Olá, Alunos!
Para o nosso trabalho sobre a influência da cultura afro descendente na formação cultural do Brasil, seguem alguns links que acho interessantes que vocês leiam e estudem:
Lista de nomes importantes e sua biografia
Publicações do museu afrobrasil
Geledes: site com informações sobre o movimento negro no Brasil
Segue também artigo bastante importante da Revista da Fundação Cultural Palmares:
Reconhecimento do patrimônio cultural afrobrasileiro
Unitau
Letras
Gabriel ferreira Diniz
O entendimento de qualquer conceito , depende , viciosamente , dos critérios adotados como parâmetro.
I . Historia , Cultura e Sociedade , ” qualé ” sua relaçã0 ?
Esta claro , resumidamente , pelo subterfúgio humanístico no campo dos saberes linguísticos que , significante , primitivamente , seria entender o leque da sobreposição de sentidos que cada significado representa sob o signo , geral e amplo , que constitui cada palavra – Historia , Cultura e Sociedade .
Galgando pelos mesmos campos , interessante seria compreender a força centrífuga da inovação e a força centrípeta da conservação que , essas mesmas expressões , assujeitaram – se e assujeitam em termos que opõe e compõem um único fenômeno , o exercer e o sofrer de ações do ser humano no espaço – tempo .
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Raul Corrêa de Macedo Neto / 1 0 0 7 9 1 5 5
Victor Baraldi / 1 0 0 5 6 7 5 6
Deivid Rocha / 1 0 0 6 0 7 3 7
Lucas Medeiros / 1 0 0 4 0 2 3 1
Letras UNITAU
DA SUJEIÇÃO À SUBJETIVAÇÃO: A LITERATURA COMO ESPAÇO DE CONSTRUÇÃO DA SUBJETIVIDADE
A consciência de um “existir negro” e de um passado histórico comum determinam a existência de uma comunidade de situação que impõe sua estrutura a cada voz individual. A utilização de uma linguagem marcada, tanto no nível do vocabulário quanto no dos símbolos, pelo empenho em “resgatar uma memória negra esquecida legitimam uma escritura negra vocacionada a proceder a desconstrução do mundo nomeado pelo branco e a erigir sua própria cosmogonia.
Considera a existência de uma literatura negra, que se diferencia daquela literatura que apenas tematiza o negro, pelo surgimento de um “eu enunciador” que se quer negro, assumindo posicionamentos políticos e ideológicos.
O único critério possível para conceituar uma escritura negra seria o critério discursivo: o surgimento de um emissor que assume sua condição de negro constituir-se-á no marco divisório entre um discurso sobre o negro, de alguma maneira presente na literatura brasileira, e um discurso do negro, que traria em sua gênese a marca de reinvenção da representação convencional construída ao longo dos séculos, quase sempre impregnadas de preconceitos e de estereótipos.
A literatura negra é um imaginário que se forma, articula e transforma no curso do tempo. Não surge de um momento para outro, nem é autônoma desde o primeiro instante. Sua história está assinalada por autores, obras, temas, invenções literárias. É um imaginário que se articula aqui e ali, conforme o diálogo de autores, obras, temas, invenções literárias. É um movimento, um devir, no sentido de que se forma e transforma. Aos poucos, por dentro e por fora da literatura brasileira, surge a literatura negra, como um todo com perfil próprio, um sistema significativo. (IANNI, 1988)
A produção literária brasileira, sempre alinhada às ideologias dominantes, legitimou a consolidação de culturas discriminatórias como a do branqueamento positivo e a da superioridade da raça branca e das culturas europeias. A reavaliação do papel do negro na literatura só começa a ocorrer efetivamente na atualidade, após revisão e desconstrução do lesivo mito da democracia racial.
Esse espaço de resistência cultural contra um fluxo de valores legitimados na literatura está impregnado pelo que Abdias do Nascimento (1980) denomina “sentimento quilombista”. Para ele, os quilombos resultaram dessa exigência vital dos africanos escravizados, no esforço de resgatar sua liberdade e dignidade através da fuga ao cativeiro e da organização de uma sociedade livre. Daí forjar o conceito de quilombismo para essas práticas de libertação das amarras do olhar de fora ao representar o afrodescendente, articulando uma linguagem literária própria que rompe o discurso da cultura oficial e adota uma postura de valorização da estética negra e resistência à secular marginalização social.
…
Recomendo a leitura de O Atlântico Negro, de Paul Gilroy, que investiga o Atlântico como um espaço de trocas e permanências.
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