29 comentários sobre “Atividade 6o período

  1. Em “Seu Magalhães Suicidou-se” ,de Rodrigo Andrade temos a presença de um narrador onisciente coletivo e de uma narrativa que tem como conflito o “suicídio de seu Magalhães”, sendo este tido a princípio como um homem ” grandalhão, magro e manso, cheio de doçura nos olhos claros, voz meio rouca e um jeitão de “songa- monga” .Á medida em que a história vai ocorrendo, temos a possibilidade de duas alternativas para a causa de sua morte: 1- A esposa de Seu Magalhães, Dona Matilde, ter matado o marido já que esta não demonstrou nenhum sentimento á respeito de seu falecimento , ficando trancada em seu quarto , tendo uma pequena satisfação de ” incomodar e criar uma situação angustiosa ás pessoas da casa” ou 2 – O Seu Magalhães tivera casos extraconjugais com as irmãs de sua esposa, Dona Neném e Dona Santinha, estando uma delas possivelmente grávida dele. Estas opções criam , segundo BOSI, uma tensão mínima na trama em que ” o conflito configura-se em termos de oposição verbal”. O narrador, entretanto, não revela a causa da morte de Seu Magalhães entrando aí a perspectiva moral do leitor . Este, de acordo com seu conhecimento de mundo, suas experiências amorosas e sua opinião á respeito do caráter masculino ,ficará responsável por solucionar este enigma.

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  2. O narrador, no conto “Seu Magalhães suicidou-se” (Rodrigo M. F. de Andrade) provoca a perspectiva moral do leitor, utilizando o recurso de sua onisciência, ou seja, sabe as versões dos fatos decorrentes da morte do protagonista, tanto da versão de D. Madalena, quanto às suposições de Aderne e a afirmações de Vilaça em relação a Seu Magalhães. Há um contraste entre essas vozes a respeito da caracterização do falecido; para o gerente, no âmbito do trabalho, o patrão era visto como querido, “sujeito sensato e simples”; “não se metia com mulheres”. Mas segundo a ótica de sua viúva, na casa onde ocorreu o suicídio, o marido tinha relações sexuais com suas cunhadas em seu escritório, e engravidará a D. Neném.
    Ao final da narrativa, há um comentário de Vilaça que denuncia as virtudes do protagonista, diz que ele era caloteiro no jogo de poker e que havia sido denunciado à polícia. Todos estes argumentos desvelam a personalidade de Seu Magalhães para o Aderne que até então se indignará com a morte do amigo. Em suma, não há como afirmar a causa do suicídio, mas são essas tensões que instigam a moral do leitor, ou seja, o que socialmente é aceito como conduta a estabelecer o atrito com o personagem principal. Segundo a leitura da teoria de Alfredo Bosi, isso se comprova com a hipótese de “tensão” de Lucien Goldmann que no caso específico deste texto, é considerada “mínima”, pois não há participação crítica, subjetiva, interiorizada ou transfigurada pelos personagens.

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  3. Rodrigo de Andrade, em seu livro Velórios, trouxe no conto: “Seu Magalhães suicidou-se”, uma tendência que segundo Bosi, poderíamos classificá-la como Romance de tensão mínima, onde há conflito, mas este configura-se em termos de oposição verbal.
    No conto de Andrade temos duas perspectivas divergentes sobre o personagem Seu Magalhães. A primeira é da esposa do falecido que o acusa de traição, a segunda é a do sócio companheiro de muitos anos de trabalho, que acredita na inocência do amigo sobre tal ato. O autor não oferece ao leitor indícios para que o mesmo possa concluir qual personagem de fato diz a verdade, por isso ele trabalha com a perspectiva moral de seus leitores para a compreensão do conto, pois a interpretação está diretamente ligada com a moral que orienta o comportamento de cada individuo diante das normas instituídas pela sociedade. Portanto, cabe ao leitor acreditar na viúva que o acusa, ou no amigo que o inocenta.

