra. Como vemos, por exemplo, com os personagens Iracema e Martim, ela uma índia que desiste de toda sua cultura a favor de um amor de servidão que sente pelo colonizador português. A visão do indígena na literatura ajuda, com o passar dos anos, a moldar a imagem que temos hoje desse grupo social, muito diferente e que não corresponde com a identidade indígena atual. Construímos em nosso imaginário coletivo, um indígena que serve e é marginalizado. Atrair e pacificar o índio trouxe para a sociedade atual a imagem de que ele não faz parte e não integra a nossa comunidade. Com a imposição da cultura, também impomos ao índio a adaptação para sobreviver nessa sociedade, como fizeram os primeiros colonizadores e como fizeram os escritores no alto do romantismo idealizado. Essa visão do indígena isolado na mata, não corresponde mais com o cidadão que precisa estar inserido na sociedade para sobreviver e ter seus direitos. Integrar o índio na sociedade atual, garantindo a ele os mesmos direitos e deveres que todas as pessoas ocupantes desse território, ao mesmo tempo sabendo respeitar as particularidades da sua própria cultura. são os desafios que enfrentamos atualmente.

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