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  4. No conto intitulado “Seu Magalhães suicidou-se”, de Rodrigo M. F. de Andrade, nos deparamos com os conflitos ocorrentes a partir do suicídio de Seu Magalhães, um homem “grandalhão, magro e manso, cheio de doçura nos olhos claros e na voz rouca” (p. 51). A causa da morte de seu Magalhães, não mencionada pelo narrador onisciente, provoca a perspectiva moral do leitor que, com seus conhecimentos prévios, suas vivências e subjetividade, fica responsável por desvendar o mistério: “Teria Seu Magalhães realmente se suicidado por não suportar o fato de ter tido casos extraconjugais com as irmãs de sua esposa?” ou “Dona Matilde teria assassinado o marido por vingança?”. Partindo dessa concepção, tais embates criam, segundo Alfredo Bosi (1975), um romance de tensão mínima, pois o conflito “transfigura-se em termos de oposição verbal” (p. 439) formulados por meio do narrador e das falas das personagens.

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  5. Para Afonso Bosi, o contexto histórico do conto foca em uma crítica ao modelo social das antigas gerações e pretende compreender a essência da realidade vigente no Brasil.
    Com isso, a tradição sofre com as tensões provocadas nas estruturas materiais e morais em vigor e, concomitantemente, com a busca de novos ideais estéticos modernistas.
    Desse modo, o narrador instiga a moralidade do leitor com um caso de tensão mínima já que o enredo não se fixa nas personagens – somente na oposição verbal com a intenção de destacar a interpretação do leitor porque o motivo da morte não é relevante. O fator chave, na verdade, a crítica moral estabelecida no conto – Seu Magalhães possui várias versões de si mesmo: ele pode ser sensato, adultero, viciado em jogo, caloteiro, manso e songa-monga, ou seja, cada indivíduo pode ter um olhar diferente já que a leitura pode ser interpretada de acordo com a própria realidade de cada um e, ao mesmo, a cada momento é inserido no enredo elementos que tornam a verdade algo construído porque varia com os costumes e regras de uma comunidade. Ou ainda, Rodrigo Andrade queira mostrar que de “Seu Magalhães” todos temos um pouco – o que é visto pelos outros, depende do que as regras sociais os rotulam parecer.

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  6. O conto Seu Magalhães suicidou-se, de Rodrigo M. F. de Andrade, relata a história do suicídio de Seu Magalhães e os segredos que o homem guardava. Este conto classifica-se, nas faixas de tensão do romance, segundo Bosi (1994), dentro de “romances de tensão mínima”, pois não há conflito profundo entre o personagem Seu Magalhães e o meio, até porque este está morto. A tensão dá-se pela oposição verbal e, no máximo, sentimental e, de acordo com Bosi (1994), “as personagens não se destacam visceralmente da estrutura e da paisagem que as condicionam”. Tudo isso quer dizer que é por meio do narrador-observador em terceira pessoa que são criados os efeitos de sentido produzidos na obra, assim como a ideia de moral instigada nos leitores.
    Nesse conto, a viúva de Seu Magalhães, Dona Matilde, se recusa impiedosamente a sair do aposento em que está e só na metade do conto é que desabafa com Aderne, sócio de Seu Magalhães na empresa em que trabalham. Dona Matilde conta que a causa do suicídio a tiro de Seu Magalhães foi motivada pela traição que o homem cometeu, envolvendo Dona Neném, irmã de Dona Matilde. O resultado do episódio extraconjugal resultou na morte de Seu Magalhães e em uma possível gravidez da mulher; “possível” porque nem o médico afirma com propriedade que a mulher realmente está grávida. A partir daí, Dona Matilde conclui que o marido não a traiu apenas uma vez, mais várias, inclusive com sua outra irmã.
    Do outro lado, há o pensamento de Aderne, velho amigo e sócio do falecido, questionando os relatos de D. Matilde e confiando no caráter do homem. Momentos depois, Aderne repensa sua opinião sobre as mulheres envolvidas e se compadece da dor da viúva e julga o comportamento do ex-sócio, talvez momentaneamente. Essa passagem sobre os pensamentos de Aderne é de responsabilidade do narrador, que entrega ao público a íntima conversa mental que o homem tem consigo.
    Considerando esse dois lados opostos: aquele em que Seu Magalhães não passa de um adúltero sem consideração pela esposa; e aquele em que o homem pode ter se matado por diversos motivos, digno de um homem de bem, é aí que entra a intenção do narrador de instigar o leitor a escolher um lado. Como não há o fato verídico, cabe ao próprio leitor, fazendo o uso da moral, decidir qual história lhe parece mais confortável acreditar. Haverá discursos em defesa da esposa, como “é típico de um homem fazer isso mesmo”, ou em defesa do falecido “ele teve seus motivos para a traição ou para o suicídio”, dependendo da formação moral que o leitor apreendeu.

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    • No conto “Seu Magalhães suicidou-se”, pertencente ao livro Velórios de Rodrigo M. F. de Andrade, o narrador-observador em terceira pessoa relata a história de suicídio de Seu Magalhães. Segundo Bossi (1994), com base nas faixas de tensão do romance, esse conto pode ser classificado como “romance de tensão mínima”. Isso se deve pelo fato de não haver conflito profundo entre a personagem Seu Magalhães e o meio, já que sua voz, que poderia revelar o motivo do suicídio, não é exposta e toda a história é contada por um narrador distante. Por esse razão, o motivo do suicídio fica à deriva de especulações do leitor, dependendo de sua auto moral, a partir do que é revelado perante o relato das outras personagens.
      São duas as convicções sobre a morte de Seu Magalhães que são reveladas nesse conto. Elas são construídas a partir do diálogo entre Dona Matilde, esposa do falecido, e o Aderne, ex sócio do mesmo. Para a viúva a causa do suicídio é um possível caso de traição envolvendo seu esposo e sua própria irmã, Dona Neném. Já Aderne questiona as especulações da viúva, acreditando e defendendo o caráter de seu ex sócio. Entretanto, há uma passagem em que Aderne conversa mentalmente consigo mesmo repensando, brevemente, a opinião que tem sobre Seu Magalhães. Essa conversa também dependerá do leitor decidir acreditar ou não, já que novamente é revelada pela voz do narrador.
      O leitor, ao finalizar o conto, terá dois discursos de lados opostos a ser considerado: um em defesa a esposa e outro em defesa ao falecido. É somente a formação moral, de crenças e ideologias que poderá induzir o leitor a acreditar em um dos discursos possíveis da leitura.

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  7. No conto “Seu Magalhães suicidou-se”, de Rodrigo M. F. de Andrade, narra a historia do suicídio de Seu Magalhães. Pode-se classificar esse conto como de tensão mínima, pois, segundo Alfredo Bosi, o conflito “transfigura-se em termos de oposição verbal”. Isso deve-se ao fato da causa da morte de Seu Magalhães não ser mencionada pelo narrador, provocando assim uma perspectiva moral no leitor. Este fica responsável por desvendar tal mistério de acordo com seus conhecimentos prévios, ideologias, subjetividade, crenças e afins, causando efeitos de sentido na obra. Por fim, o leitor se depara com dois lados; acreditar na viúva ou no falecido.

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  8. No conto, o narrador introduz o conflito, o suicídio de Magalhães, e, no decorrer na da narrativa, põe o leitor a pensar nos motivos por trás desse acontecimento.
    Pouco a pouco, aparecem novas informações sobre o caráter do falecido e sobre acontecimentos recentes: ora Seu Magalhães é motivo de desconfiança, ora parece um senhor de bem.
    Com a descoberta de que Magalhães havia traído a esposa, esse jogo moral faz o leitor pensar que a traição haveria de ser seu único erro na vida, que ele ainda era um bom homem. No entanto, nas conversas paralelas dos visitantes, percebe-se que o falecido havia cometido outros atos imorais.
    É esse jogo de hipóteses sobre a moral das personagens, que se estende por toda a narrativa e mantém uma “tensão mínima” (sem clímax), que provoca os valores morais do leitor.

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  9. No conto “Seu Magalhães suicidou-se”, é narrada a história de Magalhães, conhecido como um senhor de boa índole, que acabara de suicidar-se. Durante a narrativa, são descobertos vários feitos de Magalhães que põe sua moralidade à prova, levando o leitor a ficar em dúvida e tecer julgamentos morais sobre as ações da personagem. Pode-se seguir duas perspectivas: se ele realmente traiu ou não a esposa, e também se ele se suicidou ou foi morto. Segundo Alfredo Bosi, o conto pode ser classificado com de “tensão mínima”, pois não há um clímax, a tensão se estende a mesma durante todo o enredo.

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  10. No conto Seu Magalhães suicidou-se, de Rodrigo M. F. de Andrade. Podemos perceber o clímax, a tensão atinge o seu mais elevado grau, que percorre o início do conto através do aviso que a personagem de Seu Aderne recebe de que sócio Seu Magalhães havia cometido um suicídio. Com o encontro de Seu Aderne e Dona Matilda, nos deparamos com o que segundo Bosi classifica como “Tensão Mínima”, pois não há conflito profundo entre o personagem.
    Por fim podemos perceber que o narrador no conto nos direciona as duas hipóteses que deixa a moral da personagem Seu Magalhães entre elas. Ou seja, a de que Seu Magalhães suicidou-se, ou então, de que a personagem Dona Matilda sua esposa teria dado o tiro no peito dele. Pois uma de suas irmãs estava grávida. E ela estava desconfiada de que Seu Magalhães era o pai, pois ela trabalhava o dia inteiro e ele ficava em um quartinho nos fundos colando selos. E as irmãs algumas vezes ajudava-o.

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  11. O narrador de “Seu Magalhães suicidou-se”, de Rodrigo M. F. de Andrade, provoca a perspectiva moral do leitor para compreensão da história a partir de dois pontos principais. O primeiro refere-se à onisciência seletiva de seu narrador, ou seja, são selecionados apenas Seu Aderne, sócio do falecido, e Dona Matilde, viúva de Magalhães, para aprofundamento acerca das possíveis causas do suicídio. Dessa forma, o leitor vê-se diante de indícios a partir de personagens marcadas intensamente por interesses – financeiros, no caso de Seu Aderne, e afetivos, no caso de Dona Matilde -, tornando impossível uma tomada de posicionamento sobre a morte sem que haja uma determinação moral própria desse que lê, já que, assim como o sócio do suicida, encontra-se “profundamente apreensivo em relação às causas daquele suicídio” (p. 49) durante a leitura.
    O segundo ponto importante nesse sentido parte de um aspecto próprio do conto: o herói está morto. Dessa maneira, sua relação com o meio é tensionada minimamente, pois ocorre por meio de outras personagens, num caráter reticente e incerto – “Seria possível?” (p. 50), reflete Seu Aderne -, construída num processo de “oposição verbal”, segundo Bosi (2015). Esse fator também dirige o leitor para seus próprios valores e “leitura” moral a respeito de Seu Magalhães e sua morte, contribuindo para a ideia de “Letra Muda”, de Jacques Rancière, na qual a análise literária varia de acordo com aquele que lê, mesmo que, nesse caso, a partir da escolha do foco narrativo, parece claramente ter sido a opção do autor.

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  12. Em “Seu Magalhães Suicidou-se” de Rodrigo Andrade que tem como tema de enredo o suicídio, a perspectiva moral do leitor é provocada por apresentar duas possibilidades de compreensão de acordo com a visão de cada um, visto que apresenta um narrador onisciente não sendo possível identificar a comprovação dos acontecimentos. Visto isso, pode-se acreditar que ele, Seu Magalhães, suicidou-se de fato ou então, pode-se acreditar que sua própria esposa, Dona Matilde o matou, devido à relação e sentimentos que esta mantém e apresenta por ele. Além disso, pode-se dizer que essa narrativa, de acordo com Alfredo Bosi, caracteriza-se como tensão mínima, ou seja, as personagens não se destacam com muita relevância da ambiente que se encontram, fazendo como que o leitor tenha que ter uma participação maior para que a compreensão do texto seja eficiente e com isso interpretando o texto de acordo com sua opinião crítica e tirando suas próprias conclusões.

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  13. O conto “Seu Magalhães suicidou-se”, de Rodrigo M. F. de Andrade (2004), mostra os acontecimentos a partir da morte de seu Magalhães e os pontos de vista de alguns personagens. De acordo com as tendências de tensões desenvolvidas por Bosi (2006), o conto apresenta uma” tensão mínima”, pois “os personagens não se destacam visceralmente da estrutura e da paisagem que as condicionam” (BOSI, 2006, p. 392).
    A história mostra dois pontos de vista: o de seu Aderne, que no início mostra suas opiniões sobre o sócio, inclusive comenta que seu Magalhães não se envolvia com mulheres; e o de Dona Matilde, que garante que seu marido se envolvia com as cunhadas, deixando, ainda por cima, uma delas grávida.
    A perspectiva moral que o conto provoca no leitor para a compreensão da história surge das incertezas que o conto apresenta: Seu Magalhães traiu ou não sua esposa? Dona Matilde teria matado ou não seu Magalhães? A essas questões cabem ao leitor responder de acordo com o que acredita e com o seu conhecimento prévio.

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  14. No livro Velórios de Rodrigo M. F. de Andrade, encontramos o conto de Seu Magalhães suicidou-se. O narrador do conto é em terceira pessoa e relata a história do suicídio de Seu Magalhães. O romance pode ser classificado como de tensão mínima segundo Bosi (1994), devido ao fato de não ocorrer tensão entre a personagem Seu Magalhães e o meio, uma vez que a personagem já está morta e não pode participar em primeira pessoa do conto. Durante o conto ocorrem especulações sobre o motivo do suicídio de Seu Magalhães. Seu sócio Aderne, acredita que seu sócio Magalhães possuía uma boa reputação, mas tem receios de que talvez não conhecesse tão bem assim seu parceiro. Sua esposa Dona Matilde acredita que o marido Magalhães a traia com sua irmã. Quando sua irmã engravida, seu Magalhães não suporta a suposta vergonha da traição que pode ser revelada com a gravidez e comete suicídio. Porém, o leitor não consegue saber se esse fato é verdadeiro ou é somente uma criação da mente de Dona Matilde, uma vez que nem o médico deixa claro a situação da gravidez. Seu Aderne se compadece da viúva, mas continua acreditando na boa índole de ex-sócio; já Dona Matilde vê o ex-marido como um adultero. As especulações no conto deixam espaço para o leitor eleger o que quer acreditar, dependendo de sua formação moral.
    Priscilla Moraes

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  15. No conto “Seu Magalhães suicidou – se” que é encontrado no livro Velórios de Rodrigo M. F. de Andrade. O conto é narrado em terceira pessoa, narra a morte de Seu Magalhães e alguns acontecimentos, quais são mostrados os pontos de vista dos personagens. Sendo assim nenhum fato pode ser comprovado, o que leva a cada leitor ter uma visão moral da situação. Sendo a do suicídio ou a de que Dona Matilde teria o matado, já que desconfiava que ele o traia com a irmã que estava grávida. O que segundo Bosi (1994) O Romance pode ser pode ser classificado como de tensão miníma, Já que as tensões não tem relação diretamente, profundo com o personagem. Sendo assim cabe a cada leitor despertar um tipo de visão moral, pode seu conhecimento prévio, com seu tipo de leitura.

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  16. No conto “Seu Magalhães suicidou-se”,de Rodrigo M. F. de Andrade, é narrada a história de Magalhães, um cidadão que aparentava ter uma boa índole e que acabou se suicidando. Durante o conto, alguns acontecimentos nos fazem duvidar do caráter de Magalhães, Dona Matilde, sua esposa, acreditava que ele havia a traído com sua irmã, e assim, não aguentou a vergonha e se matou, porém, isso não se comprova durante o conto e cada leitor acaba tendo sua própria visão sobre o acontecimento, podendo acreditar que ele traiu Matilde ou não, e também se ele cometeu suicídio ou foi assassinado. Bosi afirma que o conto apresenta uma tensão mínima, já que, o conflito não se aprofunda entre os personagens.

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  17. O conto “Seu Magalhães suicidou-se” de Rodrigo M.F. de Andrade é narrado em terceira pessoa, por um narrador observador.
    O conto se classifica como tensão mínima de acordo com Bosi porque, Seu Magalhães está morto e então não tem tensão entre sua personagem e o meio, não há clímax entre a personagem e o espaço.
    No decorrer do texto aparecem duas questões que deixam o leitor na dúvida sobre a índole de Seu Magalhães, se ele realmente traiu sua mulher, Dona Matilde, ou não porque para seu Aderne, seu ex- sócio, o falecido era uma boa pessoa e de caráter e, para a viúva ela a traiu dentro de sua própria casa.
    Fica a critério do leitor, conforme sua moral, ideologia, crenças, etc acreditar no que realmente aconteceu.

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  18. Em “Velórios”, única obra de Rodrigo M. F. de Andrade, encontramos a narrativa que relata a história do suicídio de Seu Magalhães, o conto “Seu Magalhães suicidou-se”. Há dois rumos ocultos na narrativa o primeiro é que Seu Magalhães tenha se suicidado por causa de adultério, cometido por parte dele, e o segundo que talvez sua esposa o matara. Como não há a presença da voz da personagem Seu Magalhães (o único que poderia desvendar a incógnita) cabe ao leitor o papel de investigador e a partir de suas interpretações desvendar o mistério. No decorrer da narrativa o narrador-observador em terceira pessoa apresenta hipóteses para que o leitor crie sua perspectiva moral para a compreensão da história

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  19. O narrador do conto “Seu Magalhães suicidou-se”, do autor Rodrigo M. F. de Andrade, provoca uma perspectiva moral no leitor para a compreensão da história seguindo do ponto que há uma onisciência seletiva. Para que isso aconteça, poucos personagens são escolhidos para darem seu ponto de vista sobre o suicídio de Magalhães, Dona Matilde, com quem tinha laços afetivos, e Seu Aderne, sócio do falecido e portanto, laço financeiros. Dessa maneira o leitor fica dividido entre as prováveis causas para o ato de Magalhães.
    O conto se classifica, segundo Bosi (2015), como “tensão mínima”, já que não existe conflito com o personagem Magalhães, por não existir maneira de saber os motivos que o levaram ao suicídio, sendo que não há clímax pois o personagem já está morto ao início do conto.
    Por mais que de início Seu Magalhães pareça ser um bom homem, são levantadas ao decorrer da história, vários atos imorais que o homem poderia ter cometido. Assim, o personagem já morto, que não tem como se defender, é criado pelas narrativas dos outros personagens e suas impressões sobre ele.

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  20. Jefferson R. Gongalves – 6º período Letras matutino
    No conto “Seu Magalhães suicidou-se” o narrador é onisciente, pois este seleciona apenas o ponto de vista de Seu Aderne e de Dona Matilde para poder explicar as possíveis causas do suicídio de Seu Magalhães. Assim, o quem lê se depara com personagens explicitamente interesseiros seja no sentido financeiro como afetivo e/ou amoroso. De fato, ao olharmos o conto sob uma perspectiva moral é possível depreender que a causa do suicídio não fica evidente no conto, visto que os personagens por meio do narrador, de certa forma, manipulam nossa (possível) compreensão, como em: “profundamente apreensivo em relação às causas daquele suicídio” (p. 49) . Quanto à tensão presente na narrativa, pode-se considerá-la de tensão mínima. Já em relação ao estilo da narrativa percebe-se há presença de uma estrutura moderna e neo-realista na escolha vocabular.

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  21. Em seu livro intitulado Velórios, Rodrigo M.F de Andrade traz o conto ‘Seu Magalhães suicidou-se’, que relata justamente os fatos seguidos do suicídio da personagem e os segredos que com ele foram levados.
    Segundo Bosi (1994), este conto encontra-se dentro da faixa de romances de tensão mínima, pois não há uma interação da personagem, Seu Magalhães, com o meio, uma vez que o mesmo encontra-se morto desde o inicio da narrativa.
    A narrativa se da por meio de um narrador-observador em terceira pessoa. Por ser contada por um narrador distante não fica claro para o leitor toda a história, deixando então uma suposta especulação sobre o motivo do suicídio.
    Através do diálogo construído entre Dona Matilde, sua esposa, e Aderne, ex-sócio, nos é revelado um possível caso extraconjugal entre o falecido e Dona Neném, sua cunhada. A partir desta revelação nasce no leitor um questionamento ‘teria então seu Magalhães se suicidado devido ao adultério e gravidez de dona neném?’ ou ‘teria Dona Matilde sido a responsável pelo tiro cravado em seu peito?’

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  22. Gabriel Fialho – 6° semestre – matutino

    No conto “Seu Magalhães suicidou-se”, da autoria de Rodrigo M. F. de Andrade, há uma problematização das atitudes e comportamentos das personagens frente ao fato que norteia a história: o suicídio de Seu Magalhães. O narrador usa de sua onisciência coletiva para dar o sentimento de dúvida ao leitor, isto é, ele não revela a causa da morte de Seu Magalhães, provocando a perspectiva moral do leitor de modo que esse seja responsável por desvendar o mistério a partir de suas experiências, seus conhecimentos de mundo e seu posicionamento quanto ao caráter masculino. A pergunta é, então: Seu Magalhães não pôde conviver com a culpa de ter sido infiel à sua esposa, traindo-a com suas próprias cunhadas e então se suicidou, ou foi Dona Matilde que, possivelmente dominada pelo sentimento de vingança, assassinou o marido? No desenrolar da história, algumas informações implícitas põem em dúvida o caráter do protagonista, isto é, ora é visto como bom moço, ora como um “pecador”. Assim que se descobre a traição, o leitor é levado a pensar que esse havia sido seu único erro na vida. Todavia, se atentarmos para as conversas dos visitantes, percebe-se que o falecido não era tão inocente assim, tornando o mistério ainda mais difícil de ser desvendado. O falso problema criado ao longo da narrativa caracteriza-a como um romance de tensão mínima. O crítico literário Alfredo Bosi explica que um romance de tensão mínima é caracterizado quando o conflito “transfigura-se em termos de oposição verbal” (1975, p. 439), ou seja, o enredo não se fixa nas personagens, mas apenas na oposição verbal com a intenção de destacar a interpretação do leitor, porque a causa da morte não é de suma importância.

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  23. O conto “Seu Magalhães suicidou-se”, presente na obra “Velórios”, de Rodrigo M. F. de Andrade, narra os acontecimentos que sucedem o suícidio de Seu Magalhães e todos os mistérios em torno da personagem. Um dos principais mistérios trabalhados ao decorrer do conto é referente ao motivo pelo qual Seu Magalhães tirou sua vida.
    Por meio do narrador observador em terceira pessoa são levantadas algumas hipoteses para a solução desse mistério, porém fica aberto ao leitor decidir em que acreditar, a partir do trabalho de sua perspectiva moral. Seu Magalhães de fato cometeu suicidio ou Dona Matilde o assassinou? Cabe ao leitor decidir.
    Esse conflito configura, de acordo com a teoria apresentada por Alfredo Bosi (1994) em “História Concisa da Literatura Brasileira”, um romance de tensão mínima. Isso visto que não há um destaque das personagens em relação a estrutura e a paisagem nas quais estão condicionadas, sendo o conflito principalmente de cunho sentimental.

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  24. A habilidade do narrador faz com que o leitor vá construindo a imagem de Seu Magalhães gradualmente. Como não se sabe nada sobre o suicida no início (e portanto não nos chocamos com a notícia de sua morte), as primeiras impressões que temos sobre Seu Magalhães surgem a partir da perspectiva de seu sócio, Seu Aderne. Magalhães não faria mal a uma mosca sequer. Sujeito pacato e tranquilo, responsável e amigável. Nós, leitores, compartilhamos o sentimento de pena pelo protagonista e sua família órfã, mas não sabemos a causa do suicídio. Acompanhamos Seu Aderne ao velório e o narrador, então, lança elementos informativos no enredo que também servem para que construamos a imagem de Seu Magalhães mais complexamente. Ao chegar(mos) na casa onde o velório está ocorrendo, Seu Aderne e nós somos avisados de que a viúva esteve trancada no quarto o tempo inteiro, recusando qualquer visita há horas. As duas irmãs da viúva estão chorando incontrolavelmente. Quando enfim Seu Aderne consegue entrar no quarto da ex-esposa de Magalhães, o que ele vê o surpreende tanto quanto a nós. Dona Matilde, a esposa, está com um ar de desconfiança extremamente aguçado, direcionado especialmente às irmãs. Esta cena nos surpreende por um motivo simples, o de que houve um possível adultério de Seu Magalhães – aquele sujeito pacato e responsável que estávamos desenhando.

    O narrador do conto é em terceira pessoa, onipresente. Não há, portanto, juízo de valor sobre a história, ele apenas nos expõe os fatos à medida que o enredo se desenrola. O principal objetivo deste narrador é justamente que o leitor desvende por si só o desfecho. No entanto, o narrador não deixa claro as causas do suicídio de Seu Magalhães. Ou seja, a perspectiva moral do leitor é desafiada o tempo inteiro: primeiro, compartilhamos a ideia de Seu Aderne e olhamos para o falecido com penar. Adiante, compartilhamos também com Dona Matilde, que insinua um adultério por parte do ex-marido, e então o leitor já pode começar a considerar a veracidade dessa informação ou não. Além disso, tamanho o rancor de Dona Matilde, consideramos também a hipótese do suicídio não ter sido exatamente assim.

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  25. No conto “Seu Magalhães suicidou-se” de Rodrigo M.F. de Andrade, o narrador (onisciente) provoca uma perspectiva em que contrasta a personalidade da personagem Seu Magalhães e o que as outras personagens dizem de Seu Magalhães. O narrador não chega a apresentar claramente a personagem principal e narra somente após sua morte, fato que coloca em confronto as vozes no conto por não deixar claro o motivo do suicídio. Para a compreensão do leitor, no conto, o narrador apresenta duas vozes, dois pontos de vistas divergentes, sobre o suicídio de Seu Magalhães: Aderne, seu ex-sócio e Dona Matilde, a viúva. Aderne apresenta Seu Magalhães a partir de como o conhece, um homem de bem e até um pouco “Songa-monga”, já Dona Matilde apresenta Seu Magalhães a partir do ocorrido na noite anterior a seu suicídio, quando descobriu que Dona Neném estava gravida e possivelmente de seu marido. Após a revelação de Dona Matilde, no fim do conto, Aderne ouve conversas sobre Seu Magalhães, em que contam que ele deixou prejuízo para muitas pessoas. Com isso, o narrador ao apresentar tais perspectivas provoca no leitor a parte moral, deixando para interpretação qual o real motivo do suicídio.

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  26. Escrito por Rodrigo M. F. de Andrade, o conto, Seu Magalhães suicidou-se, relata em terceira pessoa o que ocorre após o suicídio de Seu Magalhães, juntamente com os motivos de tal ato.
    O mistério de não saber o que aconteceu por trás da morte da personagem, faz com que o conto seja classificado como “romance de tensão mínima”, segundo Bosi (2015).
    Com o decorrer do conto somos apresentados, a um outro lado de Seu Magalhães (que a princípio é descrito como um homem bom), assim como a possíveis suspeitos, como sua própria mulher (com a suspeita de traição), Vilaça (a quem o falecido devia dinheiro) ou o próprio Magalhães.
    Porém, no final não há revelação do que aconteceu, cabe ao leitor decidir a qual versão irá escolher.

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  27. O conto “Seu Magalhães suicidou-se”, de Rodrigo M.F. De Andrade, relata os fatos que sucedem a morte de “Seu Magalhães”, é um conto que trata de aparências, do quanto se conhece alguém pela história de vida e experiências. O protagonista, já morto no início do conto, é apresentado como um homem aparentemente de boa índole, que se mata em sua casa. Uma conduta que não combina com as atitudes do homem, descrito pelo seu sócio como “manso e cheio de doçura”. Após apresentar a cena inicial, o autor nos convida a uma investigação que desencadeia os acontecimentos para o trágico fim, deixando o leitor em dúvida quanto a traição e a índole de Seu Magalhães, e é este o tom que envolve a esfera fúnebre criada por Rodrigo.
    Assim, em consonância com os ensinamentos de Bosi (1994), o romance pode ser classificado como de tensão mínima, pois não há participação crítica, subjetiva, interiorizada ou transfigurada pelos personagens. Dessa forma, cabe ao leitor de acordo com seu conhecimento e visão de mundo, preencher as lacunas em relação aos acontecimentos deixadas propositalmente pelo autor.

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